Sunday, December 10, 2023

Mais Uma Resolução Vergonhosa da ONU - 10/12/23

 

Muitas coisas aconteceram esta semana, que seriam importantes discutirmos aqui. Uma foi o questionamento das presidentes das 3 mais prestigiosas universidades americanas: Harvard, UPenn e MIT sobre se o chamado pelo genocídio de judeus violava o código de conduta de suas instituições. As três responderam que “dependia do contexto”. Se houvesse uma campanha contra gays ou afro-americanos, temos certeza de que a resposta não seria “depende do contexto”. Mas isso fica para outra vez.

Outro evento importante que ocorreu esta semana foi a resolução submetida pelos Emirados Árabes ao Conselho de Segurança, contra Israel, exigindo um cessar-fogo imediato, com a invocação de um artigo rarissimamente usado, o Artigo 99 que estabelece que “O Secretário Geral (no nosso caso Antonio Guterrez), pode trazer ao Conselho de Segurança qualquer assunto que, em sua opinião, pode ameaçar a manutenção da paz e segurança internacional”.

Notem que este artigo não foi invocado nem quando um genocídio ocorria em Rwanda quando 800 mil Tutsis foram mortos, ou em Darfur aonde meio milhão pereceram numa guerra que já dura 20 anos com vários países africanos envolvidos. Ou quando a Rússia invadiu a Ucrânia, alvejando civis indiscriminadamente, gerando uma crise de milhões de mortos e milhões de refugiados que continua até hoje. Não. É só quando judeus se defendem é que o mundo se levanta escandalizado. Graças a Deus, a administração Biden resolveu no último minuto vetar a resolução. Foi o único a votar contra. Até a Inglaterra decidiu se abster. Todos os outros países, incluindo a França, a China, a Rússia e infelizmente até o Brasil, votaram a favor.   Um cessar-fogo imediato em Gaza, durante a ofensiva do exército de Israel contra terroristas do Hamas daria vitória ao Hamas.

O secretário-geral António Guterres, declarou na sexta-feira que nenhum lugar em Gaza era seguro para os civis, e que estávamos perante um “pesadelo humanitário em espiral” e um cessar-fogo humanitário em Gaza era imperativo.

Bem, no dia 6 de outubro tínhamos um cessar-fogo. E até quando o Jihad Islâmico enviou mísseis contra Israel, Israel teve o cuidado de somente alvejar alvos do Jihad Islâmico e não do Hamas achando erroneamente, que o grupo terrorista tinha se reformado, que queria realmente reconstruir Gaza e governar a Faixa.

Foi o Hamas que enviou 4.500 mísseis para Israel naquele sábado fatídico, adentrou o território soberano de Israel e cometeu o maior massacre de judeus desde o Holocausto. E lembro que foi o Hamas quem não quis renovar a pausa do avanço israelense, soltando mais reféns. Só Deus sabe como estão as 17 moças e mulheres ainda em catividade, incluindo Shiri Bibas com seus dois filhos, Ariel de 4 anos e Kfir de 10 meses. A comunidade internacional quer um cessar-fogo? Arrangem para que todos os reféns sejam soltos imediatamente!

O enviado palestino à ONU, Riyad Mansour, disse ao Conselho de Segurança que o veto significava que “milhões de vidas palestinas estavam em jogo”. Sim, e isso é culpa de quem?

Ezzat El-Reshiq, membro do gabinete político do Hamas, condenou o veto dos EUA como “desumano”. É só ouvir o testemunho dos reféns soltos para ver o que é desumano. É desumano estuprar meninas impúberes. É desumano sequestrar civis, incluindo bebês, crianças e idosos. É desumano não dar acesso à organizações internacionais para verificarem se estes reféns estão em vida e como estão sendo tratados. É desumano mantê-los em lugares insalubres sem tomar banho por 2 meses. E é desumano não dar a eles comida, dar água contaminada para beber e deixá-los em túneis sem luz do sol por mais de 2 meses.

O embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, disse em comunicado que “Um cessar-fogo só será possível com o retorno de todos os reféns e a destruição do Hamas”.

No Irã, o principal patrocinador do Hamas, o porta-voz do Ministério do Exterior, Nasser Kanaani, disse que "mais uma vez, o governo dos EUA demonstrou que é o principal ator na matança de civis palestinos, especialmente mulheres e crianças, e na destruição da infra-estrutura vital de Gaza.”

Esse é o representante do governo que mata moças por não colocarem o véu corretamente, jogam gays dos tetos de prédios e opositores do regime são enforcados em guindastes e que desde maio deste ano, preside o Fórum Social do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

Pessoal, não há dois lados nesta guerra. E não há vários atores. Existe Israel, lutando por sua sobrevivência e há o Irã, por trás de todos os ataques contra Israel.

É só ver. O Hamas hoje está na vanguarda. Mas o Hezbollah, o braço do Irã no Líbano, continua atacando o norte de Israel. Os Houthis do Yemen, dissidentes shiitas patrocinados pelo Irã, continuam a enviar mísseis balísticos fabricados no Irã, para o sul de Israel e ontem ameaçaram interceptar todo e qualquer navio que se direcionasse para o porto de Eilat. Não importa se fosse de ajuda humanitária para Gaza ou não.

Dá para entender? Os Houthis estão seguindo ordens do Irã e querem interceptar qualquer navio no mar vermelho, até os que beneficiariam a população de Gaza. O Egito abriu fogo sobre refugiados árabes que tentaram atravessar para o país fugindo da guerra. O Hamas continua a lançar mísseis todos os dias, incluindo hoje, quando enviou uma barragem contra o sul do país. E o responsável pela situação humanitária definida como catastrófica pela ONU é quem? Israel é claro.

Agora me digam se isso não é puro antissemitismo?

E quando perguntamos que solução teríamos? Como papagaios a resposta é sempre: a solução de dois estados, é claro! Só que já tivemos esta solução implementada e não funcionou! Israel saiu de Gaza completamente, até retirando seus mortos em 2005. Até 2007 tudo estava aberto e os palestinos até construíram um aeroporto. Mas em 2007 o Hamas foi eleito com a plataforma não de construir um país, mas de simplesmente de destruir Israel e aí começaram os ataques.

Que país aceitaria ser alvo de ataques de mísseis contra sua população civil diariamente sem retaliar? Que país aceitaria ter 1400 de seus cidadãos massacrados, estuprados, queimados e degolados e ainda ter que se preocupar se o inimigo está confortável e tem os serviços básicos para continuar a atacar…?  Que país concordaria em ter 240 de seus civis sequestrados, submetidos à fome, falta de remédios, torturados e mantidos em subterrâneos e dar prioridade à “ajuda humanitária” aos seus inimigos?

O mundo ficou louco??? Onde está a claridade moral? Onde está a vergonha na cara? Infelizmente, pela resposta das presidentes das mais altas universidades do mundo, as fazedoras dos futuros líderes, a moral não está lugar algum que possa ser encontrada.

E é por isso que Israel tem que fechar seus olhos e ouvidos ao mundo e fazer o que precisa. Estamos lutando não contra um povo longínquo. Estamos defendendo nossa casa, nossa família, nossos filhos e nosso futuro. E não há imperativo moral maior que este.

 

 

Sunday, December 3, 2023

O Tratamento "Proporcional" em Conflitos - 03/12/2023

 

Bom dia!

Hoje começamos novamente agradecendo a soltura de mais reféns, de mais crianças, algumas mães e cidadãos israelenses de dupla nacionalidade russa e francesa.

Mas como sabemos o coração tem quatro ventrículos. Um está cheio de agradecimento. O outro ainda está cheio de tristeza pelos mortos em 7 de outubro e os jovens soldados que até agora perderam suas vidas. Uma outra parte do coração continua com esperança de que os outros reféns, velhinhos, jovens, soldados, soldadas e é claro, crianças e bebês como Ariel de quatro anos, Kfir Bibas de dez meses e os pais dos dois sejam solto.

