Wednesday, June 18, 2014

O Uso de Crianças na Guerra do Hamas - 15/06/2014

Em Outubro de 2011 estavamos todos unidos e emocionados assistindo ao vivo a soltura do soldado israelense Gilad Shalit das mãos do Hamas. Depois de 5 anos e 4 meses de angústia, preces e promessas, vimos o soldado magro, vestido como um palestino ser devolvido à sua familia e ao seu país. Em troca, Israel soltou milhares de prisioneiros palestinos, o que fez o Hamas prometer continuar com os sequestros para obter mais solturas e quem sabe, outras vantagens dos israelenses.

Desde então, dezenas de tentativas de sequestros, não só de soldados mas de civis inclusive de mulheres, crianças, ocorreram. A mídia não considera tentativas mal-sucedidas notícia mas desde o ano passado foram 44 tentativas de sequestro de judeus.

E finalmente, o que mais temíamos desde Outubro de 2011 aconteceu. Três estudantes judeus, dois de 16 e um de 19 anos foram sequestrados na quinta à noite. Um deles cidadão americano. O sequestro teria acontecido na região de Gush Etzion na Judéia.

Imediatamente ao ser noticiado, uma festa irrompeu em Gaza, com doces distribuidos nas ruas. Na sexta-feira e sábado Israel estava em preces e à busca dos três. No sábado a noite o Primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou os palestinos do sequestro e responsabilizou o governo de união da Autoridade Palestina que junto com o Hamas são os principais promotores de incitação e ódio dos palestinos contra Israel.

Já na quarta-feira passada, choveram mísseis vindos de Gaza. Israel tentou responsabilizar o governo palestino de União, lembrando que Abbas havia afirmado que o novo governo iria honrar todos os acordos anteriores.

Imediatamente e infelizmente, o governo de Obama disse que a Autoridade Palestina não era responsável pelo ataque já que a realidade é que a Faixa de Gaza estava ainda nas mãos do Hamas. Então aonde está a união? Aonde está a desculpa para negociar com o Hamas?

A posição americana foi confirmada pela Comunidade Européia e o resultado? O sequestro dos três estudantes no dia seguinte.

Abbas disse que não poderia ser responsável já que a região do sequestro na Judéia estava sob o controle de segurança de Israel. Isto é o mesmo que dizer que os palestinos não são responsáveis por suicidas que se explodem em Tel Aviv.

A identidade dos terroristas ainda não é conhecida mas hoje Netanyahu afirmou que eles são afiliados ao Hamas e portanto, este crime é diretamente resultante deste governo de união. Os esforços agora para achar os três depende sobretudo da inteligência interna de Israel, ou o Shabak.

Mas a questão que está queimando o lábio de todos é se estes meninos estão vivos ou não. O problema é que a demora da coordenação entre a polícia e o exército pode ter dado tempo aos sequestradores para levar os três para Gaza e aí teremos o mesmo cenário de Gilad Shalit que não pode ser resgatado pelas forças de Israel.

No entanto, não é fácil levar 3 reféns de uma vez através de fronteiras. A suposição é que eles ainda estejam na Judéia e Samária, em algum lugar secreto, provavelmente subterrâneo.

Nunca em toda a história sangrenta do conflito entre Israel e os palestinos tivemos 3 israelenses sequestrados no mesmo evento. Isto indica uma operação bem planejada e executada de modo profissional. Os terroristas provavelmente convenceram ou forçaram os meninos a entrarem em seu carro como ocorreu várias vezes no passado. Em tentativas anteriores, os palestinos se diziam israelenses, falando hebraico fluentemente, vestindo-se até como judeus ortodoxos. A idade dos meninos pode também ter sido um fator.

Este sequestro não aconteceu num vácuo. Além de todo o reconhecimento e legitimidade dados ao Hamas nas últimas semanas nesta suposta reconciliação e governo de União, há o fato de que mais de 200 palestinos condenados em Israel por crimes contra a segurança do estado, estão fazendo intermitentes greves de fome, gerando protestos diários nas comunidades palestinas. Tudo isso, junto com as próximas eleições para a liderança da Autoridade Palestina, leva o Hamas a atos ousados para conquistar a opinião pública palestina na Judéia e Samária.

