Sunday, May 14, 2023

Operação Escudo e Flexa - 14/5/2023

 

Quando a Rússia invadiu a Ucrânia no ano passado, os governos ocidentais, grupos de direitos humanos, organizações internacionais, a imprensa, todos sem exceção, condenaram a Rússia invasora, reconhecendo que era preciso dar apoio a um país que havia sido atacado injustamente sem qualquer provocação.

Desde a última quarta-feira até a meia noite de ontem, no entanto, Israel for alvo de mais de 1,234 mísseis enviados da Faixa de Gaza, pelo grupo terrorista Jihad Islâmico. E o que escutamos da comunidade internacional foi um silencio ensurdecedor. O melhor que conseguimos foi uma declaração americana de que Israel tem o direito de se defender. O óbvio ululante.

O que é inaceitável, além do silêncio é que não estamos falando de um ataque, de uma operação. Desde que Israel saiu de Gaza em 2005, as missões israelenses na Faixa se perdem na memória. Primeiras Chuvas. Chuvas de Verão. Nuvens De Outono. Inverno Quente. Cinto preto. Aurora. Chumbo Fundido. Pilar da Defesa. Borda Protetora. Guardião das Muralhas. Jardim Fechado. Retorno do Eco e agora Escudo e Flexa.

Treze guerras contra a Faixa de Gaza em 18 anos. Fica difícil lembrar cada uma. Algumas duraram apenas algumas horas, outras, dias e até semanas. E isso são só as operações nomeadas pelo exército. Na semana anterior, por exemplo, Israel foi alvo de outros 100 mísseis por causa da morte do terrorista Khader Adnan numa prisão israelense. Notem que ele morreu porque estava fazendo greve de fome e recusou cuidados médicos.

Israel não respondeu imediatamente à barragem, mas esperou a hora e o lugar certos. Nas primeiras horas da terça-feira, 9 de maio, em uma operação que exibiu excelente inteligência e habilidades operacionais sem precedentes, Israel nocauteou três membros seniores do Jihad Islâmico em três locais diferentes em minutos. Não vou chorar por eles.

Os três eram Khalil Bahitini, comandante das Brigadas al-Quds no norte da Faixa de Gaza; Tareq Izz al-Din, que estava coordenando o estabelecimento de locais de lançamento de mísseis na Judéia e Samaria, e Jihad al-Ghannam. Ghannam será lembrado, entre outras coisas, por um ataque particularmente hediondo em 2004, no qual Tali Hatuel, de 34 anos, e suas quatro filhas, com idades entre dois e 11 anos, foram mortas a tiros à queima-roupa, em seu carro, perto de Kissufim em Gaza. Tali, uma assistente social, estava grávida de 8 meses de seu quinto filho quando foi assassinada. Não contente de matar a mãe, o terrorista metralhou sua barriga para se certificar que também matara o bebê. Elas estão entre as vítimas mais jovens do terrorismo palestino.

Quando Lucy Dee e suas filhas – Rina e Maia – foram mortas no mês passado, trouxe à mente o ataque que tirou as vidas de Tali, Hila, Hadar, Roni e Merav Hatuel. Os terroristas responsáveis pelos assassinatos da família Dee foram mortos em 4 de maio numa operação espetacular do exército. Há algum consolo em saber que os assassinos não estão mais vivos.

Os ataques de Israel desta semana visaram os terroristas em seus apartamentos com todos os esforços para evitar danos ao restante dos prédios e áreas adjacentes. No entanto, junto com os três comandantes terroristas, 10 outros palestinos foram mortos, incluindo um dentista local que também tinha cidadania russa. E isso, é claro, trouxe a condenação da Rússia.

Israel lamentou a morte dos inocentes; Israel faz todo esforço para isso não acontecer. Por outro lado, quando os terroristas disparam mísseis ou atiram ou atropelam, o objetivo é matar e ferir indiscriminadamente o maior número possível de israelenses. Cada míssil disparado de Gaza é um crime de guerra.

O termo “dano colateral” é feio, mas baixas inocentes na guerra – e esta é uma guerra – são muito difíceis de evitar completamente, como os EUA e seus parceiros da OTAN bem sabem. A diferença reside naqueles que fazem todos os esforços para proteger os civis, e os que deliberadamente atacam civis para incutir o terror em seus corações.

