Sunday, June 3, 2018

A Nova Estratégia Americana na ONU - 3/6/2018

Todo dia 5 de junho, os palestinos comemoram o dia da Naqsa. Diferentemente da Nakba, ou catástrofe da criação do Estado de Israel, a Naqsa marca a derrota dos árabes na Guerra dos Seis Dias. E Israel continua a se defender das dezenas de mísseis e morteiros enviados nesta semana. Mas Israel não está em guerra somente em loco. Sua batalha se estende ao mundo aonde as condenações e críticas hipócritas abundam contra o Estado judeu.

Na semana passada, o Kuwait submeteu um projeto de resolução pedindo que uma força internacional seja enviada a Gaza para proteger os civis palestinos de Israel, mas sem mencionar o papel do Hamas como o agente da violência. O Kuwait, um pequeno país árabe rico em petróleo que teve que esperar os Estados Unidos virem liberá-lo das garras de Saddam Hussein em 1990, quer ser visto como defensor das vidas palestinas. Mas escondem que eles próprios assassinaram mais de 20 mil palestinos refugiados em seu país, porque haviam supostamente apoiado a invasão de Saddam Hussein.  

Como pimenta nos olhos dos outros não arde, hoje o Kuwait defende a bandeira do Hamas de modo vergonhoso chegando a dizer descaradamente que a força internacional é para proteger os civis palestinos e não para manter a paz. Em outras palavras, a força é para impedir que Israel se defenda dos ataques do Hamas.

Na segunda feira, os EUA foram duramente criticados pelos membros do Conselho de Segurança por terem bloqueado a resolução Kuwaitiana que expressava "indignação e tristeza pela morte de civis palestinos". Mas algo extraordinário aconteceu. Na mesma semana, o governo Trump exigiu uma nova votação do Conselho de Segurança da ONU propondo a condenação do Hamas como uma organização terrorista e pelo recente disparo de mais de 70 foguetes contra o território israelense.

Assim nasceu uma nova estratégia - algo que o Conselho pode esperar acontecer daqui por diante se não medir as palavras de suas resoluções contra Israel.

Nikki Haley, a embaixatriz americana na ONU disse que "são resoluções como essa que minam a credibilidade da ONU ao lidar com o conflito israelo-palestino”. Ela disse que "aparentemente, alguns membros do conselho não acham que o lançamento de mísseis pelo Hamas contra Israel pode ser qualificado como terrorismo", mas "os Estados Unidos discordam". Haley finalizou dizendo que “o povo de Gaza não precisa de proteção externa. O povo de Gaza precisa de proteção contra o Hamas".

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, explicou que “a partir de agora, sempre que houver uma resolução condenando Israel, não será apenas um veto dos EUA, mas haverá um esforço proativo para expor a hipocrisia do Conselho."

Existem inúmeras razões pelas quais há violência entre Israel e Gaza. Primeiro e mais importante é o estatuto do Hamas que declara o inabalável compromisso da organização em destruir o Estado de Israel.

Mas há também o terrível estado de desleixo de Gaza. O esgoto flui pelas ruas, a água potável é escassa, a eletricidade quase inexistente e o desemprego está na casa do chapéu. Embora não há uma crise humanitária propriamente dita como no Iêmen e Sudão do Sul, a vida em Gaza é deplorável. Mas Israel não tem qualquer culpa disto. O único responsável pela miséria é o Hamas. Se o grupo realmente se importasse com sua população, poderia por exemplo, decidir parar com o terrorismo, depor suas armas e reconhecer o direito de Israel de existir. Mas o Hamas faz exatamente o oposto e, em vez de investir dinheiro em infraestrutura e bem-estar, ele escava mais túneis terroristas para infiltrar as comunidades israelenses e cometer atrocidades.

Mas o mundo não vê nada disso. Ele também prefere não apontar o dedo para o Egito que fechou completamente sua fronteira com Gaza, destruiu dezenas de casas na fronteira e alagou os túneis do Hamas causando várias mortes. A única culpada é Israel e é ela quem tem que resolver o problema dos quase 2 milhões de habitantes da Faixa de Gaza.

