Wednesday, May 20, 2015

O Estado Islâmico Chegou na América - 10/05/2015

O Estado Islâmico chegou na América. O exército já elevou o nível de alerta no país.

Numa declaração dramática sobre a ameaça do Estado Islâmico ao país, o Diretor do FBI James Corney disse que há centenas, talvez milhares de pessoas em todo o país recebendo ofertas de recrutamento ou instruções para atacar os Estados Unidos pela internet. Ele disse que é “como um diabo sentado no ombro deles dizendo mate, mate, mate!”

Este recrutamento via mídia social não é novidade. O governo americano reconheceu que as técnicas do Estado Islâmico são mais avançadas que os protocolos usados para identificar e prender os recrutadores. Eles usam tweeter, instagram, facebook, salas de chat e as autoridades ainda debatem a legitimidade de ouvir ligações telefônicas.

Esta revelação do FBI foi em decorrência da tentativa de ataque terrorista a uma competição promovida pela Iniciativa de Defesa da Liberdade na América, um grupo que advoga a liberdade de expressão. A competição era para o melhor desenho sobre o profeta da religião islâmica. Mais de 50 pessoas estavam na sala de convenções da cidade de Garland no Texas. Os terroristas viajaram mais de 15 horas de carro do Estado do Arizona para levar a cabo o atentado que foi evitado por um policial que matou os dois terroristas.

Pamela Geller, uma das fundadoras da Iniciativa, foi rotulada de islamofoba e de promover o ódio a muçulmanos. A grande maioria dos veículos de mídia no ocidente, que existe somente por causa da liberdade de expressão, surpreendentemente, culpou-a como provocadora do ataque em vez de castigar os terroristas que queriam fazer um massacre. Quase sem exceção nenhum veículo de mídia mostrou os cartoons, parte da competição, enegrecendo as imagens, mesmo quando apareciam no fundo das fotos posteriores ao ataque. Muito bizarro.

Geller estava preparada para um ataque, tanto que contratou segurança extra para o evento. Mas o que este ataque provocou foi um debate sobre os direitos da primeira emenda da Constituição americana que garante a liberdade de expressão. Na semana passada, a comédia semanal Saturday Night Live, teve um quadro cômico sobre uma competição em que os atores tinham que desenhar Maomé. Todos se recusaram a desenha-lo satirizando a censura auto imposta que estamos passando.

Quando entrevistada pelos vários canais de televisão e rádio, Pamela Geller disse que a competição foi em resposta a um outro evento, organizado por muçulmanos nos dias seguintes ao massacre do jornal francês Charlie Hebdo no mesmo centro de convenções que justificaram os ataques na França.

O que a grande mídia não está vendo é que esta auto-censura, para não “insultar” ou “ofender” muçulmanos, não tem limites.

Desde 1997, motoristas de taxi muçulmanos em todos os Estados Unidos e Canadá se recusam a levar cachorros em seus carros dizendo que a saliva do animal os “impurifica” para rezar. Isto inclui pessoas cegas e com outras deficiências que precisam do animal para se locomover. Os taxistas citam o Ayatollah Hassani que declarou que possuir cachorros é uma depravação moral e a Arábia Saudita que baniu os animais das cidades de Meca e Medina. Estou falando de dezenas de casos em que passageiros simplesmente tiveram que esperar outro taxi. Mas numa cidade como Minneapolis em que 75% dos taxistas são muçulmanos, fica impossível para um cego usar este meio de transporte.

Ainda, passageiros muçulmanos em aeroportos se dizem “ofendidos”(!) por policiais que passeiam com cachorros que cheiram as malas atrás de drogas.

Em 2006, falei neste programa sobre uma greve de taxistas que resolveram recusar transportar passageiros que tivessem qualquer álcool em suas malas ou nas mãos.

Na época perguntei, se as autoridades resolvessem acomodar os taxistas, o que viria depois?  Eles poderiam recusar levar mulheres que não estivessem totalmente cobertas, ou recusar levar mulheres desacompanhadas, ou casais que não fossem legalmente casados.