E é aqui que a hipocrisia e os duplos padrões são particularmente evidentes. A União Europeia e as Nações Unidas, foram incapazes de distinguir entre os atos de autodefesa de Israel – combatendo o terror e os mísseis – e as ações de uma organização terrorista designada mundialmente. O objetivo juramentado do Jihad Islâmico é a destruição de Israel, um objetivo que compartilha com o Irã, seu principal patrocinador.

Mas na terça-feira, o coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Tor Wennesland, emitiu um comunicado dizendo: “Estou profundamente alarmado com os acontecimentos em Gaza depois que Israel lançou uma operação militar esta manhã visando membros do movimento palestino do Jihad Islâmico. Condeno as mortes de civis nos ataques aéreos israelenses. Isso é inaceitável."

E quanto aos mais de 100 mísseis disparados em 24 horas na semana passada, ou os milhares de mísseis lançados contra Israel desde quarta-feira de Gaza? Alguém ouviu alguma condenação deste Tor Wennesland? Eu não ouvi. Pode-se ter a impressão de que a ONU, guardiã internacional da paz mundial considera o lançamento de mísseis contra Israel compreensível e aceitável. Aliás, amanhã, dia 15 de maio, a ONU realizará alguns eventos especiais para marcar o 75º aniversário da “Nakba” – a palavra árabe para “catástrofe”: A “catástrofe da criação do Estado de Israel. Como é que a ONU pode designar como catástrofe o próprio país que ela ajudou a criar?

A hipocrisia não parou aí. A Jordânia também condenou Israel. Mas ninguém condenou a Jordânia por executar, sim, executar, uma família inteira, incluindo 6 crianças porque o patriarca estava contrabandeando drogas iranianas na Síria.

A Rússia, por seu lado, além de condenar Israel, patrocinou um pedido para uma sessão especial do Conselho de Segurança sobre a situação em Gaza. Se alguém está procurando uma piada de mau gosto, considere que a Rússia, a causadora das maiores atrocidades na Ucrânia, no mês passado presidiu o Conselho de Segurança da ONU!

Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, bateu com força contra a administração Biden, por não ter impedido Israel de cometer “crimes” contra os palestinos de Gaza.

Não é de admirar que o presidente iraniano Ebrahim Raisi, o açougueiro de Teerã, tenha um grande sorriso quando viaja pelo mundo, enquanto continua a financiar o terrorismo.

Em Israel, estes mísseis mostraram o melhor lado dos israelenses, apesar das semanas de turbulência sobre o plano de reforma judicial do governo. Até o líder da oposição, Yair Lapid, ofereceu apoio a Bibi Netanyahu. Não houve recusas de reservistas, estranhos ofereceram suas casas aos residentes do Sul em busca de refúgio. Noivos foram ajudados para que seus casamentos pudessem acontecer em locais mais seguros. E bebês recém-nascidos foram transferidos dos berçários para bunkers à prova de mísseis.

Mas nenhum país deveria ter que agir como se isso fosse normal. É impossível explicar ao mundo exterior o que os moradores do sul de Israel passam. Muitos poucos se dão conta que em Sderot, por exemplo, usar o cinto de segurança no carro é às vezes proibido e por razões de segurança! Quando você tem apenas sete segundos para procurar abrigo de um míssil que se aproxima, não há tempo para desafivelar e sair, muito menos para ajudar os passageiros a sair do banco de trás.

Não podemos deixar o mundo esquecer quem é o agressor e quem é a vítima aqui. O Holocausto começou com palavras antissemitas num ocidente e mundo islâmico - racistas e antijudaicos. Hoje estas palavras e cultura continuam na ONU e em organizações internacionais. O Holocausto terminou, mas o legado dos que o perpetraram vive entre aqueles que querem exterminar Israel - incluindo aqueles que negam seu direito à autodefesa e lamentam a “catástrofe” da sua criação. Quem ainda acredita no “Nunca Mais” ficará desapontado.

Sunday, April 23, 2023

Se Perguntar ao Seu Vizinho... 23/4/2023

 

Há apenas duas semanas, o governo Biden anunciou suas conclusões sobre a retirada do Afeganistão que aconteceu em agosto de 2021. Estas conclusões normalmente, num  mundo sano, exigiriam o impeachment de Biden, já que líderes nunca podem abandonar seus cidadãos, civis, numa zona de guerra, mas ele fez. O pior é que Biden não sente qualquer remorso, nem acha que seja responsável por este desastre.

