Sunday, January 12, 2020

Milhares Saem às Ruas do Irã Depois que Aiatolá Admite ter Abatido Avião da Ucrânia - 12/01/2020


Depois de mentir descaradamente, negando qualquer envolvimento na morte de 176 inocentes, o governo do Irã finalmente admitiu ter abatido o avião da Ucrânia. E não poderia ser diferente dado o monte de evidências que começaram a aparecer provando não ter sido um problema com o avião como inicialmente alegado.

As imagens de vídeo compartilhadas nas mídias sociais iranianas parecem mostrar o momento do impacto no voo PS752 da Ukrainian International Airlines.

Nelas vemos um flash seguido de um alto estrondo. O avião então tomou a direção contrária retornando ao aeroporto de Teerã, engolfado em fogo, finalmente batendo no chão.

Muitas fotos dos destroços do avião foram postadas na mídia social. Essas fotos, e o exame detalhado dos destroços, mostram marcas de queimaduras, indicando danos por estilhaços de um míssil. Isto porque mísseis antiaéreos são geralmente projetados para detonar à distância do alvo, enviando estilhaços em sua direção, para causar máximo dano.

Algumas fotos chegaram a mostrar o nariz de um míssil do sistema russo Tor. Ainda, houve imagens de satélite e comunicações interceptadas por governos ocidentais que não deram opção ao governo do Irã a não ser reconhecer o erro.

Depois do anuncio na televisão, milhares de pessoas saíram às ruas de Teerã gritando que Soleimani era um assassino e exigindo a resignação do Supremo Líder, Ali Khamenei. O povo denunciou o poder da Guarda Revolucionária que em sua incompetência, nem se dignou em coordenar suas ações com a aviação civil para evitar uma tragédia destas.

Algumas das imagens das demonstrações de ontem foram filmadas pelo embaixador britânico em Teerã que atendeu uma vigília para os mortos. Quando a vigília descambou em protesto, ele foi embora, mas imaginem só, foi preso durante duas horas para questionamento contra todas as leis internacionais. Os mulás não queriam estas imagens no ocidente.

Eles querem preservar o que foi noticiado no enterro do arque terrorista. Milhares de pessoas chorando e se lamentando durante a encenação.

Hoje o povo decidiu botar para fora sua frustração que vem se acumulando há anos, apostando na atenção do ocidente.

Uma frustração que inclui a morte de mais de 1600 civis iranianos desarmados que protestavam a situação econômica do país em novembro levada à cabo por Soleimani. E a prisão e tortura de outros 7000 opositores deste regime tirano e demente. E o assassinato - em dezembro - de dezenas de rapazes acusados de homossexualismo, enforcados em guindastes em praças públicas. Agora a revolta é tão grande que nem a ameaça de repressão deteve o povo de sair às ruas. Vamos ver se o seu desejo por liberdade é mais forte que o apego destes clérigos apocalípticos à cadeira do poder.

Trump prestou atenção aos protestos e logo twitou em Farsi, “para o corajoso e sofrido povo iraniano: estou do seu lado desde o início da minha presidência e meu governo continuará ao seu lado. Estamos acompanhando seus protestos de perto. Sua coragem é inspiradora.”

Mas para quem seguiu a mídia americana de esquerda durante toda a semana, a impressão foi que ela tinha perdido o rumo. Que estava lamentando a morte de Soleimani e acusando Donald Trump de estar levando o mundo à terceira guerra mundial. Realmente, neste caso, o dizer: o inimigo do meu inimigo é meu amigo, pareceu caber perfeitamente.

Para a CNN e MSNBC, Soleimani foi de terrorista a um herói reverenciado pelo público, de assassino de mais de 600 americanos, ele se tornou um oficial estrangeiro que a lei americana proíbe assassinar. Isso além de previsões de um Armageddon iminente, e do fim da economia mundial. 

Mas a irracionalidade não se ateve à mídia. Os democratas no Congresso começaram a vomitar uma desinformação perigosa: que as ações do presidente Trump ao mandar matar Soleimani tinham sido ilegais. 

Mentira!

O Presidente dos Estados Unidos tem plena autoridade de agir em defesa da nação. Em entrevista à Fox News esta semana Trump contou que as agências de inteligência haviam descoberto planos de Soleimani de atacar pelo menos 4 embaixadas e outras bases e organizações americanas.

Os democratas alegam que o perigo não era iminente o suficiente para Trump matar o terrorista. Uma alegação estranha dado o fato de Obama ter mandado matar Osama Bin Laden que estava escondido no Paquistão sem apresentar qualquer perigo iminente.

