Sunday, June 6, 2021

A Recompensa Americana à Inflexibilidade Palestina - 06/06/2021

 Há duas semanas, o Secretário de Estado Antony Blinken anunciou que a administração Biden irá pedir ao Congresso 75 milhões de dólares em ajuda aos palestinos além de reabrir o Consulado americano em Jerusalém – que no passado servia como uma embaixada de fato, para as relações entre os Estados Unidos e os Palestinos. Ambas as decisões mandam uma péssima mensagem.

Em primeiro lugar, esse tipo de oferta mostra não só para os palestinos, mas para qualquer líder que abusa seu próprio povo e seus vizinhos, que os Estados Unidos estão prontos a fechar os olhos para este tipo de conduta. E isso inclui Vladimir Putin da Rússia com a Criméia, Xi Jinping da China com o Tibet e o "Guia Supremo" Ali Khamenei do Irã, com o qual Biden está louco para reatar o acordo nuclear. Nenhuma oferta americana similar foi feita para Israel, que gastou dezenas de milhões de dólares para proteger seus civis ou para sua reconstrução que inclui casas destruídas e milhares de quilómetros de agricultura queimados.

Uma das razões dadas pelo Hamas para começar a última guerra com Israel, foi o cancelamento das eleições palestinas por Abbas que deveriam ter ocorrido em maio e julho. Não vamos esquecer que Abbas foi eleito em 2005 para 4 anos e já está no cargo há 16. Aparentemente ele comunga com a filosofia do presidente da Turkia, Recip Erdogan, que declarou que a democracia é como um trem. Você pula dele quando chega ao destino.

Mas o verdadeiro motivo do cancelamento das eleições palestinas foi que todas as pesquisas apontavam para outra vitória do Hamas. O Hamas venceu a última eleição parlamentar em 2006 devido à frustração dos palestinos com a desenfreada corrupção política, administrativa e econômica na Fatah, a facção dominante da AP de Abbas.

O que o governo Biden está fazendo com os milhões de dólares e a reabertura do consulado americano– é vergonhosamente recompensar Abbas por sua política inflexível com relação à Israel, sua insistência em gastar a ajuda estrangeira com salários nababescos aos terroristas, por prender jornalistas, críticos dele na mídia social e opositores políticos. Enfim, por agir como um ditadorzinho miserável que ele é. Ao enviar o ministro das relações exteriores americano, o mais alto diplomata em qualquer governo, para se encontrar com Abbas em Ramallah, o governo Biden está dando legitimidade a um líder que governa mal seu próprio povo, que o incita à violência e que não tem a menor intenção de preparar seus cidadãos para a paz; que não se preocupa nem com os direitos humanos nem com governar responsavelmente.

O absurdo foi que na véspera da visita de Blinken a Ramallah, as forças de segurança de Abbas prenderam vários ativistas políticos palestinos sob a alegação deles terem "insultado" altos funcionários palestinos em várias plataformas de mídia social ou durante comícios na Judeia e Samaria. O proverbial “desacato à otoridade”. Lá também tem estas coisas.

Abbas culpou Israel pelo adiamento das eleições dizendo que ela estaria “dificultando a votação” ao fazer, imaginem só, "ataques" contra a mesquita de al-Aqsa em Jerusalém. Só um palestino mesmo para relacionar uma coisa com a outra.

Na verdade, foi o veneno derramado por Abbas contra Israel, para alcançar seus próprios fins políticos, que acabou provocando a violência dos palestinos contra judeus em Jerusalém. E continuando o circo do absurdo, Abbas ameaçou processar Israel por “crimes de guerra” por ela ter respondido aos mais de 4.300 mísseis do Hamas, Jihad Islâmico e do Irã, lançados contra sua população civil. Este é o mesmo Abbas que diz para Blinken que está comprometido com o processo de paz com Israel e que quer processar o estado judeu por se defender dos milhares de mísseis que ele não se atreveu condenar.

