Sunday, February 5, 2017

A Nova Estratégia da América - 2/5/17

Nesta segunda semana de governo, Donald Trump não tirou o pé do acelerador. Ele empossou vários membros do seu gabinete e anunciou sua escolha para a Suprema Corte dos Estados Unidos. Trump também resolveu mandar uma mensagem dura aos iranianos que testaram um míssil balístico autorizando novas sanções contra 25 indivíduos e empresas iranianas.

No entanto, o que dominou a mídia, continuou a ser a sua decisão de temporariamente impedir a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana. O impacto desta decisão é mínimo, mas qualquer um “incomodado” pelas autoridades alfandegárias, imediatamente virou “mártir” e ganhou seus 15 minutos de fama com a mídia.

A restrição ganhou o rótulo de “banimento de muçulmanos”, apesar de existirem 53 países muçulmanos dentro os quais 46 estão livres para entrar e sair dos Estados Unidos como bem entenderem. E os sete em questão, seus cidadãos poderão eventualmente entrar na América depois de terem sido checados e as autoridades determinado que eles não têm laços com o radicalismo islâmico.

Isto não é algo irracional ou extremo. As famílias dos mortos e feridos em São Bernardino, da Maratona de Boston e do Clube na Florida certamente teriam agradecido se tivesse havido um maior engajamento do governo contra imigrantes de certos países. Nesta semana vimos um egípcio residente em Dubai tentar matar policiais franceses a machadadas no museu do Louvre. Depois do fato, as autoridades correram para verificar seu pedido de visto procurando o culpado pela autorização de entrada no país.

Mas as medidas de checagem ainda são limitadas. Um fator importante continua a ser largamente negligenciado.  E isto são os sentimentos culturais e crenças religiosas que além da violência, podem ser danosos aos valores ocidentais.

Um artigo muito preocupante de Charles Jacobs no Jerusalem Post avisou que um estudo recente dos livros escolares sírios mostram uma realidade perturbadora. Desde 1967, num esforço conjunto com o Egito e a Jordânia, todo o currículo do ensino fundamental sírio segue a ideologia sunita rígida que sistematicamente difama os judeus, o judaísmo, a democracia, e o ocidente. Eles descrevem os judeus como depravados, tendo rejeitado a revelação de Maomé merecendo, portanto, ser “eliminados” nesta vida e enviados ao inferno na próxima. Além disso, ensinam que o estado de Israel é uma ocupação ilegítima de terras árabes.

Jacobs descreve um texto de um livro do segundo colegial que diz “os judeus não poupam esforços para nos enganar, para serem hostis conosco, negando nosso Profeta, incitando o mundo contra nós e distorcendo nossos livros sagrados, colaborando com pagãos e ateus contra os muçulmanos porque eles sabem que o islamismo desmascara sua natureza diabólica e suas artimanhas... e, portanto, devem ser eliminados através do jihad”. O mesmo jihad que deve ser travado contra todos que se opõem ao Islão.

Hoje organizações no mundo todo e até senadores brasileiros estão trabalhando ferozmente para que seus países recebam os refugiados sírios, do Iraque e do Iêmen. Em nome da solidariedade eles ajudam rapazes jovens e fortes que nutrem um desdém palpável pelos valores do ocidente como a democracia, o homossexualismo, igualdade para as mulheres, liberdade de expressão e respeito para com todas as fés.

Estes grupos, muitos deles judaicos, saíram às ruas nesta semana com cartazes dizendo “nós também fomos refugiados”. Mas a comparação é absurda: Há algo muito diferente entre os judeus europeus que fugiram do nazismo que os queria fisicamente eliminados e os refugiados sírios que não são tratados como sub-humanos nem caçados por uma ideologia assassina e contam com portas abertas na Europa, na América e deveriam também tê-las no mundo muçulmano.

Outra noticia que dominou o noticiário aqui e em Israel foi o fato de Trump ter dito que a construção de novos assentamentos por Israel não o ajuda a  tentar uma negociação. Parece que finalmente a administração americana recebeu o memorando!

