Sunday, August 10, 2014

A Claridade Moral Que Foi Para o Espaço - 10/08/2014

Estamos assistindo um espetáculo verdadeiramente triste. No continente aonde menos de 70 anos atrás, 2 em cada 3 judeus foi assassinado num esforço superior ao de se ganhar a guerra, o anti-semitismo voltou a ser moda.

Outra semana de protestos e manifestações sobre os supostos crimes de guerra cometidos por Israel. Mas em meio a estes protestos, ninguém ouviu gritos de “morte aos israelenses”. O que ouvimos foram “morte aos judeus”, “vamos degolar os judeus”, “hamas, hamas, judeus para o gás”. Um imam em Berlim, representante desta religião de paz e amor que é o islamismo, será deportado por conclamar Alá a “destruir os judeus contando e matando até o último deles”. E neste final de semana parece que o ódio chegou também na América. O rabino Yosef Raksin de Nova Iorque, que visitava familiares em Miami, foi morto ontem de manhã a caminho da sinagoga.

E contrariamente à visão populista de que as “massas estão revoltadas pelas imagens vindas de Gaza”, os piores comentários são feitos justamente por líderes mundiais que se mostram cada vez mais obsecados com a situação entre Israel e os palestinos de Gaza. Um porta-voz do secretário-geral da ONU, disse no domingo passado que um ataque próximo à uma escola operada pela UNRWA, era um “escândalo moral e um ato criminoso”. O próprio Ban Ki Moon inflamou a situação numa sessão especial da ONU para lidar somente com o conflito, dizendo que “a suspeita de ação militar não justifica colocar em perigo as vidas e a segurança de milhares de civis inocentes”, ou seja “os mísseis do Hamas não justificam ataques a instalações da ONU em Gaza”.

O fato destas mesmas instalações serem usadas pelo Hamas para armazenar e lançar mísseis contra Israel é irrelevante. Então vejamos: a própria lei internacional que o Sr. Moon deveria conhecer, diz que qualquer instalação, local de culto ou casa de civil se tornam alvos militares se usados para armazenar armas e munições, abrigar comandantes ou lançar ataques. E foi exatamente isso o que aconteceu. E temos video para prová-lo. Sreenivadsan Jain, reportando para a NDTV, a televisão indiana, entregou o filme para Israel somente após sair de Gaza, mostrando mísseis sendo preparados e lançados do lado do seu hotel e de prédios aonde estavam hasteadas bandeiras das Nações Unidas.

Esta reação para com Israel e para com os judeus não é algo normal ou lógico. É um sintoma de algo muito mais profundo.

Sessenta e nove anos depois da Segunda Guerra, a claridade moral do mundo foi para o espaço.

Os cristãos do Iraque e da Síria estão sendo literalmente massacrados pelo Estado Islâmico, antes conhecido como ISIS, que controla hoje uma grande parte do Iraque e o maior reservartório de água. Um genocidio está sendo perpetrado por eles contra os Yazidis, membros da mais antiga religião do Oriente Médio. A brutalidade é ilimitada. 500 homens e as crianças foram mortas, alguns enterrados vivos e as mulheres vendidas. Durante dias sem fim, Obama pensou no que fazer até ordenar que água e comida fossem jogadas dos aviões para os miseráveis que se esconderam nas montanhas, se conseguirem chegarem neles. Ataques com drones foram autorizados mas somente se limitados. A Inglaterra prometeu alguma ajuda. A França declarou solidariedade para com o povo iraquiano e preocupação. Mas nenhuma reunião urgente da ONU foi convocada e Obama saiu de férias.

O ex-presidente Jimmy Carter, (lembram dele?) também contribuiu com sua preciosidade. Ele disse que Israel deveria reconhecer e negociar com o Hamas pois o grupo foi eleito pelo povo palestino. Bem, Adolf Hitler também foi eleito pelo povo alemão assim como Benito Mussolini na Itália. Os dois só trouxeram miséria e destruição para a Europa.