O Hamas lançou sua recente guerra contra Israel, como parte de sua campanha para "libertar Jerusalém e a Mesquita de al-Aqsa do inimigo sionista". O Hamas até chamou sua guerra de "Espada de Jerusalém".  Mas a verdadeira razão da guerra, foi para o Hamas alcançar o poder que esperava através das eleições, antes delas serem canceladas. O Hamas quis mostrar que ele é o grupo forte e que Abbas só fica no poder porque Israel o protege.

Ao atacar Israel e Jerusalém no primeiro dia, o Hamas declarou que os judeus não têm direito sobre Jerusalém; que é uma cidade exclusivamente árabe e muçulmana, e que apenas o Hamas pode libertá-la. O Hamas também possivelmente queria mostrar ao mundo que, ao contrário do que afirma Israel, Jerusalém não é uma cidade unida onde árabes e judeus vivem juntos.

A realidade, gostemos ou não, é que o Hamas conseguiu um pouco dos dois. A ilusão da união que existia entre árabes e judeus trabalhando juntos, morando lado a lado, se desfez quando arruaceiros árabes saíram para linchar judeus e judeus retaliaram.

E apesar de Jerusalém continuar sob a soberania de Israel, com a mudança do governo e a partida de Netanyahu nesta quarta-feira, e em face da ameaça do líder do Hamas, Yahya Sinwar, o novo governo de esquerda, está ponderando se autoriza ou não a tradicional parada das bandeiras na quinta-feira quando milhares de jovens israelenses andam na cidade velha com bandeiras de Israel. O cancelamento da parada seria um verdadeiro desastre: uma capitulação de Israel ao Hamas.

O que a esquerda americana ainda se recusa a entender e a retornar os Estados Unidos para a formula ineficaz e perdedora de Obama, é que o Hamas e a AP querem o mesmo resultado: a destruição de Israel e sua substituição por um estado islâmico. Eles apenas divergem sobre como chegar lá. Abbas preferiria que grupos internacionais declarassem um Estado da Palestina, que poderia então, se necessário, ser usado como plataforma de lançamento para conquistar o resto do território; O Hamas, de acordo com seu estatuto, prefere tomar o território pela força, por meio do jihad. Nem um nem outro têm o menor interesse em qualquer tipo de paz com Israel.

Agora vem Blinken e anuncia a reabertura do consulado em Jerusalém. Porque não em Ramallah??? Por que assim Biden está dizendo aos palestinos que os Estados Unidos não reconhecem Jerusalém como a capital unida e indivisa de Israel.

Aqui está como os palestinos entendem estes gestos: Se você dispara mais de 4.000 mísseis contra Israel, você obtém um consulado americano em Jerusalém e milhões de dólares dos contribuintes americanos. É fantástico! A opção não pode ser outra além de continuar a fazer isso!

Hoje Abbas e o Hamas estão esfregando as mãos porque, para eles, o governo Biden acaba de atingir seu objetivo de destruir o plano de paz de Trump, "Paz para a prosperidade" que foi apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Arábia Saudita, Egito e Marrocos, além da Sérvia e Kosovo.

A visita de Blinken, mesmo com a melhor das intenções, foi uma grande vitória para o Irã, Hamas, Hezbollah e todos aqueles árabes e muçulmanos que se opõem ferozmente ao direito de Israel de existir e rejeitam totalmente a paz.

A decisão do governo Biden de retomar a ajuda financeira incondicional à Autoridade Palestina - e ao Irã - significa o fortalecimento das ditaduras e da corrupção para os que vivem no Oriente Médio. Abbas pode agora continuar com seu governo autocrático e medidas opressivas, incluindo privar seu povo de eleições, liberdade de expressão e justiça. As decisões da América irão encorajar o Hamas e o Jihad Islâmico provando a eles que a violência recente valeu a pena no final.

Ao recompensar Abbas, Hamas e o campo anti-normalização no mundo árabe, o governo Biden matou seu objetivo declarado de reviver o processo de paz. Demonstrou de forma decisiva que a corrupção e a ditadura compensam. Ele mostrou que o terrorismo rende - na ordem de milhões de dólares. E infelizmente, neste contexto, podemos apostar que a incitação e a violência contra Israel e israelenses irá somente piorar com um resultado tão encorajador para os palestinos.

