Saturday, January 3, 2015

O Esquecido Irã - 7/12/2014

Nos últimos meses enquanto a mídia esteve ocupada com a guerra entre Israel e Gaza, a invasão da Ucrânia pela Rússia, e o avanço do Estado Islâmico na Síria e Iraque as negociações com o Irã para impedir os mullas de alcançarem a capacidade atômica, tomaram um lugar secundário relegado a pequenas notas na quinta ou sexta página dos jornais.

O último prazo para que os Estados Unidos, Inglaterra, França, Rússia, China e Alemanha chegassem num acordo com o Irã expirou no dia 24 de novembro último. O resultado desta rodada foi a determinação de um novo prazo: dia 1º de julho de 2015. Como qualquer pessoa preocupada com a possibilidade de fanáticos messiânicos convencidos que cabe a eles trazerem o fim dos tempos adquirirem a bomba atômica, estou profundamente enojada com a maneira pela qual estes países do ocidente estão conduzindo estas negociações. Isto porque enquanto eles se reúnem para marcar as próximas reuniões, o Irã está correndo com seu programa nuclear e talvez, o próximo 1º de julho já seja tarde demais.

Mas estou particularmente desgostosa com a notícia que o presidente Barack Obama teria escrito uma carta secreta para o Supremo Líder do Irã, Ayatollah Ali Khamenei praticamente oferecendo fechar os olhos para o programa nuclear em troca de assistência na luta contra o Estado Islâmico. Esta carta não só eleva o status do Irã, mas coloca o mundo em extremo perigo.

Neste ultimo final de semana, Hillary Clinton fez um discurso na Universidade Georgetown em Washington no qual ela disse que era preciso empatizar com os inimigos da América e entender seu ponto de vista. Realmente a ideologia esquerdista de Obama enlouqueceu toda esta administração. Um dia depois, a mídia está se perguntando se Hillary sabotou sua candidatura à presidência dos Estados Unidos antes mesmo de anuncia-la.

O que mais espanta é que esta é a esquerda que defende o direito das mulheres, dos homossexuais, que critica severamente a polícia e qualquer forma de discriminação. As diárias violações do Irã dos direitos humanos deveriam ter feito este país um pária entre as nações há muito tempo atrás.

No Irã, mulheres vítimas de estupro são executadas por “adultério”. Ácido é jogado nos rostos de moças que não estão propriamente cobertas por hijabs ou chadors. Dissidentes políticos, jornalistas e minorias religiosas são rotinamente presos, torturados e executados. Homossexuais e muçulmanos que se convertem a outras religiões são enforcados em guindastes nas ruas. Meninas são forçadas a casamentos arranjados com velhos pedófilos e qualquer um que for pego roubando, mesmo um pão, tem sua mão decepada.

De fato, desde que o chamado “moderado” Presidente Hassan Rouhani foi empossado 14 meses atrás, o número de enforcamentos de dissidentes só aumentou. Até agora foram 936 execuções.

Além disso o próprio Departamento de Estado Americano lista o Irã como o maior responsável pelo financiamento internacional do terrorismo, incluindo a Hezbollah, o Hamas, e o Jihad Islâmico. Mas os líderes do Irã sabem muito bem negociar. Eles viram que o discurso franco e direto de Ahmadinejad estava sufocando o país. Declarações como “vamos apagar Israel do mapa” não eram construtivas. Então eles decidiram mudar a tática para ao mesmo tempo acabar com as sanções econômicas e manter seu programa nuclear.

Foi aí que entrou em campo Rouhani, com seu rosto sorridente e apaziguador, perfeito para ludibriar os idiotas do ocidente. Mas Rouhani não é um moderado. Em 1979 ele apoiou a tomada da embaixada americana, o uso de terrorismo contra os Estados Unidos e assinou a fatwa contra Salman Rushdie, o autor dos Versos Satânicos. Ele participou no ataque ao centro comunitário judaico em Buenos Aires em 1984 que matou dezenas de pessoas. Mas tudo isso não deve interferir com a percepção de “moderado” que Obama tem dele.

Este é o problema com o uso único da “diplomacia” para resolver os males do mundo. Diplomatas tendem a fechar os olhos e os ouvidos para o que não se coaduna com sua percepção.

Enquanto o mundo se reúne para marcar novas reuniões, o Irã continua a perseguir a bomba nuclear vigorosamente rindo da nossa ingenuidade. A assistência que a administração Obama insistiu em injetar na economia iraniana vai de 11 a 20 bilhões de dólares.