Posso garantir que em nenhum momento durante a Segunda Guerra Mundial, Churchill, Roosevelt or Stallin discutiram a proporcionalidade na retaliação aos ataques alemãos, italianos ou japoneses. Ninguém levantou a necessidade de minimizar as mortes civis. E sabem porquê? Por que eles começaram. Por que o povo alemão e italiano elegeram estes líderes para entrarem em guerra e portanto tinham que arcar com as consequências. Não havia confusão moral na época.

O Hamas começou esta e todas as outras guerras que Israel teve em Gaza desde o desengajamento em 2005. Os palestinos em Gaza elegeram o Hamas para governa-lo e para eliminar Israel do mapa como rege sua constituição. E o pior é que hoje, se houvesse eleições, o Hamas também seria eleito na Judéia e Samária. O povo palestino tem que saber que ações têm reações e que suas escolhas terão consequências.

Quem assiste a Al-Jazeera e outras televisões árabes, escuta o povo em Gaza dizer que quer ser tratado com respeito e ter direito a portos livres. Como qualquer outro povo. E isso seria justo não fosse o fato deles terem usado toda a ajuda e material entregue em Gaza, inclusive a eletricidade, para construir mísseis e túneis contra Israel. O bloqueio de Gaza não começou com a saída dos judeus em 2005 mas em 2007 depois que o Hamas tomou o poder. Se a Autoridade Palestina e o Hamas se tivessem concentrado em construir moradias, escolas, hospitais e outras estruturas para melhorar a vida dos palestinos na Faixa, Israel não teria imposto o bloqueio. Mas então, o que fazer com as promessas na Constituição do Hamas de matar até o último judeu, trazer o jihad para a região e reimplantar o Califado para dominar o mundo?

Sim, porque neste ponto, os objetivos do Hamas são convergentes com os do Estado Islâmico. Não, não há confusão. Ela existe somente na cabeça destes líderes ocidentais que acham que devemos lutar contra o Estado Islâmico porque é um grupo terrorista islâmico sunita radical mas Israel deve negociar com o Hamas porque é um grupo terrorista islâmico sunita radical que foi eleito.

Entenderam?

O que fica incompreensível é o fato de Israel, o único país do Oriente Médio a dar liberdade de expressão, de religião, de imprensa, dar igualdade a mulheres, gays, a toda e qualquer minoria, a única democracia real da região ser atacada pelo ocidente que em princípio defende estas mesmas liberdades. Em vez disso, o ocidente sai em defesa do grupo terrorista que suprime todas elas, executa gays e trata as mulheres como propriedade.

Agora que o Estado Islâmico tomou uma grande porção do Iraque, da Síria, conseguiu entrar no Líbano e está ameaçando expandir, alarmando a Jordânia e a Arábia Saudita, a Europa está acordando.

Mas a Europa precisa entender que uma guerra contra o Estado Islâmico é o mesmo que uma guerra contra o Hamas. As duas são organizações terroristas islâmicas que procuram mudar a sociedade impondo o islamismo radical sunita, passando por cima de tudo e de todos para impor a lei islâmica. Israel está na linha de frente desta batalha e deveria ser apoiada. Se ela perder, a Europa estará perdida e o politicamente correto ficará para sempre enterrado juntamente com sua democracia, suas igrejas e suas sinagogas.







Monday, August 4, 2014

A "Honra" do Hamas - 3/8/2014

O Midrash Tanchumah diz claramente que “aquele que é clemente com o perverso, será perverso com o clemente”. Em nenhum momento da história isto foi mais verdade do que hoje.

Acho que ninguém duvida que Israel possa arrasar Gaza pelo ar se quisesse, mas não o faz. Enquanto Israel entrega comida e remédio para a Faixa de Gaza, o Hamas não para de lançar mísseis e morteiros contra civis israelenses. Enquanto Israel escolhe por em risco a vida de seus jovens, para minimizar a perda civil palestina, o Hamas os conclama a subir nos tetos de suas casas e morrerem como mártires.

Enquanto Israel envia panfletos e textos e faz chamadas telefônicas para avisar a população civil palestina de um ataque iminente, o mundo condena e passa a sentença contra Israel sem ao menos pedir uma comissão de inquérito. A iluminada Comissária de Direitos Humanos da ONU Navi Pillay, conseguiu nesta semana condenar Israel e os Estados Unidos por não entregarem a tecnologia do Domo de Ferro para o Hamas. Se estivessemos em 1944 ela teria exigido que a América entregasse a bomba atômica ao Hitler. Direitos humanos são só relevantes quando supostamente violados por judeus.

