Sunday, August 11, 2013

O Ataque da Al-Qaeda pela Mídia - 11/08/2013

Na maioria das bandeiras que representam grupos afiliados com a Al-Qaeda há a seguinte passagem do Al-Corão: Prepare-se contra eles aonde você tiver o poder e com os cavalos de guerra com os quais você possa aterrorizar o inimigo de Allah e o seu inimigo e seus companheiros os quais você não conhece mas Allah conhece”.

Ainda, islamistas sempre citam o Profeta Maomé que disse: “Se você encontrá-los, lide com eles tão forçosamente como para aterrorizá-los, para eles o seguirem ou para serem avisados. Faça deles um exemplo severo aterrorizando os inimigos de Allah”.

E o Ocidente parece não perguntar como estes grupos pretendem forçar o islamismo no mundo.

A visão destes grupos é clara e direta mas o Ocidente avalia estas ameaças de modo esquizofrênico. De um lado há uma posição política que o correto é negar a existência de uma ameaça islâmica global. Que o islamismo é uma religião de amor e paz. Pelos dois exemplos acima dá para perceber...

Por outro lado, o Ocidente tende a ficar histérico e corre para se proteger ao mínimo pio como vimos na semana passada com o fechamento de 22 embaixadas e consulados americanos, franceses e ingleses, a evacuação estabanada de diplomatas e cidadãos, por causa de uma conversa telefônica interceptada do chefe da Al-Qaeda indicando que o ataque ocorreria no Yemen.

A tática dos radicais islâmicos para dominar o mundo consiste em combinar violência com persuasão e sedução ao mesmo tempo que aterrorizam e desmoralizam os “infiéis” instilando medo em escala global.

Os ataques terroristas diários no Iraque, Afganistão, África, Sinai, Síria e Yemen são usados pela Al-Qaeda como propaganda. Eles demonstram não só uma forte presença local do grupo mas o aumento do seu poder. E esta tática está funcionando.

Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 tudo apontava para o fortalecimento do islamismo. Ativistas usaram o sucesso do ataque para encorajar ondas de conversões na Europa e na América, enquanto planejavam outros ataques terroristas bem-sucedidos, espalhando o pânico global. A primavera árabe e a tomada dos governos pró-ocidente pela Irmandade Muçulmana, precursora da Al-Qaeda, também foi outro sinal do sucesso dos radicais islâmicos.

Os Estados Unidos, após terem declarado o fim à guerra contra o terrorismo, foram rudemente acordados com o ataque em Benghazi e foram à ofensiva. Hoje temos a impressão de que o islamismo radical está em baixa, pelo menos em seu objetivo de dominação do mundo.

A guerra civil e intra religiosa entre sunitas e shiitas na Siria, Egito, Iraque e Líbano e as ofensivas americanas com drones no Afganistão, Paquistão e Yemen parecem ter colocado panos frios nos planos da Al-Qaeda. Na Síria, a Al-Qaeda, que lidera os rebeldes, esperava ajuda em armas e treinamento, até o ocidente decidir que seu risco é pior do que Bashar al-Assad.

Mas nem tudo são rosas. A ameaça vinda do Yemen na semana passada mostrou outra coisa: o Yemen controla uma das quatro principais rotas marítimas que ligam o ocidente à Asia. O estreito de Bab el-Mandeb, que é a entrada sul do Mar Vermelho, é controlado pelo Yemen. Este estreito é o único caminho para o porto de Aqaba na Jordânia e Eilat em Israel. As outras rotas são o Canal de Suez, nas mãos do Egito que está em plena guerra com os islamistas, o estreito da Turquia que já é governada por um islamista e o último é o estreito de Hormuz, controlado pelo Irã. Estas passagens, se bloqueadas, poderão causar o caos no transporte do petróleo para as nações do mundo. E a Al-Qaeda quer ser o primeiro grupo islâmico a dominar pelo menos uma delas.