Foram as sanções que trouxeram os iranianos para a mesa de negociação. Hoje, sem elas, o ocidente não tem qualquer vantagem ou poder nestas negociações.

Obama estava tão contente de conversar com os iranianos que ele inicialmente liberou 8 bilhões de dólares em bens congelados desde 1979. Depois, quando o prazo de extensão das negociações foi acordado em 4 meses, os Estados Unidos liberaram mais 2.8 bilhões. Depois da segunda extensão, a América liberou mais 700 milhões só para os iranianos continuarem negociando.

Isto teria valido a pena se os iranianos tivessem brecado seu programa nuclear. Mas absolutamente nenhum progresso do lado deles foi alcançado. Em sua campanha para presidente em 2008, em relação ao Irã, Obama enfaticamente declarou que “todas as opções estavam na mesa”, isto é, se diplomacia e sanções não funcionassem, a América usaria a opção militar. Alguém acredita nisto hoje??

Em novembro do ano passado, quando o Plano de Ação Conjunta foi assinado, permitindo os iranianos a continuarem a enriquecer urânio a um certo grau de pureza, todos aplaudiram. Esta foi a primeira de uma enxurrada de concessões. Hoje, peritos estimam que os iranianos podem ter uranio puro suficiente para uma bomba em um mês ou dois. O Plano ignorou o enriquecimento de plutônio e água-pesada em Arak e o fato que enquanto o ocidente se concentrava em reduzir o trabalho das centrífugas avançadas, o Irã estava instalando 5 mil novas centrífugas no país.

Ainda, quando o Irã violou o teto de exportação de petróleo de um milhão de barris por mês, ninguém falou nada. Nem a Casa Branca, nem os outros países envolvidos nas negociações. Nem uma palavra deles também quando a Agencia Internacional de Energia Atômica foi impedida de conduzir qualquer inspeção no país. E pior, o programa de mísseis balísticos do Irã, que desenvolve o meio de carregar uma bomba atômica para o alvo, foi totalmente negligenciado.

Não é de admirar que quando o Plano foi assinado, Rouhani tuitou que “no acordo em Genebra, as potencias mundiais se renderam à vontade nacional do Irã”. Também não é surpresa ouvir Khamenei dizer quando das fracassadas negociações no mês passado que ele “não discorda com a extensão das negociações como não discordei negociar”. Negociar desta forma para ele é o melhor dos mundos. As sanções foram levantadas, seu programa nuclear e balístico está indo de vento em popa, o mundo está contente em marcar novas reuniões para chegar a lugar nenhum e quando o momento certo se apresentar, os iranianos procurarão trazer o fim dos tempos bombardeando Israel, algum país da Europa ou mesmo os Estados Unidos. Como o fez Hitler.

Esta não é uma negociação. É um apaziguamento. E como Churchill disse, um “apaziguador é o que alimenta o crocodilo esperando ser o último a ser comido”.



Israel como Estado Judeu - 30/11/2014



Esta semana foi marcada por mais uma controvérsia envolvendo Israel. Uma iniciativa do partido do primeiro ministro Benjamin Netanyahu de passar uma lei denominando Israel como um estado judeu gerou uma enxurrada de críticas não só da esquerda israelense, mas surpreendentemente também pela Casa Branca, o governo francês e jornais americanos como o The New York Times. Surpreendente porque este é claramente um assunto interno de Israel e governos estrangeiros não têm qualquer direito de se intrometerem. O argumento comum, usado por todos é que esta lei iria afetar o caráter democrático de Israel. Já ouvi este argumento antes. Aliás, toda ação tomada por Israel para se proteger e aos seus cidadãos, é imediatamente rotulada de anti-democrática. O termo é jogado a esmo de tal modo que fica aparente que estes críticos não sabem absolutamente nada sobre democracia.

É dito que um país democrático é o que protege os direitos de suas minorias. E nisso Israel é irrepreensível. Apesar de estar escrito na sua Declaração de Independência que o Estado de Israel é o lar nacional do povo judeu, ele dá direitos iguais a todos seus cidadãos. Sua lei básica – que hoje funciona como Constituição – garante a dignidade humana, liberdade e tratamento igual a todos, judeus e não judeus.

E porquê esta lei está sendo atacada tão duramente especialmente fora de Israel? Por que ela obriga o mundo a reconhecer o direito de autodeterminação do povo judeu e dá ao judeu da diáspora um outro status.

Hoje na diáspora, como em Israel, os judeus gozam de comunidades unidas, fortes e ativas. Mas há uma diferença crucial: na diáspora o judeu pode ser discriminado, atacado e abusado pelo único fato de ser judeu. Isto, até o massacre dos 4 judeus em Jerusalém há 10 dias atrás.

