Tuesday, March 25, 2014

Abbas Finalmente Desmascarado - 23/3/2014

Depois de Netanyahu, foi a vez de Mahmoud Abbas se encontrar com o presidente Obama na Casa Branca. Pela linguagem corporal dos dois, ficou claro que nenhuma concessão foi alcançada na posição palestina.

Sem surpresas aí. As negociações chegaram a um ponto em que Abbas se sente acostado de um lado pelo quadro imposto pelos Estados Unidos e por outro por uma oposição sem precedentes dentro do seu partido, a Fatah, que o deixou sem qualquer apoio na Judéia, Samária e Gaza.

Desde que se tornou presidente em 2005, para um termo de 4 anos, Abbas conseguiu se equilibrar na corda bamba da diplomacia internacional sem comprometer qualquer exigência palestina e até conseguindo vitórias para a criação de um estado. Mas os esforços recentes da administração americana apertaram os parafusos palestinos além do nível de tolerância desmascarando os verdadeiros limites da posição palestina.

Limites estes que tornam qualquer negociação com Israel impossível.

Os palestinos se mostram irredutíveis em três pontos do quadro Americano: a presença do exército israelense no Vale do Jordão, que é a fronteira com a Jordânia, manter Jerusalém unida e o reconhecimento pelos palestinos de Israel como um estado judeu. A ironia da rejeição palestina da proposta Americana é que o próprio rei da Jordânia, Abdullah insistiu que o exército israelense, e não as forças de segurança palestina, defenda o Vale do Jordão.

A exigência jordaniana foi um fator crítico para influenciar a posição Americana.

Sobre Jerusalem, a Jordânia não abre mão em se manter como a única custodiante dos lugares santos muçulmanos como negociado no acordo de paz assinado em 1994 com Israel, o que mina a exigência de Abbas dos palestinos controlarem o Monte do Templo e a Cidade Velha de Jerusalem.

E finalmente, Abbas não mostra qualquer flexibilidade sobre o princípio de reconhecimento mútuo e tem insistido que os palestinos “nunca assinarão um acordo que reconheça Israel como um estado judeu”. O que Abbas declara sobre o quadro americano para sua mídia interna, só reforça esta posição.

Seu discurso para a Fatah no último dia 9, mostrou que Abbas não desviou uma vírgula daos princípios fundamentais da OLP. Fahmi Zaarir, o vice-presidente do Conselho Revolucionário da Fatah disse que “as fronteiras da Palestina irão do Rio Jordão até as linhas de armistício de 1949 e não há qualquer compromisso sobre Jerusalém. Com relação aos refugiados, Zaarir notou que são eles que têm que concordar para aonde irão”.

Abbas falou sobre o direito de todos os refugiados palestinos se instalarem dentro do Estado de Israel próprio. Mas apesar de toda esta faixada de negociações, na 6ª Conferência da Fatah em 2009, Abbas reiterou que a “revolução popular armada é o único e inevitável caminho para a libertação da Palestina e adicionou que “a luta não irá terminar até a eliminação da entidade sionista”.

Abbas hoje tem que lidar com uma fantástica oposição pública a qualquer compromisso baseado no proposto quadro americano. As demonstrações “pró-Abbas” de membros da Fatah e OLP em Ramallah, Nablus e Jenin desta semana, ocorreram para opor qualquer concessão.

A recente canção palestina entitulada “A Mensagem do Povo a JohnKerry” ouvida por milhares no Youtube diz que a terra - mostrada como o mapa de Israel inteira - não é um pedaço de bolo para ser dividida e acusa Kerry de apresentar um “plano sionista”. A canção também adverte Abbas para “ preservar os direitos palestinos ou o povo irá para a rua e exigirá sua saída”.

A rejeição política e popular de compromisso sobre o quadro americano nos leva a uma questão maior. Mesmo se amanhã Abbas assinar um acordo de paz qualquer com Israel, quem irá cumprir este acordo do lado palestino? Abbas tem 79 anos e está no 10º ano de um termo de 4 anos, e portanto, não tem qualquer legitimidade para assinar o que seja. O parlamento palestino não é efetivo e não afirmará qualquer referendo sobre um acordo de paz.

O Hamas está reconectando com o regime iraniano e competindo com o Jihad Islamico que lançou dezenas de mísseis no sul de Israel na semana passada a pedido dos ayatollahs.

O caos dentro da Fatah e a falta de prestação de contas do dinheiro que recebem em ajuda externa é muito preocupante. E finalmente, Abbas não tem um claro sucessor e no meio-tempo fica trocando acusações com seu rival Mohammed Dahlan sobre quem teria assassinado Yasser Arafat.