O colapso do governo no Yemen e o vácuo de poder criou uma oportunidade para a Al-Qaeda. Se ela conseguir se tornar uma autoridade no país, poderá ser uma ameaça real para os Estados Unidos, Europa, Israel e Jordânia. Ao bloquear o estreito, terá os meios necessários para chantagear o ocidente.

Além disso, o Yemen fica na fronteira com a Arábia Saudita. A Al-Qaeda acredita que os monarcas sauditas são hereges, não seguidores de sua forma de islamismo e usarão a fronteira para lançar ataques para desestabilizar o governo. Até os campos de petróleo poderão ser alvos de sabotagem. Isto causará danos à economia saudita e principalmente ao ocidente.

A Al-Qaeda faz este ano 25 anos de existência e tem que fazer algum ataque espetacular para manter sua relevância.

O ocidente, por sua vez, está imaginando qual será o próximo alvo e a melhor maneira de frustar o ataque.

Os Estados Unidos estão numa situação absurda e não parecem querer sair dela. Por um lado há uma discussão ferrenha sobre questões morais sobre tortura, espionagem e coleta de informações domésticas e estrangeiras enquanto falar de terrorismo islâmico virou taboo. Por outro lado, se você se queimou uma vez, você age com mais cautela. Depois do assassinato do embaixador americano em Benghazi, nenhum oficial do governo quer tomar qualquer risco.

Mas a abrupta decisão americana de fechar suas embaixadas e mandar seus diplomatas para casa talvez tenha tido um outro efeito que serviu os propósitos dos radicais islâmicos bem mais do que um ataque terrorista.

A Al-Qaeda no Yemen não precisa do ok do chefe Ayman Zawahiri para fazer um ataque. E a América perante apenas uma ameaça de ataque tomou medidas numa escala nunca vista. Os americanos entraram em pânico e deram a Zawahiri uma vitória desnecessária. Zawahiri, através da Al-Qaeda no Yemen, conseguiu enganar os americanos e em vez de um ataque com bombas, conseguiu perpetrar um ataque através da mídia usando uma das táticas de Maomé: instilando medo.

 A pergunta é qual seria a alternativa? Talvez não houvesse outra coisa a fazer a não ser evacuar todas estas embaixadas. Mas sabendo disto Zawahiri explorou a imprensa e a internet, manipulando as informações e causando medo. Sem dar um tiro, e com a ajuda de seu inimigo, a Al-Qaeda conseguiu atacar os Estados Unidos pela mídia.

Obama e sua administração precisam parar e reavaliar sua política. Este padrão duplo de lidar com os terroristas só os fortalece e tira os meios do ocidente de reconhecer o inimigo e lutar contra ele. Em seus últimos discursos Obama descreveu Benghazi como um escândalo falso e continua a apadrinhar radicais islâmicos.

Dezenas de consulados e diplomatas, além de cidadãos americanos evacuados estão em limbo. E como se nada tivesse acontecido nesta semana, Obama resolveu tirar férias e partiu neste final de semana. Em outras palavras, o mundo está sem direção e nós estamos à deriva.




Sunday, August 4, 2013

A Ascensão da Al-Qaeda - 04/08/2013

Durante sua campanha para reeleição e até recentemente, em 23 de maio deste ano para ser mais precisa, o Presidente Americano Barack Obama declarou o fim da guerra contra o terrorismo dizendo que a Al-Qaeda estava “em fuga”. Ele continuou dizendo que iria trabalhar com o Congresso para revogar a autorização dada ao governo para o uso de força militar contra aquelas nações, organizações ou pessoas que “planejaram, autorizaram, cometeram ou deram assistência ao ataque de 11 de setembro de 2001” ou seja, a Al-Qaeda.

Mas agora, contrariamente ao que Obama acredita e quer nos fazer acreditar, a Al-Qaeda não morreu. Ela não está em fuga. A Al-Qaeda está em ascensão.

No último mês centenas de terroristas do grupo fugiram de várias prisões no Iraque, Líbia e Paquistão, incluindo dezenas de comandantes, prontificando um alerta de segurança global pela Interpol.