Pela celebrações que se seguiram em Gaza e nos maiores centros palestinos na Judéia e Samária este ataque mostrou que judeus em Israel também podem ser mortos por serem apenas judeus. As vítimas não eram “colonos” ou “ativistas sionistas”. Eles foram mortos porque usavam seu uniforme de judeus: o talit e o tefilin.

Este ataque comprovou que para os palestinos não há linhas vermelhas. Para alcançar seu objetivo de erradicar a presença judaica do Oriente Médio eles não se atém a nada, nem mesmo aos mandamentos do Corão. Neste final de semana o jornalista turco Adnan Oktar publicou um artigo no qual ele disse que de acordo com a Sura 22:40, os muçulmanos têm a obrigação de proteger mesquitas, sinagogas e igrejas e que defender e comemorar a morte de judeus que estavam rezando para D-us é diametralmente contra o espirito verdadeiro do Islão. Mas a voz de Oktar é infelizmente a única entre os muçulmanos.

Israel nega, mas Abbas vem repetindo que este é um conflito religioso. Ele sabe o que está dizendo. Os palestinos se dão conta – talvez mais do que os judeus – que o único motivo para Israel existir neste local é religioso. A tradição árabe, além de violenta e de perpetrar mentiras, preza acima de tudo a terra e as origens da propriedade. É por esta razão que os palestinos fazem de tudo para erradicar e negar qualquer evidência histórica da presença judaica em Israel e usam de propaganda intensiva para demonizar os judeus como os odiados por D-us.

Nesta sexta-feira última, o pregador muçulmano Ali Abu Ahmad, em seu discurso na mesquita de Al-Aqsa disse que “os árabes querem um califado que irá libertar Jerusalém dos judeus, as criaturas mais vis da terra”. Ele rezou “Oh Allah, aniquile a América e sua coalisão. Oh Allah, permita-nos cortar suas cabeças.” Notem que não há referência a israelenses, só judeus.

Os árabes se recusam a se referir a Israel como um “estado judeu” porque ao faze-lo eles terão que reconhecer a legitimidade do povo judeu à esta terra. De Hanan Ashrawi que é cristã a Mahmoud Abbas, ao parlamento jordaniano, os árabes louvaram o assassinato destes judeus religiosos como uma grande “vitória” dos “heróis” palestinos em sua batalha para recuperar “terra roubada”.

A ironia aqui é que enquanto os judeus têm um elo inquebrantável com esta terra, os chamados palestinos são novos imigrantes vindos especialmente do Egito e da Arábia Saudita. Apesar de suas tentativas de fabricar uma história de que eles são um povo antigo e indígena, com uma língua e cultura distintas, não há qualquer evidência histórica ou arqueológica da sua presença na Terra Santa.

Foi só quando os judeus começaram a retornar a Sião no começo do século 20 e a reavivar a agricultura e a economia que estavam desoladas que os árabes vieram em busca de trabalho. Houve um influxo enorme de árabes durante o Mandato Britânico que chegou a ser notado pelo presidente americano Roosevelt e por Winston Churchill. Este influxo ocorreu em menos de três décadas. Os próprios palestinos em raros momentos de franqueza reconhecem que não há algo como o “povo palestino”. Um oficial sênior da OLP, Zahir Muhsein, disse numa entrevista em 1977 que “a criação de um estado palestino é só um meio de continuação da luta contra o Estado de Israel. Não há um “povo palestino”. Há só um povo – a nação Árabe – mas somente por razões políticas e estratégicas falamos hoje da existência do povo palestino”.

E é por isso que além de aumentar a segurança em Israel, precisamos deixar bem claro a todo o mundo que Israel é um estado judeu que existe na Terra Ancestral judaica.

E é também importante proclamar em todos os fóruns, em Israel e na Diáspora que o fato de um judeu morar em Israel não é somente uma declaração de afirmação nacional, mas é um ato religioso do mais alto grau. Por dois mil anos os judeus rezaram para Jerusalém, lembraram a cidade destruída pelo menos três vezes por dia todos os dias da semana, em todos seus dias de festa e de luto. Junto com a cultura e rituais, a Terra de Israel é o que mais define os judeus.

E se a esquerda israelense não entende isso, ela não é diferente de toda a esquerda internacional que rejeita o direito de Israel de existir, como Obama ou François Hollande que ameaçou esta semana reconhecer o estado palestino sem negociações. Neste paradoxo talvez seus ativistas deveriam procurar se mudar, quem sabe, para a França. Quem sabe lá se sentiriam mais “judeus”.


