Sunday, October 6, 2019

Trump Netanyahu e a Guerra com o Irã - 06/10/2019


Tanto os Estados Unidos como Israel estão passando por momentos políticos conturbados. O circo dos democratas aqui continua e a demência de seus atos procurando o impeachment de Trump está completamente passando dos limites. Adam Schiff é o líder do comitê de inteligência que está promovendo esta farsa. Em uma entrevista ele simplesmente mentiu sobre a conversa do presidente com o recém-eleito presidente da Ucrânia e foi vergonhosamente desmascarado quando Trump mandou soltar a transcrição da conversa.

O que ficou claro com esta palhaçada é que os democratas estão possessos porque Trump, que nunca foi político, partiu para a ofensiva usando as mesmas táticas que os democratas sempre usaram.  Eles estão também muito preocupados com o resultado da investigação sobre o filho de Biden, que além de um contrato de $50 mil dólares por mês de uma empresa de energia da Ucrânia em 2014, conseguiu outro de 1.5 Bilhões de dólares e ainda outro de milhões para um fundo de investimentos, ambos da China, sem ter qualquer experiência nestes campos. Para piorar a situação, Hunter Biden que estava na reserva da marinha em 2014, não passou um exame de drogas, atendeu algumas vezes programas de reabilitação para viciados e um cachimbo de crack foi encontrado no carro que estava dirigindo.

Os democratas estão tentando remover Trump desta vez de uma forma completamente estabanada e urgente porque têm que conseguir o impeachment antes do fim da investigação sobre o filho de Biden.

Mas tudo isto está se virando contra eles. Trump subiu dois pontos nas pesquisas de opinião nesta semana e arrecadou 125 milhões de dólares para sua reeleição neste último trimestre. Biden que está em primeiro entre os democratas para enfrentar Trump nas urnas, só conseguiu 15 milhões.

Em Israel, o impasse das eleições e a impossibilidade dos dois maiores partidos (Likud e Branco e Azul) de formarem um governo, podem levar a uma terceira eleição. No meio tempo, Bibi Netanyahu também sofre com indiciamentos idióticos de corrupção promovidos pela esquerda que vão de acusações de aceitar charutos e garrafas de champanhe a tentar obter uma cobertura mais favorável da imprensa. Todas as alegações realmente absurdas e muito difíceis de provar. Mas a esquerda não está interessada em provar qualquer coisa. Para ela basta fazer Bibi sair do cargo para se defender das acusações que o objetivo foi alcançado.

Enquanto isso, tanto os Estados Unidos quanto Israel estão enfrentando ameaças reais. A Coreia do Norte recomeçou seus testes de mísseis balísticos, e o Irã continua a ameaçar a estabilidade no Oriente Médio.

E o Irã foi o tema do discurso de Bibi ao convir a tomada de posse da 22ª Knesset. Bibi disse que Israel está “enfrentando um enorme desafio à segurança, que só se intensifica de semana para semana. Aumentou profundamente nos últimos dois meses e, em particular, nas últimas semanas”.

O discurso ocorreu no mesmo dia em que o Irã fez o chefe dos Serviços de Inteligência Geral da Guarda Revolucionária, Hossein Taeb, anunciar detalhes de uma suposta "conspiração árabe-israelense" para assassinar, o comandante da força Quds, Qasem Soleimani.

Israel não reagiu a isso. Embora os iranianos tenham dado muito detalhes sobre esta suposta tentativa, não dá para confiar no que dizem. O que está claro, é que há muita tensão na liderança política de Israel. As observações de Netanyahu na Knesset ecoam outros avisos do passado. E há muitas indicações de que Israel está se preparando para a possibilidade de que as ações que está tomando contra o Irã e seus capachos, possa se transformar em uma guerra total em todas as frentes, cobrindo grande parte do Oriente Médio. É por isso que Netanyahu, mas também o presidente israelense Reuven Rivlin, têm sugerido a necessidade de aumentar o orçamento de defesa em bilhões de shekels, e que isso deve ser feito o mais rápido possível.