Nos últimos 30 anos, o sequestro de soldados e civis se mostrou o melhor método para soltar prisioneiros. Todos os governos de Israel juraram nunca se render aos terroristas, somente para capitularem e soltarem milhares deles inclusive aqueles com sangue de vítimas israelenses nas mãos.

Isso levou o governo de Israel a instaurar um comitê especial que ao final recomendou limitar o número de prisioneiros a serem trocados. Mas o gabinete de Netanyahu nunca adotou a recomendação pois tiraria a flexibilidade do seu governo em negociar.

Agora parece que chegou a hora da verdade para Bibi. O seu gabinete prefere uma operação militar para libertar os meninos sequestrados em vez de se render mais uma vez às exigências dos terroristas. Mas isso irá depender das informações de inteligência que Israel conseguir, o que até agora não parece ser muita.

Mas se uma operação militar não for viável, Netanyahu terá que tomar uma decisão muito difícil sob pressão das familias e do público para mais uma vez libertar centenas de terroristas. E Netanyahu sabe que a cada soltura, os terroristas ficam mais incentivados para promoverem outros sequestros e a colocarem as vidas de outros israelenses em perigo.

Ninguém pode negar o sofrimento destas familias. Não há uma só casa em Israel ou um só lar judaico no mundo que não simpatize com sua causa e angústia. Como judeus, nosso conceito de responsabilidade mútua é algo impregnado em nossa consciência. O sofrimento destas familias é o nosso sofrimento coletivo.

Desde os acordos de Oslo em 1993, quase 2 mil israelenses perderam suas vidas, pagando o ultimo preço pela liberdade do povo judeu. Os Israelenses lidam com ameaças todos os dias. Há tentativas constantes de infligir dano seja com mísseis, sequestro, ou até pedras jogadas contra carros em movimentos. Algumas são evitadas por atos da inteligência, outras por cidadãos alertas, muitas por pura sorte.


Então sim, a liberdade tem um preço. Vamos rezar e esperar que neste caso estes meninos possam ser localizados em vida e que no domingo que vem possamos fazer um editorial comemorando os milagres com os quais Deus abençoa seu povo e seu mensageiro, o exército de Israel.

Thursday, June 5, 2014

A Contribuição da ONU à Paz - 01/06/2014

Abbas irá anunciar amanhã o seu governo de união com o Hamas. E apesar de ser considerada uma organização terrorista por ambos, os Estados Unidos e a Europa já avisaram que sim, eles negociarão com o Hamas no governo de união palestina.

Graças a D-us, Israel tomou uma decisão mais lúcida! Ela avisou que não negociará mais com Abbas, a não ser que o Hamas aceite separadamente as condições do Quarteto, uma das quais é reconhecer o direito de Israel de existir.

Por seu lado, o Parlamento Inglês abriu uma investigação sobre o dinheiro que vai para a UNRWA. A única agência da ONU para tratar de um só grupo de refugiados: os palestinos. Vale a pena lembrar que a ONU tem uma outra agência que supostamente dá assistência a todos os outros refugiados do mundo, o Alto Comissariado para Refugiados. A diferença? O Alto Comissariado lida com 33 milhões de refugiados em 116 países, tem 6,260 empregados em 262 escritórios espalhados pelo mundo.

A UNRWA tem hoje menos que 5 milhões de refugiados registrados em 5 lugares: Gaza, na Cisjordânia, Síria, Líbano e Jordânia sendo que Gaza e a Cisjordânia são considerados Palestina e portanto, palestinos não deveriam ser refugiados em seus próprios locais de origem. Então digamos que refugiados mesmo estão na Síria, Líbano e Jordânia.  Na Síria eles são uns 500 mil, no Líbano 450 mil e na Jordânia, que também era parte do Mandato da Palestina, uns 2 milhões. Total, uns 3 milhões. Agora, querem saber quanto dinheiro é gasto por cada uma destas agências? O Alto Comissariado, para os seus 33 milhões de refugiados em 116 países gastou em 2008 1.5 bilhão de dólares. A UNRWA? 1.1 bilhões. Em contraste dos 6 mil empregados do Alto Comissariado, a UNRWA emprega 28 mil pessoas.