De acordo com os chamados “especialistas no assunto” entrevistados nesta semana, Israel precisa banhar o Hamas com coisas. Alimentos, remédios, água, eletricidade, suprimentos médicos, concreto e dinheiro vivo. O que o Hamas precisar, Israel deveria entregar em nome da “assistência humanitária”. Toda vez que os repórteres perguntam o que Israel pode fazer para acabar com a campanha jihadista do Hamas, estes “gênios” dão a mesma resposta. Vamos regá-los com “coisas”.

O fato de a Autoridade Palestina estar bloqueando a ajuda humanitária a Gaza não causa qualquer impressão a ninguém. Por meses, o chefe da AP, Mahmoud Abbas, se recusou a pagar salários a funcionários do regime do Hamas ou a pagar pela eletricidade e combustível de Gaza. O Hamas, por sua vez, destruiu o terminal de carga Kerem Shalom há duas semanas, bloqueando toda a transferência de gás e alimentos para Gaza. E esta semana explodiu suas linhas de eletricidade com um morteiro falho voltado para Israel. E corretamente, o ministro das minas e energia Yuval Steinitz declarou que não irá colocar a vida de israelenses em perigo, para reparar o dano causado. 

A determinação do Hamas de usar civis como escudos humanos para seus ataques terroristas é uma mensagem clara de que não se importa com a vida das pessoas que controla. Mas por algum motivo, isto não registra na psique da mídia ou dos políticos europeus. Enquanto os moradores do sul do país corriam para abrigos a cada 10 minutos na terça-feira, a ONU dizia que Israel deveria dar remédios ao Hamas!!!

Mas quando o Hamas se recusou a receber suprimentos médicos de Israel, os lideres europeus correram para avisar que a única carta na manga de Israel era a de enviar ajuda humanitária para Gaza(!!!).

Acima de tudo, o conflito na fronteira de Gaza é cultural e religioso. A cerca de Gaza não separa apenas Israel e os palestinos, mas também as civilizações. Israel é hoje o posto mais avançado na batalha para proteger a herança da verdade e da santidade da vida da marcha pela dominação do mundo por uma cultura de mentiras e pela cultura da morte.

A pergunta da semana é se há qualquer coisa que Israel possa fazer para resolver a situação com o Hamas? A resposta pode ser não.

Enquanto o Hamas continuar a governar Gaza e buscar a destruição de Israel, há muito pouco que pode ser feito para mudar a realidade ao longo da fronteira sul de Israel.

Mas o que tem ficar claro é que Israel não é responsável pela situação em Gaza. O que está acontecendo ali é culpa do Hamas e do povo palestino que o elegeu e que até agora se recusou a se levantar e se opor ao regime. Mas isso não significa que Israel deva simplesmente aceitar ad eternum, a existência de um estado beligerante ao seu lado. Isto é algo que nenhum país do mundo deveria ser obrigado a aceitar.

A Europa que tanto prega a moderação a Israel, que tanto critica o Estado judeu por exercer a autodefesa, continua invicta como o palco mais sangrento de toda a história da humanidade. Seu solo ainda está húmido com o sangue dos milhões de judeus que assassinou e isto não está somente nas costas dos alemães. Está nas costas dos espanhóis, portugueses, franceses, italianos, russos e de todos os outros países do continente.


Estes europeus que hoje dizem defender a vida e a razão deveriam estar do lado de Israel. Mas não, consistentemente se posicionam do lado repugnante dos que usam a cultura da morte para realizar suas ambições.  Se eles realmente se importam com as vidas palestinas nesta guerra, não deveriam deixar Israel só para defender o que eles cinicamente alegam serem seus valores éticos e morais.

Saturday, June 2, 2018

Ouvindo a Verdade Sobre Israel - 27/05/2018

Na semana passada a internet irrompeu numa disputa sobre um clip de um áudio de apenas uma palavra entendida totalmente diferente entre as pessoas que a ouvem. As palavras são “Laurel” e “Yanni”. 