Mesmo assim, os democratas aprovaram uma resolução – simbólica – para forçar Trump a pedir autorização do Congresso antes de tomar qualquer nova ação militar contra o Irã. O Congresso quer amarrar as mãos de Trump apesar de até agora ele ter sido o presidente que menos usou força militar desde Jimmy Carter!

Um duro questionamento das ações de um presidente americano num momento perigoso e uma ótima propaganda para ser usada pelos aiatolás.

Para os democratas irrelevante foi o fato de Qassem Soleimani ter um histórico recheado de ataques a americanos além de estar planejando outros. De ter não só o sangue de centenas de americanos nas mãos, mas de iraquianos, sírios, libaneses, iemenitas e especialmente de iranianos.

Sim, de acordo com a Ordem Executiva assinada pelo presidente Gerald Ford em 1976, ficou proibido o assassinato político de autoridades estrangeiras. De acordo com esta ordem, a eliminação de Soleimani estaria fora dos limites. Mas isto não foi um assassinato político. Foi uma ação militar.

Desde os ataques de 11 de setembro de 2011 estamos enfrentando uma nova forma de guerra. Uma conduzida por mílicias sem uniformes, em incursões oportunistas, não pelos mandantes, mas por seus agentes, e é claro, no espaço sideral, na internet. Todos os dias os Estados Unidos são alvos de milhões de tentativas de penetração de seus servidores pelo Irã e tudo isso orquestrado por Soleimani.

Precisamos reconhecer estas novas formas de guerra e que a Guarda Revolucionária do Irã de Soleimani está à frente dela, em guerra com os Estados Unidos há décadas.

A mídia e os democratas ainda não reconhecem que o apaziguamento dos clérigos iranianos por Obama só aumentou o perigo. Em vez de apoiar o movimento verde de oposição ao regime de 2009, Obama decidiu transferir bilhões de dólares a estes loucos que com certeza usaram o dinheiro para pagaram pelos mísseis enviados contra as tropas americanas na semana passada.

A esquerda americana no Congresso que continua sofrendo da Sindrome do Desequilibrio Trump ainda vai acordar para o fato que povo americano está enojado pela politização de ações que só fortalecem a América.

Contrariamente ao que a esquerda previu, o preço do petróleo não subiu, os mercados não caíram e o Armagedon não aconteceu. O que estamos vendo é o enfraquecimento dos mulás, e se Deus quiser, o começo do fim deste regime nefasto.

E é por isso que Trump será reeleito e os democratas e Nancy Pelosy irão perder o controle do Congresso nas próximas eleições.


Sunday, January 5, 2020

A Legitima Eliminação de Soleimani e o Antigo e Novo Antissemitismo Americano - 5/1/2020


Os Estados Unidos mandaram uma mensagem inequívoca: o assassinato de americanos não será tolerado. E para isso, o inimaginável aconteceu: Qassem Soleimani, o homem por trás da investida iraniana pela hegemonia regional, o comandante do maior grupo terrorista estatal, a Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, foi eliminado.

Mark Esper, Secretário da Defesa em um tweet avisou o Irã e seus agentes que os Estados Unidos não se calariam com “os ataques contínuos contra nosso pessoal e forças na região. Ataques contra nós serão respondidos na hora, maneira e local de nossa escolha. Instamos o regime iraniano a encerrar suas atividades malignas”.

Desde 2005 Soleimani figura na lista de sanções dos Estados Unidos não só como um agente de proliferação nuclear, mas como terrorista. Mas surpreendentemente nenhum presidente americano teve a coragem de ir atrás dele. Não Bush e não Obama. E apesar de todos os congressistas americanos concordarem que ele era a cabeça da cobra e nenhum deles (exceto Rashida Tlaib e Ilhan Omar) estarem lamentando seu fim, os democratas ainda acusaram o presidente de agir sem consulta-los, o que seria realmente absurdo dado o ânimo atual do impeachment.

Mais de 700 soldados americanos foram mortos pelas tramas de Soleimani. Ele foi diretamente responsável por milhares de mortes de civis no Iraque, na Síria, no Líbano e no Iêmen. Isso além de ter sido o responsável pela repressão interna no Irã contra qualquer oposição. Ele foi um dos planejadores dos maiores ataques terroristas contra judeus na Argentina e o arquiteto do ataque contra a maior refinaria do mundo na Arábia Saudita.

Mas não chegamos à esta situação do nada e a mídia não está divulgando toda a história. Só vamos manter na mente, que Trump não reagiu quando um drone americano foi abatido pelo Irã, quando vários navios tanques foram sabotados ou abordados no estreito de Ormuz ou quando o Irã atacou a refinaria na Arábia Saudita.  