Na verdade, ele diz que está “orgulhoso” do que fez e daria a si próprio nota 100.

Como a Rádio Nacional Pública – a NPR resumiu: “As forças dos EUA se retiraram às pressas em agosto de 2021, quando o Talibã recapturou o país. Em meio ao caos, um atentado suicida matou 13 soldados americanos e mais de 100 afegãos.”

Ok. E de quem foi a culpa disto de acordo com o relatório? “O resumo de 12 páginas culpou o governo Trump, a inteligência ruim e os próprios afegãos.”

Entenderam? Biden fez isso, mas a culpa é de Trump… e isso, em poucas palavras, é a história da América em 2023 e essa será a história nas próximas eleições no ano que vem e além. Tudo de errado é culpa de Trump, como em Israel, tudo de errado é culpa de Netanyahu.

Como dizemos, a notícia é o primeiro rascunho da história. Mas para o resto da mídia, este foi mais um dia para falsificar o registro e manter o prato da verdade vazio. A história será contada pela metade. A metade deles, e se seu vizinho disser que nunca ouviu falar de Hunter Biden ou de seu laptop onde estão provas de suborno, acredite nele.

Acredite nele se ele disser que não sabe nada sobre os membros da família Biden, incluindo o Grandão, enriquecendo com dinheiro da China, Rússia, Ucrânia. Esse vizinho também não sabe sobre os milhões de refugiados de mais de 80 países que chegam a pagar milhares de dólares aos cartéis, estão invadindo os Estados Unidos, promovendo o tráfego humano, sexual e trazendo drogas que só no ano passado mataram mais de 100 mil americanos.

E se este seu vizinho acha que Biden aprendeu alguma coisa com seus erros, está muito enganado. Ele, que só ouve as notícias de canais de esquerda, também não sabe que a generosidade de Biden paga grandes somas a terroristas que odeiam Israel, inclusive o Irã.

Nada parece impedir o governo Biden de querer recompensar os mulás com um acordo nuclear que abrirá caminho para o regime islâmico obter legalmente quantas armas nucleares quiser, capacitar os aiatolás com bilhões de dólares, suspender as sanções contra seu regime teocrático, permitir que voltem ao sistema financeiro global e aumentarem sua legitimidade no cenário global além de expandir sua hegemonia no Oriente Médio que já está presente no Iraque, Síria, Iêmen, Líbano, na Faixa de Gaza – e na América Latina.

De acordo com o jornal Independent Persian em 23 de fevereiro:

"Ali Bagheri Keni, o principal negociador nuclear da República Islâmica, enfatizou a continuação das negociações para reviver o acordo e que os  americanos estão mantendo seu desejo de negociar com a República Islâmica em segredo em meio à negação e ao silêncio".

Não importa que desde que o governo Biden assumiu o cargo, o regime iraniano tenha cometido várias ações terroristas como o assassinato de um empreiteiro americano na Síria junto com outros seis soldados americanos que ficaram feridos. O lançamento de mísseis contra as forças americanas no nordeste da Síria e a participação do Irã na guerra contra a Ucrânia.

Sim, porque ao fornecer armas e tropas à Rússia, o Irã está testando e aperfeiçoando seus drones kamikazes.  

O secretário de Relações Exteriores britânico, James Cleverly, disse que “esses ataques covardes de drones pelo Irã causaram um sofrimento incalculável ao povo da Ucrânia."

Além disso, o Irã, chamado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos de "principal patrocinador do terrorismo de estado", vem aumentando sua presença e células terroristas na América Latina enquanto usa esse continente como um santuário. Tudo encoberto pelos governos locais de esquerda. No final de fevereiro último, o Brasil permitiu que 2 navios de guerra iranianos atracassem no Rio de Janeiro em contravenção às sanções internacionais impostas.

Hospedar embarcações navais iranianas pertencentes a um regime que está brutalmente reprimindo seu povo, matando mulheres por não usarem o véu de modo apropriado e fornecendo armas à Rússia para usar na guerra contra a Ucrânia, envolvido em terrorismo e proliferação de armas em todo o mundo, envia uma mensagem que estamos indo na direção errada.