No meu último ventríloquo está o ultraje, o protesto, o escândalo pela reação do mundo, seus líderes e suas organizações fúteis.

A primeira, a ONU Mulher, só agora, dois meses depois e após muitos protestos, publicou uma nota condenando o ataque do Hamas e a prática de estupro e abuso sexual de mulheres e meninas. Pouco demais e tarde demais.

A segunda, a UNRWA, é uma verdadeira vergonha e deveria ser não só desmantelada, mas seus empregados e diretores colocados na cadeia. Só nesta semana o exército descobriu um deposito com centenas de mísseis, metralhadoras, munições, vestes e outros materiais de guerra nos armazéns da UNRWA. Um dos reféns soltos disse que tinha ficado preso no sótão da casa de um professor da UNRWA que só dava comida a ele quando ele chorava inconsolável de fome.

A outra é a Cruz Vermelha. Só de pensar nas dezenas de amigos, inclusive eu, que doava regularmente para a Cruz Vermelha, me dói. Esta organização, além de ser um Uber que em vez de taxis, passeia de ambulância, não serve para nada. Dezenas de reféns levados para Gaza são idosos que precisam dos remédios que tomam. A Cruz Vermelha se recusou, sim, escutaram bem, se recusou a entregar (não era dar), a entregar os remédios ao Hamas para que chegassem nas mãos dos reféns. E a “desculpa”? É que eles só podem fazer algo quando “convidados”. Eles não podem tomar a iniciativa.

Teve uma carta que circulou na internet nestes dias mostrando a hipocrisia, as duas caras da Cruz Vermelha datada de 1944 quando diz que “depois de ter visitado Auschwitz, ela não encontrou evidências de instalações para o extermínio de pessoas”. Organização inútil. Se alguém ainda contribui, recomendo que usem seu dinheiro de forma mais construtiva.

A ONU em geral, só condena Israel pela falta de proporcionalidade, um fetiche que como o jornalista Douglas Murray disse, só se aplica a Israel. Numa guerra nunca há proporcionalidade. Será que a América colocou o teto de 2,977 pessoas para matar no Afeganistão, o número de mortos em 11 de setembro? Acho que não. De fato, 243 mil pessoas foram mortas. Onde ficou a proporcionalidade?

Ou será que os aliados levaram uma calculadora para contar quantos civis alemães ou japoneses poderiam matar no máximo, para se manterem “proporcionais” à ameaça deles? É só ver quantos civis morreram em Hiroshima e Nagazaki para ter certeza, que a tal da “proporcionalidade” nunca foi levantada em nenhum conflito conhecido na história, exceto, em relação a Israel.

Isso sem falar da invasão da Ucrânia pela Rússia que continua a bombardear alvos civis e todo o mundo acho que tudo bem. É parte da guerra. Vilarejos inteiros exterminados, mulheres ucranianas estupradas, crianças ucranianas sequestradas e enviadas para a Sibéria para “reeducação” e nesta semana a Rússia aprovou uma lei criminalizando a prática homossexual. Toda a comunidade LGBTQA e o resto do alfabeto, agora é fora da lei. E este regime de terror ainda tem o poder de veto no Conselho de Segurança.

Ok. Que tal então Israel começar a usar a proporcionalidade, tratando os palestinos em seu poder, do mesmo modo que os palestinos tratam os israelenses?

E digo palestinos porque como vimos esta semana, pelas declarações de Jibril Rajoub da Autoridade Palestina em Ramallah, eles só estão esperando a hora propícia para fazer a mesma coisa que o Hamas fez, na Judeia e Samaria. E já tivemos vários exemplos. Vamos começar com o linchamento do vendedor de brinquedos Yossi Avrahami e o motorista de caminhão Vadim Nurzhitz em 2000 porque eles erraram o caminho e acabaram entrando em Ramallah. Depois tivemos centenas de ataques na Judeia e Samaria e aqui em Jerusalem, o último nesta semana quando dois irmãos árabes metralharam o ponto de ônibus da saída de Jerusalem na hora do rush da manhã.