Nestas fugas foram usados dezenas de homens-bomba, morteiros e 12 carros-bombas. O embaixador americano no Iraque James Jeffrey disse ao Wall Street Journal que se a Al-Qaeda pode invadir Abu Ghraib, pode também invadir a embaixada na zona verde da Capital.

Este alerta veio um dia depois do extraordinário alerta da administração Obama a turistas americanos visitando o Oriente Médio e Ásia. O Departamento de Estado ordenou o fechamento de 22 embaixadas e consulados no mundo muçulmano e Israel de hoje até quarta-feira quando termina o mês de jejum do Ramadã.

A situação no Iraque vem se deteriorando rapidamente desde a retirada das tropas americanas no final de 2011. Só no mês de maio mais de mil iraquianos morreram em 80 ataques com carros e homens-bomba.

Há 5 anos na presidência, Obama ainda não entende a natureza do inimigo. Quando apoiou as oposições do Egito e da Tunísia, derrubando seus governos, Obama achou que a realidade mudaria para melhor. Outras pessoas, outras idéias. Quando Bin Laden foi morto, os comandantes da Al-Qaeda se reuniram em outro lugar e continuaram a existir e a propagar sua ideologia de dominação do mundo com a imposição de um califado islâmico.

A guerra civil na Síria criou uma nova oportunidade para a Al-Qaeda. Jihadistas sírios lutando no Iraque voltaram para a Siria e estabeleceram a Frente Al-Nusra que hoje é a maior força contra Bashar Al-Assad. Al-Nusra foi responsável pelos bombardeamentos mais formidáveis em Damasco, matando o cunhado de Assad, Assaf Shawkat.

Enquanto o Ocidente passou os últimos 2 anos debatendo se ajudava os elementos mais moderados da oposição na Siria, al-Nusra recebeu dinheiro, homens e armas firmando a Al-Qaeda como líder da oposição.

Se Al-Nusra, que é sunita, conseguir vencer na Síria, isto terá um impacto sério não só no Líbano mas no Iraque que também conta com seu próprio conflito shiita-sunita. Hoje, na Síria como no Líbano e no Iraque, os shiitas dominam com a ajuda do Irã.

O renascimento da Al-Qaeda no Iraque é somente uma parte do ressurgimento global da organização. No último ano vimos operações na Argélia, Mali, Nigéria e Líbia. No Paquistão esta semana houve uma outra fuga de prisioneiros que incluíam os piores jihadistas do Talibã. Esta fuga foi seguida de ameaças reais da Al-Qaeda. Não é de se espantar que os Estados Unidos tenham decidido fechar suas representações na região.  
De acordo com Dore Gold, ex-embaixador de Israel na ONU, o ressurgimento da Al-Qaeda no Iraque tem duas implicações importantes para Israel:

Primeiro, desde sua concepção, o grupo tem sido uma ameaça direta à Jordânia. Em 2005 a Al-Qaeda atacou 3 hotéis em Amã matando 60 pessoas. Logo em seguida, o chefe do grupo, Abu-Mussab Al-Zarqawi, enviou uma gravação ao rei Abdallah ameaçando-o pessoalmente. Em outubro do ano passado a Jordânia prendeu 11 jordanianos vindos da Síria que haviam recebido treinamento em explosivos da Al-Qaeda no Iraque com planos de ataques a shopping centers e ao bairro dos diplomatas em Amã.

Segundo, o renascimento de organizações jihadistas na Síria, como Al-Nusra, pode ser um verdadeiro desafio para Israel. Há o perigo de infiltração da Judeia e Samaria pela Jordânia. Já em 2005, a Al-Qaeda estabeleceu uma base em Irbid, uma cidade no norte da Jordânia e de lá tentou recrutar voluntários entre palestinos da Cisjordânia. A tentativa foi descoberta e desbaratada pelas forças israelenses mas este continua a ser o objetivo da Al-Qaeda conforme o plano de ação da Al-Nusra. O plano que vê a tomada da Síria como um passo para a destruição de Israel, e de lá, a tomada do resto do mundo árabe e do mundo islâmico.