Muitos na mídia israelense dizem que Netanyahu está gritando “é o lobo” para angariar apoio dos partidos políticos e conseguir formar o governo. Mas é muito possível que as ameaças sejam bem reais. Os órgãos de defesa de Israel parecem verdadeiramente preocupados com uma rápida deterioração com o Irã.  

Se Israel realmente tentou eliminar Soleimani isto pode ser a desculpa para levar a uma guerra total. Se o complô alegado pelos iranianos for mentira, mesmo assim, falta menos de um fio de cabelo para separar os dois da guerra.  Ao que parece, o Irã decidiu responder forçosamente aos muitos ataques aéreos contra alvos iranianos na Síria e no Iraque atribuídos a Israel. E a amostra disso foi o ataque coordenado contra a infraestrutura petrolífera da Arábia Saudita. Com eles, os iranianos provaram ser capazes de penetrar as defesas aéreas com misseis e drones armados e causar muito dano.

Como disse um oficial sênior de Israel, “a capacidade mostrada por este incidente causa muita preocupação e exige uma resposta. É preciso impedir que os iranianos possam causar danos à infraestrutura de Israel.  

Mas pior que isto é o colapso da política americana em relação ao Irã. Desde a demissão do conselheiro de segurança nacional John Bolton, até o pedido de uma reunião ou até um telefonema com o presidente iraniano Hassan Rouhani, e a renúncia do subsecretário do Tesouro dos EUA, Sigal Mandelker, responsável pelas sanções contra o Irã tudo isto leva a crer nas previsões preocupantes das forças de segurança de Israel.

Uma das perguntas mais prementes é o que Israel irá fazer se o Irã decidir acelerar seu programa nuclear abertamente. Os Europeus, como sempre não farão nada e Trump parece ter perdido interesse em continuar com a forte pressão sobre os aiatolás se concentrando em sua campanha de reeleição do ano que vem. Se isso acontecer, Israel estará totalmente isolada na frente iraniana. E isso explica o aumento urgente do orçamento de defesa que os líderes de Israel estão tentando alcançar.

Para piorar esta tempestade perfeita, é importante adicionar a autoconfiança do Irã, que está crescendo exponencialmente. O Irã atingiu a infraestrutura nacional de petróleo da Arábia Saudita, danificou os navios-tanque de várias nacionalidades, abateu um drone americano caríssimo e continuou sua guerra no Iêmen sem pagar nenhum preço na arena internacional. E o Irã tem um saldo de ataques muito grande para acertar com Israel.

Será que os iranianos estão preparando uma surpresa para Israel em outubro deste ano? Em uma entrevista em 29 de setembro, o Brigadeiro general Dror Shalom, chefe da divisão de pesquisa da Inteligência Militar de Israel (Aman), sugeriu essa possibilidade. Shalom observou que um ataque iraniano poderia ser lançado a partir do território iraquiano, onde os iranianos têm infraestrutura de mísseis capazes de atingir Israel.

Os tambores da guerra estão batendo no Oriente Médio com uma rara intensidade. Ao mesmo tempo, está ficando cada vez mais claro que a confiança que Netanyahu teve em Trump pode ter sido exagerada.

O fato, ao que parece, é que Israel terá, mais uma vez, que se defender sozinha.

Sunday, September 29, 2019

A Corrupção de Biden e as Próximas Eleições nos EUA - 29/09/2019


A síndrome Trump que infectou o partido democrata desde a eleição de 2016 parece não querer abater. Os membros mais jovens e radicais do partido conseguiram que seu ódio, febre irracional e ignorância contaminasse o resto do partido levando seus membros mais seniores a começar um processo de impeachment contra Donald Trump.
Mas no fundo, esta decisão tem mais a ver com a próxima eleição do que com qualquer transgressão Trump teria alegadamente cometido.

Está claro que nenhum dos mais de 20 candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos tem qualquer condição de ganhar de Trump nas urnas. Os que estão na liderança das pesquisas de opinião, Joe Biden, Bernie Sanders e Elizabeth Warren parecem três velhos decrépitos que não conseguem nem um terço do eleitorado. Eles repetem as promessas mentirosas dos socialistas-comunistas dos anos 50 como saúde gratuita, universidade gratuita e outros benefícios sem explicar como irão pagar por tudo isto. E também sem explicar porque querem mudar a politica de Trump que está trazendo tanta prosperidade para a classe média americana.