Mas voltando ao governo Biden, o regime iraniano tentou cometer vários ataques em solo americano. Tentou assassinar John Bolton (ex-conselheiro de segurança nacional), e Mike Pompeu (o ex-secretário de estado), além da tentativa de sequestro da ativista iraniana Masih Alinejad, refugiada em Nova Iorque.

Até mesmo o Washington Post apontou que a tentativa de sequestro em solo americano pelo Irã deveria ser um sério aviso ao governo Biden. Mas não.

Em vez disso, o governo Biden permanece em silêncio e evidentemente ainda quer recompensar os mulás com o acordo nuclear e continua a ver o apaziguamento - como o único caminho para lidar com o regime iraniano.

Nada, nem mesmo matar e ferir cidadãos americanos, parece impedir o governo Biden acesso ilimitado a armas nucleares. E sem a liderança americana o resto do mundo se cala.

Hoje vemos um novo tipo de revolução da esquerda. Mas o objetivo é o mesmo: um partido, uma opinião, uma conformidade ocupando todo o sistema.

E estão conseguindo. Nos Estados Unidos e até em Israel com estes protestos contra a reforma judiciaria. E a mídia, transformada em ativistas e propagandistas em total desrespeito à verdade e ao que deixarão como registro da história.

E para nós, cabe lutar pela verdade. E esta luta está mal começando.

Sunday, April 16, 2023

O Fim da Clareza Moral - 16/4/2023

 

Mais uma vez me vi compelida a cancelar minha assinatura do jornal The New York Times. Reportando sobre a situação em Israel, o jornal colocou uma manchete que poderia descrever qualquer dia de tumulto na região: Tensões se Reduzem no Sul do Líbano, mas Aumentam Novamente na Cisjordânia e Israel”.

Tensões frequentemente aumentam nesta vizinhança. Elas aumentam quando a Hezbollah constrói novos postos de observação perto da fronteira norte de Israel. Elas aumentam quando o Ministério das Relações Exteriores da Jordânia protesta contra visitas de judeus ao Monte do Templo. Elas aumentam quando Israel explode um carregamento de armas iranianas na Síria.

No dia em questão, porém, um terrorista palestino massacrou uma família de judeus civis.

O terrorista assassinou Rina Dee, de 15 anos, e sua irmã Maia, de 20, e feriu mortalmente sua mãe, Lucy, enquanto dirigiam no Vale do Jordão em 7 de abril. É de cortar o coração. A dor que o Rabino Leo Dee e seus outros filhos estão sentindo é inimaginável. Ele estava no carro mais à frente e não viu quando o palestino saiu de uma moita e descarregou sua Kalashnikov no carro de Lucy. Maia e Rina morreram imediatamente. Nos seus enterros o pai perguntou como ele iria explicar a morte das meninas para sua esposa que ainda estava no hospital. Ele não teve este trabalho. Lucy não resistiu e se juntou às filhas no cemitério 4 dias depois.

Desde Setembro de 2000, 1420 israelenses foram mortos por palestinos. Somente em 2023, dezenove judeus foram mortos em ataques árabes. Dezoito deles eram civis. Um terço desse número eram pares de irmãos: Yaakov e Asher Paley, de apenas 6 e 8 anos, assassinados em fevereiro. Hillel e Yagel Yaniv, de 22 e 20 anos, baleados duas semanas depois. E agora, as irmãs Dee.

O que torna tudo ainda mais insuportável é a reação de grande parte do ocidente a tanto horror. A família Dee mora em Efrat e o ataque aconteceu no vale do Jordão, localizados na Judéia e Samaria. Judeus israelenses que são atacados nesses territórios tendem a ser desumanizados por comentaristas ocidentais como “colonos” nos “territórios ocupados” que estavam “pedindo por isso”; ou então são totalmente ignorados pela mídia.

O Ocidente desaprova a presença de judeus nessas áreas porque caíram na ridícula ficção de que os árabes são o povo nativo, original desta terra (não que tenham vindo da Arábia) – Vamos deixar claro que este status pertence apenas aos judeus.

Devido ao fato do Ocidente ter engolido a mentira que apagou os judeus de sua própria história na terra, as simpatias de grande parte do mundo estão absurdamente, do lado dos perpetradores árabes desses ataques.