Friday, November 28, 2014

Massacre em Jerusalém - 23/11/2014

Durante as preces da manhã numa sinagoga em Jerusalém na última terça-feira dois palestinos com intenção de perpetrarem um massacre entraram armados de facas, machados e revolveres. Eles conseguiram matar quatro rabinos e um policial druzo antes de serem mortos pela polícia.  

Imediatamente este ato foi reportado como vingança pela morte de um motorista de ônibus árabe, que trabalhava para uma companhia israelense. Só que depois da autópsia, presenciada por um patologista árabe, foi confirmado que o motorista se havia suicidado. Nos canais árabes, seus pais insistiram que ele havia sido morto por judeus.  Tumultos em todo o país se seguiram.

É compreensível que pais se recusem a acreditar que seu filho tenha cometido suicídio. Mas o que aconteceu com a mídia depois foi um verdadeiro circo. Especialmente nos maiores canais como CNN, BBC e CBS. A CNN começou com a manchete “4 isralenses e dois palestinos mortos em Jerusalém”. Isto é o mesmo que dizer “3 mil americanos e 8 sauditas morreram em Nova Iorque em 11 de setembro”. Há uma ética em jornalismo e não se equaliza as vítimas aos terroristas.  Logo depois, como para “concertar”, a CNN publicou que as mortes ocorreram num ataque a uma “mesquita” em Jerusalém.

A manchete da CBC foi que a “polícia de Jerusalém matou dois depois de um ataque aparente a uma sinagoga”. Nada sobre os judeus mortos. A BBC por sua vez, negou que os atacantes poderiam ser árabes. Sua manchete lia que a “Sinagoga de Jerusalém atacou e matou quatro israelenses”. Quando o ministro Naftali Bennett foi entrevistado e quis mostrar a foto de um dos rabinos mortos, o entrevistador da BBC pediu a ele para ele guarda-la, pois ninguém queria vê-la.

O único canal que transmitiu a festa que explodiu em Gaza, Ramallah, Belem e outras cidades palestinas, depois do massacre foi a FoxNews. Aliás que ao que parece, deixou de ser transmitida no Brasil.

Há meses que os árabes, incitados por discursos de Mahmoud Abbas e outros perpetram atos de terror. Abbas está se retirando da vida política e não conseguiu deixar qualquer legado histórico. Ele não fez a prometida paz e nunca foi o grande terrorista como Yasser Arafat. Ele nunca conseguiu sair da sombra de seu antecessor. Sua única arma para deixar qualquer marca histórica é o elemento religioso e com ele, pode atear o fogo em toda a região. Ele quer ser lembrado como o defensor dos lugares santos muçulmanos mas entrará para a história como aquele que incendiou Jerusalém.

De acordo com seus discursos, para Abbas a mera presença de um judeu em Jerusalém é um ato contra o Islão. Eles querem comparar a capital de Israel a Mecca aonde nenhum não- muçulmano pode entrar, nem mesmo na periferia. A televisão palestina oficial repete diariamente em programas de crianças, noticiários e variedades que os judeus são descendentes de porcos e macacos e portanto sua mera presença impurifica, mancha os locais santos muçulmanos.

Não só isso, mas eles agora também invocam o direito de dizer que judeus também não podem entrar nas igrejas cristãs para não suja-las com sua presença.

Há anos Yehuda Glick, uma pessoa gentil, amiga de todos, judeus, muçulmanos e cristãos, prega somente uma coisa: o direito de todos de subirem ao Monte do Templo e rezarem ao Senhor. Abbas denunciou seus esforços e quase o assassinaram há algumas semanas atrás. Hoje é um pecado rezar para Deus. No Monte do Templo ou em uma sinagoga em Jerusalém.

Esta alegação que o Monte do Templo e a Mesquita al-Aqsa é “santa” é pura falácia. Os palestinos hoje fazem picnics no lugar. Meninos árabes usam a explanada para jogarem futebol, usando os arcos do Domo Dourado como gol. Dentro da mesquita eles empilham armas e granadas. No último confronto quebraram os adornos de madeira para usarem como bastões contra a polícia. Queria ver algum deles ousar fazer tais coisas na Caaba em Meca.

Tudo isso tem a ver mesmo com o Jihad Islâmico global, a demonização e desumanização da pessoa do judeu, a negação da ligação dos judeus com o Monte do Templo, e por tabela, com Israel como um todo.