Eu venho dizendo e repetindo aqui neste programa que Israel, desde a assinatura dos acordos de Oslo, não criou novos assentamentos e nem tomou terras adicionais na Judeia e Samaria. Israel dá sim, permissão para construção dentro do perímetro de cada assentamento, já definido antes dos acordos de Oslo. Ainda, mesmo quando o perímetro determinado contiver erroneamente terras que estavam registradas em nome de algum palestino, os edifícios construídos nestas terras são removidos.  Foi exatamente isto o que ocorreu com Amona e o que ocorrerá com nove casas na comunidade de Ofrá.
A declaração de Trump reitera a carta que George Bush enviou a Ariel Sharon em 2004 dizendo que era ilógico querer um retorno à linha de armistício de 1949 e que os assentamentos seriam incorporados a Israel com uma correspondente troca de terras.

Esta mudança de atitude da Casa Branca deixou os palestinos histéricos e em pânico. Saeb Erekat reclamou esta semana que desde que Trump assumiu a presidência, ninguém ligou para ele. Que ele teria enviado mensagens e ninguém lhe deu qualquer retorno!

Isto mostra algo fundamental. Que apesar dos palestinos terem o apoio incondicional da Europa, da ONU, das esquerdas e dos radicais islâmicos, sem os Estados Unidos, de repente eles são irrelevantes. Eles e as resoluções que alcançaram durante o governo Obama.

Por outro lado, de repente Israel tornou-se um parceiro indispensável. Desde que se tornou presidente, Trump parece querer reavivar a coordenação que existia no governo de Ronald Reagan com Margareth Thatcher da Inglaterra e Menachem Begin de Israel.

Trump quer aproveitar a independência inglesa da Europa e Israel para obliterar o Estado Islâmico e neutralizar a influência do Irã no Oriente Médio. E a coordenação já começou.

No dia seguinte à inauguração de Trump, Netanyahu enviou uma mensagem que na hora pareceu um tanto estranha. Ele se dirigiu ao “povo iraniano” distinguindo-o de seu regime repressivo homenageando os líderes corajosos da revolução verde de 2009. O timing foi interessante porque se seguiu ao funeral do ex-presidente Akbar Rafsanjani, aonde 2.5 milhões de iranianos protestaram contra o regime.

Com seu secretário de estado já empossado, Trump irá tentar convencer Moscou a terminar sua aliança com o Irã. O porta-voz do governo americano disse que tudo está na mesa: a invasão da Ucrânia, a anexação da Crimeia, as sanções contra a Rússia, armas nucleares, as bases russas na Síria e o apoio russo ao Irã e ao seu filhote, a Hezbollah.

Nas últimas três administrações americanas, Israel escolheu não derrotar seus inimigos. Com Clinton, Israel não pode agir nem contra a Hezbollah nem contra os palestinos. Com Bush, Israel foi forçada a se retirar do Líbano prematuramente na guerra de 2006 e Obama efetivamente apoiou o Hamas contra Israel em 2014.

A estratégia que estamos vendo surgir com Trump mostra que ele resolveu jogar fora o manual americano e criar o seu em matéria de Oriente Médio. Isto porque para Trump, o importante é a vitória. Há amigos e inimigos. Preto no branco.

Para ele, como para Israel, o Estado Islâmico é o mesmo que a Al-Qaeda, e é o mesmo que o Hamas e a Hezbollah. E é o mesmo que o terror palestino nas ruas de Israel. É esta visão que trouxe Israel de volta ao seio da administração americana.

Não é de admirar que os palestinos estejam histéricos e em pânico. Parece que muita coisa irá mudar daqui para frente.


  

Sunday, January 29, 2017

Trump e a Mudança da Embaixada - 29/01/17

Obama deixou a Casa Branca da mesma forma que entrou. Quando inaugurado presidente em 2009, Obama fez sua primeira chamada a um lider estrangeiro a Mahmoud Abbas, prometendo uma nova política americana em relação a Israel e com ela fazer a paz. Apesar de suas promessas a Israel, ficou claro em toda a sua presidência que Obama não era um intermediário neutro. Que claramente favorecia os palestinos. Não houve paz, a nova política só causou mais divisões e retrocesso. Nos últimos minutos de sua presidência, novamente Obama demonstrou sua preferência. Ele assinou a transferência de 221 milhões de dólares dos contribuintes americanos, para Mahmoud Abbas. Não para ajudar os refugiados da Síria que estão morrendo como moscas, ou para a ajudar a epidemia de AIDS na Africa. Não, ele mandou dinheiro para engordar as contas suíças dos corruptos oficiais palestinos.

