Sunday, July 16, 2023

O Equilibrio da Liberdade de Expressão e a Liberdade de Ofender - 16/07/2023

 A pergunta do dia é: Onde acaba a liberdade de expressão e começa a segurança pública e a ofensa a minorias?

Incrivelmente, esta pergunta não está sendo feita em algum país do terceiro mundo, ou mais educadamente, um país “em desenvolvimento”. Está sendo feita na Suécia, o bastião nórdico da democracia liberal que parece não saber lidar com uma onda de queima de livros sagrados.

Há duas semanas, durante o feriado muçulmano de Eid al-Adha, dois homens rasgaram e queimaram páginas de um Alcorão do lado de fora de uma mesquita de Estocolmo – mas fizeram isso somente depois de receberem permissão da polícia local para fazê-lo, porque, não há qualquer proibição na lei sueca de queimar livros.

Como era esperado, a profanação do livro sagrado dos muçulmanos desencadeou protestos furiosos: uma multidão invadiu a embaixada sueca em Bagdá, vários países muçulmanos convocaram seus embaixadores suecos e vários líderes muçulmanos emitiram declarações criticando a Suécia por permitir esta ação.

Líderes de outros grupos religiosos, incluindo a comunidade judaica sueca, também condenaram a queima do Alcorão, como vários políticos e líderes israelenses.  

O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, também condenou a profanação em coletiva de imprensa: “Acho que devemos recobrar nossa sanidade na Suécia”, ele disse: “estamos em uma situação grave de segurança política e não há razão para ofender outras pessoas”.

Aí o inesperado ocorreu. Uma série de pedidos foram feitos para a polícia sueca procurando uma licença para queimar publicamente outros livros sagrados. Completamente desconsiderando as consequências da queima do Alcorão, na semana anterior, as autoridades suecas então aprovaram um pedido para queimar uma Torá e uma Bíblia cristã do lado de fora da embaixada de Israel ontem, no Shabbat.

Líderes judeus e israelenses condenaram veementemente a decisão de aprovar a licença. O Conselho Central Judaico disse que “queimar livros sagrados, seja o Alcorão, a Torá ou o Evangelho, são atos odiosos que percebemos como ameaças diretas às sociedades que os valorizam”

“Como povo do livro, a Torá é nosso tesouro mais sagrado. São os códigos morais e éticos que mudaram o mundo em que vivemos. Nossa trágica história na Europa relaciona a queima de livros judaicos com pogroms, expulsões, inquisições e o Holocausto.”

E o Conselho tem razão.

Entre outros, em 1244, como resultado da Disputa de Paris, ou julgamento do Talmud como é conhecida a disputa, vinte e quatro carruagens cheias de volumes do Talmud e outros manuscritos religiosos judaicos foram incendiados por oficiais franceses nas ruas de Paris. Em 1490, Bíblias e outros livros judaicos foram queimados na Andaluzia pela Inquisição Espanhola. E como não lembrar das várias queimas de livros cometidas pelos nazistas nas décadas de 30 e 40 do século XX? No dia 10 de março de 1933, na Opernplatz em Berlin, grupos de jovens nazistas queimaram em torno de 25 mil livros, incluindo trabalhos de Albert Einstein, Bertold Brecht, Thomas Mann, Karl Marx e o poeta Heinrich Heine.

Foi Heine, que morreu em 1856, que profeticamente declarou que “aqueles que queimam livros, ao final queimarão pessoas”.

Mas então como equilibrar a liberdade de expressão com ofensas acionáveis e com a incitação à violência? Todos os sistemas legais do mundo impõem limites à liberdade de expressão. Você não pode entrar num teatro e gritar “fogo”, sem correr o risco de gerar pânico e chegar até a provocar a morte de alguém. Isso do lado penal. Do lado civil, você pode ser processado por injuria, calunia e difamação.

O incidente na Suécia levanta questões essenciais sobre os limites da liberdade de expressão e o princípio do dano. Embora a liberdade de expressão seja um direito importante, se uma pessoa usa sua liberdade de expressão para espalhar o discurso de ódio contra um determinado grupo, isso pode levar à discriminação e até à violência contra os membros desse grupo. Isso pode criar uma atmosfera de medo e exclusão, minando os princípios de inclusão e democracia.

Assim, a liberdade de expressão não deve ser usada como uma arma para justificar ações que causem dano outras pessoas especialmente quando ela provoca o aumento do discurso de ódio e a incitação à violência contra grupos minoritários. É somente através de um equilíbrio cuidadoso desses princípios que podemos criar uma sociedade verdadeiramente inclusiva e democrática.