O apoio da Autoridade Palestina ao Hamas é palpável. Imediatamente após o massacre de 7 de outubro, Mahmoud Abbas separou milhões de dólares para pagar para as famílias dos terroristas, vivos ou mortos. Esta política de pagar para matar chegou à um ponto que um dos terroristas a ser solto por Israel na troca por reféns israelenses, se recusou a deixar a cadeia dizendo que ia perder o salário.

Então vamos lá. Proporcionalidade.

Para isso Israel teria que passar uma lei que qualquer judeu que matasse um palestino iria receber ele e sua família, um salário polpudo ad eterno. Ainda, Israel não forneceria água, eletricidade e energia para Gaza se o mesmo não fosse devolvido em espécie para Israel. O mesmo com as centenas de caminhões de alimentos, medicamentos e outra “ajuda”. Aliás, num destes caminhões de “medicamentos” foram encontrados 5 drones com capacidade de levar explosivos. Ainda bem que há inspeções de Israel mas fico imaginando quandos carregamentos destes não foram pegos.

Depois, tratamento médico em Israel, nem pensar. Sabem que foi Israel quem salvou a vida deste famigerado Yehya Sinouar? Ele estava com câncer na cadeia e um médico israelense lhe salvou a vida. Que agradecimento hein? E também a irmã de Ismayil Hanyeh. Acreditam que ela se tratou em Israel…? E ainda, Mahmoud Abbas e sua esposa foram internados em tempos diferentes em hospitais em Tel Aviv para tratamento.

Sabem qual foi a equivalência que o Hamas deu para a refém Mia Schem? Mandaram um veterinário operar na mão dela. Ela, que estava estudando para ser artista gráfica não sabe se voltará a usar a mão direita dela. Que tal daqui para a frente Israel enviar veterinários para tratar dos doentes em suas cadeias?

Isso provavelmente faria com que Israel fosse suspensa do Youtube. Sabem porque? Porque de acordo com as diretivas do aplicativo, chamar alguém de animal é proibido. Podem ler lá. E foi pela razão que eu disse que se os terroristas do Hamas se comportavam como animais, Israel teria que trata-los como tal, é que a Rádio Bandeirantes cancelou a Hora Israelita. Então falar não pode. Mas mandar um veterinário tratar de uma moça ferida quando Gaza está supostamente cheia de hospitais, isso pode.

Pegar uma família inteira com dois bebês, isso pode. Torturar crianças, forçando-as a assistir horas de vídeos do massacre e apontar a metralhadora em suas cabeças quando choram, isso pode. Fazer idosas dormiram no chão, sem remédios, sem comida, sem luz do sol por 57 dias, isso pode. Vamos lembrar de tudo isso quando vieram nos falar na tal da “proporcionalidade” e para que tenhamos pena dos palestinos “inocentes”. Os mesmos inocentes que quando encontraram o refém Rony Krivoy, depois que ele tinha conseguido escapar, o entregaram de novo nas mãos do Hamas.

É a hipocrisia do mundo. Mas sabem o que? Os israelenses começaram a entender que a pressão do mundo só existe quando você a deixa te afetar. Israel aprendeu com este massacre que não pode depender de ninguém. E judeus ao redor do mundo estão aprendendo o mesmo. Assim, desta vez, podem mandar a pressão que for, Israel finalmente aprendeu a dizer não.

Israel desta vez tem que terminar o trabalho que começou, acabar com o Hamas e trazer de volta os 134 reféns que continuam em Gaza.


Sunday, November 26, 2023

#Metoo! (Exceto se você for Judia) - 26/11/2023

 

Hoje é o 51º dia do ataque de 7 de outubro. E pela primeira vez, precisamos agradecer. Agradecer a Deus, às forças de segurança, os diversos governos, todo o time de médicos, enfermeiras e a todos que conseguiram que 26 crianças, algumas mães e avós fossem soltas na sexta e ontem à noite. Vários trabalhadores tailandeses também foram soltos depois de uma negociação entre a Tailândia e o Irã. Apesar das tentativas do Hamas de atrasar, colocar empecilhos de última hora, à meia-noite horário de Israel vimos a segunda leva de reféns atravessar para o Egito e depois Israel.

