Sunday, May 17, 2020

A Anexação do Vale do Jordão: Uma Oportunidade a Não Ser Desperdiçada - 17/05/2020


Finalmente Israel tem um governo. E finalmente porque o tempo urge. Pelo acordo entre o Likud e o Azul e Branco, a partir de 1º de julho de 2020, o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu poderá submeter uma lei para a aplicação da soberania israelense sobre partes da Judeia e Samaria incluindo o Vale do Jordão para a aprovação da Knesset".

A importância estratégica do Vale do Jordão não pode ser negligenciada. Ele marca a fronteira entre Israel e a Jordânia e forma uma barreira natural que através de toda a história tornou invasões vindas do leste muito mais difíceis. Hoje o Vale do Jordão protege Israel contra a infiltração de terroristas e impede o contrabando de armas para a Judéia e Samaria.  Desde 1967 se fala sobre anexar a região, mas por ser altamente controversa, nenhum governo anterior ousou faze-lo.

Em janeiro de 2014, os partidos da oposição de Israel chegaram até a submeter um projeto de lei para impedir uma anexação. Na época, o Partido Trabalhista declarou que “anexar o vale do Jordão, seria sabotar Israel nas negociações, prejudicar os esforços...para chegar a uma solução de dois estados e aprofundar a fenda que já existe entre nós e os EUA".

Enquanto o debate interno israelense permaneceu o mesmo, uma mudança fundamental ocorreu na Casa Branca que abriu novas possibilidades. A posse de Donald Trump levou a uma série de iniciativas americanas em apoio aos interesses israelenses. A transferência da embaixada americana para Jerusalem, o reconhecimento da anexação das Colinas do Golan foram o começo. Em 23 de abril ultimo o Secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo disse que: “Quanto à anexação da Cisjordânia, os israelenses finalmente tomarão essas decisões. Essa é uma decisão israelense. E trabalharemos em estreita colaboração para compartilhar nossos pontos de vista em um ambiente privado.”

Isso ressoou no mundo todo como um sinal verde, uma oportunidade que talvez nunca mais se repita, dada pelos americanos a Israel.

Uma campanha feroz foi rapidamente lançada de todo o tipo de grupos para impedir qualquer iniciativa de anexação israelense. Um grupo particularmente vocal é o de Comandantes pela Segurança de Israel, composto por 220 generais, almirantes e líderes israelenses aposentados. Em três de abril, eles publicaram um anúncio de página inteira nos jornais israelenses, exortando seus ex-colegas - Gantz e Gabi Ashkenazi, a bloquearem a anexação unilateral do vale do Jordão. Alguns dias depois, 149 líderes judeus americanos se juntaram em uma ação semelhante. Em seguida, 11 membros do Congresso dos EUA emitiram um aviso sobre as consequências negativas de tal medida.

Todos esses grupos estão de acordo que a anexação seria contraproducente, se não completamente fatal para uma solução de dois estados. Ainda argumentaram que a anexação poderia minar os tratados de paz de Israel com o Egito e a Jordânia, que são um pilar importante da estratégia regional dos EUA. Além disso, esse movimento imprudente não teria apenas consequências adversas para a segurança, mas para a democracia de Israel.

Em 20 de abril, uma denúncia foi feita pela J Street, o grupo judaico pró-palestino, favorito de Obama, dizendo que no meio da pandemia Bibi teria decidido a anexar a “Palestina ocupada e violar os direitos dos palestinos”.

Não é surpresa que a ONU e a União Europeia logo pularam da cadeira e admoestaram Israel para não anexar coisa alguma. Afinal, a esquerda israelense não previra que a anexação acabaria com Israel como estado judeu, democrático, seguro e ético, além de colocar uma pedra sobre a busca de paz com os vizinhos?

Já conhecemos esse ponto de vista, ancorado na abordagem irracional da esquerda israelense, que não se move da solução de dois estados e subestima os benefícios exclusivos para Israel do "Acordo do Século" de Donald Trump. O argumento é que, como o plano de paz de Trump é irreal, não faz sentido Israel buscar qualquer oportunidade para anexar o vale do Jordão.

