Sunday, December 18, 2022

A Nova Ofensiva Palestina - 18/12/2022

 

A Autoridade Palestina não está perdendo tempo. Antes mesmo da formação do novo governo de Israel ela lançou uma blitz diplomática e midiática para criar uma histeria sobre os perigos das políticas e decisões da próxima administração de Bibi Netanyahu.

A ofensiva palestina começou imediatamente após o anúncio dos resultados das eleições da Knesset em 1º de novembro, com a vitória dos partidos de direita, e especialmente dos candidatos Bezalel Smotrich e Itamar Ben-Gvir que agora ocuparão posições-chave no novo governo de Israel.

Não é que a AP tomou qualquer iniciativa para promover negociações de paz  ou qualquer aproximação aproveitando o governo de esquerda de Naftali Bennett e Lapid. Muito pelo contrário. Ela continuou a atacar o governo de Israel. Alguns oficiais da AP chegaram a dizer que a coalisão de Bennett e Lapid foi pior do que os governos de direita.

Apesar da violência desenfreada na Judeia e Samaria, os últimos dois anos não foram ruins para Abbas. Além de um governo israelense mais ansioso para derreter o gelo, os líderes palestinos ficaram felizes em ver o governo do presidente Biden, reatar seus laços com eles, inclusive a retomada da ajuda financeira, é claro.

Mas agora, eles receiam que ao colocar Smotrich e Ben-Gvir no governo, Bibi abrirá caminho para a “anexação” das Áreas C e isso, eles avisaram levará a uma terceira intifada. Lembro que as Áreas C são as populadas por judeus e é onde se encontram as cidades de Qiriat Sefer, Beitar Illit, Ariel, Gush Etzion, Efrat, Qiriat Arba e outras.

Comentando sobre os poderes a serem concedidos a Ben-Gvir como ministro da segurança pública e Smotrich como ministro das finanças e da Administração Civil da Judeia e Samaria, o secretário-geral da OLP, Hussein al-Sheikh, alertou que uma anexação constituiria “um cancelamento completo de todos os acordos assinados e uma violação da legitimidade internacional”. Isso mostra que a Autoridade Palestina ainda tem firmes planos para expulsar 800 mil judeus de suas casas, de sua terra ancestral, a Judeia, a Samaria e Jerusalem.

Mas Sheikh diz estar confiante de que o governo Biden e o resto da comunidade internacional irão “impedir que o novo governo tome medidas que possam levar a uma “explosão”. E que os países árabes, incluindo aqueles que têm tratados de paz com Israel, estabeleçam uma linha vermelha que o governo israelense não cruzará. Em outras palavras, o governo ainda nem foi formado e já temos ameaças de violência.

Está claro que esta ofensiva diplomática de Ramallah visa principalmente unir o mundo contra Israel e reganhar um apoio que tem murchado nos últimos anos e em especial, a diminuição substancial de doações em dinheiro. O objetivo final é aumentar a pressão sobre Israel para impedi-la de tomar decisões decisivas sobre as cidades judaicas na Judeia e Samaria e no leste de Jerusalém.

Com a velha desculpa de que não há parceiro para a paz em Israel, a estratégia palestina será de convocar uma conferência internacional pela paz no Oriente Médio sob os auspícios não apenas dos EUA, mas também da Rússia, China, a UE e as Nações Unidas. Alguns dos assessores de Abbas acreditam que um governo de direita na verdade facilitará a tarefa dos palestinos de promover a ideia do acordo internacional.

“Não precisamos explicar muito”, disse um assessor de Abbas ao The Jerusalem Post esta semana. “Até os americanos expressaram preocupação com a possibilidade de Smotrich e Ben-Gvir ocuparem cargos importantes no novo governo de Netanyahu”. “Pelo menos agora estamos encontrando mais simpatia em Washington e na maioria das capitais europeias.”

Apesar da conversa sobre a revogação dos acordos com Israel, Abbas disse na semana passada que não acredita que os acordos serão rescindidos. Ele tem enfrentado imensa pressão de muitos palestinos para abandonar os acordos, incluindo os Acordos de Oslo, e interromper a coordenação de segurança com Israel. Mas Abbas sabe muito bem que isso seria um tiro pela culatra, prejudicando os palestinos muito mais do que Israel.

A revogação dos acordos levaria inevitavelmente à queda da AP (que foi estabelecida com base nos Acordos de Oslo). O colapso da AP significaria que quase 200.000 de seus servidores públicos perderiam seus empregos. Além disso, a queda da Autoridade Palestina provavelmente mergulharia a Judeia e Samaria numa anarquia com as forças de segurança palestinas, que foram armadas por Israel, se tornando gangues armadas e milícias.