Desde as 4 da tarde os familiares dos reféns na lista do Hamas esperavam ansiosos por notícias. Mas o grupo terrorista decidiu “renegociar” o acordo, exigindo que Israel soltasse primeiro os presos mais antigos, depois pediu mais caminhões de gasolina. Depois o Hamas alegou que Israel tinha violado o acordo. Foi só quando o Qatar e o Egito confirmaram que Israel tinha cumprido sua parte, é que eles decidiram enviar os reféns. Mas quem violou o acordo foram eles.

O acordo tem a condição de que famílias não seriam separadas, isto é, mães têm que ser soltas com seus filhos, avós com netos, irmãos juntos, e assim por diante. Mas ontem, a refém Hila Rotem Shoshani de 13 anos foi solta sozinha. Sua mãe Raayah, continua com o Hamas ou que Deus nos guarde, ela foi morta pelo Hamas.

Outra refém, Maya Regev, de 21 anos, foi solta e imediatamente levada para o hospital para ser operada de urgência. Seu irmão Itai, de 18 anos, não foi solto.

A pergunta é: que tipo de gente entra em casas de famílias às 6:30 da manhã e arranca crianças e jovens de suas camas para levá-los como reféns e abusar deles?

Nestas semanas que seguiram ao ataque, o Shin Bet (a Agência de Segurança de Israel) extraiu informações super valiosas dos terroristas presos sobre as operações do Hamas, os objetivos pretendidos e as recompensas prometidas.

De acordo com o jornal Jerusalem Post, Israel interrogou mais de 105 terroristas que foram inicialmente presos no Sul, e outros 500 terroristas que foram presos posteriormente, muitos dos quais foram interrogados em tempo real no terreno em Gaza.

Foi através destes interrogatórios que Israel desmascarou o uso sistemático de hospitais, ambulâncias, mesquitas, escolas e outras instalações civis pela cúpula do Hamas, para lançar suas operações terroristas, para fabricar mísseis ou armazenar armas e munições.

Em 23 de outubro, o Shin Bet divulgou vídeos de seis interrogatórios separados de terroristas do Hamas capturados em 7 de outubro.

Cada um dos terroristas contou uma experiência ligeiramente diferente, mas o Shin Bet destacou alguns pontos em comuns. Todos os agentes do Hamas receberam instruções explícitas para matar, estuprar e raptar civis, incluindo idosos, bem como mulheres e crianças e filmar tudo com suas câmeras Go-Pro. Enquanto faziam isso, os seus comandantes superiores do Hamas permaneceram em áreas seguras em Gaza.

Um dos terroristas disse que seus superiores prometeram que: “Quem trouxesse um refém de volta [para Gaza] receberia 10 mil dólares e um apartamento”.

Todos disseram que o plano era assumir o controle das cidades, dos kibbutzim que atacaram e fixar posições ali assim que terminassem de matar e sequestrar os moradores. O vídeo divulgado pelo Shin Bet e pela polícia mostra os vários agentes do Hamas entrando em detalhes extremos sobre as suas atividades na manhã de 7 de outubro.

“As instruções eram para sequestrar mulheres e crianças”, disse um deles. Outro descreveu um encontro com um cadáver, dizendo: “O corpo dela estava caído no chão. Eu atirei nela e meu comandante gritou comigo por desperdiçar balas em um cadáver.” Deixaram claro que, quando se tratava de homicídio, não deviam distinguir entre civis e soldados.

E aí temos um aspecto que ninguém quer falar dele mas é preciso. E para aqueles que têm estômago fraco, podem desligar agora.