Por outro lado, em uma semana como presidente, Donald Trump bateu o recorde de decisões e ações direcionadas a cumprir suas promessas de campanha. Diferentemente de Barack Obama que aproveitava todo e qualquer minuto para jogar golfe, Trump mostrou que apesar de 15 anos mais velho, ele tem muita energia para conduzir o país. No âmbito domestico, Trump conseguiu que empresas como Ford e Lockheed Martin se comprometessem a investir centenas de milhões de dólares criando milhares de empregos. Outras cancelaram ou reduziram sua transferência para o México e outros países.

Entre congelar a contratação de novos servidores públicos, a retirar a America do Tratado Trans-Pacífico, a congelar e mandar reduzir 75% dos regulamentos que atravancam e encarecem o custo de empresas americanas, ao mandato para a construção do muro separando os Estados Unidos do México e a proibição da entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, Trump está sacudindo o mundo.  

Várias destas decisões causaram um mal-estar internacional e protestos maciços nos principais aeroportos americanos. O muro custou a visita do presidente do México e o banimento mereceu uma promessa de retaliação do Irã, um dos sete países atingidos. Os outros são Somália, Iêmen, Iraque, Sudão, Líbia e claro, a Síria.

Estando contra ou a favor de sua política, o fato do presidente estar já na primeira semana cumprindo suas promessas é por si só um sopro de ar fresco.

A esquerda foi imediatamente ao ataque. E os protestos desproporcionais revelaram sua verdadeira cara. Os cartazes dos manifestantes nos aeroportos exigiam a eliminação de qualquer fronteira.

Um país só é um país quando exerce sua soberania sobre seu território. A própria definição de território é o que é limitado por fronteiras. Os Estados Unidos têm uma das políticas mais flexíveis sobre imigração do mundo. Mas o que o pessoal não entende é que imigração é um privilégio, não um direito. E para isso, o país pode estabelecer limites e condições ao imigrante.

Cinicamente, o México tem uma das políticas mais rígidas do mundo para imigrantes. Para receber a residência permanente, não cidadania, além de provar que domina a língua, o imigrante tem que provar que pode se sustentar sozinho e que tem família no México. Nenhum destes requisitos são exigidos nos Estados Unidos para o visto de residência. Assim, se o presidente do México Enrique Peña Nieto, está querendo medir níveis de testosterona com Trump, ele escolheu a pessoa errada.

Nieto está fazendo isto para alcançar alguma popularidade para seu partido que perdeu feio nas eleições estaduais no ano passado. Como ele não pode ser reeleito, quer mostrar que seu partido peita até o presidente americano.

E Nieto não parou por aí. O México nunca foi um grande amigo de Israel, sempre votando com os palestinos. Mas neste final de semana Nieto teve a cara de pau de censurar Netanyahu por concordar com Trump, dizendo que o muro resolveu grande parte das infiltrações de imigrantes ilegais e terroristas em Israel. É o fim da picada!

O grande suspense agora ficou com a transferência da embaixada americana para Jerusalem. Vendo o movimento em Washington, os palestinos estão apertando o botão de emergência diariamente fazendo apelos à comunidade internacional para adotarem sua política absurda de declarar que a capital de 3 mil anos do povo judeu está em "terras palestinas ocupadas".

A Autoridade Palestina tem se mantido ativa junto à comunidade internacional para deslegitimar Israel junto com sua campanha domestica de incitação ao terrorismo. Mas durante a semana que passou, suas tentativas de bulling excederam todos os níveis racionais e incluíram ameaças delirantes sobre “consequências” se a embaixada se mudar para Jerusalem.

Entre elas está rebaixar os laços da Autoridade Palestina com os Estados Unidos e declarar que a America não mais pode considerada como um intermediário neutro e então os palestinos se voltariam para a ONU. Sério? Eles já não fizeram isto antes?? Trump deve ter tremido na base.

Nasser Al-Kidwa, membro do Comitê Central da Fatah disse que “se a mudança da embaixada ocorrer, os palestinos cortarão todos os laços com os funcionários da "embaixada ilegal" e fechariam seu escritório em Washington”. Ele ainda disse que os palestinos não teriam outra escolha.