A liderança palestina sabe que não há muito que os palestinos possam fazer para impedir que o novo governo tente criar fatos irreversíveis no terreno. Abbas está bem ciente de que os terroristas do novo grupo Cova dos Leões em Nablus e as milícias afiliadas à sua facção Fatah, o Hamas e a Jihad Islâmica em Jenin não vão deter Israel. Na verdade, um aumento do terrorismo faria o jogo de Ben-Gvir e Smotrich e aumentaria sua determinação de tomar medidas ainda mais duras contra os palestinos.

É por isso que a liderança palestina escolheu concentrar seus esforços na área internacional. Além de promover uma conferência os palestinos devem prosseguir com sua campanha para processar israelenses por “crimes de guerra” em vários fóruns internacionais, incluindo o Tribunal Penal Internacional. Ao mesmo tempo, os palestinos planejam intensificar seus esforços para ingressar em mais organizações da ONU e buscar o reconhecimento total de um Estado independente e soberano nas fronteiras anteriores a 1967, com Jerusalém Oriental como capital.

Na semana passada, Abbas delineou parte desta estratégia e dos seus objetivos durante um discurso perante a cúpula Sino-Árabe na Arábia Saudita. Abbas pediu à comunidade internacional que boicote qualquer governo israelense que não endosse uma solução de dois Estados.

“Sentimos falta nestes dias da presença de um parceiro em Israel que acredita em uma solução de dois Estados baseada na legitimidade internacional, nos acordos assinados e na renúncia à violência e ao terrorismo, que são os princípios com os quais estamos comprometidos e pelos quais trabalhamos.” E ele falou isso com a cara mais lisa do mundo!! Abbas ainda pediu à comunidade internacional que "não lide com nenhum governo israelense que não reconheça esses princípios e valores". Inacreditável!

Dirigindo-se aos países árabes e restante comunidade internacional, Abbas também deixou claro que os palestinos pretendem intensificar seus esforços diplomáticos para internacionalizar o conflito israelo-palestino.

“Esperamos que, nessas circunstâncias difíceis, vocês continuem a mobilizar apoio internacional para implementar as resoluções de legitimidade internacional e a Iniciativa de Paz Árabe”, disse ele. “Queremos que vocês apoiem os esforços palestinos para obter o reconhecimento do Estado da Palestina, participação plena nas Nações Unidas, convocação de uma conferência internacional de paz, garantia de proteção internacional para nosso povo palestino e implementação de resoluções de legitimidade internacional relacionadas à causa palestina, incluindo Resolução 2334 do Conselho de Segurança e Resoluções 181 e 194 da Assembleia Geral.”

Notem que a Resolução 181, de 1947, foi a que ofereceu a partilha do território em dois estados, que foi totalmente rejeitada pelos árabes. A Resolução 194 de 1948, foi a que definiu princípios para um acordo de paz e o retorno de refugiados, algo que também os árabes rejeitaram. E a Resolução 2334, de 2016, que condena os assentamentos judaicos, e foi a resolução que vergonhosamente Obama se recusou a vetar, urge as partes voltarem à mesa de negociação, algo que o Sr. Abbas também se recusou e continua a se recusar a fazer.

Netanyahu precisa rapidamente concluir suas negociações com seus parceiros de coalizão para formar um novo governo o quanto antes, pois o ataque diplomático palestino está a todo vapor. E a avaliação em Ramallah é que um confronto total com Israel, tanto na arena internacional quanto internamente, é apenas uma questão de tempo.


Sunday, December 11, 2022

Como Lutar Contra a Ascenção Meteórica do Antissemitismo na America - 11/12/2022

 

O Lutador Natan Levy levanta a bandeira de Israel durante sua última luta.
Credito da foto Amy Kaplan

Os Estados Unidos têm sido um refúgio seguro para os judeus desde sua criação como nação há mais de duzentos anos. E desde a Segunda Guerra Mundial, os judeus americanos fizeram um tremendo progresso na quebra de barreiras discriminatórias. Hoje judeus podem ser encontrados nos mais altos escalões do governo e da indústria privada.

Mas ultimamente, diante de uma onda crescente de antissemitismo expresso abertamente, os judeus começaram a se perguntar se e como seria possível combater este ódio na América.

Reconhecendo a gravidade do problema, em 7 de dezembro último, a Casa Branca convidou altos funcionários do governo Biden e representantes de várias organizações judaicas, para participar de uma mesa redonda sobre anti-semitismo presidida por Doug Emhoff, o marido da vice-presidente Kamala Harris.

