Sunday, September 11, 2022

A Rainha Elizabeth II e Israel - 11/9/2022

 

Hoje a manhã está nublada, muito diferente do 11 de setembro de há 21 anos. Aquela manhã de terça-feira estava límpida, com um céu azul intenso e o ar fresco do começo do outono. Mas aí sofremos o pior ataque terrorista da história da humanidade. Um evento que fez o mundo parar por dias e mudou nossas vidas em um momento. Mudou como andamos nas ruas e metrô, como viajamos, para onde escolhemos ir. Mas sempre lembramos as quase 3 mil vidas que foram tiradas naquele dia.

Tendo dito isto, nesta semana vivemos um evento histórico.  A morte da rainha Elizabeth II, coroada em 1952, quatro anos depois do fim do Mandato Britânico para a Palestina e da criação do Estado de Israel.

Em 1917, a fim de ganhar o apoio judaico para o esforço da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra, reconhecendo "a conexão histórica do povo judeu com a Palestina", prometeu estabelecer um lar nacional judaico na Terra Santa através da Declaração Balfour.

No entanto, os ingleses também prometeram aos nacionalistas árabes um país árabe unido, cobrindo a maior parte do Oriente Médio árabe, se os turcos fossem derrotados. Quando a luta terminou em 1918, com o Império Otomano derrotado em todas as frentes, nenhuma das promessas foi cumprida.

Em julho de 1922, a Liga das Nações confiou à Grã-Bretanha o Mandato para a Palestina para facilitar o estabelecimento de um lar nacional judaico na Terra de Israel. Mas dois meses depois, em setembro de 1922, a Liga das Nações e a Grã-Bretanha decidiram que a criação de um lar nacional judaico não se aplicaria à área a leste do rio Jordão, que constituía três quartos do território incluído no Mandato. A parte leste eventualmente se tornou o Reino da Jordânia.

Mas o mandato era ainda para estabelecer o lar nacional judaico na Terra de Israel. Em vez disso, os ingleses começaram a tomar medida após medida contra seu próprio mandato. Os White Papers de 1930 e 1939 restringiram a imigração e a aquisição de terras por judeus. Depois da guerra, a Grã-Bretanha impôs um mandato de terror, fazendo prisões em massa e assassinatos de judeus, junto com um bloqueio para impedir a entrada na Palestina de refugiados desesperados que fugiam do Holocausto. Eles mandaram de volta dezenas de navios carregados de refugiados, como o Patria, o Stuma e o Exodus e refugiados foram enviados a outros campos de concentração em Chipre.

Em retaliação às ações de rebeldes judeus os ingleses prenderam e executaram vários judeus, inclusive o menino de 16 anos Alexandre Rubowitz, sequestrado e morto por colar pôsteres. Seu corpo nunca foi encontrado.

Depois que a Assembleia Geral da ONU adotou a resolução de dividir a Palestina em 29 de novembro de 1947, a Grã-Bretanha anunciou o término de seu mandato sobre a Palestina, para entrar em vigor em 15 de maio de 1948. Em 14 de maio de 1948, o Estado de Israel foi proclamado.

Ao longo de suas décadas como chefe de Estado do Reino Unido, a rainha Elizabeth cultivou laços amigáveis com figuras comunitárias judaicas, bem como relações cordiais com líderes israelenses. Mas embora tenha feito visitas oficiais a dezenas de países ao longo de seu mandato, ela nunca visitou o Estado de Israel.

De fato, nenhum membro da família real visitou Israel oficialmente até 2018, quando o príncipe William chegou ao estado judeu em uma visita oficial sem precedentes, levantando o boicote não oficial.

Seu avô, o príncipe Philip, fez uma visita pessoal a Israel em 1994 para homenagear sua mãe, a princesa Alice da Grécia, que está enterrada no Monte das Oliveiras, em Jerusalém. E o príncipe Charles visitou Israel em 1995 e 2016 para participar dos funerais de Yitzhak Rabin e Shimon Peres. Essas estadias não eram, no entanto, visitas reais oficiais.

A recusa de décadas da família real em realizar uma visita oficial ao Estado de Israel – sem hesitar em visitar monarquias autoritárias como Arábia Saudita e Catar – é de coçar a cabeça.