Talvez a liderança democrata acredite que um processo de impeachment, a um ano da próxima eleição seja uma boa maneira de arrecadar dinheiro e manter a base energizada para não perderem tão feio.

Mas o efeito desta tentativa de impeachment, sem querer é que os democratas estão garantindo a reeleição do presidente Trump.

Já vimos esta novela. A investigação da interferência russa nas eleições que durou dois anos deveria terminar em impeachment. Isso não aconteceu. Depois, as alegações feitas no livro de Michael Wolff "Fire and Fury" sobre os bastidores da Casa Branca nos primeiros nove meses de governo, deveriam terminar com a presidência de Trump. Isto também não aconteceu. Nem as histórias obscenas da atriz pornô Stormy Daniels, nem o testemunho do ex-advogado de Trump, Michael Cohen conseguiram remover Trump. Nem qualquer outra das absurdas alegações, calúnias e estórias que surgem imediatamente quando a anterior dá errado. E ainda, os índices de aprovação desta presidência vem aumentando mais ou menos de modo constante desde que ele assumiu o cargo.

A esquerda americana agora está apostando que a conversa inócua entre Trump e Volodymyr Zelensky o recém-eleito presidente da Ucrânia, levará ao impeachment. Mas ainda desta vez não será diferente. E democratas calejados de quase 80 anos de idade como Nancy Pelosi sabem disso.

Nancy foi pressionada a buscar o impeachment por seus colegas mais jovens, radicais e frustrados como Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar, Ayaan Presley e Rashida Tlaib, junto com outros ativistas do Congresso e muitos dos candidatos à presidência do partido. Mas a frustração e a raiva levam a más decisões. Decisões que provavelmente custarão muito aos democratas.

Por estar liderando entre os democratas, Joe Biden assume o maior risco político. Além das gafes, das confusões e de tocar mulheres inapropriadamente, o ex-vice-presidente está lidando com alegações de ter pressionado o governo da Ucrânia a demitir um promotor que estava investigando a companhia que havia engajado seu filho Hunter, usando a ajuda americana àquele país.

Em uma entrevista em 2014, Biden se gabou de ter forçado a demissão do promotor usando a liberação de um bilhão de dólares de ajuda econômica à Ucrânia. O que é importante é que Hunter Biden, que nunca teve qualquer experiência em energia, estava recebendo $50 mil por mês ($200mil reais) para fazer parte da diretoria da empresa Burisma, produtora de gás natural. Se o seu nome fosse Hunter da Silva duvido que pudesse ganhar uma bolada destas para fazer nada. 
  
Claro que o governo de Obama logo foi dizendo que o promotor era corrupto, etc., e esperavam que tudo isso morresse alí. Mas o governo na Ucrânia mudou. Um comediante judeu ganhou a presidência e prometeu acabar com a corrupção. Trump ligou para ele como é de costume para congratula-lo e entre os vários tópicos de cooperação, Trump mencionou que gostaria de saber o que aconteceu com a demissão do promotor e o que isto teria a ver com Biden.  

Esta ligação ocorreu em 25 de julho último. Algumas semanas depois, um denunciante anônimo protocolou uma ação dizendo que Trump pressionou o novo presidente da Ucrânia a investigar o filho de Biden. A única coisa que Trump diz é: “Há muita conversa sobre o filho de Biden, que Biden interrompeu a acusação e muitas pessoas querem saber sobre isso, então o que puder com o procurador-geral seria ótimo. Biden se gabou de ter bloqueado a promotoria, então se você puder investigar ... Parece horrível para mim.

Nisto e apenas nisto, os democratas veem uma ofensa impensável. Muitas outras pessoas veem um chefe de estado pedindo a outro um esclarecimento sobre o envolvimento de um ex-vice-presidente e seu filho, nos assuntos internos de outro país. Além disso, Hunter foi para a China com seu pai, no avião presidencial, aonde conseguiu contratos bilionários do governo chinês. Outra vez, se seu nome fosse da Silva duvido que ele conseguisse fechar mais estes contratos.