Emhoff – que é neto de imigrantes judeus poloneses – chamou esta onda uma “epidemia do ódio”. Que hoje as pessoas não mais cochicham seu antissemitismo. Elas publicam suas opiniões alto e claro. Um dia antes desta reunião, 125 legisladores da Câmara dos Deputados e do Senado instaram o governo Biden a adotar um plano de ação para lidar com o aumento do antissemitismo.

No ano passado, os incidentes antissemitas atingiram um recorde, com 2.717 casos de agressões, assédio e vandalismo. Este foi um aumento de 34% em relação ao ano anterior e o maior número desde que a ADL começou a computar estes incidentes em 1979. Em Nova York, lar da maior concentração de judeus do país, a polícia reportou que somente no mês de novembro último ataques antissemitas aumentaram em 125%.

Mas pior que isso, nos últimos meses, temos visto que o antissemitismo na América está em processo de normalização. O rapper Kanye West, com 32 milhões de seguidores nas redes sociais, saiu elogiando Hitler e promovendo teorias conspiratórias sobre judeus que o tornaram o porta-voz do ódio ao Judeu de hoje. Ele não só ameaçou “apertar o botão para matar” judeus mas fez uma série de outros comentários antissemitas que seriam impensáveis uma década atrás. 

Uma outra estrela, desta vez do basquete, Kyrie Irving, promoveu um filme antissemita nas redes sociais.

Até o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que tem uma filha e netos judeus, não pensou duas vezes antes de receber Kanye West e seu amigo, o propagandista antissemita e negador do Holocausto Nick Fuentes, em sua mansão na Flórida. Incrível que Trump não condenou nenhuma declaração de West ou de Fuentes, mas anteontem Trump criticou os líderes judeus por não serem suficientemente leais a ele depois dos passos pró-Israel que ele tomou como presidente.

No mês passado, um homem de Nova Jersey foi preso após publicar um manifesto online incitando ataques a sinagogas, e outro foi detido após twittar sobre seu plano de “atirar em uma sinagoga e morrer”.

Não há semana em que não ouvimos que judeus ortodoxos foram agredidos na cidade de Nova York, Em suma, o antissemitismo saiu das margens e hoje está no centro da sociedade.

O dilúvio de ataques levou Christopher Wray, diretor do FBI, a dizer recentemente que os judeus, que representam apenas 2,4% da população dos EUA, são “uma comunidade que merece e precisa desesperadamente de apoio porque está sendo atingida por todos os lados”.

Mas um homem enfrentou Kanye à sua maneira e desafiou seus amigos e seguidores no Instagram a se juntarem a ele. Yuli Prizant, um orgulhoso judeu e sionista, “jogou fora” seu tênis Yeezy da Adidas. Ele não apenas falou; ele fez. Meses antes, Prizant falou com seus amigos e seguidores sobre o ódio aos judeus e os desafiou a enfrentar o ódio de todas as formas. Ele liderou pelo exemplo e ao fazê-lo contribuiu para a Adidas cancelar seu contrato milionário com Kanye West além da Gap, Balanciaga, e TJ Maxx.

A integração do ódio aos judeus não está mais apenas em nossas ruas, mas encontrou um terreno fértil em instituições de ensino superior e plataformas de mídia social. Os antissemitas correm soltos nas universidades, onde ninguém é responsabilizado nem mesmo chamado à atenção. A mídia social está repleta de ódio aos judeus nas páginas do Tik Tok, onde recentemente até Anne Frank foi parodiada para os fornos como piada para atacar judeus. Não se enganem, o ódio aos judeus é real.

Outro herói, Natan Levy, judeu israelense, venceu, por decisão unânime, sua luta no Campeonato de Luta Definitiva. Mas o que chamou a atenção, não foi tanto a luta como a coletiva de imprensa que ocorreu depois. Levy foi questionado sobre a ascensão meteórica do antissemitismo e os comentários de Kanye West. Levy respondeu com grande calma que se sentia mal por pessoas que têm tanto ódio em seus corações. Mas foi sua declaração direta a Kanye que nos fez levantar e aplaudir. “Kanye West, se você tem algum problema comigo ou com meu povo, venha me ver mano.”

Aliás, antes da luta, Levy anunciou que seu uniforme seria leiloado para apoiar uma instituição de caridade para sobreviventes do Holocausto. Esse é um verdadeiro guerreiro na luta contra o ódio.

A única frase de Levy em sua coletiva de imprensa pós-luta deve ser uma convocação para todos os judeus se levantarem, falarem, gritarem, encurralarem e responsabilizarem o ódio aos judeus em todas as areas. É uma declaração forte para responsabilizar as empresas. É um desafio encurralar os que apoiam o ódio aos judeus e responsabilizá-los por apoiar o antissemitismo.