Estamos na América! Este é o país aonde milhares de imigrantes procuraram refúgio precisamente em busca de liberdade de culto, de expressão, de opinião. Nos Estados Unidos o direito de insultar, de ofender, de dizer o que lhe vem à cabeça, desde que não seja gritar “fogo” num teatro cheio, é sagrado. A loucura é que muitos destes muçulmanos americanos chegaram ao país como refugiados, fugindo da opressão em seus países, e agora querem impor esta opressão na América. Este é precisamente o caso dos irmãos Tsarnaev, que perpetraram o ataque à Maratona de Boston.

Numa entrevista com um Imã de Londres, Anjem Choudary, ele foi claro ao dizer que Jesus e Moisés são profetas do Islão e também estamos proibidos de desenha-los. Para ele a imagem de Jesus deveria ser retirada de todas as igrejas! Se não dermos um basta agora, aonde iremos parar?

Foram-se os cartoons de Moisés com as tábuas da lei perguntando para um passante, o caminho da Terra Prometida.

Se alguém estiver sorrindo agora, saiba que infelizmente não estamos longe disso. Na semana passada, os editores do jornal Charlie Hebdo ganharam o prestigioso prêmio da Coragem da Liberdade de Expressão do Instituto literário PEN América. Mas 140 escritores de renome, entre eles Francine Prose e Michael Ondaatje, protestaram o prêmio pois o jornal é “ofensivo”.

A que ficou reduzido o direito de expressão?? A mídia histérica defendendo os terroristas e culpando Geller e os participantes do concurso por provocarem o ataque! Seria o mesmo que culpar Martin Luther King pelo quebra-quebra ocorrido em Selma, quando os negros americanos marcharam pelo direito ao voto sem restrições. Foi esta coragem de levantar a voz que trouxe as incontáveis mudanças para a comunidade afro-americana. Mas hoje, o Dr. King seria acusado de “provocador”. A mídia o culparia pelos ferimentos e morte gerados pelo confronto.

Foi a liberdade de expressão e de dizer, de debater, de protestar, de ofender, que tornou os Estados Unidos o líder do mundo livre. E eu e a maioria dos americanos não gostaríamos de viver em nenhum país aonde esta liberdade não fosse completa e total porque a falta dela é o que define os países totalitários e opressores.

Só como uma pequena informação, o ganhador da competição do cartoon de Maomé, mereceu o prêmio. Seu desenho era o rosto do profeta brandindo uma espada, dizendo “você não pode me desenhar”. E uma mão com um lápis dizendo “é por isso que eu o desenho”. Duvido alguém achar isso ofensivo.

Há uma citação atribuída a Voltaire que viveu há 300 anos que diz: “posso não concordar com o que você diz, mas defenderei até a morte, seu direito de dize-lo”. Se não brandirmos esta bandeira agora, ela será usada para amordaçar o que sobrar de nós e das gerações vindouras.
Gostaria de desejar a todos um Feliz Dia de Jerusalém, o dia da reunificação da cidade sagrada que se tornou livre e aberta a todos há 48 atrás para visitarem e rezarem a D-us. Não vamos esquecer isto quando há esforços trabalham incessantemente para dividivi-la e proibi-la para os homens de consciência. 


O Jogo Sujo do Irã - 03/05/2015

Em maio de 2010, o secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, disse na Conferência de Revisão das Partes do Tratado de Não Proliferação Nuclear, que “temos que lembrar que estamos aqui não simplesmente para evitar um pesadelo nuclear, mas para construir um mundo mais seguro para todos.”

Cinco anos mais tarde, o mundo não está mais seguro. Isto é devido em grande parte à politica americana de Obama de estender a mão a tiranos mas também porque na ONU a voz de ditadores e corruptos do terceiro mundo hoje têm o mesmo peso que as nações desenvolvidas.

Assim, na Conferência deste ano, o Irã, representando todos os 120 países do Movimento Não-Alinhado, do qual o Brasil é observador, exigiu que os países que tenham armas nucleares desistam de modernizar ou estender a validade de seus arsenais nucleares. Seu ministro do exterior Mohamed Javad Zarif, especialmente designou Israel como a maior ameaça para a região devido ao seu suposto arsenal nuclear.