Poder-se-ia dizer que a Inglaterra não tem um passado tão sangrento com estes países como com Israel. Mas a rainha não hesitou em visitar a Índia 3 vezes, que foi sua colônia e que também lutou bravamente por sua independência, e ainda pior, visitou a Irlanda, basicamente pedindo desculpas pelo passado. Foi uma reconciliação espantosa já que seu próprio primo, Lord Louis Mountbatten fora assassinado pelo IRA em 1979.

Um funcionário anônimo do governo britânico disse ao jornal The Telegraph em 2015 que “até que haja um acordo entre Israel e a Autoridade Palestina, a família real não pode realmente ir lá”.

Apesar do desprezo, a rainha cultivou laços estreitos e ganhou a lealdade dos judeus britânicos e qualquer crítica a ela é feita a portas fechadas.

Em 1996, durante uma visita à Polônia, a rainha Elizabeth foi criticada por não agendar uma parada no campo de concentração de Auschwitz. Em uma adição de última hora ao seu itinerário, ela visitou e colocou uma coroa de flores em um memorial judaico em Varsóvia, onde os judeus foram presos e transportados para o campo de extermínio de Treblinka.

Quase duas décadas depois, ela visitou um campo de concentração nazista. Em sua última viagem oficial ao exterior a rainha Elizabeth viajou para a Alemanha. Embora fosse sua quinta viagem oficial à Alemanha, a rainha fez sua primeira visita a um campo de concentração em Bergen-Belsen e se encontrou com sobreviventes do Holocausto no local.

Depois de ouvir suas histórias, ela respondeu: “Deve ter sido horrível”.

Sim, foi. Foi horrível.

Passou da hora de termos uma visita oficial a Israel por um monarca britânico. Não há nenhuma desculpa legítima para isso não ter acontecido décadas atrás - exceto pelas políticas errôneas do Reino Unido, em relação ao Oriente Médio.

Esperamos que esse erro seja corrigido agora com o novo rei Charles III.

Sunday, September 4, 2022

A Cara de Pau de Mahmoud Abbas - 4/9/2022

 

Na última quarta-feira, o primeiro-ministro palestino Mohammad Shtayyeh exigiu que o governo americano não bloqueasse a candidatura palestina para sua associação à ONU, como Estado. Os Estados Unidos já indicaram que não têm qualquer intenção em reconhecer o Estado da Palestina que de fato não tem fronteiras reconhecidas, tem dois governos, o de Ramallah e o de Gaza e continua a ser dependente da ajuda estrangeira para seu funcionamento, em especial e ironicamente de Israel.

Esta é mais uma tentativa do presidente Mahmoud Abbas de tentar melhorar sua imagem junto aos árabes já que sua aprovação está no tanque. O líder de 87 anos que está no cargo há 17, de um mandato de 4 anos, mais uma vez irá usar o pódio da ONU para culpar Israel por sua má gestão, violência e corrupção.

Ele é a própria definição do cara de pau que conhecemos. Aquele que mata o pai e a mãe para ir no baile dos órfãos.

A questão é que o Conselho de Segurança e os outros organismos da ONU parecem não se cansar de castigar Israel em suas discussões mensais obrigatórias sobre os palestinos aos quais foi concedido o status de “refugiado perpétuo”. Poderíamos pensar, na situação do mundo hoje, que haveria outros refugiados necessitados de atenção, como por exemplo, ucranianos, após a invasão da Rússia, afegãos, após a tomada pelo Talibã e o conflito na Etiópia  – mas não, a posição dos palestinos não pode ser tocada e muito menos resolvida  dentro da ONU.

Somente os palestinos têm uma organização dedicada às suas necessidades, a UNRWA com um orçamento de 1.6 bilhões de dólares para 5.6 milhões de refugiados registrados, incluindo netos e bisnetos que nasceram na Europa e Estados Unidos. Todas as outras pessoas, deslocadas, refugiados, oprimidos, perseguidos – onde quer que estejam espalhadas pelo mundo – são tratadas pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que tem um orçamento de 8 bilhões para lidar com quase 90 milhões de pessoas.

Na quinta-feira passada, o Conselho de Segurança da ONU de 15 membros ouviu falar de uma ameaça “existencial”. Essa palavra, traz à mente assuntos de extrema gravidade – como os planos do Irã para obter capacidade nuclear enquanto ainda apoia o terrorismo e desenvolve mísseis guiados para ameaçar o mundo ocidental. Mas o comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, usou esta frase para descrever a queda no financiamento da sua organização.