Mas nunca pelo Hamas.

Nesta semana foi reportado que dúzias de Palestinos de Sajaiya saíram às ruas para protestarem contra a guerra e a destruição orquestradas por Ismail Hanyah. Em resposta, o Hamas pegou 20 deles e os executou sumariamente no meio da rua. Em Gaza não pode haver discordância. A mídia internacional mal noticiou o massacre.

E tudo isso em nome do quê? De uma ideologia islâmica radical que está dominando o mundo. Sim, eu sei, todas as vezes que começo a falar da religião muçulmana recebo dúzias de críticas dizendo que eu generalizo e condeno mais de um bilhão de pessoas pelos atos de uma minoria. Pesquisas de fato mostram que “apenas” 10 a15% dos muçulmanos do mundo são radicais. Mas 15% de 1 bilhão são 150 milhões de pessoas. Foi preciso de apenas 20 deles para destruir as Torres em Nova Iorque, matar mais de 3 mil americanos e colocar a América de joelhos. O que temos que fazer? Esperar que os outros 149.999.980 ajam?

E eles irão agir. Centenas de jihadistas europeus estão indo lutar na Síria e no Iraque e voltarão para a Europa. Sua influência já pode ser sentida. Dezenas de protestos supostamente contra Israel foram desmascarados quando gritos de morte aos judeus e slogans antisemitas invadiram as ruas de Paris, Londres e Berlin nesta semana. Em Paris, pela segunda vez, lojas e negócios de judeus foram destruidos e incendiados enquanto a polícia olhava impotente. Em Berlin, manifestantes gritaram “judeu, judeu, porco covarde, saia e lute sozinho”.

Surpreendentemente, o único país que até agora expressou irritação com o Hamas é o Egito! Sisi não esquece o apoio do Hamas aos terroristas no Sinai que mataram dúzias de militares egípcios. Os comentaristas de televisão e rádio egípcios culpam o grupo terrorista pela miséria trazida aos palestinos de Gaza enquanto seus líderes viajam em aviões particulares, moram e engordam em hoteis 5 estrelas em Qatar. E por falar em Qatar..

Qatar é um emirado de apenas 11 mil quilómetros quadrados, sentado em cima de uma das maiores reservas de gás e petróleo do mundo. O emir de 34 anos é conhecido por manter laços estreitos com a Irmandade Muçulmana. É muito generoso com grupos terroristas sunitas como os rebeldes da Líbia, da Síria, a Al-Qaeda, al-Nusra e o grupo ISIS que está dominando o Iraque. O Hamas é outro projeto dele. Além de dinheiro, ele ajuda a divulgar a ideologia destes grupos através de sua rede de televisão Al-Jazeera. Ele mostrou que um pequeno país com todo este dinheiro pode ter uma influência devastadora.

Não é de se espantar que Khaled Mashaal tenha transferido a base das operações do Hamas para Qatar. O emirado é também refúgio do Sheik Yusuf Kardawi, um clérico muçulmano que elogia Hitler e apoia homens-bomba para matar judeus.

Mas o emir é também um homem prático. Depois de ter financiado vários eventos esportivos e comprado a copa do mundo da FIFA em 2022 - apesar do clima ser totalmente inapropriado para o evento - ele forçou seu pai a abdicar em seu favor. Ele conseguiu a simpatia do ocidente comprando times de futebol e financiando projetos gigantescos entregues a construtoras americanas e européias. Além de prometer resolver todos os problemas econômicos dos palestinos, ele acabou de assinar um contrato de 11 bilhões de dólares com os Estados Unidos para a compra de armas, helicópteros Apache e baterias anti-mísseis.

E agora entendemos a inexplicável posição de Obama e Kerry na semana passada. Em uma conversa telefônica com o primeiro ministro de Israel, Obama exigiu que Israel cessasse o fogo contra Gaza, unilateralmente se necessário por 72 horas. Como “garantia” de que o Hamas não iria atacar durante o cessar-fogo , Obama disse ter a palavra de Qatar e da Turquia. E nós vimos aonde isso levou Israel. Seis tentativas de cessar-fogo e seis violações por parte do Hamas.