Permitir a desfiguração de textos sagrados não é um exercício de liberdade de expressão, é uma incitação flagrante e um ato de puro ódio.

Na sexta-feira, o presidente de Israel, Itzhak Herzog disse que condenava “inequivocamente a permissão concedida pela Suécia para queimar livros sagrados”. Como presidente do Estado de Israel, condenei a queima do Alcorão, sagrado para os muçulmanos em todo o mundo, e agora estou com o coração partido porque o mesmo destino aguarda uma Bíblia judaica, o livro eterno do povo judeu. O mundo inteiro deve se unir para condenar claramente esse ato repulsivo.”

Ficamos todos na expectativa do que iria acontecer ontem.

Mas em uma reviravolta surpreendente, o homem que solicitou a licença para queimar a Bíblia – um ativista muçulmano de origem síria chamado Ahmad Alush – apareceu do lado de fora da embaixada de Israel no sábado com um isqueiro, mas sem a Torá, sem Bíblia ou Evangelho, dizendo que nunca teve a intenção de queimar os objetos religiosos.

“É contra o Alcorão queimar e eu não vou queimar. Ninguém deveria fazer isso”, disse ele à mídia reunida. “Esta é uma resposta às pessoas que queimam o Alcorão. Quero mostrar que a liberdade de expressão tem limites que devem ser levados em conta.”

“Quero mostrar que temos que respeitar uns aos outros”, disse Alush. “Vivemos na mesma sociedade. Se eu queimar a Torá, um outro a Bíblia, outro o Alcorão, haverá uma guerra aqui. O que eu queria mostrar é que não é certo fazer isso.”

Alush salvou as autoridades suecas delas próprias, impedindo outra onda de condenações furiosas e aumentando as tensões religiosas e demonstrando a vergonha que foi aprovar a queima de textos sagrados.

De novo, a liberdade de expressão é um princípio sagrado em toda democracia, mas deve ser balanceada com a possibilidade da perturbação da paz pública e o dano às sensibilidades religiosas.

Este incidente é um exemplo do que acontece quando esses princípios não são equilibrados.

As autoridades suecas erraram repetidamente nas últimas semanas ao aprovar esses atos públicos de ódio. Esperamos que eles levem a sério a lição que acabaram de receber deste refugiado sírio.

Sunday, July 9, 2023

Revisitando Jenin - 9/7/2023

 

Uma manchete do New York Times de setembro de 2008 lia: 'Uma ruína da Cisjordânia, renascida como um farol de paz”. Na ocasião, o artigo celebrava um entre tantos programas piloto – apoiados por Israel e pela comunidade internacional – para criar um modelo de governança palestina bem-sucedida. Aonde? em Jenin.

O plano previa reforçar as forças de segurança da Autoridade Palestina, e Israel implementaria medidas econômicas e civis para melhorar as condições de vida dos moradores de Jenin. Era um teste do que poderia acontecer com todas as cidades palestinas. O artigo mencionava o general americano James L. Jones, que mais tarde foi conselheiro de segurança nacional de Obama, dizendo: “Vejo isso como uma espécie de um ensaio para a criação de um Estado palestino, uma oportunidade onde os dois lados podem provar coisas um ao outro.”

Vários projetos de construção foram aprovados, uma zona industrial foi estabelecida e as infraestruturas de saneamento e eletricidade foram melhoradas. Israel fez a sua parte, permitindo o livre fluxo de mercadorias, retirando suas tropas e permitindo que árabes-israelenses entrassem em Jenin – que fica na área A geralmente proibida para israelenses – com o objetivo de impulsionar a economia local.

Depois da operação militar de Israel esta semana, Jenin se tornou tudo menos um farol de paz. Como sempre, de onde Israel se retirou, de onde Israel investiu em infraestrutura para os árabes, ela só colheu terrorismo e radicalização.

E como tudo isso começou? Tudo começou com a decisão da AP de retirar suas forças de segurança de Jenin, tanto na cidade como no campo de refugiados, ilustrando a fraqueza da Autoridade Palestina, sua ineficácia e o crescente poder das forças terroristas na Judeia e Samaria. E assim que Abbas morrer, veremos o Hamas e o Jihad Islâmico brigarem para assumir o controle. E em primeiro lugar da lista está Jenin.