Surpreendentemente, metade dos ouvintes dizem que ouvem claramente a palavra “Yanni”, enquanto a outra metade jura que é “Laurel”. Como as duas palavras não são nada parecidas, o efeito é alucinante. Quando tentei isso com amigos e colegas que me diziam ouvir uma palavra diferente da que eu estava ouvindo, não consegui acreditar.

Parece, dizem os cientistas e linguistas que estudaram o fenômeno, os seres humanos realmente ouvem em frequências diferentes, e assim algumas palavras são processadas e percebidas de forma radicalmente diferentes.

Por que estou compartilhando este pequena curiosidade com vocês hoje? Porque me parece que a síndrome de Yanni-Laurel é exatamente o que está afligindo o mundo hoje, particularmente em relação aos eventos que cercam Israel. Não tem dia que não recebo alguma mensagem me perguntando se o mundo não entende o que se passa de verdade em Israel.

Nesta mesma semana, vimos líderes espumando pela boca o veneno anti-israelense (leia-se: antissemita) por causa de 60 palestinos mortos no confronto com Israel ao tentarem derrubar ou destruir a cerca que separa Gaza e o Estado judeu. As Nações Unidas e sua correspondente residente em Israel, a Comissão de Direitos Humanos, estão exigindo um inquérito "urgente" sobre os eventos na fronteira de Gaza.

A Turquia, que perpetrou o genocídio armênio da Primeira Guerra Mundial que inspirou Hitler, liderada hoje por um assassino descarado dos curdos e que está tentando devolver seu país ao século 17, conclama todas as nações a romperem relações com Israel, insanamente declarando que ela hoje representa "os novos nazistas”.

A União Européia, como sempre, torce as mãos coletivas com “ansiedade e angústia” pelas vítimas - mas apenas de um lado da cerca. E, talvez o mais chocante, um grupo de judeus patéticos que se auto-odeiam se reúne em Londres para dizer kadish (!) pelos terroristas que empurraram suas próprias mulheres e crianças para a linha de fogo.

Nós, seres semi-inteligentes, encaramos essa insanidade e nos perguntamos o quão estúpidas e ingênuas as pessoas realmente podem ser. Elas não entendem que os terroristas de Gaza juraram guerra eterna contra todos os cidadãos de Israel, se não contra todos os judeus? Que eles poderiam ter fronteiras abertas, uma economia próspera, uma vida boa para o povo se decidissem viver em paz ao invés de dedicar suas vidas à violência e à destruição?

Parece que o mundo escolhe esconder a realidade. Que os palestinos rejeitaram proposta após proposta para resolver suas diferenças com Israel de forma amigável, incluindo propostas dos ex-primeiros-ministros Olmert e Barak que atenderam mais de 98% de suas exigências. E será que os palestinos não percebem que estão se autodestruindo rapidamente - literalmente! - quando Israel prospera e melhora continuamente sua posição no Oriente Médio e no mundo?

Não há ninguém tão cego quanto aquele que não quer ver - nem aquele que ouve e interpreta a realidade de acordo com sua própria mentalidade perversa e corrompida.

Senão vejamos. Há nove dias, o Alto Comissario da ONU para os Direitos Humanos, Principe Zeid bin Ra’ad, aspirante ao trono do Iraque, disse numa sessão extraordinária que: “87 palestinos foram mortos pelas forças de segurança israelenses e mais de 12.000 pessoas ficaram feridas… O grande contraste nas baixas dos lados também sugere uma resposta totalmente desproporcional: do lado israelense, um soldado foi ferido, ligeiramente, por uma pedra… Israel, como potência ocupante, é obrigado a proteger a população de Gaza e garantir seu bem-estar. Mas esta população está, em essência, enjaulada em uma favela tóxica desde o nascimento até a morte; privada de dignidade; desumanizada pelas autoridades israelenses.”

Para o Alto Comissário, o fato de Israel ter saído de Gaza há 13 anos terminando a ocupação, do Hamas estar promovendo a Marcha do Retorno, deixando claro que seu intuito é o de invadir Israel e matar o maior numero de judeus possível, de usar bombas e equipamento para destruírem a cerca, tudo isto passa desapercebido. O fato do Hamas se apropriar de toda a ajuda internacional e ser o responsável pelo estado da favela tóxica, também é irrelevante. Tudo o que escutam é que Israel é a culpada.