E isso me lembrou o que estudamos na porção da Bíblia que lemos nesta semana. Nesta porção, vimos Jacó separar seu campo e enviar presentes a Esaú com medo de enfrentá-lo. Mas finalmente, ele não teve saída a não ser lutar contra o anjo de Esaú. E quando Jacó venceu ele recebeu o nome de Israel. Israel só é Israel quando luta por si e seus direitos.

Natan Levy demonstrou claramente o que os judeus precisam fazer todos os dias. Com uma resposta simples e direta à pergunta de um repórter, ele se tornou um líder na luta contra o ódio aos judeus. "Venha me ver mano." E Yuli Prizant teve um momento semelhante. Ele disse: “vejam o que eu faço”.

Hoje não somos mais impotentes. Temos um Estado e temos que nos orgulhar de toda a contribuição que demos ao mundo até agora. E é esta a mensagem que temos que dar ao mundo agora.


Sunday, December 4, 2022

A Obsessão da ONU com Israel - 04/12/2022

 

Nas últimas duas semanas, Israel tem sido alvo de vários ataques terroristas que vão desde esfaqueamentos, atropelamentos propositais e até sequestros. Na quarta-feira retrasada dois rapazes drusos israelenses de 17 e 18 anos sofreram um acidente de automóvel gravíssimo perto da cidade palestina de Jenin. Árabes israelenses, cristãos, muçulmanos, drusos, regularmente entram nas áreas administradas pela AP para compras mais baratas, apesar de ser contra a lei. Quando a ajuda chegou, enviaram um dos rapazes para um hospital na própria Jenin. A equipe médica logo o operou, conseguindo estancar a hemorragia interna e o colocaram na UTI em coma e no respiradouro. O pai dele foi avisado e foi ao hospital com um irmão.

Umas duas horas depois, 20 terroristas mascarados e armados entraram no hospital e demandaram o garoto. Sem qualquer senso de humanidade eles foram atirando até chegarem na UTI onde arrancaram os tubos que mantinham o menino vivo e o levaram na frente do pai e do tio desesperados. Óbvio que o menino, Tiran Ferros, morreu. Os terroristas sequestraram o corpo para usá-lo como moeda de troca com Israel.

Israel declarou que não negociaria com os terroristas de modo algum. Já basta o impasse que continua até hoje com os corpos dos dois soldados israelenses ainda em Gaza. Mas os drusos entendem a linguagem dos terroristas. Um grupo druso, também mascarado, sequestrou três palestinos de Hebron na mesma noite e avisou que iria matá-los e sequestrar outros 3 no dia seguinte se o corpo de Ferros não fosse entregue à família.

Poucas horas depois, e com o envolvimento da Autoridade Palestina, dos drusos, dos americanos, egípcios, jordanianos e qataris, o corpo foi devolvido. Se tivesse sido um menino judeu com certeza este não teria sido o resultado.

Enquanto milhares de palestinos são recebidos em hospitais de Israel para tratamentos de todos os tipos, incluindo a esposa de Mahmoud Abbas e a irmã do chefão de Gaza Ismail Hanyieh, nenhum judeu pode nem sonhar em poder ser atendido por serviços médicos palestinos. Mesmo ele sendo um “irmão” árabe. Como vimos, este resgate foi para este menino druso, uma sentença de morte.

Algumas horas depois do país respirar aliviado com o caso de Ferros, duas bombas explodiram em Jerusalém em pontos de ônibus. O menino canadense Aryeh Shupak, de 16 anos, e um imigrante da Etiópia de 50 anos Tadese Tashume Ben Ma'ada, foram mortos pelas bombas que além dos explosivos estavam carregadas de pregos e pedaços de metais para causar o maior dano possível. Outras 22 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. Entre os feridos estava pelo menos um cidadão americano.

Conforme reportado pela Palestinian Media Watch, a organização que segue as publicações palestinas, embora os ataques tenham sido amplamente condenados, duas condenações não foram ouvidas: a condenação do líder palestino Mahmoud Abbas e das organizações que ele chefia - a Autoridade Palestina e a OLP, e a condenação da Agência das Nações Unidas para a Infância – UNICEF.

Nada impediu Abbas de condenar o ataque terrorista em Istambul na Turquia, no dia 13 de novembro último, ou enviar condolências ao presidente chinês Xi Jinping, pelas mortes causadas por um incêndio na China.