Os Estados Unidos, no entanto, avisaram os mulás em Teerã que atos como estes seriam respondidos à altura. Mas os clérigos iranianos, com base na falta de resposta americana até então, não acreditaram. A última rodada de troca de fogo entre os Estados Unidos e as milícias xiitas no Iraque culminou com uma barragem de mísseis contra as forças americanas em 29 de dezembro que matou um empreiteiro americano e feriu vários soldados. No dia seguinte, os Estados Unidos atacaram o Kataib Hezbollah, uma milícia iraquiana xiita apoiada pelo Irã matando 25 combatentes.

Na terça-feira, manifestantes iraquianos, segurando bandeiras das milícias apoiadas pelo Irã, atacaram a embaixada dos EUA em Bagdá, numa ação cuidadosamente orquestrada por grupos pró-iranianos no Iraque. Eles foram direto ao coração, ao símbolo do poder dos EUA no país. A Zona Verde que é fortemente defendida foi aberta pelo governo iraquiano para que as milícias atacassem a embaixada americana. Diplomatas dos EUA tiveram que ser evacuados.

Tentar tomar uma embaixada à força é um ato de guerra. Imediatamente fomos levados de volta à invasão da embaixada americana em Teerã em 1979, quando 52 americanos foram feitos reféns por 37 meses e ao ataque à embaixada em Bengazi em 2012, aonde o embaixador americano Chris Stevens foi morto junto com outros três americanos.

E foi aí então que Trump, aproveitando a oportunidade da visita de Soleimani ao Iraque, mandou suas tropas eliminá-lo. O arrogante Soleimani que viajava normalmente em um jatinho particular entre o Irã e os países satélites se achava invencível, intocável. Até enfrentar Trump. O presidente tomou uma decisão precisa, pensada e hoje o Irã irá ouvir com mais cuidado os avisos vindos de Washington.

Somente Trump entendeu que a ameaça iraniana não se limita a um país, mas faz parte da política do Irã de projetar seus tentáculos, sua influência e poder em toda a região.

O Irã teve sucesso construindo milícias e estruturas estatais paralelas enquanto esvaziava o Iraque e a Síria, até que se tornassem satélites iranianos. Foi assim que o Irã assumiu o controle do sul do Líbano e hoje domina o parlamento do país. O Irã hoje também controla a política do Iraque e as milícias que atacaram a embaixada. Os portões de Bagdá estão abertos para o Irã. Os mulás estão livres para basear seus mísseis no Iraque e na Síria e usa-los como bem entenderem. No Iraque, atira nas tropas americanas, na Síria, atira em Israel. Mas faz tudo isso usando seus agentes como Hassan Nasrallah, da Hezbollah, Abu Mahdi al-Muhandis, do Kataib Hezbollah, Fathi Shaqaqi do Jihad Islâmico Palestino, Hussein al-Houthi do Iêmen e Qassem Soleimani, da Força Quds do IRGC. Todos esses grupos xiitas viam Soleimani como líder e o arquiteto da política de expansão do Irã.

O Comandante da Força Aérea de Israel Major-General. Amikam Norkin disse que os ataques dos EUA no Iraque e na Síria são um divisor de águas. Israel luta contra o aumento das ameaças iranianas desde 2018, quando um drone iraniano lançado da Síria entrou no espaço aéreo israelense. Combinado com os ataques contra Israel desde então, há um crescente aumento de ameaças, à medida que o Irã move munições guiadas com precisão pelo Iraque e para a Síria com a esperança de apoiar a Hezbollah. O Chefe do Estado-Maior do Exército de Israel, Tenente-General Aviv Kochavi alertou recentemente que o Estado judeu se oporia à presença do Irã nos dois países, acrescentando que "seria melhor se Israel não fosse a única a agir contra eles". Parece que agora os Estados Unidos não tiveram outra escolha já que estão enfrentando as mesmas ameaças iranianas no Iraque.

O Irã é um perigo não apenas para Israel e para os EUA, mas também para toda a região. Agora é a hora de trabalhar para dar um fim a este regime demente e terrorista.

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Outra noticia que permeou a mídia esta semana foi o mais recente ataque antissemita em NY. Um rabino em sua casa no vilarejo de Monsey ascendia as velas de Chanukah com alguns congregantes quando um africano-americano empunhando uma machadinha invadiu o local  esfaqueando os presentes. Monsey é um lugar pacato, a grande maioria dos moradores é composta por judeus ortodoxos e a atmosfera parece mais de um Shtetl do que de uma cidade americana no século 21.