Lazzarini disse que a agência, não recebeu todos os fundos prometidos e culpou as “campanhas coordenadas para deslegitimar a UNRWA”. Ora, a UNRWA faz um bom trabalho para se deslegitimar sozinha.

Os números são conhecidos, mas vale a pena repetir. A UNRWA foi fundada em 1949 como uma solução temporária para "refugiados palestinos”. Na época, aproximadamente 700 mil árabes estavam sob os auspícios da UNRWA, muitos deles com nacionalidades estabelecidas como jordanianos, egípcios, sauditas, mas que se encontravam no território que se tornou Israel em algum momento entre 1946 e 1948. Graças à política de permitir que eles passem seu status de refugiado para seus descendentes, seus números aumentaram para milhões nas últimas sete décadas.

Esse crescimento exponencial é uma das razões pelas quais é difícil atrair a simpatia e financiamento que obteve no passado. Ninguém vê uma luz no final do túnel. Outra é a falta de transparência. Ninguém sabe para onde está indo o dinheiro. Os livros escolares das escolas da UNRWA mostram seu apoio a uma cultura que promove o terrorismo e o martírio. E depois há aqueles casos em que foram encontrados túneis e armazéns de armas embaixo de escolas e postos de saúde da UNRWA em Gaza, que a ONU condenou, mas não conseguiu impedir.

Assim, no mesmo dia em que o chefe da UNRWA estava alegando pobreza em relação aos refugiados, o embaixador palestino na ONU, Riad Mansour, diz estar otimista sobre a adesão plena da AP à organização. Em outras palavras, Abbas quer um Estado sem negociar qualquer acordo com Israel sobre fronteiras, segurança, água, esgoto, eletricidade, espaço aéreo e outras questões críticas. É o mesmo Abbas que no mês passado acusou Israel em solo alemão, de cometer “50 holocaustos” em vez de se desculpar pelo massacre olímpico de Munique quando ele estava no comando das finanças do Setembro Negro.

Aqui reside o absurdo da situação palestina: de acordo com a ONU eles seriam refugiados mesmo que vivessem em seu próprio estado plenamente reconhecido. Que hipocrisia! E isso não dá à Abbas nenhuma motivação para voltar à mesa de negociações de boa-fé para resolver as questões que podem permitir que Israel e os palestinos vivam lado a lado. Pelo contrário.

Agora também é óbvio para todos que Israel está aqui para ficar, com ênfase no aqui – em sua antiga pátria. Tendo recusado várias rodadas de negociações e processos de paz – que geralmente terminam com ondas de terrorismo a AP não pode ser recompensada com um reconhecimento na ONU. Não vamos esquecer que os mapas da “Palestina” incluem todo o Israel, “do rio ao mar”.

Ao mesmo tempo, o plano de longo prazo dos palestinos é continuar sua dependência da ONU e de mendicância para manter seu status de refugiados. Não é tanto um paradoxo quanto uma paródia. É muita cara de pau.

Sunday, August 14, 2022

A Galopante Hipocrisia da Midia e ONGs - 14/08/2022

 

A Operação Amanhecer, a guerra de 55 horas de Israel contra o Jihad Islâmico em Gaza que terminou na noite de domingo passado, não apenas despertou a ira dos habituais antissemitas do mundo, mas também fez com que o cansado mantra de “dois estados” fosse reiterado por funcionários da Casa Branca e do Departamento de Estado em todas as oportunidades, exceto enquanto imploravam ao Irã para retornar ao acordo nuclear.

Mas ao contrário de operações anteriores contra organizações terroristas em Gaza, a Operação Amanhecer foi uma vitória militar decisiva para o exército de Israel e para o país em termos de diplomacia. Israel foi capaz de realizar com sucesso ações contra a organização terrorista, braço do Irã na Faixa de Gaza, e investigar incidentes rapidamente e fornecer respostas para a mídia em tempo real – o mais óbvio dos incidentes foi o ataque em Jabaliya, no qual civis palestinos, incluindo crianças, foram mortos.

No entanto, esse esforço para fornecer informações precisas também expôs ao mundo que algumas fontes da mídia, como a Al Jazeera, não estão preocupadas com os fatos. Estão preocupadas apenas em mostrar Israel como a agressora e os palestinos como vítimas. Onde as alegações palestinas são tomadas como fato, mesmo quando vindas de organizações terroristas, e as reivindicações israelenses – com provas e evidências – são tomadas com ceticismo.