Estas negociações, se não levaram à nada até agora além de retornar às ruas umas centenas de assassinos, conseguiram desmascarar a posição palestina. A pressão americana expôs as fraturas profundas dentro da Fatah e entre os palestinos. Neste contexto a estratégia palestina será de adotar o mesmo unilateralismo usado na ONU em 2011.

Em uma coisa os palestinos estão unidos: nos seus esforços de demonizar, incitar e deslegitimar Israel nas Nações Unidas, na Corte Internacional de Justiça e na Corte Penal Internacional.

Mas estes esforços não trouxeram os palestinos mais próximos da criação de um estado soberano. As implicações são severas. Recentemente os membros europeus que doam milhões de Euros para a Autoridade Palestina começaram a mostrar impaciência com a inflexibilidade de Abbas e ameaçaram reduzir o fluxo de dinheiro aos cofres palestinos.

A boa notícia é que a rejeição palestina do quadro americano pode significar o fim do projeto do seu estado na Judeia, Samária e Gaza como o conhecemos. E pode ser que depois de uma derrota substancial, os palestinos se dêem conta que uma negociação significa toma lá, dá cá e que a inflexibilidade só perpetuará sua indignidade: de serem os mendigos do mundo em vez de como Israel, uma nação orgulhosa de suas conquistas.




Tuesday, February 18, 2014

Abbas Nunca Assinará um Acordo de Paz - 16/02/2014

De acordo com o Secretário de Estado americano John Kerry, seu objetivo nestas energéticas negociações de paz entre Israel e os palestinos, é “implementar a solução de dois estados, isto é, estabelecer um estado palestino independente e soberano, que viva em paz com seu vizinho Israel”.

O que está faltando nesta definição é a palavra “democrático”. Um estado palestino democrático, independente e soberano. E porque isso é importante?

Na época de Bill Clinton, a administração americana trabalhou incessantemente para dar um estado a Yasser Arafat, um terrorista, ladrão e assassino do embaixador americano no Sudão Cleo Noel, Jr. em 1973. Apesar disso Arafat foi a pessoa mais convidada na Casa Branca nos oito anos da presidência Clinton.

Esta política mudou com George Bush e os ataques de 11 de setembro de 2001. Bush começou a se preocupar não só com as fronteiras do que seria a futura Palestina mas com o tipo de governo que estaria dentro destas fronteiras. Bush disse que não apoiaria a criação de mais uma ditadura, mais uma cleptocracia ou mais um refúgio de terroristas.

Hoje, parece que voltamos aos tempos de Clinton e Arafat em que não há qualquer preocupação sobre o que realmente acontece dentro desta Palestina. Senão vejamos:

O relatório da Comissão Palestina Independente de Direitos Humanos emitido em Janeiro deste ano descreve “que casos de tortura e maus- tratos de detentos aumentaram”. Só neste mês a Comissão recebeu 56 reclamações. Outras incluem apreensões e encarcerações arbitrárias, expropriações por agentes de segurança sem ordem judicial, violações do direito de expressão, de imprensa, de congregação pacífica, da liberdade acadêmica além de agressões contra pessoas e propriedades privadas e públicas por representantes do governo palestino.

Tudo isso num só mês e de uma só organização. Há outros relatórios. O Comitê para a Proteção de Jornalistas, por exemplo, notou que “apesar das imensas diferenças com o governo de Israel, a Fatah e o Hamas tiveram uma similaridade em 2013: uma ação consistente e preocupante em silenciar jornalistas que reportam perspectivas dissonantes.”

A Human Rights Watch, uma organização notadamente anti-Israel reportou que “os serviços de segurança da Autoridade Palestina agrediram manifestantes pacíficos e arbitrariamente detiveram e ameaçaram jornalistas. Alegações críveis de tortura cometidas pelos serviços de segurança da Autoridade Palestina persistem”.

E há outras dezenas de exemplos. A corrupção na Autoridade Palestina não começou com Abbas mas sem dúvida explodiu desde a saída do Primeiro-ministro Salam Fayyad. Em outubro do ano passado, o Sunday Times de Londres publicou um relatório da Corte Européia de Auditores denunciando a perda de “bilhões de euros em ajuda européia aos palestinos ao mal-uso, desperdício e corrupção. Mas não é surpresa.

Arafat desviou bilhões de dólares e desperdiçou o que não foi desviado pagando seus comparsas em vez de investir na criação da Palestina. Suas extorsões, pagamentos de propinas, tráfico ilegal de armas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e fraude eram conhecidos por anos e estão detalhados num relatório da Inteligência Britânica de 1993. A revista Forbes o nomeou um dos líderes mais ricos do mundo. Salam Fayyad, quando era seu ministro das finanças, disse que pelo menos 900 milhões de dólares em ajuda americana e européia haviam sumido das contas controladas por Arafat.