Agora a paz foi quebrada e para sempre. As pessoas não mais deixam suas portas abertas e não aparecem mais em visitas espontâneas. As famílias estão com medo.

Depois do hediondo ataque ao supermercado kasher em New Jersey e outros tantos ataques a judeus em Nova Iorque, temos que parar e perguntar como,  num estado aonde moram milhões de judeus, que há mais de um século fazem parte do tecido social americano, atos covardes como estes podem ser perpetrados.

Primeiramente, vamos deixar claro que estes ataques não tem vindo da direita. Os neo-nazistas continuam muito bem obrigado mas surpreendentemente estes ataque vieram da esquerda, das comunidades muçulmanas e negras americanas. E com isso ainda a mídia, os políticos e fazedores de opinião não sabem como lidar.

O mundo ainda segue dominado pelo passado nazista e pela Shoah. Todo o resto é esquecido. Isto nos cega para a realidade do presente e não nos deixa reconhecer as novas formas de antissemitismo. E quando reconhecemos, as subestimamos, como o anti-israelismo, por exemplo.

Um vídeo que circulou nas mídias sociais nesta semana mostrou uma seguidora de Louis Farrakhan, o chefe da Nação do Islã, descrevendo os judeus como vermes que precisam ser mortos. Que eles estão atrás de todo o sofrimento americano e dos negros. Ela não mencionou sequer o nome de um individuo que estaria fazendo tanto estrago. Não. Ela direcionou seu ódio para o homem sem rosto, vestido de judeu ortodoxo.

A verdade é desconfortável. A violência principalmente de pessoas negras contra judeus ortodoxos na região de Nova York não é aleatória. Ela é o resultado da propagação de ideologias perniciosas. Como o mito que os judeus são todos ricos ou a suposta opressão dos palestinos e demonização de Israel.

Alguns antissemitas se disfarçam de "progressistas", usando ataques absurdos, como a moderna acusação de os judeus têm o "privilégio branco", quando tantos judeus não são brancos, nem ricos, e ainda são perseguidos por aqueles que odeiam os judeus. Alguns refletem tropos afro-americanos específicos, incluindo a obsessão por comerciantes e proprietários de terras judeus. Tudo é agravado por demagogos como Louis Farrakhan, que chama os judeus de "cupins". O resultado é um ódio aos judeus, mais prevalente do que deveria.

O que não podemos é nos mantermos inertes à isso. O velho e o novo antissemitismo precisam ser combatidos de todas as maneiras e não podemos deixar sua cabeça repugnante se erguer nem um segundo sequer aonde seja. Isto também no Brasil onde grupos islâmicos antissemitas estão crescendo e propagando sua ideologia racista inclusive ao arranjar um encontro em São Paulo para lamentar a morte de Soleimani. Isto não pode ser aceito quietamente, não pode ser admitido de modo algum.


Sunday, December 22, 2019

O Impeachment de Trump e a Farsa do TPI - 22/12/2019


O maior furo de reportagem desta semana foi o que todo o mundo já esperava. A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos declarou o impeachment do presidente Trump. Mas contrariamente ao que a porta-voz Nancy Pelosi prometera, a declaração não foi nem bipartidária nem com o consenso do povo. Na verdade, o consenso bipartidário foi de não declarar o impeachment. Nenhum deputado republicano votou a favor e dois deputados democratas votaram contra. Um deles, tão afetado pela farsa que mudou de partido. E as pesquisas de opinião mostram que a grande maioria do povo é contra este impeachment.

Os fundadores dos Estados Unidos instituíram o impeachment como uma medida de emergência para remover um presidente quando ele cometesse um alto crime ou traição. O absurdo desta situação é que os democratas não conseguem apontar para qualquer crime que Trump tivesse cometido. Os dois artigos de impeachment que eles votaram são: primeiro – que ele teria cometido abuso de poder e o segundo, que ele teria desacatado a Câmara dos Deputados. É realmente um absurdo. Teria feito mais sentido se tivessem colocado: artigo 1: Trump não deveria ter sido eleito em 2016 e 2: não pode de jeito nenhum ser reeleito em 2020.

Trump foi alguém que quebrou todos os moldes da política americana. Nunca foi um político, cumpriu tudo o que prometeu doesse a quem doesse e criou a melhor economia da história dos Estados Unidos. E o que ele ganhou com isso? Impeachment. É inacreditável.