Os comentaristas de esquerda de Israel antecipam consequências rápidas e terríveis se Israel anexar qualquer parte da Judeia ou Samaria. Eles têm visões sombrias desde a intensificação da violência entre Israel e os palestinos até um rompimento das relações da Jordânia e do Egito, anulando seus tratados de paz com Israel. Eles alertam que os Estados do Golfo que têm cooperado com Israel em segurança e inteligência terminarão sua cooperação; a UE condenará Israel nos termos mais fortes possíveis; o movimento BDS se intensificará; o antissemitismo vai piorar; Israel se tornará um estado de pária; e isso é só o começo.

Essas previsões apocalípticas, se verdadeiras, são tão aterrorizantes que impediria qualquer chefe de estado a pensar em anexação mesmo em pequena escala. Mas já conhecemos essas visões inflexíveis e irrealistas.

Quantas vezes antes não ouvimos os mesmos alertas em relação a iniciativas anteriores, como a aplicação da soberania israelense nas Colinas do Golã (1981), da unificação de Jerusalém (1967) e até quando Ben Gurion declarou Jerusalém a capital de Israel (1949) e de novo quando moveu os ministérios para a cidade em 1951? Como David Ben-Gurion disse em 1955, "nosso futuro não depende do que os outros dirão, mas do que os judeus farão".

Sobre o risco ao acordo de paz entre Israel e Jordânia os comandantes dizem que sim, é um risco alto por existir um suposto vínculo inquebrantável entre o reino hashemita e o vale do Jordão. Vínculo tão inquebrantável que em 31 de julho de 1988, o falecido rei Hussein anunciou a abdicação de qualquer parte da Judeia e Samaria, incluindo o Vale do Jordão, deixando a OLP para preencher o vazio.

Apesar de criticarem o plano de Trump como um todo, a preocupação principal dos jordanianos parece se concentrar no seu status em Jerusalem. O rei Abdullah disse que, "Jerusalém é uma linha vermelha; O segundo ponto do plano que lhes causa preocupação é o pedido dos EUA de naturalizar os refugiados palestinos na Jordânia, que o regime considera como uma grave ameaça ao trono e à estabilidade do país.”

A resposta da Jordânia sobre a possibilidade de anexação israelense do vale do Jordão não chegou nem perto de um "alerta de guerra". Isso sugere que Amã está confiante de que pode manter a estabilidade se e quando a anexação for implementada. Não parece que o rei Abdulla considera a abolição do tratado de paz com Israel como uma opção realista.

Os palestinos por seu lado alertaram que qualquer anexação israelense na Judeia e Samaria “mataria” a solução de dois estados (como se esta “solução” já não estivesse morta e enterrada há anos). Aí Abbas saiu fazer o que sempre faz: apelou para a comunidade internacional para impedir qualquer esforço desse tipo sob a cobertura do coronavírus e é claro, pedir mais dinheiro.

Ao contrário do paradigma da "anexação sob o encobrimento do coronavírus", que representa uma oportunidade de curto prazo, um prazo mais realista para considerarmos é o mandato do presidente Trump. Não sabemos quem estará na Casa Branca em 20 de janeiro de 2021, então Israel tem até o final deste ano para aplicar a soberania israelense sobre o vale do Jordão de modo seguro.

As profecias sombrias proclamadas por grupos "liberais" e "progressistas" em Israel e no exterior em relação à possível anexação do vale do Jordão são exageradas e obscurecem o significado estratégico da região para a segurança de Israel. Como Netanyahu disse: “O Oriente Médio é instável e violento. O vale do Jordão tem suprema importância por ser um cinturão defensivo estratégico para Israel. Sem ele, o dilúvio fundamentalista poderia chegar a Israel até a região do Dan.”

Como observou o grande escritor, historiador e filósofo francês Voltaire, “as oportunidades não devem ser negligenciadas. Eles raramente nos visitam duas vezes.