A OLP alegou que: “Nenhum dos civis usou arma de fogo ou letal… [Para Israel] aqueles que foram mortos dentre os manifestantes não têm valor, assim como nazistas…”

Emirados Árabes Unidos em nome do Grupo Árabe disse que: “Condenam profundamente a repressão israelense dos manifestantes palestinos, a punição coletiva… Pedimos uma investigação internacional para colocar um fim imediato à repressão…”

Qatar: Condenamos massacres e graves violações das forças de ocupação. Mulheres, crianças e jornalistas foram mortos ”.

Iraque: “Violações terríveis das forças israelenses…”  Tudo isto vindo destes bastiões da defesa dos direitos humanos.

O coronel Richard Kemp que havia justo retornado da fronteira de Gaza então tomou a palavra e declarou sem titubear que tudo o que havia sido dito era uma “distorção da verdade”. E procedeu a relatar os fatos:

Que o Hamas, uma organização terrorista que busca a destruição de Israel e o assassinato de judeus em todos os lugares, deliberadamente causou a morte de 62 pessoas enviando milhares de civis para a linha de frente - como escudos humanos para que seus soldados pudessem romper a fronteira.

O objetivo do Hamas, em suas próprias palavras, é o "sangue ... no caminho da Jihad". O porta-voz do grupo Salah al-Bardaweel confirmou que 50 dos 62 eram soldados do Hamas, portanto não eram civis inocentes.

Kemp então perguntou como os países alí representados reagiriam se um grupo terrorista jihadista enviasse milhares de pessoas para inundar suas fronteiras e homens armados para massacrar suas comunidades? Se Israel permitisse que essas multidões quebrassem a cerca, o exercito teria sido forçado a defender seus próprios civis do massacre e muitos outros palestinos teriam sido mortos. As ações de Israel, portanto, salvaram vidas palestinas. Lidando com uma multidão de mais de 40 mil e somente 12 civis foram mortos, isto é um verdadeiro milagre.

Se o Conselho realmente se preocupasse com os direitos humanos, deveria elogiar Israel, não condená-la com base em mentiras.

Mas as ações do Conselho de Direitos Humanos têm consequências mais graves. Sua recusa em admitir que o Hamas seja responsável pelo sangue derramado na fronteira de Gaza só encoraja a violência e uso de escudos humanos. Isso torna o Conselho e a ONU cúmplices nestas mortes.

Desde os dias de Abraão, o povo judeu ouve uma voz distinta daquela que o resto do mundo ouve. Seja o chamado radical a acreditar em Um Só Deus, ou os princípios revolucionários de justiça e moralidade incorporados nos Dez Mandamentos, ou a exortação apaixonada para o povo voltar para casa depois de 2.000 anos de perambulação, parece que estamos em uma sintonia diferente.


Mas a profunda impressão deixada pelo povo judeu no mundo mesmo em suas horas mais negras, nos mostra que precisamos nos manter fiéis e fortes e continuarmos a ouvir os sons puros da justeza da nossa causa e da nossa conduta. Precisamos ignorar as vozes de ódio e hipocrisia que nos chegam de todas as direções e permanecer no curso em que estamos, pois sabemos dentro de nós, em nossas almas que estamos no caminho certo. O som das vozes de Deus e da história que nos chamam, estas as ouvimos em alto e bom tom.

Sunday, May 13, 2018

As Promessas Cumpridas de Trump - 13/05/2018


Num mundo onde promessas são feitas sem a intenção de serem cumpridas, ve-las implementadas uma após a outra, é uma lufada de ar fresco. Quando são cumpridas por um político então, é motivo de comemoração.

Durante sua campanha para a presidencia, o presidente dos EUA, Donald Trump, fez muitas promessas. Aos judeus ele disse que acabaria com a deslegitimação internacional de Israel, abandonaria o catastrófico acordo com o Irã e igualzinho a todos os ex-presidentes desde 1995 - quando o Congresso americano votou para transferir a embaixada - cumpriria a promessa de instalar a representação americana em Jerusalém.