Os democratas querem uma investigação, querem audiências e as conseguirão. Mas não podem evitar que os Bidens sejam investigados no processo.

Talvez os democratas tenham desistido de Biden e não tenham qualquer problema em joga-lo pra baixo do ônibus. Mas impeachment é uma questão de extrema importância nacional, e seu sucesso requer amplo apoio público. O voto na Câmara para abrir um processo de impeachment contra Richard Nixon foi de 410-4; contra Bill Clinton foi de 258-176. Mesmo com todos os democratas votando pelo impeachment, o que é duvidável, não chegaríamos a este numero hoje. E depois, o impeachment precisa ser aprovado pelo Senado. Certamente Pelosi sabe que não há 67 votos no Senado para condenar o Presidente Trump de qualquer coisa relacionada a sua ligação telefônica com o Presidente Zelensky.

Tudo isso então, como é de praxe com a esquerda, se resume a um teatro político. Não haverá impeachment e Trump não irá resignar. Mas haverá uma eleição. E, ao não largar esta obsessão que eles têm com Trump, os democratas estão perdendo a oportunidade de falar sobre salários, empregos, ou qualquer outra coisa que motive os eleitores normais. Após dois anos e meio de investigação sobre Rússia, Rússia e Rússia, ninguém quer passar os próximos 13 meses ouvindo sobre a Ucrânia, Ucrânia e Ucrânia.

Tudo isso é um sinal de desespero dos democratas e da esquerda. Um reconhecimento de que não há candidato deles capaz de derrotar Trump em questões como a China, salários e imigração. Eles resolveram que se não podem derrota-lo nas urnas, vão tentar derrota-lo no berro. Como o berro daquela garota Greta na ONU que mais parecia uma coitada.  O americano trabalhador não quer isso.

Esta tática não parece que irá ganhar para mim.

Sunday, September 22, 2019

Israel e os Ataques do Irã à Arabia Saudita - 22/10/2019


A notícia que dominou esta semana foi o ataque contra a maior instalação de processamento de petróleo do mundo localizado na Arábia Saudita. O ataque enviou ondas de choque através dos mercados mundiais de petróleo e deixou os Estados Unidos e seus aliados coçando a cabeça sobre como lidar com a ameaça crescente do Irã.

Imediatamente após o ataque, os rebeldes Houthis do Iêmen reclamaram sua autoria que incluiu o uso de drones sofisticados e mísseis de cruzeiro. Todos fabricados no Irã. Os Houthis são como a Hezbollah, um braço armado do Irã.

Esta é a crise que o Irã estava esperando com seus lideres twitando sobre o "ataque sem precedentes" e culpando a Arábia Saudita por se inserir na guerra civil do Iêmen. Em outras palavras, o Irã disse que o ataque contra a instalação saudita foi merecido.

O Secretário de Estado americano Mike Pompeo, no entanto, afirmou categoricamente que o Irã estava por trás do ataque, e funcionários da União Europeia mostraram imagens de satélite e mostraram as armas de precisão guiadas do Irã.

Esta é uma ameaça que vem crescendo há anos. Nesta semana, o Congresso recebeu um relatório sobre o programa de mísseis balísticos e drones do Irã. Israel, no início de setembro, também advertiu sobre ameaças semelhantes como a transferência de mísseis de precisão guiados para a Hezbollah no Líbano. 

Pois é, o Irã vem se vangloriando de seu programa de drones, mísseis de cruzeiro, e munições de precisão desde o maciço treinamento militar que conduziu em Março. Mas também é só isso. Em ameaças eles são os mestres. O resto é só covardia. O Irã não quer agir diretamente e se meter numa guerra. Também não pode arriscar a ser bombardeado, que deixaria os aiatolás vulneráveis a uma revolta interna. Afinal com o retorno das sanções a economia iraniana está à beira do colapso e sua infraestrutura está se deteriorando rapidamente. Então eles agem através de terceiros transferindo armas para seus agentes no Iêmen e no Líbano e comandando suas ações.