Imediatamente após as explosões perto do campo de refugiados de Jabaliya (sim, porque mesmo dentro de Gaza, os palestinos mantêm seus irmãos e irmãs em campos de refugiados) fontes palestinas e mídias sociais alegaram que o exército de Israel havia bombardeado civis, compartilhando fotos perturbadoras de crianças feridas e ensanguentadas nos canais de mídia social. A notícia foi imediatamente captada por várias fontes na mídia internacional.

Israel, no entanto, não operava nessa área há horas, e não poderia ter sido responsável por esse ataque. O governo israelense e o exército rapidamente emitiram um comunicado e até forneceram imagens de vídeos aéreos da barragem de mísseis do Jihad Islâmico que alvejaram civis israelenses. Os vídeos mostram claramente mísseis dando meia volta e caindo na própria faixa de Gaza.

Além disso, no momento do lançamento deste míssil que acabou matando as crianças em Jabaliya, o jornalista palestino Anas Al Sheriff cobria os eventos em seu canal no Telegram, declarando explicitamente em árabe o que havia acontecido.

Depois que a verdade foi revelada, várias fontes da mídia atualizaram suas informações. A maioria delas, no entanto, não cobriu a história ou o fato de que centenas de mísseis falharam matando cerca de 16 civis palestinos no fim de semana (aliás, mais vítimas civis do que as causadas por Israel em todos os seus ataques aéreos contra alvos do Jihad Islâmico).

O jornal The New York Times, por exemplo, não noticiou inicialmente a história e, embora a CNN e a BBC tenham mencionado o ataque em Jabaliya em meio a outros artigos sobre a operação, ambos relataram isso como uma alegação de Israel que poderia ser contestada. O artigo da BBC afirmou que Israel acusou os militantes do Jihad de terem causado algumas dessas mortes, mas que ela, BBC, não havia conseguido verificar essa afirmação de forma independente.

Curiosamente, nenhum aviso desse tipo é mencionado quando se trata de relatos e de número de mortos fornecidos por grupos terroristas de Gaza. As alegações palestinas são tomadas como fato, enquanto as alegações israelenses, apesar de provas, são publicadas de maneira cética.

Na Al Jazeera árabe e inglês, o mau jornalismo foi ainda mais pronunciado com a rede culpando Israel pela morte de crianças em Jabaliya, sem sequer mencionar o fato de a explosão tinha sido resultado de um míssil defeituoso do Jihad Islâmico. A Al Jazeera em árabe mostrou a imagem de crianças em sacos de cadáveres e alegou que foi um massacre israelense em Jabaliya. Em inglês, eles alegaram que Israel matou cinco palestinos, incluindo três crianças. Até agora a Al Jazeera não publicou uma correção ou pediu desculpas. Isso, vou repetir, é mau jornalismo e o acobertamento dos crimes de um grupo terrorista.

Além da má cobertura da mídia sobre este incidente, vários funcionários da ONU, membros do partido árabe de Israel e do Congresso Nacional Africano saíram contra Israel acusando o exército de massacre. Naturalmente, nenhum desses mesmos indivíduos falou sobre as centenas de mísseis que caíram sobre os palestinos como resultado dos erros de disparo do Jihad Islâmico.

Seja a mídia internacional ou líderes da ONU ou de outras organizações, é impossível falar sobre alegados “erros” cometidos por Israel sem mencionar os crimes de guerra de organizações terroristas como o Jihad Islâmico e o Hamas. Por parte da imprensa, este é um fracasso imperdoável porque deturpa completamente o relato histórico tirando do Jihad Islâmico toda a responsabilidade pelas baixas civis palestinas e negando os crimes de guerra não apenas contra israelenses, mas contra seu próprio povo.

Essa falta de honestidade prejudica a credibilidade das organizações de notícias, bem como da ONU, e embora Israel tenha sido bem-sucedida em fornecer as informações reais por trás das acusações difamatórias, Israel e seus aliados também devem trabalhar para mostrar o preconceito explícito e desinformação da mídia, como no caso da Al Jazeera sobre o incidente de Jabaliya.

Mas não é só a mídia. Organizações como Anistia Internacional também mostraram sua face hipócrita neste conflito, mas de um modo indireto.

Na quinta-feira, a Anistia Internacional publicou um controverso relatório alegando que os militares ucranianos colocaram civis em perigo com suas táticas, claramente promovendo a propaganda russa. Mas foi a miniguerra de Israel contra o Jihad Islâmico que ameaça a credibilidade global do grupo de direitos humanos.