O que é preciso entender é que de acordo com a religião islâmica, como escrita no Al-Corão, um muçulmano não precisa manter sua palavra quando negociar com um infiel. É com orgulho que eles descrevem a exterminação dos judeus de Medina após Maomé ter violado sua palavra de manter a trégua.

E é assim que o Hamas se conduz. Uma hora depois de ter declarado o cessar-fogo humanitário de 72 horas, imposto pelos Estados Unidos, e garantido pelo Qatar e Turquia, Israel foi atacada num evento muito bem planejado na sexta-feira. Um grupo de terroristas, inclusive um homem-bomba, saiu de um dos túneis e se explodiu, matando três soldados israelenses. Um outro grupo veio atrás para tentar pegar um refém, vivo ou morto. Khaled Mashaal num primeiro momento disse que o ataque ocorrera antes do cessar-fogo, mas quando pressionado pela mídia internacional ele declarou histericamente que o Hamas guerrea honrosamente.

Honrosamente? Aonde está a honra de líderes que se escondem embaixo de hospitais ou em hoteis de luxo em Qatar? Aonde está a honra em não cumprir a palavra? Aonde fica a honra quando civis são usados como escudos humanos, mísseis são armazenados e lançados a partir de escolas da UNRWA, de hospitais e de casas de civis?

Sr. Mashaal, acho que temos conceitos diversos do que é honra. Pelo que sabemos, a sua resta nos órgãos genitais das mulheres da sua familia.

Como podemos fazer a paz com alguém que se gaba não ter que manter a palavra? Como confiar que o cimento enviado à Gaza não acabe em túneis de terror contra Israel? Como podemos cogitar em abrir os portos para o comércio quando sistematicamente Israel confisca navios cheios de armas e munições? Hoje mesmo tivemos dúzias de mísseis lançados de Gaza, 27 dias depois do começo da operação. Alguém sabe qual é o tamanho do arsenal do Hamas? Se é isso o que eles têm supostamente baixo à “ocupação”, imaginem o que eles teriam se tivessem toda a liberdade portuária.

É incrível que ninguém faça estas perguntas. Ontem foi anunciado que a Autoridade Palestina irá processar Netanyahu, e possívelmente o ministro da defesa Buggy Ayalon e o Chefe do Estado Maior Benny Ganz, no Tribunal internacional de Haya por crimes contra a humanidade. Não vou ficar supresa se forem julgados e condenados. Isto quando o Hamas não tem nem qualquer vergonha de admitir ter cometido estes mesmos crimes.

Não duvidem que estamos revivendo a década de 30. O antisemitismo está rampante. Alguém disse que quando judeus escolhem deixar aos milhares um país como a França, é que o país está doente. Não, é o mundo inteiro que está doente. E a doença não vai demorar a chegar também na América e no Brasil. Neste final de semana li alguns artigos na Folha de São Paulo e outros jornais, reminiscentes dos Protocolos dos Sabios do Sião. Infelizmente.

Como disse no passado, Israel será condenada de qualquer forma. Que faça ou deixe de fazer. Assim, ela precisa atender os seus interesses independentemente das pressões que sofrer. Obama e Kerry junto com seus “aliados” Qatar e a Turquia já ficaram com cara de tacho esta semana, cortesia do Hamas. A América agora deve apoiar Netanyahu e deixar Israel acabar com os túneis e o arsenal de mísseis do Hamas. Sem eles, o grupo terrorista não terá alcançado nenhum de seus objetivos nesta guerra além da destruição do próprio povo que deveria proteger. Somente isto poderá enfraquecer o grupo.

Não se enganem, apesar de todos os protestos e escândalo, a Autoridade Palestina está rezando para Israel fazer este trabalho e os egípcios estão torcendo pelo fim do Hamas.

Quanto à honra, Sr. Mashaal, ela está na manutenção da palavra, na contribuição positiva que se faz para a humanidade e não pela infame quantidade de corpos que o Sr. está deixando no seu caminho.

Só quando os palestinos aprenderem isso e enterrarem de vez a idéia de Jihad então talvez possamos viver em paz.