Após os Estados Unidos terem se retirado do acordo com o Irã em maio do ano passado, Teerã ameaçou recomeçar a o enriquecimento de urânio se os europeus e outros países não arrumassem um jeito para contornarem as sanções de Washington. Mas em maio deste ano, Teerã mudou de tática. Enquanto as sanções mordiam, seu presidente Rouhani sugeriu que se o Irã não pudesse exportar petróleo, os outros países também não poderiam.

Washington acusou o Irã de estar por trás da sabotagem de seis navios em maio e junho, bem como da derrubada de um drone americano em junho. Mísseis caíram perto das bases dos EUA no Iraque. Pompeo diz que o Irã está por trás de pelo menos 100 ataques originados no Iêmen.

Tudo isso foi apenas petisco para o ataque de longo alcance mais maciço que veio na semana passada. Nas primeiras horas do dia 14 de setembro incêndios e explosões em Abqaiq foram ouvidos. Imagens de satélite revelaram danos a quase 20 edifícios, incluindo tanques de armazenamento de gás natural liquefeito. Mas o dano não foi caótico, como teria sido se alguém jogasse explosivos e esperasse que atingisse sua marca. Pelo contrário, foram muito precisos; uma imagem mostra quatro tanques de armazenamento atingidos no mesmo local.

O problema é que quando olhamos para o mapa, Abqaiq fica do meio para cima da Arábia Saudita, perto de Bahrain não muito longe da base naval dos EUA naquele país e da base Al-Udeid no Catar, bem como das bases dos EUA nos Emirados Árabes e no Kuwait.

Se formos ver, o Iêmen está há mais de 1.500km de distancia das instalações de Albqaia e todos os sistemas de defesa sauditas estão voltados para sua fronteira sul. Então, se acreditarmos na inteligência dos EUA, este foi o primeiro grande ataque do Irã, ao seu inimigo.

A suspeita é que Teerã tenha enviado seus mísseis numa rota tortuosa através do espaço aéreo iraquiano, o que lhe permitiu escapar com sucesso dos sofisticados radares sauditas.

O ataque foi tão preciso que escapou os sistemas de defesa aérea no leste da Arábia Saudita.

Mas quer o ataque tenha se originado diretamente do Irã ou dos houthis apoiados pelos aiatolás, os dois cenários mostram quão extremamente proficiente o Irã e seus aliados se tornaram com drones e mísseis. Este é um programa de armas indígenas que ultrapassa os vizinhos mais próximos do Irã, com exceção de Israel. É uma ameaça que exige a ajuda os EUA para enfrentar.

A questão maior para o governo Trump não é apenas a defesa de aliados, mas também a questão de saber se deseja tentar impedir o Irã. Apesar dos avisos desde maio de que as ações iranianas sofreriam retaliação, Washington tem sido reticente em retaliar militarmente, preferindo uma campanha de "pressão máxima". É difícil ignorar os pronunciamentos do regime iraniano em 10 de setembro de que a saída do conselheiro de Segurança Nacional John Bolton mostrou que os EUA fracassaram em sua campanha de pressão. Também é difícil acreditar que o sofisticado ataque de Abqaiq foi planejado em apenas quatro dias.

Teerã sabia que um ataque sem precedentes contra as principais instalações petrolíferas da Arábia Saudita por tantos drones levantaria dúvidas sobre as alegações de que os pobres e isolados rebeldes houthis estavam por trás disso.

Apesar de negar sua autoria, o ataque envia uma mensagem clara ao mundo: isso pode piorar; encerre as sanções e não arrisque o suprimento mundial de petróleo. E se for atacado, mesmo como retaliação, o Irã deixou claro que a primeira a sofrer será Israel. Por isso que Bibi está atacando os iranianos na Síria, no Líbano e no Iraque.

O Irã está apostando que a Arábia Saudita e seus aliados do Golfo não vão arriscar um conflito, e resolveram desafiar Trump. No dia 14 de setembro os aiatolás aumentaram sua aposta, colocando na mesa seus drones sofisticados e guiados por precisão e seus misseis de cruzeiro que podem alcançar todos os países da região, especialmente Israel.