Outra razão para a deterioração da situação em Jenin é o Irã. A Judeia e Samaria são um exemplo perfeito do papel desestabilizador que o Irã desempenha na região. Enquanto o mundo tende a concentrar sua atenção no programa nuclear do Irã e em seu contínuo enriquecimento de urânio, a ameaça de Teerã é muito maior e ocorre em lugares como Jenin.

O Irã está frustrado por seu fracasso em se vingar e acertar as contas com Israel sobre suas operações dentro do Irã, bem como os frequentes ataques contra sua infraestrutura na Síria. O que Teerã pode fazer é enviar dinheiro, para criar o que eles chamam de “infraestrutura de resistência”, é contrabandear armas do Líbano, Jordânia ou Egito e dar apoio educacional e ideológico para os terroristas em Jenin a essas facções palestinas.

Embora isso não esteja nem perto do nível de ameaça que uma bomba nuclear um dia representaria para Israel, os ataques terroristas minam a segurança nacional, a qualidade de vida dos israelenses em todo o país e têm o potencial de prejudicar a economia. Com os palestinos de Jenin responsáveis por 50 ataques nos últimos meses, esse esforço estava claramente dando frutos.

E de onde vem todo o dinheiro do Irã? Bem, os mulás estão recebendo dezenas de bilhões de dólares em alívio de sanções do governo Biden. Em nome do Irã, a Hezbollah e a Força Quds estão investindo pesadamente na produção e distribuição de drogas em todo o Oriente Médio e na Europa, e em esquemas de criptomoedas para lavagem de dinheiro.

É precisamente esta “infraestrutura de resistência” que o exército de Israel alvejou esta semana. Foi um esforço para erradicar o câncer terrorista nos estágios iniciais para evitar a “libanização” de Jenin; antes que as células terroristas palestinas na Samaria se transformem em uma ameaça que os ataques cirúrgicos não podem mais superar.

Israel não pode ficar sentado assistindo a Judeia e Samaria (no centro de Israel, adjacente às três principais cidades, Jerusalém, Tel Aviv e Haifa) se tornarem outra base de operações militares iranianas contra Israel, como Gaza já o é no sul e o Líbano no norte.

Hoje o Irã está em 3 fronteiras com Israel. Em Gaza com o Hamas e o Jihad Islâmico; no Líbano e Síria, com 180 mil mísseis guiados da Hezbollah. E na Judeia e Samaria, dando suporte a grupos terroristas. E até agora, infelizmente, as potências ocidentais foram ineficazes para impedir os avanços iranianos em Gaza, no Líbano, Síria, Judeia, Samaria, Iraque e Iêmen.

Lembram que em 1993 a Autoridade Palestina foi estabelecida pelos Acordos de Oslo para trazer a paz para palestinos e israelenses? ou pelo menos uma segurança básica na Judeia, Samaria e em Gaza? Que decepção essa “autoridade” corrupta, fraca e hostil se tornou.

Desde janeiro deste ano, 24 pessoas foram mortas em Israel por terroristas. Segundo o porta-voz do exército, mais de 50 ataques a tiros foram realizados na área de Jenin e, desde setembro de 2022, 19 terroristas fugiram para o campo de refugiados de Jenin após realizarem ataques. Em alguns dos ataques foram mortos mais de um membro da mesma família – como é o caso dos irmãos Hallel e Yagel Yaniv, cujos assassinos foram presos em Jenin.

Na terça-feira, o segundo e último dia da operação, um terrorista atacou civis em Tel Aviv. O terrorista dirigiu uma caminhonete contra uma multidão que esperava em um ponto de ônibus antes de tentar esfaquear pessoas que estavam num café na calçada. Ele foi morto a tiros por um transeunte armado, mas nove pessoas ficaram feridas, uma delas uma mulher grávida que perdeu o bebê. Os números oficiais não registram, mas a perda desta vida também foi uma fatalidade.

Que país no mundo aguentaria isto sem reagir?

O único poder real que existe hoje entre o terrorismo palestino e o hegemonismo iraniano é Israel. Infelizmente, nenhuma compreensão dessa realidade pode ser encontrada nas reportagens da mídia ou nas reações das capitais ocidentais à operação de Israel em Jenin nesta semana.

Repórteres e diplomatas agitados pronunciam declarações insensíveis sobre a necessidade de “todos os lados” reduzirem as tensões, buscando uma equivalência moral onde não há alguma, e depois reclamarem sobre a terrível perda de vidas ou a difícil situação humanitária em Jenin – como se tudo isso estivesse ocorrendo num completo vácuo.