Sunday, July 27, 2014

A Proporcionalidade Para Com Israel - 27/07/2014

Com um avião civil abatido na Ucrânia por separatistas russos, um outro da Algéria que caiu, e o avanço dos terroristas do ISIS no Iraque colocando a Arábia Saudita em alerta máximo, o mundo não pode desviar os olhos de Israel. No começo da semana, vários países europeus emitiram declarações coerentes em apoio ao direito de Israel de se defender e não se render às exigências do Hamas.

A Chanceler alemã, Angela Merkel disse que a Alemanha está do lado de Israel notando que o alcance e qualidade das armas do Hamas haviam melhorado substancialmente; o presidente francês François Hollande disse que “Israel tinha o direito de usar de todas as medidas necessárias para se proteger dos mísseis e dos foguetes”. O Secretário do Exterior da Inglaterra Philip Hammond disse que “todos no Reino Unido e no Ocidente estavam perturbados pelas cenas vindas de Gaza mas todo país tem o direito de se defender de um ataque”.

Louvável mas esta não é nem metade da estória. Quando chegou o momento de traduzir estas palavras em ações, a Europa se calou. Nenhum destes países conseguiu votar contra uma resolução imunda do Conselho de Direitos Humanos da ONU na quarta-feira, que implicitamente culpou Israel pela guerra com o Hamas e pelas mortes em Gaza. Todos os países europeus membros do Conselho se abstiveram: a Austria, a Republica Checa, a França, a Alemanha, a Irlanda, a Italia, a Romania e o Reino Unido. A resolução incluia o seguinte:

“Notamos a falta sistemática de Israel de conduzir investigações genuínas, de modo imparcial, independente, pronta e efetivamente como exigido pelo direito internacional, sobre violências e ofensas contra os palestinos, perpetrados pelas forças de ocupação e colonos, nos Territorios Palestinos Ocupados, inclusive em Jerusalem do Leste”.

Estas supostas violações, de acordo com eles, envolveram “ataques indiscriminados e desproporcionais que resultaram em violações graves dos direitos humanos da população civil palestina incluindo a mais recente ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza, a última de uma série de agressões de Israel.”

A resolução continua condenando “nos mais fortes termos as violações sistemáticas, abrangentes e grotescas dos direitos humanos e liberdades fundamentais causadas pelas ações militares isralenses nos territorios ocupados especialmente em Gaza”. Como se Gaza continuasse ocupada por Israel. A resolução termina exigindo a cessação imediata das ações israelenses e a abertura de uma comissão de investigação tipo Goldstone.

Entenderam a idéia?? O Hamas não é mencionado nem uma só vez, e nem os 80 mísseis que ele enviara para Israel na própria manhã da resolução. Nem a mínima alusão à rede impressionante de túneis através dos quais o Hamas planejava mais ataques terroristas contra civis israelenses. O grande plano deles, conforme noticiado nesta semana, era de enviar centenas de terroristas no próximo Rosh Hashanah para matar o maior número de israelenses possível nas comunidades em volta da Faixa.

Assim, como disse na semana passada, o mundo dá o direito a Israel de se defender desde que Israel não o exerça. Por dois mil anos os judeus foram a vítima perfeita do mundo. Sem ter para aonde correr, sem ter para quem recorrer, tendo que sofrer todo o tipo de humiliação, tortura e morte. De repente o mundo vê judeus se defendendo e isso lhe é ofensivo, chocante.

Em 1947 a ONU aprovou a criação do Estado de Israel para limpar a consciência do mundo sobre o Holocausto, mas a verdade é que nenhum país acreditava que Israel iria sobreviver. Judeus marcharam como ovelhas para os fornos, eles não iriam lutar contra 5 exércitos da Liga Árabe e mais outros voluntários e ganhar! Foi apostando nisso que nenhum país enviou qualquer ajuda para Israel na Guerra da Independência. Um bom judeu continuava a ser um judeu morto, três anos depois da Segunda Guerra Mundial. Hoje, como é politicamente incorreto dizer tal impropério, um bom judeu é aquele que sofre calado. Se não o fizer, é condenado.