Se ficasse por aí, menos mal, mas além da UNRWA, os palestinos têm outras agências na ONU. Uma é a Divisão dos Direitos Palestinos, a DPR, e outra é a UNISPAL, Sistema de Informação sobre a Questão da Palestina. No mês passado, as duas organizaram um encontro internacional sobre a Questão de Jerusalem na Turquia. O convite notava que o objetivo desta “conferência” era de “fortalecer o apoio internacional para uma solução justa e permanente na questão de Jerusalem”.

Só que o maior patrocinador desta conferência foi o Comite do Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestino, outra agência da ONU. Quem estava querendo imparcialidade para a questão de Jerusalém, pode esquecer. A DPR recebeu nada menos que 6 milhões de dólares da ONU para organizar este encontro. Só que paz e reconciliação entre judeus e palestinos estava longe da agenda. Seu propósito, o mesmo que o da conferência sobre o racismo, foi de desacreditar e deslegitimar Israel com a cobertura das Nações Unidas. A mesma ONU que como membro do Quarteto se comprometeu a promover a resolução pacífica deste conflito e deveria se manter objetiva, honesta e imparcial neste processo.

A ONU não deveria estar abrigando iniciativas como estas nos seus mais altos escalões que só aumentam as expectativas palestinas para níveis impraticáveis e irrealistas.

De fato, no começo do mês, o embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, publicamente condenou estas agências, especialmente a UNRWA, dizendo que elas “alimentam promessas falsas e legitimam mitos perigosos”. O pior é que elas perpetuam o problema dos refugiados.

Prosor disse que ouviu inúmeras vezes que os assentamentos são o maior obstáculo para a paz quando o chamado “direito de retorno” que procura inundar Israel com milhões de supostos refugiados é o que emperra as negociações. Este “direito de retorno”, sinônimo para a destruição de Israel.

Através da UNRWA, a ONU alimenta esta fantasia contida nos livros e textos escolares, nas colônias de férias e nos programas para crianças palestinas na televisão e outros veículos de mídia.

É importante saber que se a UNRWA foi criada em 1949, em 1965 ela removeu seu objetivo de reinstalar os palestinos refugiados. Isto criou uma classe de refugiados só aplicável para os palestinos. Nenhum outro povo, que se fixou em outros países continua a ter seus filhos, netos, bisnetos registrados como refugiados. Se assim fosse, toda a colonia judaica no Brasil hoje seria de refugiados!

Os 28 mil que trabalham para a UNRWA têm interesse em perpetuar o problema em vez de resolve-lo. Aqueles que dão dinheiro para estas agências têm que repensar se é de seu interesse continuar enviando centenas de milhões de dólares para manter esta ficção.
Outra consequência importante é que se a UNRWA se encarrega da educação, alimentação e vestimenta dos palestinos, a Autoridade Palestina não precisa se incomodar. No mês passado houve uma greve de um mês do pessoal da UNRWA e os palestinos tiveram que sair para a quebradeira pois os serviços básicos cessaram.

Quase 2 milhões de chamados refugiados palestinos moram na Judeia e Samária. Você pensaria que a Autoridade Palestina teria que assumir alguma responsabilidade por eles. Em vez disso, ela se contenta em usar esta população como peão em seu jogo político em vez de criar um futuro melhor para ela.

A coisa está tão fora de controle que palestinos com nacionalidade e passaporte jordaniano, mantêm seu status de refugiados e recebem “ajuda” da UNRWA. Não há qualquer precedente ou paralelo na história da humanidade para isso. A comunidade internacional escolheu manter esta população de refugiados até que a Assembléia Geral decida que o conflito entre Israel e os árabes está resolvido de modo satisfatório para ela. Só então a UNRWA cessará de existir.

Nós sabemos quando isso irá acontecer… Nunca.

A mentalidade da Nakba (da catastrophe da criação do estado de Israel) está plantada dentro da cabeça destes refugiados e do resto dos palestinos. A incitação, as mentiras e as falsas esperanças continuam a dominar as manchetes e suas vidas.