Sunday, May 30, 2021

O Brasil no Muro da Comissão dos Direitos Humanos - 30/05/2021

A Organização das Nações Unidas nunca perde a oportunidade de mostrar ao mundo o quanto é contra o Estado de Israel.

Na quinta-feira, testemunhamos o exemplo mais recente, quando o Conselho de Direitos Humanos aprovou uma proposta para lançar uma investigação contra Israel por supostos crimes de guerra, incluindo durante o recente conflito com o Hamas em Gaza. A resolução também pediu um embargo de armas contra Israel.

A proposta foi aprovada em uma votação de 24-9, enquanto 14 países dos 47 membros se abstiveram. Entre eles, tristemente, o Brasil.

Os países que tiveram a clareza moral de se oporem a esta resolução absurda foram: a Áustria, Bulgária, Camarões, República Tcheca, Alemanha, Malaui, Ilhas Marshall, Reino Unido e Uruguai.

Outros 13 países se juntaram ao Brasil em seu silêncio vergonhoso.

É a primeira vez que o Conselho de Direitos Humanos da ONU cria uma missão permanente para investigar um estado membro da ONU. Não criou uma missão sobre os crimes de guerra cometidos pela Síria quando gaseou seus próprios cidadãos, sobre os abusos de direitos humanos na China – que tem mais de um milhão de Uigurs em campos de concentração -, nenhuma missão com relação ao Irã que continua a enforcar homossexuais e a executar críticos do governo, incluindo atletas olímpicos. Isto é ou não é o Conselho de Direitos Humanos?

 O Ministério das Relações Exteriores de Israel, como esperado, declarou imediatamente que não irá cooperar com a investigação. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que essa “vergonhosa decisão ... é mais um exemplo da flagrante obsessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU contra Israel.

“Mais uma vez, uma maioria automática imoral do Conselho encobre uma organização terrorista genocida que alveja deliberadamente civis israelenses e usa os civis de Gaza como escudos humanos. E ao mesmo tempo retrata uma democracia que age legitimamente para proteger seus cidadãos de milhares de ataques de mísseis indiscriminados como a ‘parte culpada’. Esta paródia zomba do direito internacional e incentiva terroristas em todo o mundo”.

A Alta Comissária para os Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que a “comissão de inquérito” examinaria incidentes ocorridos antes e depois do dia 13 de abril de 2021 dentro de Israel, incluindo Jerusalém, bem como na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Mas já no debate ela alertou que as ações de Israel já poderiam constituir “crimes de guerra”. Assim, esta imbecil já mostrou suas cartas e não importa o que se apure ou se deixe de apurar: Israel será culpada.

A decisão de pedir tal investigação foi desencadeada pela guerra de 11 dias entre Israel e o grupo terrorista Hamas e foi apresentada pela Autoridade Palestina e pelo Paquistão em nome da Organização de Cooperação Islâmica reiterando seu pedido para um embargo mundial de armas contra Israel.

Esta votação não é nada menos que uma bênção para o terrorismo. O Hamas, como esperado, saudou a decisão e disse que suas ações - o lançamento de mais de 4.300 mísseis contra Israel, constituíram uma "resistência legítima".

Olhar os países que apoiaram a abertura da investigação de crimes de guerra é bastante revelador. Há a China, a Rússia, o Paquistão, Cuba, Líbia e Venezuela. O fato de que esses países tenham até mesmo um assento no Conselho de Direitos Humanos da ONU é em si um absurdo, quanto mais se posicionarem do lado dos direitos humanos contra Israel, a única democracia do Oriente Médio.

Apesar dos Estados Unidos não serem membros do Conselho, sendo só observadores, disseram que foi "profundamente lamentável" que a votação tenha ocorrido "enquanto nós e outros trabalhamos para defender e fortalecer o cessar-fogo e garantir a assistência humanitária a Gaza". Sua missão acrescentou que a criação de uma investigação "ameaça pôr em perigo o progresso que foi feito nas últimas semanas ... Continuaremos a defender que Israel seja tratado com justiça no Conselho de Direitos Humanos."