E inexplicavelmente o mundo inteiro, aceita a versão dos fatos apresentadas pelos palestinos! E os governos do ocidente que deveriam denunciar o racismo palestino, a inflexibilidade nas negociações e as declarações puramente mentirosas como Israel estar expulsando os palestinos da mesquita para reconstruir o Templo em seu lugar, continuam a condenar Israel.

Mas como fazer para restaurar o poder de dissuasão de Israel? Desde os acordos de Oslo, os palestinos têm visto todas as concessões israelenses como sinais de fraqueza. Ninguém espera que jovens que foram educados na convivência pacífica cometam massacres. Estes sinais de fraqueza foram a luz verde para os líderes palestinos criarem gerações de crianças e jovens na cultura da morte e do martírio.

Da transferência de controle sobre a população palestina nos centros populacionais da Judea e Samária, à expulsão forçada dos judeus de Gaza, à repetida libertação de terroristas das prisões, à contínua transferência de centenas de milhões de shekels em impostos para a Autoridade Palestina, à não cobrança de eletricidade e água que Israel continua a fornecer a Gaza, Israel tem mostrado a cada momento que em vez dos palestinos serem punidos por matarem judeus, eles serão recompensados por suas atrocidades.

Israel em grande parte é limitada no que pode fazer. A União Européia e a administração Obama estão obcecados com a idéia de fortalecer os palestinos contra Israel independente do que está acontecendo na região.

Somente algumas horas depois do massacre na sinagoga em Jerusalém, o parlamento espanhol decidiu de prosseguir com uma votação para reconhecer o “estado da Palestina”. Claramente os espanhóis não se importam quem são os palestinos ou as atrocidades que cometem. Por suas próprias razões internas, inclusive a grande população árabe imigrante no país, eles decidiram que seu apoio aos palestinos está no topo de suas prioridades.

Do mesmo modo, a condenação de meia boca expressada pelo presidente Obama seguido ao massacre que custou a vida de três americanos, reflete a mesma ideologia. Com os corpos ainda quentes, Obama pediu para ambos os palestinos e israelenses para se conterem.

Mas logo depois, Obama não conseguiu conter sua hostilidade patente contra Israel. Quando Netanyahu anunciou a destruição das casas dos terroristas e a construção de mais moradias em bairros judeus de Jerusalém, o Departamento de Estado americano foi rápido em condenar e rejeitar o direito dos judeus de construírem em sua capital.

Interessante para os ouvintes saberem que esta ideia de destruir casas de terroristas não foi nunca de Israel. De fato, esta é uma lei do Mandato Britânico que os ingleses usavam contra os judeus nacionalistas. E como Israel não pode mudar a lei dos locais considerados “ocupados”, então tem que aplicar esta punição. Mas como vimos, o mundo não quer saber destas legalidades ou ser lembrado que foram os ingleses que estabeleceram tal punição.

Foi ao mesmo tempo chocante e triste ver canais reputados de noticias como a CNN, a MSNBC, a CBS e a BBC fazerem de tudo para explicar o massacre na sinagoga como parte de um ciclo de violência levando sua audiência a acreditar que o ataque fora justificado. Para mim ficou demonstrada a devoção da mídia às narrativas mentirosas sobre a culpa de Israel como fonte absoluta de todos os problemas do Oriente Médio. Estes canais preferem destruir suas reputações profissionais do que falar a verdade.

E esta retórica é engolida pela elite americana e europeia fazendo qualquer passo que Israel tome para defender seu país e o direito de judeus de viverem em sua capital, seja rebatido com uma condenação automática e caluniosa.

Abbas pensa que está dando sua última cartada tentando virar a opinião pública contra Israel por uma suposta causa religiosa. Como se a reconstrução do Templo fosse o maior insulto. Os dois mil anos de preces no exílio foram para a reconstrução do Templo em Jerusalém não para ir às praias de Tel Aviv. Hoje judeus de todo o mundo estão voltando para a Terra Santa mas infelizmente a simples ideia de reconstrução do Templo é vista como uma loucura, um prelúdio para a terceira guerra mundial.  E apesar de Israel reiterar que o status quo não será mudado, o mundo inteiro está se levantando contra Jerusalém.


Estamos de fato vivendo a era do cumprimento das profecias. E se o profeta Isaias estiver correto, a reconstrução do Templo em vez de trazer a guerra, trará a paz. Ele diz que somente quando a Casa do Senhor estiver construída em seu Monte é que as espadas serão convertidas em enxadas e as flechas em foice e nenhum povo se levantará mais contra outro. Talvez precisemos pensar nisso. A ideia da reconstrução do Templo talvez não seja uma má ideia.