Ninguém se incomodou com as quase duas mil mortes nas últimas duas semanas na Síria, 700 em apenas dois dias. Ninguém se escandalisou com os quase 6 mil civis mortos no Iraque desde o começo deste ano. Nenhuma reunião de emergência do Conselho de Direitos Humanos foi chamada para discutir a situação dos cristãos no norte do Iraque que fugiram aos milhares nesta semana pois tinham até ontem para se converterem ao islamismo, aceitarem leis discriminatorias ou morrerem.

Aí veio a bomba do Brasil. A nossa presidente decidiu falar da desproporcionalidade da resposta israelense aos mais de 2.500 mísseis lançados contra seus civis. Para a Dilma, a morte de mães e crianças palestinas, usadas para atingir os objetivos políticos do Hamas sem qualquer outra consideração, tem prioridade sobre a vida de milhões de civis israelenses.

Quem sabe talvez a Dilma se identifique mais com o Hamas que deve lhe trazer lembranças românticas de sua juventude ou quem sabe, porque também no Brasil a vida não tem qualquer valor frente a considerações políticas. Alguém ouviu qualquer pronunciamento de Dilma sobre o Brasil estar entre os 7 países mais violentos do mundo? Ou qualquer ação de seu governo para reduzir o número de homicídios no Brasil que só em 2012 foi superior a 50 mil ?

Não, são as mil vítimas em Gaza que a faz saltar para a ação. A resposta do Ministério Exterior de Israel foi apropriada. O Brasil perdeu uma grande oportunidade de assumir um papel relevante neste conflito.

Dna. Dilma, vou lhe dizer o que é desproporcional. Desproporcional é Israel, a única democracia verdadeira do Oriente Médio, ser condenada pela ONU em número maior que todos os outros países do mundo juntos. Desproporcional é o número de países com lamentáveis direitos humanos fazerem parte deste Conselho da ONU como Cuba, Arábia Saudita, Kuwait, Paquistão, Emirados Árabes, China e Russia. Desproporcional é o número de mortos em Darfur no Sudão, na Siria, no Iraque, na Nigéria que sequer chegam às páginas dos jornais porque os que perpetradores destes massacres são muçulmanos. Desproporcional é Israel enviar toneladas de cimento e ferro para Gaza para a construção de casas, escolas e hospitais e o material ser usado para construir dezenas de quilómetros de túneis contra Israel. Desproporcional é o Hamas esconder mísseis em escolas da ONU e quando eles são descobertos, a ONU simplesmente os devolve ao Hamas para continuar matando judeus. Isto é desproporcional.

E para fechar com chave de ouro, neste final de semana o secretário de estado americano John Kerry conclamou uma reunião em Paris com os ministros do exterior da França, Inglaterra e Alemanha para encontrar uma solução ao menos temporária para a guerra em Gaza. E quem ele procurou para se aconselhar? Qatar, o maior financiador do Hamas e a Turquia seu maior porta-voz. Sua proposta para Israel, imaginem, foi um cessar-fogo no qual Israel parasse de destruir os túneis e se retirasse de Gaza. Se o acordo em si não fosse já tão ruim, a consulta foi feita sem qualquer envolvimento dos maiores interessados. A Autoridade Palestina e o Egito foram colocados de escanteio gerando mais uma crise de confiabilidade para a América.

Sr. Kerry, como dizem em Israel, que alguém lhe dê logo o Prêmio Nobel da Paz para deixár o Estado Judeu em paz. Seus experimentos falharam. Sua proposta de cessar-fogo humanitário foi aceita por Israel para ser inexplicavelmente rejeitada pelo Hamas. Isso deveria ser suficiente para o mundo acordar para o fato que o Hamas não se importa com as vidas dos palestinos e está bancando num grande número de mortes para obter uma vitória política sobre Israel.


A única solução, se a própria população de Gaza não se revoltar contra o Hamas, é para Israel destruir de vez o grupo terrorista e dar à Abu Mazen uma nova chance de governar a Faixa. Se a consequencia disso forem mais mortes palestinas, que o seja. De qualquer forma Israel será condenada. E como dizia Menahem Begin com orgulho, hoje, como judeus livres e em seu estado, preferimos condenações a condolências.