Incrivelmente, o que a Anistia Internacional descreveu acusando a Ucrânia, foram as mesmas táticas usadas pelo Jihad Islâmico contra Israel! Se a ONG não condenar o grupo terrorista por essas ações, mostrará ao mundo não apenas seu viés político, mas também uma demonstração impressionante de hipocrisia.

De acordo com a Anistia Internacional, “as forças ucranianas colocaram civis em perigo ao estabelecer bases e operar sistemas militares em áreas residenciais povoadas, incluindo escolas e hospitais, para repelir a invasão russa que começou em fevereiro”. As forças armadas são obrigadas a proteger os civis dos efeitos das operações militares e dar a esses indivíduos avisos eficazes de seus ataques, declarou a Anistia.

Ao longo do fim de semana, vídeos do Jihad Islâmico mostraram mísseis disparados contra Israel de dentro de densas áreas residenciais em Gaza, inclusive o que falhou em Jabaliya. “O direito internacional humanitário exige que todas as partes em conflito evitem localizar, na medida do possível, objetivos militares dentro ou perto de áreas densamente povoadas”, alertou a Anistia à Ucrânia.

A ONG também chamou de falha da Ucrânia em não evacuar civis quando estabeleceu posições em áreas civis. Até agora, não parece que o Jihad Islâmico tenha alertado os civis para evacuar as zonas que está usando para combate. Em vez disso, os vídeos que circulam mostram crianças aplaudindo os lançamentos de misseis e jornalistas observando seu lançamento.

A Anistia acusou a Ucrânia de não só colocar armamentos em áreas civis, mas de usar hospitais e escolas como bases militares. Os terroristas de Gaza usaram essas instalações ao longo de suas campanhas contra Israel. No final de julho, o exército israelense publicou a localização de várias instalações do Hamas que incluíam um armazém de armas próximo ao Hospital Shifa e um túnel sob uma escola da UNRWA. Houve condenação da Anistia? Não.

Os ataques de Israel nesta operação foram extremamente precisos. As baixas de Gaza por Israel são majoritariamente de combatentes. No entanto, o Jihad Islâmico vem realizando ataques não menos indiscriminados que a Rússia. Até a noite de domingo, mais de mil mísseis foram lançados em Israel, cerca de 30% deles caíram dentro da Faixa de Gaza. Os mísseis não são guiados, mas são direcionados a alvos civis israelenses.

Com este relatório a Anistia deu um chute no próprio pé. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky denunciou o relatório, acusando a ONG de “tentar transferir a responsabilidade do agressor para a vítima”. E ele tem razão.

Até hoje, a Anistia Internacional não comentou sobre as ações do Jihad Islâmico na Faixa de Gaza ou sobre a Operação Amanhecer em geral. Como a al-Jazeera, a Anistia acabou de mostrar que está armada com hipocrisia, não com direitos humanos e está também encobrindo os crimes do grupo terrorista.

E aí temos dois ataques terroristas deste final de semana. Na sexta-feira, um americano filho de libaneses xiitas de 24 anos de New Jersey, tentou assassinar o escritor Salman Rushdie, que há 33 anos foi alvo de um decreto de morte pelo aiatolá Khomeini, por ter escrito um romance, titulado Versos Satânicos, que gira em torno da Sura 53 do Alcorão. A Hezbollah, braço do Irã no Líbano, confirmou o relacionamento com o terrorista. E ontem à noite, um seguidor do Jihad Islâmico atirou num ônibus perto da cidade velha de Jerusalem, que levava pessoas que tinham ido orar no Muro das Lamentações ferindo várias pessoas. Todos os grupos terroristas comemoraram e incentivaram mais ataques. São os tentáculos do Irã levantando sua cabeça feia em todo o mundo.

A ideia de que existe a menor chance de alcançar a paz, muito menos uma "solução de dois Estados", com uma sociedade que promove o assassinato e acolhe o martírio é risível. E pior, com uma sociedade corrupta e desunida. Com um governo na Judeia e Samaria, outro em Gaza com o Hamas, e dentro de Gaza grupos terroristas que fazem o que querem. Com quem exatamente o mundo recomenda que Israel assine um papel criando o “Estado Palestino”? É por isso que cada vez menos israelenses consideram essa uma opção para solucionar o conflito.

Enquanto isso, a preparação e a destreza militar permanecerão imperativas para Israel. Como dizemos, o que não tem remédio, remediado está.