Mas ainda hoje é quase impossível convencer os maiores veículos de mídia a reportarem sobre a corrupção de Arafat ou da Autoridade Palestina. Ao contrário. Quando Arafat morreu, o então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, tremendo de emoção, anunciou aquele como um “dia grave para o mundo” e ordenou que a bandeira da ONU fosse hasteada a meio mastro apesar da ONU jamais ter honrado qualquer líder morto desta forma.

E Abbas não é melhor. Além de se manter no poder sem eleições desde Janeiro de 2009 quando seu termo como presidente acabou, em 2012, o conselheiro financeiro de Arafat, Mohammed Rashid, acusou Abbas de ter desviado pelo menos 100 milhões de dólares para seu bolso.

Então, a questão se repete: É importante ou ficamos indiferentes sobre o que acontece dentro das fronteiras desta Palestina que Kerry quer criar? O objetivo real aqui é ignorar a conduta de Abbas e dar a ele um estado sem qualquer cobrança ou devemos exigir um estado livre de corrupção e que funciona dentro da lei?

Os objetivos palestinos obviamente não mudaram desde a criação da OLP em 1964. Nesta semana circulou um vídeo mostrando Abbas Zaki, um membro do Comitê Central da Fatah e ex-embaixador palestino no Líbano, dizendo que o objetivo de destruir de Israel se concretizará em fases e que eles têm que aceitar um acordo como um passo a mais para alcançarem este objetivo. Recebi o link de diversas pessoas escandalizadas com o vídeo. Porque o escândalo?? O mesmo Zaki está no Youtube desde 2009 repetindo a mesma coisa na Al-Jazeera e na televisão libanesa. Em 2010 ele chorou a morte do planejador do massacre de Munique dizendo que “Abu Daoud ficará para todas as futuras gerações como o ideal palestino”.

Pergunto: como é que líderes como Zaki e Abbas podem contribuir para a criação de um estado decente, pacífico e democrático? Como pode a América, a Europa e a mídia mundial continuarem a ficar indiferentes com a conduta desta liderança palestina e a premiarem com um estado?

Kerry e outros membros do governo americano falam frequentemente sobre as negociações de paz e seus objetivos, mas não lembro de uma só vez alguém ter levantado uma discussão honesta sobre o problema da corrupção e falta de lei e ordem na Autoridade Palestina.

O Departamento de Estado americano emite declaração após declaração sobre as atividades israelenses dos assentamentos, de permissões para construções futuras e reportam cada tijolo colocado. A Europa boicota todos os produtos vindos de companhias judias da Judéia e Samária mesmo que estas companhias empreguem centenas de palestinos. A mídia demoniza os israelenses das comunidades além da linha verde. Mas todos eles ignoram a corrupção, falta de lei e de direitos na Autoridade Palestina.

E depois temos uma realidade mais acusadora: Abbas nunca assinará um acordo de paz com Israel. Quem duvida é só perguntar a Ehud Olmert. Na semana passada o ex-primeiro ministro contou o que aconteceu na sua época. Ele disse que depois de 36 encontros, Abbas havia concordado com tudo. O que estava faltando era a assinatura. Olmert renunciou ao Vale do Jordão, dividiu Jerusalém, deu aos palestinos o controle sobre o Templo, retornou às linhas de 1967, evacuou os blocos de assentamentos de mais de 200 mil familias, aceitou o princípio do direito de retorno, aceitou receber 5 mil refugiados de imediato e convidou Abbas a ir com ele para a ONU para juntos declararem a criação do estado da Palestina. E Abbas recusou.

Nesta altura do campeonato, os céticos já deveriam se dar conta que se Abbas não assinou na época de Olmert, ele não assinará nunca.


Alguém deveria avisar o Kerry…

Sunday, February 9, 2014

As Mentiras de Saeb Erekat - 09/02/2014

Saeb Erakat, negociador-chefe dos palestinos, anunciou nesta semana numa conferência em Munique que não poderia reconhecer Israel como um estado judeu pois isto mudaria sua narrativa. Ele agora anunciou ser descendente das tribos canaanitas que viveram em Israel uns 9 mil anos atrás. Ele disse ser “um orgulhoso filho dos canaanitas que viveram lá 5.500 anos antes de Josué Ben Nun ter queimado a minha cidade de Jericó”. Em resposta, a ministra da Justiça de Israel Tzipi Livni, ela, negociadora-chefe do lado de Israel, simplesmente disse que não discutiria narrativas.

Realmente??? É só isso o que ela tinha a oferecer como resposta?? Erekat diz ser descendente dos canaanitas e ela não tem nada mais a adicionar??