Sunday, May 10, 2020

O Presente de Grego de John Kerry a Israel - 10/5/2020


Em janeiro de 2016, a Agência Internacional de Energia Atômica certificou que o Irã havia cumprido todas as obrigações que havia assumido no acordo nuclear que havia assinado com os Estados Unidos e a Europa. O governo Obama respondeu que: "Isso garantirá que o programa nuclear do Irã seja e permaneça exclusivamente pacífico". Naquela época, a Casa Branca garantiu ao Congresso e ao povo americano que o acordo se aplicava apenas ao programa de armas nucleares do Irã, e não a nenhuma de suas outras atividades nefastas.

Para tranquilizar a maioria do público americano que era contra o acordo com o maior patrocinador estatal do terrorismo mundial, a Casa Branca disse que: “as sanções contra armas convencionais permanecerão iguais”. O site oficial da Casa Branca inclusive publicou em letras maiúsculas e em negrito que “NO ACORDO COM O IRÃ, SOMENTE AS SANÇÕES RELACIONADAS COM O PROGRAMA NUCLEAR SERÃO LEVANTADAS”. Só para enfatizar.  

Mas no mês passado, o secretário de Estado Mike Pompeo foi forçado a iniciar um processo para estender o embargo de armas ao Irã que está programado para terminar em outubro. E aí? O presidente Obama não tinha prometido que o acordo nuclear era apenas sobre questões nucleares?

Este foi um dos grandes truques de Obama, aquele, que se gabava de ter a administração mais transparente da história. Ele propositadamente ocultou o fato do Acordo Nuclear e a Resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (UNSCR) 2231 - que deveria confirmar o acordo - não serem o mesmo documento, permitindo que os EUA e o Irã mantivessem uma ficção. A ficção sobre a extensão real do acordo e o que seria respeitado.

Foi um choque para esta administração e para o povo americano que agora precisem lidar com as compras iranianas de armas convencionais que Obama aparentemente prometeu ainda estariam baixo a sanções.

Nada disso deve ser uma surpresa.

Em 2015, o ministro das Relações Exteriores do Irã Mohammad Zarif e o vice-ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi deixaram claro que consideravam os dois documentos completamente diferentes. Na época, Araghchi disse que “deixamos claro que não haveria acordo se incluissem os embargos de armas e mísseis no acordo nuclear”.

O presidente iraniano Hassan Rouhani disse após o acordo nuclear que: “Não havia nada nele sobre mísseis, defesa e armas. O que existe está na Resolução 2231 do [Conselho de Segurança da ONU] .... Nesta nova resolução, foram propostas restrições em vez de sanções. A exportação e importação de armas foi convertida de uma proibição permanente para uma restrição de cinco anos. ”

Assim, o ex-secretário de Estado John Kerry enterrou a proibição a longo prazo e aceitou uma restrição de meros cinco anos à venda de armas convencionais. E Kerry considerou isso um sucesso. Ele disse que se não aceitasse acabar com a proibição em cinco anos, todo o acordo nuclear teria desmoronado.

Kerry se dobrou à vontade dos iranianos e agora, 5 anos mais tarde, estamos lidando com um estado terrorista capaz de comprar sistemas sofisticados de armas em menos de seis meses. E porque isso é importante? Porque sabemos que o Irã continuou a trabalhar em seu programa de mísseis balísticos. E pior, no final de abril último, o Irã conseguiu lançar um satélite militar ao espaço, mostrando que está avançando rapidamente em sua capacidade de acoplar uma ojiva nuclear a um míssil balístico.

Estamos a apenas alguns meses do Irã poder comprar armas convencionais com total aprovação internacional. E em mais dois anos poderão comprar mísseis balísticos livremente.

O secretário Pompeo, preocupado com a segurança dos EUA e suas tropas no Oriente Médio, está tentando estender o embargo de armas convencionais, alegando que a América continua a ser parte da Resolução 2231 do CS, apesar de ter se retirado do Acordo Nuclear.