E o desespero dos democratas é ainda mais agudo porque não há um só candidato democrata que poderá vencer Trump em 2020. No último debate dos democratas que ocorreu esta semana, os dois candidatos que estão na liderança, Joe Biden e Bernie Sanders pareciam aqueles dois velhinhos sarcásticos dos Muppets. Ninguém os levou a sério. O único que pareceu mais racional foi Andrew Yang, um chinês americano de 44 anos com doutorado em física. Mas os eleitores democratas não querem um candidato deste. Eles querem ouvir aquela retórica radical socialista, jorrar o ódio contra aqueles que conseguiram vencer na América e a promessa de tirar deles cada tostão. Mas a maioria dos americanos é frontalmente contra esta ideologia e vão mostrar isto nas urnas em 2020.

Pois é. Com a melhor economia de todos os tempos, as menores taxas de desemprego aqui na América estamos vivendo um verdadeiro circo. Mas a Europa não está atrás.

Nesta semana acabaram as especulações de quatro anos sobre se a promotora-chefe do Tribunal Penal Internacional, Fatou Bensouda, iria ou não abrir uma investigação sobre supostos crimes de guerra de Israel como resultado dos assentamentos na Judeia, Samaria e Jerusalem e da guerra em Gaza em 2014.

Fatou Bensuda é uma advogada muçulmana de Gâmbia, que foi nomeada promotora chefe do TPI em 2012. Ela resolveu finalmente abrir esta investigação, ao que parece por causa da declaração de Mike Pompeo, Secretário de Estado Americano, de que o conflito entre Israel e os palestinos não será resolvido por uma solução judicial mas somente por negociações entre as partes. E que os Estados Unidos não veem os assentamentos israelenses como ilegais. E não o são como já expliquei aqui várias vezes.

Bensouda desconsiderou os argumentos de Israel de que o tribunal não tinha jurisdição no caso, já que os territórios palestinos não constituem um estado. Ela simplesmente disse que a investigação serviria aos interesses da justiça.

O dia 20 de dezembro provavelmente será lembrado como o dia em que a Autoridade Palestina, que levou o caso ao TPI cinco anos atrás, obteve sua maior vitória. É também o dia em que a Corte, que já tem sua legitimidade questionada - começará a declinar e cairá em irrelevância como aconteceu com o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

O Conselho de Direitos Humanos, se tornou um corpo sem qualquer relevância precisamente porque os palestinos conseguiram sequestrar sua agenda e impor uma campanha única para deslegitimar e demonizar Israel.

O TPI em Haia parece agora seguir a mesma direção, embora Bensouda tivesse tentado apresentar algum senso de equilíbrio, dizendo que também investigaria possíveis crimes de guerra cometidos pelo Hamas e "grupos armados palestinos", isso não chega a ser uma gota no oceano já que a Autoridade Palestina aplaudiu calorosamente a recomendação da promotora.

Até agora Israel, que nunca foi signatária do Tribunal Penal Internacional, se absteve de atacar sua legitimidade já que o tribunal reconheceu em algumas ocasiões, a independência e eficácia do poder judiciário israelense.

Mas durante anos, os palestinos usaram o TPI como um bordão sobre Israel, ameaçando ir ao tribunal para obter concessões do Estado Judeu. Não há dúvida de que a recomendação da promotora do TPI é muito problemática porque se Israel for condenada por crimes de guerra, seus líderes que poderão ser presos se viajarem para fora do país.

Mas por outro lado, não há dúvida de que Israel não vai aceitar isso quietinha. Ela vai lutar e tentar fazer com que o tribunal não continue o processo usando seus maiores aliados.

E o mais importante nessa batalha são os Estados Unidos que já têm uma história com Bensouda.

Em novembro de 2017, a promotora solicitou autorização aos juízes do TPI para investigar crimes de guerra no Afeganistão, supostamente cometidos pelos americanos.
Em março de 2019, Pompeo declarou que os EUA revogariam vistos de funcionários do TPI envolvidos na investigação e, inclusive, revogaram o visto de Bensouda. Um mês depois, os juízes rejeitaram o pedido de investigação de Bensouda dizendo que tal investigação "não serviria aos interesses da justiça".

Na sexta-feira, Pompeo twittou que os EUA “firmemente” se opõem a “essa investigação injustificada que atinge injustamente Israel”. A promotora do TPI decidiu iniciar uma briga que Israel e os EUA mostraram que têm toda intenção de revidar.

Às vezes, uma arma com uma bala é mais eficaz se carregada, mas nunca disparada. Por estar carregada, ela pode ser usada para ameaçar; mas não há volta quando a arma é disparada e erra o alvo. Embora esta investigação não seja boa para Israel, ela provavelmente vai acabar prejudicando o próprio Tribunal que assim como os democratas estão dando um tiro no próprio pé.