Para ilustrar esse ponto, nada melhor que a entrevista da BBC (a televisão nacional britânica) com o ex-primeiro-ministro de Israel Naftali Bennett. A jornalista Anjana Gadgil perguntou se o exército de Israel tinha como objetivo matar crianças. Sim, porque para ela, terroristas armados que ainda não completaram 18 anos, são apenas “crianças”. De acordo com o próprio Ministério da Saúde palestino, 12 palestinos foram mortos nesta operação em Jenin. Cada um deles estava armado e era afiliado a um grupo terrorista. Sete do Jihad Islâmico, 3 da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa, um do Hamas e um da Fatah.

Bennett sem perder a calma, explicou que eram de fato terroristas procurados. Aí a jornalista respondeu: “São terroristas, mas são crianças. E as forças de Israel ficam felizes em matar crianças”. A BBC depois se desculpou, mas o dano estava feito.

Contam que Mark Twain teria dito que: “Uma mentira pode viajar meio mundo enquanto a verdade ainda está vestindo seu sapato”. Hoje nos encontramos em uma era em que a verdade nem pegou seus sapatos antes que a mentira tenha feito seu estrago. Seja uma jornalista que acusa Israel de assassinar crianças ou um membro do Congresso americano que inventa um falso massacre israelense, há alguns que não vão parar por nada – não importa o quão ultrajante, e não importa a evidência esmagadora em contrário – para demonizar e difamar o estado judeu. 

O único remédio resta conosco. Devemos sempre levantar nossa voz contra eles, descobrindo a verdade e trazendo-a à luz. E assim o faremos.

Sunday, July 2, 2023

Paris em Chamas - Novamente.. 2/7/2023

 

A França tornou-se uma descontrolada lixeira. Uma vergonha para um país que um dia já se disse civilizado.

Na terça-feira passada, um rapaz de 17 anos morreu nas mãos da polícia depois de tentar fugir de carro. Este jovem, filho de imigrantes árabes da Africa do Norte, de nome Nahel, era conhecido da polícia por vários incidentes e ofensas de trânsito anteriores como dirigir sem carteira, sem seguro ou usando placas de carro falsas.

De acordo com a polícia, o Mercedes com placas da Polonia, dirigido por Nahel foi avistado numa faixa de ônibus às 7h55 em Nanterre, um subúrbio de Paris. A polícia tentou pará-lo em um sinal vermelho usando sirenes e luzes, mas Nahel se recusou a obedecer e seguiu tentando fugir, cometendo várias outras infrações quase atropelando um pedestre e um ciclista.

O Mercedes entrou em um engarrafamento onde foi alcançado. Os dois policiais então sacaram suas armas para impedi-lo de fugir novamente e pediram que desligasse a ignição. Mas Nahel decidiu fugir novamente. Aí um dos policiais atirou à queima-roupa pela janela do motorista matando Nahel que morreu com um único tiro no braço esquerdo que penetrou no peito. A polícia e os paramédicos tentaram ressuscitá-lo, mas ele foi declarado morto às 9h15, da manhã.

O policial que disparou o tiro, disse que o fez para evitar outra perseguição, temendo que ele ou outra pessoa se ferisse.

Apesar de violação de regras de trânsito não ser motivo para um policial atirar, este seria mais um incidente que ocorre regularmente em todos os países do mundo, indigno de cobertura nacional e internacional... não fosse a identidade da vítima que é árabe. A morte de Nahel inflamou as queixas de longa data de violência policial e racismo sistêmico dentro das forças da lei, nos subúrbios de baixa renda e racialmente mistos que circundam as principais cidades da França.

Embora o policial envolvido esteja sob investigação por homicídio voluntário e o presidente Emmanuel Macron tenha condenado o incidente, a raiva do público se espalhou pelas ruas da França. A polícia fez 1300 prisões durante a quarta noite de agitação. Cerca de 40.000 oficiais foram mobilizados para conter o problema, 5.000 na região de Paris. Nesta última noite, 719 pessoas foram presas com mais de 45 mil policiais mobilizados. Paris, Lyon, Marseille, todas tiveram seus centros bloqueados porque a morte do rapaz está sendo usada como pretexto para invadir e saquear lojas, queimar carros, atacar a polícia e porque não? Fazer ataques antissemitas.

Nesta sexta-feira, em meio aos protestos, o Memorial aos Mártires da Deportação foi vandalizado. Esse memorial em Nanterre, homenageia os 200.000 judeus que foram enviados da França de Vichy para os campos de concentração alemães durante a Segunda Guerra Mundial”.