A mesma incitação ao ódio que permea os sites e canais jihadistas convencendo até ocidentais a perpetrarem crimes hediondos. Esta semana um ataque suicida na Síria foi cometido por um americano que cresceu na Flórida. Hoje acordamos com a notícia de que o terrorista do Museu Judaico na Bélgica fora apreendido. Mehdi Namush, um cidadão francês também lutou na Síria e agora trouxe seu jihad para a Europa.

85% do dinheiro da UNRWA vem dos países do ocidente mas infelizmente o politicalismo correto paralisa seu desejo de investigar e agir. É um erro crasso para os Estados Unidos e a Europa aceitarem negociar com o Hamas mesmo indiretamente. Não há negociação com o Hamas. Na verdade, não houve muita negociação com a Autoridade Palestina tampouco, e tanto um como o outro têm que entender que numa negociação é isso: você não leva tudo o que quer.

Enquanto a comunidade internacional continuar cegamente a bater na mesma tecla do unilateralismo palestino, a paz não aparecerá tão logo no horizonte e não chegará nenhum dia mais cedo.


Tuesday, May 20, 2014

Hashtags Não Salvarão as Meninas - 19-5-2014

No dia 14 de abril deste ano, 276 meninas cristãs, adolescentes, foram sequestradas de sua escola na Nigeria pelo grupo islâmico Boko Haram.

Estas meninas, de 14 e 15 anos foram levadas para as florestas do norte da Nigéria e convertidas à força ao islamismo. Umas cem delas foram filmadas cobertas da cabeça aos pés recitando versos do al-Corão. Há suspeitas que além de convertidas, muitas delas foram dadas em casamento a jihadistas do grupo.

O lider, Abubakar Shekau, que se autodefine o Bin Laden da Africa, desenvolveu uma operação de mídia sofisticada para ganhar notoriedade, ao mesmo tempo em que transformava o Boko Haramo de político ao grupo terrorista mais violento do mundo tendo assassinado mais de 7 mil pessoas a maioria deles cristãos.

Não é por acaso que Boko Haram alveja escolas. O grupo, que segue a mesma ideologia dos talibãs, é contra dar qualquer educação especialmente para meninas. Boko Haram quer dizer “a educação ocidental é um pecado”.A mesma ideologia que levou membros do Talibã no Paquistão a atirarem em Malala Yousefzai de 16 anos por ela ter um blog que advogava a educação para meninas. Malala sobreviveu mas a tentativa de seu assassinato não foi o suficiente para trazer o mundo a agir.

No ocidente sentimos que isso só ocorre no Afeganistão, no Paquistão, na Nigéria. Longe de nós. Será? Não estamos só falando de ataques terroristas ou sequestros. Estamos falando da inação dos governos do ocidente face ao islamismo medieval que traz com ele a mutilação genital de meninas, de assassinatos por honra, de ignorar o fato que seus cidadãos estão indo lutar na Siria e no Iraque e voltarão para suas casas nos Estados Unidos e Europa para prosseguir com seu jihad.

Nos Estados Unidos tivemos em 2008 o assassinato de Sarah e Amina Said por seu pai com a ajuda da mãe, que as acusava de serem “prostitutas” por usarem jeans e tirarem fotos com meninos de sua escola. Um caso clássico de assassinato por honra. Seu pai fugiu depois de atirar nas duas e durante algumas horas seu nome esteve na lista dos mais procurados do FBI mas logo a acusação de “assassinato por honra” foi retirada porque a organização muçulmana CAIR acusou o FBI de islamofobia.

Em 2009, um rico afegão e sua segunda mulher, vivendo no Canadá, assassinaram 3 filhas assim como a primeira esposa, porque as meninas queriam viver como canadenses. As meninas tinham de 13 a 19 anos. Elas foram afogadas uma a uma num lago razo.

Alguém pode dizer que estes são casos isolados. Mas só na Inglaterra em 2011 houveram 2.800 assassinatos por honra. A maior razão dada pelos pais, irmãos, tios, é que a moça era muito ocidentalizada. Isto quer dizer que ela não era suficientemente obediente, queria uma educação, se recusava a usar o véu ou não queria casar com um primo desconhecido. Em outras palavras, elas se recusavam a serem submissas, o modo pelo qual o al-Corão escraviza as mulheres.