Israel tem capacidade para lidar com mais esta ameaça de organizações jihadistas. Mas ela tem implicações nas negociações de segurança a serem conduzidas agora com os palestinos.

A Ministra da Justiça de Israel Tsipi Livni falou em Washington que “nada pode parar verdadeiros crentes”. A jornalista Caroline Glick em seu editorial nesta semana no Jerusalém Post colocou muito bem que este termo “verdadeiros crentes” fora cunhado pelo escritor Eric Hoffer em 1951 em seu livro sobre as raízes psicológicas do fanatismo. Hoffer descreveu o verdadeiro crente como uma pessoa fanaticamente engajada numa causa ao qual nenhuma quantidade de realidade o faz abandoná-la.

E é justamente assim que podemos descrever Obaman, Kerry e Livni. Fanáticos! Enquanto o mundo está desmoronando em volta, tudo o que os preocupa é forçar um acordo entre os palestinos e Israel.

Kerry decidiu que isto será cumprido em 9 meses. Um parto, realmente. E todos nós sabemos o que se passa durante os 9 meses: náuseas, vômitos, dores de cabeça, mudança de humor. E às vezes um aborto.

Os Estados Unidos uma vez eram uma grande nação, admirada e temida. Hoje não é nem um nem outro. É um tigre de papel que urra, mas que pôe o rabo entre as pernas ao menor sinal de perigo.


Israel pode agir diferentemente. Netanyahu se mostrou um covarde ao aceitar soltar estes 104 assassinos sanguinários somente para trazer os palestinos a Washington. A questão é se em face da Al-Qaeda em Gaza, no Sinai e na Jordânia, do terrorismo palestino, e mais urgentemente, da ameaça nuclear do Irã, Bibi mostrará alguma coragem.


Sunday, July 28, 2013

Libertando Terroristas - 28/07/2013

Em 1988, enquanto viajava num ônibus para Tiberias, Rachel Weiss de 26 anos e seus 3 filhos pequenos Netanel de 3 anos, Rephael de 2 anos e Efraim de 9 meses foram mortos queimados por um cocktail molotov jogado por Jooma Adam, um palestino. O jovem soldado David Delarosa que tentou salvá-los também morreu queimado.

Em 1989, enquanto caminhava de sua casa até a Universidade Hebraica de Jerusalem onde era professor, Menachem Stern de 64 anos foi esfaqueado até a morte por Mahmoud Muammar e Ibrahim Salah. Stern foi ganhador do Premio Israel por excelência no ensino de História.

Em 1993, Ian Feinberg um advogado de 30 anos e com 3 filhos pequenos que estava ajudando organizações palestinas em Gaza foi arrancado de uma reunião em Rimal e morto a tiros seu corpo esfaqueado e desmembrado a machadadas por 3 palestinos.
Estes são apenas 3 exemplos. Há outros 101 a serem lembrados. Hoje, o gabinete israelense está votando pela soltura de 104 energumenos responsáveis pela morte de centenas de israelenses.

Pela enésima vez o cenário se repete e Israel parece não querer aprender com os erros passados inclusive a se entregar às absurdas pressões americanas. Nossa memória pode ser curta mas não tão curta a ponto de esquecermos o que significa para as familias de vítimas de terrorismo a libertação dos perpetradores destes crimes horrendos.

Netanyahu escreveu uma carta ao povo de Israel ontem tentando explicar o inexplicável: que primeiro-ministros são eleitos para tomarem decisões difíceis e por vezes, contra a vontade popular.

Este é precisamente o caso. Nenhum país no mundo aceitaria libertar 104 terrroristas como um gesto de “boa vontade” para trazer os palestinos de volta à mesa de negociações.

Nem mesmo os Estados Unidos que estão exigindo este passo.

Netanyahu, sabendo que 80% dos judeus seculares e 95% dos judeus religiosos são contra a libertação destes terroristas pediu como gesto de boa vontade de Obama a soltura de Jonathan Pollard. Na sua visão, se Pollard for solto, será mais fácil para os israelenses engulirem esta pílula. A resposta de Obama foi um curto e grosso não.