Não teriam outra escolha?? Que tal renunciar às centenas de milhões de dólares em ajuda dos Estados Unidos? E que tal sentar e negociar com os israelenses?? Não, isto não é uma escolha popular, não é??  Abbas mandou cartas histéricas para Trump, Putin, Theresa May e se encontrou com o rei Abdullah da Jordania, avisando que a transferência da embaixada afetaria a estabilidade da região e a solução de dois estados. Acho que Abbas perdeu o noticiário recentemente. Não há mais qualquer estabilidade na região e seu padrinho na Casa Branca já se mudou. Kidwa também apresentou a ideia de processar os Estados Unidos no Conselho de Segurança da ONU.
Deve lhe ter passado que os Estados Unidos têm poder de veto no Conselho de Segurança. Patético.

Outro oficial palestino, Saeb Erekat disse que a OLP revogaria o reconhecimento de Israel e veria o lado leste de Jerusalem como anexada. Ele não deve ter lido o memorando enviado por Menachem Begin em 1980 anexando Jerusalem do Leste. E é só ver qualquer mapa da “Palestina” que toma todo o território de Israel para constatar que eles nunca reconheceram Israel de fato.

Erekat também disse que os acordos com Israel seriam revogados. Isto seria ótimo! Já que é só Israel que os cumpre, isto seria somente uma ratificação da realidade. Erekat também ameaçou pedir a suspenção de Israel da ONU e declarar o fim da solução de dois estados”. Tudo isso porque os Estados Unidos querem colocar sua embaixada na capital de Israel, aonde se encontram todos os ministérios e o centro do poder. 

Chegou a hora da liderança palestina acordar e se dar conta que nenhum presidente americano poderá endossar as tentativas ridículas da Autoridade Palestina de revisar a história para destruir o estado judeu. Eles também têm que se dar conta que perderam a maior oportunidade de sua história para alcançar um acordo vantajoso ao apenas continuarem com seu modus operandi de nunca perderem uma oportunidade de perderem uma oportunidade, não importa quantas se apresentem a eles.






Sunday, January 22, 2017

O Começo da Era Trump - 22/01/2017

Não deixaram o coitado ser presidente nem um dia e protestos da esquerda caviar explodiram em mais de 600 cidades nos Estados Unidos e em outras capitais do mundo.

O que deveria ser uma marcha de mulheres atraiu todos os liberais e progressistas protestando em suma, o resultado da eleição que colocou Donald Trump na Casa Branca. Estes são os supostos “democratas, liberais e progressistas” que dizem defender o processo democrático. O que ficou provado é que estes “bastiões da democracia” não estão dispostos a aceitar de jeito nenhum, o resultado de uma eleição que não os agrada.

A mídia começou a surra logo após Trump ter jurado cumprir e defender a Constituição dos Estados Unidos, comparando seu discurso com os de Hitler, e por quê? Por que ele disse que daqui por diante, será a América em primeiro lugar. Exatamente a função do presidente: defender os interesses do país. A mídia também não perdeu tempo em dizer que pouca gente atendeu a inauguração e que Trump teria mandado retirar o busto de Martin Luther King da Sala Oval, ambas inverdades que o porta-voz do novo presidente fez questão de corrigir mais do que forçosamente.

Na Capital Washington, saíram centenas de milhares de mulheres com chapeuzinhos e boinas rosas coordenados, segurando seus frapuchinos do Starbucks e cartazes vulgares, para ouvir as queixas de Madonna, Kate Perry e Michael Moore e os insultos proferidos por representantes do Black Lives Matters, grupos pró-aborto, grupos gays e transgender e de outras minorias que temem uma volta dos valores conservadores na América.

Com Trump já na Casa Branca, será a primeira vez que o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá a oportunidade de trabalhar com um governo republicano. Em seu primeiro termo, Netanyahu tinha Bill Clinton que insistentemente pressionou Israel a fazer perigosas concessões a Yasser Arafat. Quando Netanyahu resistiu, Clinton despachou seus conselheiros para ajudar a eleger Ehud Barak. Não resolveu. Apesar de todas as concessões de Barak, Yasser Arafat não teve coragem de assinar um acordo de paz.

Quando Netanyahu voltou em 2009, Barack Obama tinha acabado de ganhar a eleição declarando que uma “luz do dia” entre a América e Israel ajudaria a trazer a paz. Obama agressivamente pressionou Israel a dividir Jerusalem e a expulsar judeus para as linhas pré-1967. Quando Netanyahu novamente resistiu, Obama nomeou Hillary Clinton para escoria-lo.