O governo Obama criou a ficção de que o Acordo Nuclear e a Resolução da ONU 2231 eram os mesmos, usando suas diferenças quando conveniente. Trump agora parece estar adotando a "estratégia de pressionar o Conselho de Segurança da ONU a estender um embargo de armas a Teerã ou a impor sanções muito mais rigorosas".

Esta será uma batalha difícil, porque a Rússia, China, Alemanha e França vão alegar que, ao se retirar do acordo nuclear, Trump também se retirou da resolução do conselho de Segurança. Todos estes países estão na fila (especialmente a Rússia) para vender armas para o Irã. Todos sedentos por dinheiro na era pós-COVID-19, e ainda com a vantagem de enfiar o dedo no olho de Donald Trump.

Especialmente a Alemanha e a França, os autoproclamados bastiões dos direitos humanos, ignoram que armas nas mãos destes aiatolás só irão fortalecer sua política expansionista que incluiu o genocídio sírio. E suas milícias que transformaram o Iraque em um fantoche iraniano.

A Alemanha, a França e o Reino Unido fizeram parte do coro de Obama que não apenas vendeu o Acordo Nuclear como a única maneira de interromper o programa nuclear iraniano, mas como uma maneira de incentivar o Irã a retornar à família de nações. Todos garantiram aos céticos que isso moderaria o comportamento iraniano. Alguém viu alguma moderação??

Considerando que apenas 10 dias após o acordo do JCPOA, o Irã enviou seu terrorista-chefe Qasem Soleimani à Rússia para criar um plano para dividir a Síria, você pensaria que essas democracias pensariam duas vezes antes de vender armas para o Irã. Mas dinheiro é dinheiro. A única coisa que impedirá a Alemanha e a França seria Trump sancionar as indústrias desses países. Se eles acham que podem se safar da venda de armas ao Irã sem penalidade financeira, eles o farão.

E Israel será o primeiro país afetado. Apesar de todas as ações militares de Israel na Síria e até no Iraque contra bases iranianas, a hegemonia regional e a presença física na fronteira com Israel, é algo muito importante para o Irã. Eles querem fazer na Síria o que fizeram no sul do Líbano. Israel não pode permitir dezenas de milhares de mísseis em mais uma fronteira sua ou mísseis balísticos lançados de bases iranianas na Síria ou Iraque.

Não importa o que se pense sobre o acordo com o Irã, a pergunta fica: como as democracias, em sã consciência, podem apoiar a venda de armas para a República Islâmica neste ano?


Sunday, May 3, 2020

Aos 72 Anos Israel Mostra Sua Força - 3/5/2020


Através da história, sempre nos perguntamos, ou nos perguntam, o que são os judeus? Uma raça, uma religião, um povo, o quê?

A melhor resposta é que somos um povo. Especialmente porque os que nos fizeram e nos fazem sofrer, nos fizeram um povo. A dor nos uniu e esta união nos fez, de repente, descobrir nossa força. Não que o povo judeu seja homogêneo ou partilhe de uma mesma opinião. Estamos longe disso.

É muito fácil ver o que acontece em Israel. Nos seus 72 anos - que comemoramos esta semana, ela teve que lidar com muita divisão interna.  Religiosos e seculares, socialistas e capitalistas, de direita e de esquerda, Ashkenazi e Sefaradi. Há uma piada que diz que se os árabes deixassem os israelenses em paz, Israel não duraria um minuto.

Mas Israel mostrou que em face de seus inimigos, o país tem uma capacidade imediata de reunir seus recursos humanos para enfrentar a ameaça. Não tem sido fácil ou indolor ou sem um incomensurável sacrifício, mas funcionou.  Quando a aflição bate, o povo de Israel descobre reservas de grande força para sobreviver e perseverar.

Mas e se o inimigo não for algum exército estrangeiro ou um terrorista? Se for um vírus que pode infectar dezenas com um simples espirro? E se Israel não for o único alvo deste inimigo? Se o alvo for o mundo inteiro? Como Israel reagiria?

No meio do maior desafio que o mundo enfrentou desde a Segunda Guerra Mundial, a resposta é: reage muito bem!