Voltando ao sequestro das meninas cristãs na Nigéria, primeiro o Boko Haram ameaçou vendê-las como escravas para levantar fundos para suas operações terroristas. O preço? 12 dólares por cada uma, ou 26 reais. Sim, porque de acordo com o al-Corão, a escravidão é permitida.

No seu início, o objetivo do Boko Haram era de criar um estado islâmico na Nigéria, seguidor da Shaaria, ou lei islâmica. Hoje, além disso, o Boko Haram quer fisicamente eliminar todos os cristãos do norte do país.  Esta é a mesma tendência dos outros grupos islâmicos. É só ver o massacre de cristãos coptas no Egito, a eliminação de cidades cristãs na Síria e no Iraque. O êxodo dos cristãos da Autoridade Palestina e do resto do mundo islâmico.

Esta intolerância a outras religiões é também imposta na Arábia Saudita, no Iraque, em Brunai, no Irã e na Faixa de Gaza com o Hamas. Nesta semana, uma moça de 27 anos, grávida de 8 meses foi condenada à morte no Sudão porque ser cristã, apesar de seu pai, que a abandonou de pequena, ter sido um muçulmano. Ela foi acusada de apostasia e imaginem, adultério, por ter se casado com um cristão, um ser inferior a um muçulmano.

Enquanto isso, a esquerda, e principalmente o governo americano, decidiram não levantar sua voz e ao contrário, Obama e o Departamento de Estado abraçaram a Irmandade Muçulmana, que prega a aplicação estrita da lei islâmica e o violento e brutal subjugo das mulheres. De fato, Hilary Clinton, a Secretária de Estado, se recusou, durante seus 4 anos no leme da política exterior americana, de incluir o Boko Haram entre os grupos terroristas, impedindo a coleta de informação e inteligência sobre o grupo e sua ligação com a Al-Qaeda.

Hoje, o presidente da Nigéria, após muita pressão, se encontrou com o presidente francês e outros líderes para ver como um esforço conjunto pode derrotar o Boko Haram. Barack Obama, apesar de condenar o sequestro, decidiu só enviar 30 especialistas do FBI para ajudar na busca. A primeira-dama Michelle Obama, colocou em sua conta Twitter o hashtag para salvar as meninas sequestradas.

Para quem Michele enviou este twitter? O marido dela é o homem mais poderoso do mundo, com acesso a drones e um exército formidável e ele não está disposto a agir. 

Michelle, hashtags não irão salvar as meninas.

Chegou a hora do mundo acordar. É por causa do medo de não sermos politicamente corretos que damos legitimidade a grupos terroristas liderados por loucos sanguinários como Abubakar Shekau. Chegou a hora de denunciarmos o islamismo radical que escraviza e subjuga as mulheres. Que dá aos homens todo o poder de vida e morte sobre suas mães, irmãs e filhas. Que para reportar um estupro, a vítima  tem que trazer 4 homens muçulmanos que o testemunharam, se não ela é acusada de adultério e apedrejada até a morte.

Esta também não é a primeira vez que o Boko Haram ataca crianças. Em fevereiro deste ano o grupo matou 29 meninos adolescentes, degolando, esfaqueando e queimando-os vivos no seu dormitório. 

Por quê só agora, com o sequestro das meninas, o mundo resolveu combater este grupo? Porque de repente, isso é parte de uma suposta guerra contra as mulheres.

E porque criticar qualquer prática islâmica, por mais neandertal que seja é correr o risco de ser acusado de islamofobia. Se esta é a penalidade então que o seja.

A campanha hashtag é algo muito bonitinho. Faz as pessoas se sentirem melhor sobre si próprias, mas não trarão estas meninas de volta para as suas mães e pais. Só uma bala no meio dos olhos destes terroristas resolverão este sequestro. 

Infelizmente, Obama declarou que a América não é a polícia do mundo. Sua inação na Síria, na Ucrânia, e com o resto dos ditadores do mundo mostram sua impotência. A mensagem real do hashtag é que a América não é mais a força que poderia trazer estas meninas de volta às suas casas. Não contem com ela. 

A única coisa que esta administração pode fazer é uma campanha aséptica no twitter. É a hipocrisia do mais alto grau e é muito triste ver a grandeza que foi e a decadência que é hoje a America.