Ele manteve a primeira promessa ao enviar Nikki Haley às Nações Unidas para lutar contra esta instituição que desde o começo foi usada para atacar desproporcialmente Israel, ignorando os abusos óbvios de outros países da região e do mundo. Ainda, com Trump, todos os ramos da administração americana pararam de acusar Israel de ocupar sua própria terra.

A segunda promessa foi mantida na terça-feira passada, quando Trump oficial e dramaticamente anunciou a saida dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã. Em seu discurso à nação, Trump citou a evidência fornecida pelas agências de inteligência israelenses, escancarada para o mundo pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu na semana anterior. A mensagem de Trump ao Irã foi clara:  os Estados Unidos não fazem mais promessas vazias e linhas vermelhas não são mais transponíveis sem consequencias. E os iranianos entendem esta linguagem.

Durante o governo de Obama, houveram dezenas de encontros hostis entre o Irã e navios americanos no Golfo pérsico. Em Janeiro de 2016, o Irã chegou inclusive a prender soldados da marinha e publicar as imagens deles amarrados e humilhados. A resposta de John Kerry foi de agradecer os aiatolás pelo “bom tratamento” dispensados aos americanos. Não é interessante que desde a posse de Trump não tivemos mais este tipo de incidente?  

A terceira promessa de Trump será cumprida amanhã, quando a embaixada americana se mudará de Tel Aviv para a capital de Israel, Jerusalém. Ao fazê-lo, Trump estará entrando para a história se distinguindo dos outros presidentes que fizeram exatamente a mesma promessa aos judeus americanos para conseguirem seu voto, e não conseguiram, ou melhor, não quiseram mantê-la. E encorajados por Trump, outros 10 países também estarão mudando sua embaixada para a capital. Entre eles, nosso vizinho, Paraguai.

Os palestinos não estão nada felizes. As últimas semanas não foram boas para eles. Primeiro Mahmoud Abbas foi duramente repreendido até por seus aliados por culpar os judeus pelo holocausto. Depois a chamada “marcha do retorno” de Gaza não está dando qualquer resultado. Até a imprensa não tem aparecido para cobrir as deploráveis demonstrações semanais com coqueteis molotov, pedras e agora pipas com rabos em fogo para queimar as plantações de Israel.

Ainda, há duas semanas, Israel sediou a primeira etapa do Giro d’Italia, com ciclistas do mundo inteiro incluindo, vejam só,  uma delegação de Bahrain e outra dos Emirados Arabes que vieram pedalar em Jerusalem e no resto do país. Isto gerou um protesto duro do Comitê olimpico palestino que viu como traição a participação de seus irmãos árabes.  

Trump saiu do acordo com o Irã aplaudido não só por Israel mas pelos sauditas e outros países árabes. E após os aiatolás enviarem 25 mísseis no norte do país, Israel simplesmente destruiu a maioria se não a totalidade das bases iranianas na Síria. Netanyahu foi para Moscou e Putin lhe assegurou que pode se defender dos iranianos como bem entender. Isto, junto com a mudança da embaixada para Jerusalem com grande fanfarra um dia antes dos palestinos comemorarem a “catastrofe” da criação de Israel os coloca na coluna dos perdedores e sua causa no grupo daquelas que o mundo cansou de ouvir. E isso sem falar da vitoria ontem à noite de Netta Barzilai no Eurovision que trará o evento e dezenas de países europeus para Jerusalem no ano que vem!

Chegou a hora dos palestinos fazerem o que chamamos em hebraico de Cheshbon Nefesh, uma contabilidade da alma e deixarem para trás a fantasia dos anos 60 de destruirem Israel e jogarem os judeus ao mar. Eles têm que engolir sua dose de realidade se quiserem alcançar qualquer coisa a nivel nacional.

Os palestinos continuam a reclamar Jerusalem como sua capital sem qualquer base histórica ou moral que suporte o argumento. E contrariamente ao que acreditavam as administrações americanas anteriores, não é produtivo conduzir negociações com base em apaziguamento e mentiras.