Não que Israel tenha sido perfeita. Muitas decisões sobre compra de material e equipamento poderiam ter sido tomadas com mais rapidez. Um governo de emergência, por exemplo, deveria ter sido formado muito antes para coordenar a resposta à pandemia. Mas qualquer cidadão de Israel não trocaria seu lugar com alguém de Roma, Londres, Paris, e certamente não com alguém da capital da civilização ocidental, Nova Iorque.

A situação em Nova Iorque continua a ser desastrosa apesar do governador do Estado Mario Cuomo já estar anunciando estratégias para reabrir o comércio. Temos mais de 318 mil casos e 24 mil mortes somente no Estado, entre elas um número altíssimo nas comunidades judaicas.

Israel por seu lado tem conduzido mais testes por milhão de pessoas do que qualquer dos 35 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico com uma população comparável e está em oitavo lugar no menor numero de mortes com apenas 230. Só comparando, o Brasil, que teve seu primeiro caso confirmado quatro dias depois de Israel, teve até hoje 6.761 mortes.

Isto é importante não para encher o peito dos políticos para se gabarem que estão fazendo um trabalho melhor do que muitos países maiores e economicamente mais fortes. Estes números são importantes para mostrar que apesar de todas as dificuldades em lidar com este vírus, Israel tem tomado as decisões certas. E há razões para isto.

Os hospitais no país podem não ser novos ou seu equipamento pode não ser de último modelo, mas os profissionais da área médica que aconselham o governo estão entre os melhores do mundo.

Outra razão é que o país - nascido e criado no calor de batalhas e guerras, não sente estranheza frente à uma crise ou adversidade. Não é a primeira vez que o dia-a-dia do israelense teve que ser radicalmente mudado por causa de forças fora do seu controle. Os indisciplinados israelenses mostram uma surpreendente disciplina em tempos de emergência e isto foi verdade também desta vez.

Trinta anos atrás foi Saddam Hussein, hoje é um vírus nanoscópico, e no meio tempo Israel enfrentou a primeira e a segunda intifadas, a Guerra do Líbano, e três guerras com Gaza. A experiência de ter passado por grandes crises dá à população a capacidade de suportá-las hoje, a confiança de saber que esta crise também vai passar e ser superada por todos juntos, como nação.

Na vizinhança que se encontra o Estado Judeu, é muito importante estrategicamente projetar força e que o país tem como combater qualquer ameaça.

A mensagem que Israel conseguiu mandar para seus inimigos durante esta crise foi muito importante: que Israel não irá desaparecer, não com guerra e não com um vírus. Israel é forte e muito capaz de varar todos os tipos de tempestade. Ela é forte não só militarmente, não só tecnologicamente, não só economicamente, mas também em sua capacidade de lidar com uma ameaça inusitada, fora do comum, como esta.

Muitos não vão lembrar, mas em 2000, Hassan Nasrallah, o líder da Hezbollah em seu famoso discurso para comemorar a saída de Israel do sul do Líbano, disse que o Estado judeu, “que tem armas nucleares e os melhores jatos da região, é mais fraco do que uma teia de aranha. Se assoprar na teia o suficiente, ela desaparece.”

A maneira pela qual Israel e os israelenses vêm se comportando durante esta crise é ainda mais prova de que o que Nasrallah diz é uma grande besteira. Ainda mais pelo fato dela ter surgido na onda de uma terceira eleição em 11 meses e muita desunião interna em Israel. Mas mesmo assim, o país se uniu, demonstrando uma solidariedade impressionante.

O septuagésimo segundo ano de Israel foi o ano de seu povo, quando ele provou ser melhor do que os políticos e líderes. Os políticos que dividiram a população sem dó, e foram negligentes com a necessidade mais básica de um país: dar aos governados um governo estável.

Mas mesmo assim, o povo foi à frente nesta batalha.

Está sendo um ano de desafios, mas um ano que mostrou que o Estado Judeu pode vencer e prosperar em face de todo o tipo de adversidade - vindos de dentro, de fora de suas fronteiras, da mãe natureza e de laboratórios chineses.