O Embaixador de Israel na ONU em Genebra, Meirav Eilon Shahar, alertou o Conselho contra fazer uma equivalência moral entre Israel e o Hamas, observando que três dias antes do início da guerra de Gaza, um de seus líderes pediu para cortar as cabeças dos judeus.

“Em 7 de maio, um líder sênior do Hamas, Fathi Hammad, incitou todos os árabes a “cortar as cabeças dos judeus com facas”. Três dias depois, o Hamas, uma organização terrorista racista e genocida, lançou um ataque não provocado e injustificado contra a população civil em Israel, enquanto cinicamente escondia sua infraestrutura militar no meio da população civil de Gaza. Isso constitui um duplo crime de guerra ", disse Shahar. Ela ainda disse aqueles que apóiam os palestinos deveriam condenar o Hamas.

“Os estados membros do Conselho de Direitos Humanos devem decidir hoje. Se são pró-palestinos ou pró-Hamas porque não dá para ser os dois”, disse Shahar. “Você não pode ser pró-palestino se não condenar o Hamas por usar seu próprio povo, como escudo humano. Você não pode ser pró-palestino se continuar a permitir que o Hamas use a ajuda internacional para construir uma infraestrutura de terror sob escolas, edifícios residenciais e hospitais”. Onde está a mídia para denunciar o fato que 700 mísseis que deveriam atingir Israel caíram na própria Faixa de Gaza matando sabe-se lá quantos?

O embaixador da Autoridade Palestina na ONU em Genebra, Ibrahim Khraishi, repetiu sua ladainha dizendo que estão sob "ocupação e o direito internacional garante o direito de defesa e de usar o que está ao seu alcance de acordo com o direito internacional”. Eu procurei, mas não encontrei em lugar nenhum que legítima defesa inclui começar uma guerra lançando mais de 4 mil mísseis sobre uma população civil.

O que esses países desconsideram é que a Operação Guardião das Muralhas foi a operação militar mais exata e precisa da história mundial. Israel lançou cerca de 1.000 bombas sobre 1.000 alvos. Qualquer outro exército que fizesse isso teria matado milhares de pessoas. Neste caso, Israel se esforçou para salvaguardar a vida de civis e, embora cada vida perdida seja trágica e lamentável, nunca antes uma força militar realizou ataques aéreos tão precisos como Israel.

Isso por si só é uma prova do investimento que Israel faz para salvar a vida de civis na Faixa de Gaza, que inclui ligações para os moradores evacuarem as casas e prédios antes de serem bombardeados. Nenhum outro exército no mundo vai tão longe para salvar a vida de seu inimigo.

E isso também deve ser dito: o lado responsável pelas mortes em Gaza não é Israel, mas o Hamas. Sim, é um avião israelense lançando uma bomba israelense, mas é o Hamas que propositalmente armazena e lança seus mísseis de áreas civis palestinas sobre áreas civis israelenses.

Este é o verdadeiro crime de guerra. O Hamas ganha de qualquer maneira. Se Israel não atacar suas plataformas de lançamento de mísseis e armazéns, então eles podem continuar a atacar indiscriminadamente. E se Israel atacar, eles terão dezenas de mortos, material fantástico para a mídia sedenta de sangue e de motivos para condenar Israel.

Ao abrir a investigação, a ONU está ao lado do Hamas e entregando a vitória ao terrorismo. Este é o problema real e precisa ser corrigido. Ficar sobre o muro, quieto, não promove mudança ou ajuda a trazer uma resolução justa. Não adianta termos líderes que se pronunciem a favor de Israel e denunciem o Hamas, como vimos durante os 11 dias de guerra se quando conta, nos fóruns mundiais, eles se calam.

Deveriam sim lembrar as palavras sábias de Martin Luther King: “Ao final lembraremos não das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos.”