Pollard é o caso mais vil de alguém preso nos Estados Unidos jamais visto na História americana. Pollard foi condenado por espionagem por ter entregue a Israel, um país aliado, documentos que os Estados Unidos se haviam obrigado a entregar a Israel mas decidiu segurar. A maior pena dada a outros que espionaram para países aliados foi de 16 anos. A média é de 2 a 4 anos. Pollard pegou prisão perpétua e já está encarcerado há 29 anos sendo que os primeiros 7 anos em confinamento solitário.

Quando os hipócritas desta administração americana exigem de Israel “gestos de boa vontade” e “medidas para aumentar a confiança”contra os palestinos “aparecerem” nas negociações eles não querem ver que nada disso nunca trouxe qualquer resultado positivo.

E porque?

A cada vez, Ramallah descreve estes terroristas condenados como heróis politicos causando uma erosão na confiança dos israelenses em seu sentido de justiça. O governo por seu lado acha mais prudente pagar o preço do que ser rotulado de intransigente.

Na última vez que isso ocorreu foi no outono de 2007 quando o governo de Ehud Olmert se prontificou a pagar pela presença palestina em Annapolis. Como agora, as solturas tinham que ocorrer em fases. Em Agosto, 255 terroristas foram libertados seguidos por outros 87 em outubro. Na época, Netanyahu havia criticado duramente Olmert, acusando-o de capitulação.

E como em 2007, a razão para estes gestos unilaterais era a de melhorar a imagem de Abbas e da Fatah frente ao Hamas, como se isso por si só pudesse dar qualquer legitimidade ao presidente da Autoridade Palestina que teve seu mandato expirado em Janeiro de 2009.

É chocante que as mesmas suposições são feitas aqui, como se nenhuma lição tivesse sido aprendida. A primeira é que é bom para Israel ajudar a Fatah. Ficam esquecidos os incontáveis ataques terroristas, especialmente depois dos acordos de Oslo, enquanto os líderes assinavam acordos que os beneficiavam prodigiosamente especialmente do lado financeiro.

Há uma corrente no governo de Israel que prega que a Fatah é melhor que o Hamas e que pode ser que um líder honesto apareça como um parceiro para a paz. Não só isso não ocorreu em 20 anos desde Oslo, mas as medidas unilaterais da Autoridade Palestina na ONU completamente destrói esta suposição.

Ninguém se pergunta aonde está a raíz do problema. Ele começa com a percepção de Israel pelo outro lado. Se alguém pensa que para os palestinos estas são concessões benevolentes de uma sociedade fundamentada num sistema legal independente que permite até a seus mais implacáveis inimigos um julgamento justo, está completamente errado. Nada disso existe na Autoridade Palestina ou em qualquer outro estado árabe.

A Autoridade Palestina nunca reconheceu que estes presos foram condenados justamente por atrocidades cometidas por eles, como o seriam em qualquer país democrático com um mínimo de consciência e de justiça.

Se esta é a base para as futuras negociações, qual será o valor de um compromisso com os palestinos que não aceitam a proibição fundamental de alvejar civis? Abbas nunca agiu contra o terrorismo apesar de suas incontáveis promessas. Ainda mais quando seus próprios assistentes patrocinam, incitam e despacham estes terroristas.

A Autoridade Palestina oficialmente comemora estes assassinos como heróis em vez de condená-los como vilões. E a mídia palestina não economiza tinta para retratá-los como ativistas injusta e arbitrariamente presos por Israel.

Não há qualquer apreciação dos palestinos à estas solturas. Cada gesto de boa vontade de Israel é recebido com má-vontade e retórica viperina sobre a insuficiência da concessão. E esta ingratidão destrói o custo-beneficio do gesto.

Qualquer que seja o cálculo de Israel, em mostrar flexibilidade, tolerância, ou qualquer outro atributo inútil, a realidade vista pela Autoridade Palestina é bem diversa e longe de inspirar esperança. A esta altura, cada soltura terá apenas uma consequência: a de erodir ainda mais o poder de dissuasão de Israel.