Obama gosta de dizer que sempre procurou a segurança de Israel com o Domo de Ferro e uma ajuda de 38 bilhões nos próximos 10 anos. O fato desta ajuda estar condicionada à eliminação da participação israelense em projetos militares não é mencionado. E esta ajuda não absolve Obama de ter feito um acordo ingênuo com o Irã, de ter abandonado sua própria linha vermelha na Síria, de ter retirado prematuramente as forças americanas do Iraque e subestimado a ameaça do Estado Islâmico, tudo o que consiste direta ou indiretamente num risco à segurança do estado judeu.

Nos últimos dias de sua presidência, em vez de tentar unir o país e preparar os membros de seu partido para uma transição pacífica, Obama obsessivamente se concentrou em Israel, articulando a resolução da ONU e apoiando a descabida “conferencia de paz” em Paris que excluiu israelenses e palestinos.

Com tudo o que é barbaridade ocorrendo no mundo, o discurso final de John Kerry foi sobre Israel, repetindo que os assentamentos estão matando o processo de paz. Nenhuma palavra sobre o impacto do terrorismo palestino, a incitação, a divisão política entre o Hamas e a Fatah ou o radicalismo islâmico no processo. E Obama em sua conferência final para a imprensa na quarta-feira, disse que Trump precisava por os assentamentos na agenda para “mandar um sinal, um chamada para Israel acordar”, que os assentamentos estavam inviabilizando a solução de dois estados. Obama só fez uma referencia passageira sobre a Síria em conexão com Israel, nenhuma palavra sobre o Irã ou o terrorismo palestino. Aparentemente eles não precisam de nenhum sinal ou chamada para acordar...

A mudança de governo e atitude dos Estados Unidos não podia vir mais a tempo para Netanyahu, mas um novo desafio está no horizonte: um número crescente de democratas está se voltando contra o estado Judeu. Numa pesquisa realizada pelo instituto Pew, 74% dos republicanos apoiam Israel comparado com somente 33% dos democratas. Esta é a maior diferença já havida neste tópico. A diferença é ainda maior entre os auto-proclamados “liberais”. Em 2001, 48% dos liberais democratas diziam simpatizar com Israel. Hoje o número caiu para menos de 26%.

Estes números explicam porque Hillary Clinton decidiu evitar discutir qualquer apoio a Israel durante as primárias. Eles também explicam porque Bernie Sanders recusou falar na Conferência do AIPAC chegando a acusar Israel de matar 10 mil civis inocentes em Gaza na recente guerra. O numero de civis mortos em Gaza não chegou a 1.500. Sanders se desculpou, mas o libelo de sangue o ajudou a quase ganhar a nomeação do partido democrata.

Esta é a razão também pela qual o congressista Keith Ellison de Minnesota, membro da Nação Islâmica, está em primeiro lugar concorrendo para liderar o partido Democrata apesar de sua longa hostilidade para com Israel. Sua vida pública está pontuada de atividades antissemitas e anti-Israel.

A coisa fica ainda pior entre os jovens que hoje cursam as universidades americanas. Meu próprio sobrinho, que está cursando Economia na NYU, teve um curso sobre o conflito árabe-israelense em que somente textos árabes e pró-palestinos, chamando Israel de apartheid e acusando o estado judeu de todo o tipo de crime de guerra, foram leitura mandatória. É o mundo acadêmico preparando a nova geração de pensadores, re-inculcando o antissemitismo.

É verdade que a administração de Trump deverá ser pró-Israel. Mas o crescente aumento de liberais, independentes e jovens se distanciando do estado judeu é um desafio que líderes israelenses e americanos devem urgentemente enfrentar. Isto não quer dizer que não haverá diferenças entre os dois países. A América e Israel são nações diferentes com interesses diversos. Mas a questão é como estas diferenças serão tratadas. Obama as tratou publicamente jogando sempre a culpa em Israel, para o conforto de seus inimigos.

Ninguém espera Trump dar a Israel um cheque em branco, mas hoje a expectativa de Israel é ter um parceiro nos Estados Unidos não só em substancia, mas também em pessoas. Até agora Trump se cercou de colaboradores que apoiam Israel, começando por seu vice, Mike Pence e seu genro, Jared Kushner e Nikki Haley que ele nomeou para a ONU e David Friedman para embaixador em Israel.


Trump disse ao jornal israelense Israel Hayom esta semana que ele não pode esperar para começar a trabalhar com Israel. Em outras palavras, um novo dia. A esperança de todos nós e que em relação ao estado judeu e ao Oriente Médio, este novo dia seja também um dia melhor.