Sunday, May 16, 2021

O Despreparo da Administração Americana no Oriente Médio - 16/05/2021

 Há uma semana que temos seguido com apreensão os acontecimentos em Israel. O cenário da última semana não só é preocupante em relação ao Hamas, mas à reação dos árabes israelenses que, em algumas horas, provaram ser a quinta coluna, e não uma comunidade integrada como gostavam de proclamar. No campo internacional, Israel viu atos de solidariedade até então inexistentes. O Ministério das Relações Exteriores da Áustria hasteou a bandeira de Israel ao lado da sua o que prontificou Javad Zarif, ministro do exterior do Irã, a cancelar sua visita ao país. Outros países europeus também mostraram seu apoio como a Hungria, a República Tcheca, a Eslováquia e a Alemanha.

Até a quarta-feira, o relacionamento entre os EUA e Israel parecia, vamos dizer, normal. A administração mostrou seu apoio da maneira que sempre fez nos repetidos confrontos com o Hamas desde que Israel se retirou de Gaza em 2005.

Os EUA impediram o Conselho de Segurança das Nações Unidas de fazer uma declaração crítica a Israel e o presidente Joe Biden, ligou para Benjamin Netanyahu “condenando os ataques de mísseis do Hamas ... [e] reiterando seu apoio inabalável à segurança e ao direito legítimo de Israel de se defender, protegendo os civis".

O Secretário de Estado Antony Blinken enfatizou que "há uma distinção muito clara e absoluta entre a organização terrorista Hamas que está lançando mísseis indiscriminadamente contra civis e a resposta de Israel ao se defender, alvejando os terroristas que lançam foguetes contra Israel e suas bases".

Mas, como disse, isso foi até a quarta-feira, três dias depois do Hamas ter lançado mísseis contra Jerusalém e cinco dias depois de um sério aumento da violência na capital. São períodos curtos no grande esquema das coisas, mas muito tempo em termos de violência.

Já na quinta-feira, ao mesmo tempo em que o Hamas disparava 150 mísseis contra Tel Aviv e o centro de Israel, enviando milhões de israelenses para abrigos antiaéreos, os porta-vozes do governo Biden sincronizaram uma mensagem de "ambos os lados", apesar de um lado ser Israel, um aliado dos EUA e uma democracia, e o outro ser o Hamas, um grupo designado pelos EUA como uma organização terrorista.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki declarou: “Condenamos os contínuos ataques de mísseis do Hamas e de outros grupos terroristas, inclusive contra Jerusalém. Também nos opomos ao extremismo que infligiu violência em ambas as comunidades”.  É. Não demorou para Psaki adotar a narrativa dos palestinos de que se trata de uma disputa de terras no bairro que eles chamam de Sheikh Jarrah / mas que é na verdade o bairro judaico de Shimon Hatzadik.

E ela não parou aí. “Acreditamos que palestinos e israelenses merecem medidas iguais de liberdade, segurança, dignidade e prosperidade”, disse Psaki. “E --- estamos falando abertamente com as autoridades israelenses sobre como o despejo de famílias palestinas que viveram por anos, às vezes décadas, em suas casas e as demolições dessas casas trabalham contra nossos interesses comuns para alcançar uma solução para o conflito."

Levando em conta que esta disputa ainda não tem uma decisão final e cujos residentes não foram despejados, é absurdo justificar a violência palestina e pior, a parcialidade injusta do governo americano e da mídia ignorante sobre este caso particular.

Então, qual é a verdade sobre estas casas em Jerusalém?   Em 1873, os rabinos de Jerusalém angariaram dinheiro da comunidade judaica internacional para comprar um lote de terras no que era na época, os arredores da cidade para abrigar famílias judias pobres. Eles então compraram o lote que ficava junto ao túmulo do sacerdote Shimon Hatzadik. De 1873 até 1948, judeus moraram nas casas construídas nele. Em 1948, o exército jordaniano entrou na cidade e expulso todos os judeus que se encontravam em Jerusalém do leste, inclusive em Shimon Hatzadik. De 1948 até 1967, o governo da Jordânia alugou (e os contratos de aluguel estão no processo para provar) estas casas a árabes que foram aliciados a se mudarem para a cidade. A partir de 1967, com a reunificação da cidade, estes locatários continuaram a pagar aluguel, desta vez à Administração de Israel e Israel deu a eles o status de locatários protegidos, isto é, eles não poderiam ser despejados, a não ser que deixassem de pagar o aluguel ou se mudassem para outra propriedade. Esta locação é hereditária até a terceira geração desde que os descendentes seguissem as mesmas condições.