Trump reimpôs o respeito à America. Por anos os Estados Unidos se curvaram para estes tiranos do mundo, na esperança fútil que sua mostra de respeito mudasse o comportamento destes ditadores. Mas o que aconteceu durante estes anos, é que o bem se rendeu ao mal. Se rendeu de modo diabólico ao mal. Trump deu um basta. Foi com suas ameaças e indubitável força que Kim Jon Um, o lider da Coreia do Norte, concordou em negociar e desmantelar seu programa nuclear. De repente o Kim pegou uma onda de boa vontade. Numa grande vitória para Trump, três coreanos americanos foram soltos esta semana de prisões da Coreia do Norte sem qualquer pré-condição e mostrando mais deferência ainda, Kim anunciou que fechará o local dos testes atômicos até o final deste mês, antes mesmo do seu encontro com o presidente americano.

Foi a postura de Trump que prontificou os iranianos a não voltarem a enriquecer urânio, mesmo com os Estados Unidos fora do acordo nuclear e o retorno das sanções.  Como Trump disse, violencia só acontece quando o lado forte se mostra fraco. E esta verdade é confirmada pela história. Winston Churchill já havia avisado que não se pode alimentar o tubarão na esperança de ser comido por último.

Jerusalem tem sido a capital do povo judeu por 3000 anos e do moderno estado de Israel desde 1948, não 1967 como muitos pensam. Há 51 anos, hoje, a cidade foi unificada. Com exceção de alguns orgãos do governo, todos os ministérios e o centro político do país sempre esteve na Cidade Santa. Como disse o senador Lindsey Graham da Carolina do Sul, quem não está contente com este fato, que reclame com D-us!

Esta semana foi singular para Israel e para os judeus da diáspora. Tivemos um momento único de graça e bondade; um momento extraordinário de claridade moral. E quando a claridade moral, a verdade e o amor pela vida e pela paz aparecem brilhando no mundo, ele se torna um lugar melhor.

E sabem porque? Porque a luz coloca os ratos para correr. Sim, ouvimos os ratos. Que sair do acordo nuclear com o Irã tinha sido a pior decisão, que agora Israel estava mesmo em perigo, que os iranianos iriam recomeçar a corrida para a bomba e acelerar sua ofensiva para eliminar Israel. O oposto foi verdade. No dia seguinte dos ataques de Israel os aiatolás anunciaram que não querem guerra, querem a paz, coexistencia, etc. É duvidável que eles se aventurem novamente contra o Estado Judeu tão cedo.  

No momento em que os mulás se deram conta que tanto nos Estados Unidos como em Israel há lideranças fortes, eles se dobraram. Eles nos odeiam, são loucos, mas não são burros. Sempre quando o bem se levanta contra o mal, o mundo fica melhor. E esta semana o bem se levantou contra o mal.

Talvez não seja coincidência que a nova embaixada fique perto da rota que Abraão tomou para o Monte Moriah quando estava a caminho de sacrificar seu filho Isaque. Abraão demonstrou o tipo de compromisso e fé que o presidente Trump vem demonstrando desde que assumiu o cargo.

Recompensando Abraão por esse compromisso, Deus o abençoou para que sua semente fosse multiplicada como as estrelas do céu e a areia do mar e seus descendentes herdassem as cidades de seus inimigos.  

O presidente Trump também merece ser abençoado por seu compromisso. Independentemente dos sentimentos que os judeus americanos mais liberais tenham sobre o presidente, eles devem mostrar o apreço que ele merece por se manter ao lado de Israel e do povo judeu de forma tão decisiva.

Essa apreciação é chamada em hebraico hakarat hatov, e significa “reconhecer o bem”. Todos nós devemos reconhecer o bem que recebemos como resultado do cumprimento das promessas feitas pelo Presidente Trump e assim, quem sabe merecermos também uma paz verdadeira e duradoura em nossos dias.

Chag Yom Yerushalayim Sameach, a capital eterna e indivisível do povo judeu!