Esta afirmação chegaria a ser escandalosa se não fosse por outras mentiras ainda piores patrocinadas pela Autoridade Palestina, entre as quais, que Jesus teria sido o primeiro mártir palestino!!

Como bem dito pelo chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels, “se você contar uma mentira grande o suficiente e continuar a repeti-la, o povo eventualmente irá acreditar nela”. E é exatamente isso que os palestinos continuam a fazer.

Os muçulmanos dizem que Jerusalém é o terceiro lugar mais sagrado do islamismo sunita. Desde quando?? O Corão não menciona Jerusalém nem uma só vez. Para justificar suas reivindicações políticas e expansionistas, comentaristas islâmicos reinterpretaram a passagem no Corão que narra um sonho de Maomé voando à noite em seu cavalo até uma mesquita longínqua, no ano de 610, e que esta mesquita longínqua seria o Monte do Templo em Jerusalém. A cidade é tão santa para os muçulmanos que entre 1949 e 1967, quando estava sob o domínio da Jordânia, nenhum líder árabe ou muçulmano a veio visitar.

Mas hoje, se ouvirmos qualquer veículo de mídia ou lermos qualquer jornal, esta falsidade está tão arraigada na narrativa que não há como demove-la.

Outra falsidade espalhada pelos palestinos é que Yasser Arafat não só teria nascido em Jerusalém mas teria nascido ao lado do Muro das Lamentações. Ele é repetidamente louvado como um orgulhoso filho desta Terra Santa, quando na verdade, Arafat nasceu na capital do Egito, no Cairo, e acabou vindo para a Palestina quando jovem para visitar um tio que havia imigrado em busca de trabalho.  

Então temos Jesus, Maomé, Arafat e agora Saeb Erekat. Porque todo este desespero e mentiras descabidas? Porque a verdade é que o povo palestino nunca existiu nem nesta terra nem em outro lugar qualquer. Ele não tem uma história na qual ancorar suas reivindicações. Então Erekat e outros a inventam.

A verdade é que a vasta maioria dos árabes que hoje vivem em Israel e na Judeia e Samaria vieram do Egito, da Jordânia, da Arábia Saudita, do Iraque, da Síria e até do Marrocos em busca de trabalho, depois que os judeus voltaram a reabitar a terra.

De volta então a Erekat, a família dele tem uma página no Facebook que mostra claramente que eles são imigrantes da Arábia Saudita. Ele é membro da tribo Huwaitat, uma das maiores da Jordânia. Sua jornada os levou da cidade de Medina, para o deserto e para a região do Levante aonde se estabeleceram em Aqaba. Alguns de seus membros então vieram para o que é hoje Israel, algumas décadas atrás, não séculos ou milênios como ele invoca.

Erekat nasceu em Abu Dis, um vilarejo em frente a Cidade de David aonde judeus iemenitas se estabeleceram em 1884 até serem evacuados em 1938-39. Um primo seu, Mohamed Hussein Erekat que ainda mora em Abu Dis, descreveu numa entrevista, como sua família veio da Jordânia para o vilarejo para dar água aos seus rebanhos nos arredores de Jerusalém.

Além de ser o negociador-chefe dos palestinos, Erekat é professor de ciências políticas há 23 anos e está no corpo editorial do jornal Al-Quds há 12 anos. Como tal, ele deveria ter um pouco mais de vergonha do que anunciar esta ascendência mentirosa numa conferência internacional. Ele também deveria saber ler. Josué não queimou Jericó, aonde ele vive. A Bíblia diz que Josué circulou a cidade durante 7 dias tocando o shofar até que a muralha caiu.

Não é a primeira vez que Erekat é pego numa mentira. Em 2002 ele foi sabatinado por Wolf Blitzer da CNN sobre sua denúncia veemente do “massacre de 500 palestinos em Jenin”. Depois da operação Escudo de Defesa de Israel, ficou provado que 53 ou 56 palestinos combatentes haviam morrido.

E porque é tão importante discutirmos estas mentiras?? Afinal, muitos exageram ou mentem sobre seus ancestrais, sobre seu passado.

Isto é importante porque depois de tantos anos e tantas mentiras, a mídia ainda não tem coragem de confrontá-lo e ao que parece, Tzipi Livni tampouco. E por quê?? Porque Erekat é um mentiroso moderado. Não como o grupo radical Hamas que fala a verdade sobre seus objetivos. Por que o mundo prefere lidar com um mentiroso que deixa uma fresta aberta para construir, desconstruir e distorcer a verdade. Este sim, recebe todo o apoio e elogios.

E já que chegamos à esta conclusão, a pergunta é porque Israel teria problema em assinar um acordo de paz, um acordo sobre sua segurança e futuro com mentirosos??

Se não está óbvio então esta é uma outra discussão a ter.