No meio tempo, uma companhia israelense com investidores internacionais, comprou as propriedades das duas organizações rabínicas originais, donas do terreno e passou a gerenciar o local.

Em 1980, com a primeira intifada, Yasser Arafat disse a estes locatários para eles pararem de pagar o aluguel porque estas propriedades eram “deles”. Além disso, em alguns casos, as casas foram abandonadas e invasores tomaram posse. Durante os últimos 40 anos o caso está nas cortes de Israel que em todas as instancias declarou que a propriedade destas casas é desta companhia. Os judeus voltaram para o bairro com a reunificação da cidade em 1967 e há pelo menos 20 famílias judias que moram ao lado do tumulo de Shimon Hatzadik. Não é algo novo. Mas a mídia insiste em chamar o local com o nome do bairro árabe do lado, Sheikh Jarrah e chamar os judeus que moram lá, de assentadores!

Quer dizer, judeus moraram lá durante 75 anos. Foram expulsos por 19 anos, mas voltaram. Estão lá novamente há 54 anos, e são assentadores????

A verdade é que a Administração Biden não tem ideia do que está acontecendo. A "mensagem bifurcada" que tenta criar uma equivalência entre Israel e seus inimigos, ao mesmo tempo que diz "esta é uma luta justa, é absurda. O Hamas é uma organização terrorista cruel e Israel tem que revidar ”.

Mas com a pressão da esquerda de seu partido que inclui duas congressistas muçulmanas, e outras duas antissemitas que tiraram o dia na sexta-feira para acabar com Israel, Biden agora se fixou em Jerusalém, no Monte do Templo e em Sheikh Jarrah em conversas privadas, aceitando a narrativa palestina sobre os eventos.

Absolutamente nada mudou no Monte do Templo, exceto que o Hamas está tentando se apresentar como defensor dos lugares sagrados, como Arafat fez em 2000 .... O Hamas está frustrado que a Autoridade Palestina adiou a eleição, que eles tinham certeza de ganhar. A narrativa de que Jerusalém é o problema é uma mentira deslavada. Imaginem que membros do governo Biden pediram para Israel impedir uma decisão da Suprema Corte para despejar os árabes. É o fim da picada. O governo de Israel não tem qualquer influência sobre os tribunais e pior ainda, sobre um caso puramente civil.

Aí vieram as queixas sobre o uso de granadas de choque por Israel no Monte do Templo. Só que a polícia israelense não usa armas no local sagrado, mas também não podem dar imunidade aos que jogam pedras sobre os judeus que estão no Muro das Lamentações e coquetéis molotov na polícia.

Nos seus quatro anos de governo, Trump conseguiu sossego no Oriente Médio porque tratou Israel com respeito e puniu os palestinos. Biden está novamente tentando apaziguá-los. Não dá para esquecer que Obama e Biden foram os piores presidentes americanos para Israel. As declarações dos EUA pedindo o fim das hostilidades enfraquecem Israel. Dizer que os palestinos em Gaza têm o direito à proteção e segurança assim como os israelenses ... como se este fosse um confronto entre iguais” é o fim do mundo! Então “ambos os lados são chamados a reduzir as hostilidades - Israel e uma organização terrorista designada pelos EUA”!. Desculpe mas isso não é imparcialidade. É estupidez. Isto encoraja o Hamas e a Jihad Islâmica a continuarem com suas agressões.

“O objetivo principal do Hamas e do Jihad Islâmico é de transformar a Cisjordânia em Gaza, de tomá-la ... Se você não entende isso, então você não entende nada de Oriente Médio. Os ex-alunos da escolinha do Obama que agora estão na administração de Joe Biden parecem não ter aprendido nada.

Biden vai aprender no final que “se você fugir do Oriente Médio, o Oriente Médio corre atrás de você. Os Estados Unidos têm que decidir: ou tomam uma atitude de líder do mundo livre colocando os terroristas contra a parede ou retomam os velhos hábitos derrotistas que não levaram a qualquer resultado nos últimos 73 anos.