Como alguém que leu extensivamente sobre as práticas nazistas, a história não contada de escravidão e violência sexual cometida contra mulheres judias durante o Holocausto, reconheci o padrão. Pais mortos na frente dos filhos, crianças arrancadas dos pais, famílias desfeitas, mulheres despidas, humilhadas corporalmente, estupradas na frente de entes queridos e em público – essas formas de violência sexual foram táticas empregadas pelos nazistas, mas nunca foram documentadas. Crimes por quais, os nazistas nunca foram responsabilizados. O mundo olhou friamente para as mulheres judias então, como o está fazendo hoje.

Demorou mais de 50 anos desde o final da Segunda Guerra Mundial para que o Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) reconhecesse o estupro como uma arma de guerra e processasse os perpetradores como criminosos de guerra. Desde então, tem havido uma consciência crescente de como a violência baseada em gênero é usada para aterrorizar e romper a estrutura de uma sociedade e assim, cometer genocídio.

Desde 7 de outubro o silêncio dos grupos feministas, dos grupos como #Metoo, contra o abuso sexual, dos grupos de ativistas e ONGs de mulheres, inclusive da ONU Mulheres, tem sido ensurdecedor.

Mas para adicionar insulto à injuria, pior do que o silêncio foi o completo descaso com as mais de 1.400 vítimas civis do Hamas – que incluem cidadãos de mais de 40 países. A ONU Mulheres, por exemplo, esperou até 20 de outubro para emitir a sua primeira declaração, e vejam, apenas condenando Israel. Não fez qualquer menção às vítimas estupradas pelo Hamas em Israel, nem aos 250 mil civis israelenses que tiveram que deixar suas casas em Israel, nem pressionou pela ajuda humanitária aos reféns detidos pelo Hamas. Este flagrante duplo padrão não é apenas cruel, mas também zomba da ONU Mulheres.

O sentimento das mulheres israelense é que foram completamente traídas pela comunidade internacional, que soube se manifestar pelas mulheres yazidis traficadas pelo ISIS no Iraque e pelas mulheres na África Central e na República Democrática do Congo e o Sri Lanka.

Sim, elas sofreram com o tráfico, com estupros, mas o nível de crueldade e brutalidade do Hamas contra mulheres e crianças em Israel no 7 de outubro – não se compara a nada. Eu não estou exagerando. E tudo filmado pelos próprios perpetradores.

Entre as atrocidades estão o estupro coletivo até que os ossos pélvicos de moças fossem quebrados e suas pernas torcidas em posições não naturais, e a mutilação genital ao ponto que ao abrir os sacos, os técnicos forenses não conseguiam identificar o sexo dos corpos. O chefe da polícia de Israel, Kobi Shabtai, disse que a barriga de uma mulher grávida foi aberta e seu feto removido enquanto ela ainda estava viva, e que seios de mulheres foram cortados e jogados como se fossem bolas de vôlei. Houve também vários relatos de necrofilia e de assassinatos de moças enquanto estavam sendo estupradas.

E o mundo? Nada. Ninguém. Silêncio total...

Em outras palavras: #Metoo, está aí para defender as mulheres, exceto se você for judia. Se for, então você é uma branca colonialista que merece tudo o que for feito com você e seu corpo. Enquanto todos concordam que o estupro nunca, nunca é ok, quando as vítimas são judias, e os perpetradores são terroristas do Hamas então de alguma forma isto é justificado. E pior, é justificado por mulheres.

A atriz Susan Sarandon, disse que Israel mentiu sobre as atrocidades para justificar seu “genocídio” dos palestinos. Melissa Barrera, a atriz do filme “Scream” fez postagens antissemitas, distorcendo o Holocausto e promovendo o genocídio e limpeza étnica dos judeus.

Até quando o mundo se recusará a entender que aqui não tem meio certo ou meio errado? Quando uma menina de 3 anos fica mais de 50 dias presa como refém, sozinha, sem os pais, como a pequena Avigail, ou como o bebê Kfir, de 10 meses, é ok? Não tem como descrever uma monstruosidade destas. E quando inocentes são violadas de forma brutal e inumana, não há como justificar uma coisa destas.

Temos que rezar muito pelos mais de 200 reféns que ainda continuam no cativeiro.

 

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