Embora Abbas tenha ocasionalmente condenando ataques de palestinos contra israelenses, ele só o faz quando encurralado e sempre igualando o terrorismo às ações israelenses para prevenir ataques. Mas depois Abbas, a AP e a OLP, continuam com a mesma incitação ao terrorismo e sua política de “Pagar-para-Assassinar”, recompensando em dinheiro os mesmos terroristas cujas ações eles condenaram.

Outra condenação que faltou, como disse, foi a de Lucia Elmi, Representante Especial da UNICEF para o “Estado da Palestina”.

Enquanto Elmi e a UNICEF Palestina são frequentemente rápidos em condenar Israel quando menores palestinos são mortos, mesmo que tenham participado dos atos terroristas, quando crianças judias são assassinadas em atos claros de terrorismo seu silêncio é ensurdecedor.

Ainda, Elmi e a UNICEF ignoraram completamente a documentação da Palestinian Media Watch sobre o abuso de crianças palestinas pela AP, incluindo seu recrutamento para treinarem e participarem de atos terroristas e até morrerem.

Nem mesmo desta vez, em que a vítima foi uma criança canadense, Elmi fez um esforço para emitir uma condenação.

E nesta última sexta-feira, um terrorista tentou sequestrar um carro com um casal dentro, do lado do posto da polícia de fronteira em Huwara. Depois de não conseguir abrir a porta do carro, ele pegou uma pedra e tentou quebrar o vidro. O homem, que estava armado, atirou ferindo de leve o terrorista. Mesmo assim, ele se dirigiu ao posto da polícia e esfaqueou um dos policiais no rosto e tentou pegar a arma de outro que então atirou nele.

Isso e tudo que Israel passou desde a sua criação, poderiam elicitar um pingo de simpatia do mundo. Mas não. O representante da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland declarou estar “horrorizado pela morte do palestino durante uma “briga” com um soldado israelense”. É ... uma briga... e ainda enviou suas “sinceras condolências à família enlutada”. Somente neste ciclo, a ONU aprovou nada menos que 16 resoluções condenando Israel enquanto para todo o resto do mundo, ela aprovou apenas 13 resoluções. Isso inclui a Coreia do Norte, a Síria, Myanmar. O Irã recebeu apenas uma condenação apesar de ter matado mais de 200 pessoas incluindo crianças nos protestos da morte de Mahsa Amini. Seis resoluções foram aprovadas contra a Rússia pela sua invasão da Ucrânia que causou a fuga de milhões e a morte de milhares de civis.

Mas para não ficar só nisso a ONU aprovou na quarta-feira uma resolução marcando a fundação do estado de Israel como uma “catástrofe” e adotou a narrativa palestina dos fatos que ocorreram em 1948 como verdade histórica.

Gilad Erdan, o embaixador de Israel na ONU perguntou: o que vocês achariam se a comunidade internacional comemorasse o estabelecimento de seu país como um desastre? Uma catástrofe? Erdan continuou dizendo que os palestinos trouxeram o desastre sobre si próprios quando não aceitaram a partilha e quando 5 exércitos árabes atacaram Israel. Abdul Rahman Azzam, o primeiro secretário-geral da Liga Árabe, disse que o estabelecimento de um estado judeu levaria a "uma guerra de extermínio e um massacre tão grande que seria lembrado na história como o massacre da Mongólia e das Cruzadas".

E isso nos leva à pergunta: como Israel pode fazer a paz, com pessoas deste tipo? Israel já tentou. Já entregou território com toda a infraestrutura e negócios em andamento na esperança de que os árabes transformassem a Faixa de Gaza em um território pacífico e próspero. Mas não. A primeira coisa que os palestinos fizeram foi destruir a infraestrutura até dos serviços mais básicos que serviriam à sua população como o fornecimento de água, esgoto e eletricidade. A Faixa de Gaza hoje é um antro de terroristas que gasta todos os seus recursos em mísseis, morteiros e armas. E isso com o apoio da população que é obcecada, desde o nascimento com a destruição de Israel. Malas e malas de dinheiro são enviadas pelo Qatar e outros países árabes para supostamente aliviar o “sofrimento” dos palestinos que o inflige sobre seu próprio povo. Eles nunca são culpados. A culpada é sempre a “ocupação” de Israel. Somente porque Israel é um estado judeu. Porque quando era a ocupação Jordaniana e Egípcia destes mesmos territórios, os palestinos nunca reclamaram ou exigiram sua “autodeterminação”.

A ONU deveria se ocupar com problemas mundiais mais importantes que os palestinos e enviar seus líderes e representantes fazerem terapia para se curarem desta obsessão. Só assim a organização não perderá muito breve sua relevância. Ninguém mais está interessado nestas condenações e votações vazias. A opinião da ONU já hoje não vale mais nada.