O Movimento de Combate ao Antissemitismo disse que “a vandalização deste monumento profana a memória das vítimas do nazismo. Em meio à agitação social que atualmente assola a França, os memoriais do Holocausto devem ser respeitados e protegidos”. Mas só no ano passado, a França registrou mais de 470 ataques antissemitas.

Como os Estados Unidos e alguns outros países europeus, a França já passou por ondas anteriores de protestos contra a conduta policial, principalmente contra as minorias.

Sim, é triste e desafortunado que o rapaz tenha sido morto. Mas esse é o resultado de uma política errônea de apaziguar repetidamente estas minorias com tapinhas nas mãos como punição por crimes sérios ao mesmo tempo que não lidam com os problemas de desemprego, moradia, educação e aculturação de milhões de refugiados que a França continua a aceitar em nome do multiculturalismo.

As raízes destes protestos estão nas mesmas áreas aonde o antissemitismo desenfreado reina e putrefaz.

O legislador judeu Mayer Habib disse no sábado que “isso parece uma Intifada no coração da França”. “A França está em chamas, com 249 policiais feridos. Nada, nem mesmo a morte dramática de um jovem justifica esse caos.”

Segundo Habib, “nessas áreas perdidas da república, por anos houve um crescimento imperturbável do ódio à França, aos brancos e aos judeus”. E ele tem razão.

Vamos comparar esta reação com os assassinatos de judeus na França. Ilan Halimi, um judeu de 23 anos, foi sequestrado por uma gangue de muçulmanos em 2006 em Paris. Ele ficou 3 semanas cativo quando foi torturado impiedosamente, e acabou morrendo dos seus ferimentos. Nenhum dos 19 envolvidos recebeu uma pena igual ou maior que a pedida pela promotoria apesar da barbaridade do crime.

Em março de 2012 tivemos os piores ataques contra uma comunidade judaica na França. Um criminoso de origem argelina criado em Toulouse abriu fogo contra uma escola judaica Ozar Hatorah matando o rabino e três crianças e ferindo outras. O pior é que ele próprio filmou os ataques usando uma câmera no corpo. Ele se filmou indo atras da menina Mirian Monsonego de 8 anos de idade, agarrando-a pelos cabelos e levantando a arma para matá-la. Quando a arma emperrou, ele pegou um revólver calibre 45 e atirou na cabeça da menina a queima roupa.

Em janeiro de 2015 tivemos, em paralelo ao ataque ao jornal Charlie Hebdo, o ataque ao supermercado kosher de Paris, o Hypercasher, aonde 4 reféns judeus foram mortos pelo terrorista.

Em 2017, Sarah Halimi, uma médica e professora judia de 65 anos, foi assassinada em seu apartamento por um homem que gritava "Allahu Akbar" enquanto a atacava. Sarah foi espancada por 20 minutos, teve todas as costelas quebradas, enquanto 20 policiais esperavam atras da porta do seu apartamento que o atacante muçulmano parasse o ataque. Eles só entraram no apartamento depois que o corpo de Halimi foi jogado do terceiro andar. O assassino dela está livre porque argumentou que estava sob o efeito da maconha quando cometeu o crime. Inacreditável!

Milhares saíram em solidariedade, numa manifestação quieta e digna. Ninguém se revoltou ou queimou nada”.

Infelizmente a França se perdeu. Durante a segunda grande guerra Paris de declarou uma cidade aberta para que Hitler não a bombardeasse, destruindo sua arquitetura, seus museus, sua história. Mas hoje, a França abriga e alimenta a um custo enorme uma população que só promove o ódio ao pais, aos seus valores, não respeita suas leis e se acha com direito a tudo.

Há 50-60 anos abrir as portas para uma imigração controlada poderia ter sido uma boa ideia para combater a falta de crescimento demográfico, trazer uma certa diversidade e revitalizar o país. Mas não foi isso que a França ou o resto da Europa fizeram. E hoje estão pagando o preço.

E em meio a este tumulto, o que preocupa as autoridades da França é o crescimento dos partidos de direita. Macron e seu governo não se deram ainda conta de que o povo francês está farto de tudo isso. Ele quer uma imigração regrada, quer acabar com o esbanjamento de seus fundos de pensão, quer paz e ordem.

O experimento deu errado. Vamos voltar aos princípios que fizeram a Europa e a França darem certo, por todos estes séculos.