A família Dee imigrou para Israel em 2014 da Inglaterra aonde o pai, servira como rabino da comunidade de Radlett um subúrbio de Londres. Poderiamos ter pensado que o governo britânico ficaria indignado com o assassinato de três de seus cidadãos. Poderiamos ter pensado que ele buscaria responsabilizar os árabes palestinos por seu incitamento e cumplicidade. Mas a resposta inicial do governo do Reino Unido foi chocante. Como o ex-embaixador de Israel nos EUA, Michael Oren, twittou com desgosto:

O governo britânico ficou apenas "triste ao saber das mortes de cidadãos anglo-israelenses e dos ferimentos graves sofridos por um terceiro indivíduo" e pediu a "todas as partes que reduzam as tensões". Nenhuma menção a palestinos ou terror, nenhuma indignação. As irmãs simplesmente “morreram” e uma terceira, a mãe, ficou ferida de alguma forma. Os cidadãos não são realmente britânicos, mas sim “britânicos-israelenses” qualificados. E “todas” as partes, incluindo as vítimas israelenses, são instadas a diminuir as “tensões”.

Que vergonha para a Inglaterra. Aqui, em contraste, estava a resposta da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni ao assassinato do um cidadão italiano na mesma sexta-feira: “Expresso profunda tristeza e condolências pela morte de um de nossos cidadãos, Allesandro Parini, no ataque terrorista ocorrido à noite em Tel Aviv. Condolências à família da vítima, aos feridos e solidariedade ao Estado de Israel pelo covarde ataque que o atingiu”. Isso é clareza moral e liderança.

Mas é claro que o próprio governo britânico é cúmplice neste e em todos os outros ataques a israelenses desde a época do Mandato Britânico. A Inglaterra é conivente com a incitação ao assassinato de judeus israelenses ao insistir falsamente que Israel “ocupa ilegalmente a Judeia e Samária”; continua a higienizar ou ignorar a incitação fanática árabe islâmica palestina para assassinar judeus israelenses e roubar suas terras; continua a se recusar a exercer qualquer pressão sobre os árabes palestinos para que cessem sua guerra de extermínio contra o Estado de Israel. Em vez disso, pede a ambos os lados que “diminuam as tensões” – uma equivalência moral obscena entre terroristas e aterrorizados, o que significa, na prática, dizer a Israel para não ousar tomar as medidas necessárias para proteger seu povo.

Os judeus são as únicas pessoas com direito legal, histórico e moral a esta terra. É por isso que em 1922 a comunidade internacional consagrou na lei do tratado a promessa de estabelecer os judeus sozinhos em todo o mandato da Palestina - a terra que agora é Israel, a "Cisjordânia" e Gaza, além da Jordânia. Os pretensos colonizadores não são os judeus. Os pretensos colonizadores são, como têm sido há décadas, os árabes.

Esses comentários do governo do Reino Unido foram doentios. Infelizmente, isso é o que passa por sabedoria convencional entre tantos no Ocidente e é um dogma incontestável nos círculos liberais e de esquerda.

Mas fica pior. Após a morte de Lucy Dee, e sem dúvida ciente da crescente indignação com a resposta inicial do governo britânico, o ministro das Relações Exteriores, James Cleverly, twittou:

“Notícia trágica de que Leah Dee também morreu após os ataques abomináveis na Cisjordânia. Não pode haver justificativa para o assassinato de Leah e suas duas filhas, Maia e Rina. Continuaremos a trabalhar com as autoridades israelenses para acabar com essa violência sem sentido”.

Isso é muito pouco, muito tarde e uma declaração totalmente vazia. O ataque à família Dee não foi "violência sem sentido". Ela faz parte de uma estratégia árabe centenária de extermínio destinada a remover a presença judaica de toda a terra. A menos que o governo do Reino Unido comece a exercer pressão sobre a Autoridade Palestina reduzindo a ajuda e o reconhecimento diplomático até que pare com sua política de pagar para matar, seu rejeicionismo, todos esses protestos de simpatia pelas vítimas israelenses permanecerão apenas uma hipocrisia nauseante.

Árabes palestinos cometeram esse ato vil. Mas eles são consistentemente apoiados, encorajados, higienizados, desculpados e incentivados por muitos outros que, continuam a manter essa guerra de extermínio centenária. Lucy Dee e suas duas filhas, são apenas as últimas vítimas e infelizmente não acredito que serão as últimas.

Que a memória de Lucy, Maia e Rina Dee seja uma bênção de paz para todo Israel.