A cara-de-pau de Zarif e dos mulás que ele representa é inacreditável. Além de usar seu discurso para chamar Israel de pária do mundo e o maior obstáculo para a paz do planeta, Zarif também exigiu que a tecnologia nuclear seja trocada entre os signatários deste tratado. Assim, Zarif está pedindo para os Estados Unidos e outras potências nucleares para dividirem com o Irã sua tecnologia nuclear. Para quem reivindica ter um programa nuclear pacífico, porque não?

O fato do Irã não permitir inspeções e ter mentido recentemente sobre suas centrífugas e usinas nucleares, parece passar despercebido para o resto da humanidade. O fato de o Irã promover e financiar atos terroristas nos cinco continentes - inclusive na América do Sul - parece não preocupar nossos líderes. O fato de o Irã ser o pivô patrocinador dos maiores conflitos no Oriente Médio, não é o suficiente para impedi-lo de representar os 120 países não alinhados.

Não importa que a Inglaterra diga ter evidências de uma sofisticada rede de fornecedores de partes e tecnologia nuclear para o Irã que aponta para um programa nuclear armamentista. Quando se trata do Irã e outras tiranias, os ouvidos dos membros da ONU estão selados.

E os mulás sabem disso. Por isso vemos o Irã habilmente se posicionar em todos os campos para abocanhar o Oriente Médio e de lá, o mundo.

O Irã está usando sua liderança nesta conferência para fazer a ONU pressionar Israel a revelar se tem ou não um arsenal nuclear e se tiver, desarmá-la. Ao fazê-lo, o Irã poderá então cumprir sua velha promessa de apagar o Estado judeu do mapa sem temer uma retaliação nuclear.

Por outro lado, o Irã continua a financiar o Hamas no sul, a Hezbollah no norte, além de ter enviado generais de seu exército para a fronteira síria com Israel para continuar a guerra de atrito.

Com relação aos países sunitas como a Arábia Saudita e os países do Golfo que são seus maiores obstáculos para uma hegemonia xiita, o Irã há décadas está se posicionando para estrangula-los social e economicamente. Milhares de xiitas tomaram residência nestes países formando hoje uma oposição preocupante. Em 2011, Bahrain teve que pedir ajuda do exército saudita para esmagar uma revolta destes xiitas. Protestos de xiitas se espalharam pela Arabia Saudita, Kuwait, Qatar e Emirados numa tentativa de desestabilizar estes países.  Economicamente, a recente tomada do Yemen pelos Houthis xiitas dará ao Irã controle do estreito de Aden e também do de Ormuz que são as únicas vias de escoamento de petróleo dos países sunitas.

Além disso, o Irã está ativamente enviando missionários para os quatro cantos do mundo, com a missão de converter populações inteiras ao islamismo xiita. O falecido Hugo Chavez deu carta branca aos mulás e eles já converteram milhares de índios Wayuu Guajira através da organização Hezbollah Venezuela.  A Hezbollah também está presente em Cuba e vários artigos apontam para o grande interesse do Irã em fazer o mesmo proselitismo no Brasil.

O Irã quer desviar a atenção do mundo para toda esta atividade para algo que a maioria está sempre pronta a fazer: condenar Israel. Zarif disse que os “estados não-alinhados veem as supostas armas nucleares que Israel teria desenvolvido como uma séria  ameaça para a segurança dos estados vizinhos e para outros estados e condenou Israel por continuar a desenvolver e amealhar um arsenal nuclear”.

Israel nunca confirmou nem negou ter capacidade nuclear e nunca assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. O mundo assume que o Estado judeu seja o único país o Oriente Médio com um arsenal nuclear. Mas outros países, inclusive os declaradamente nucleares como a Índia e o Paquistão também nunca assinaram o Tratado e a Coréia do Norte que o havia assinado, voltou atrás depois que o ex-presidente Clinton eliminou as sanções econômicas contra o país.

Esta ação calculada por parte do Irã é clara. Numa postura cínica de santo protetor da humanidade, o Irã aponta o dedo acusador para Israel e para a capacidade nuclear da OTAN.

Se 5 anos atrás o Irã era apenas mais um membro da Conferência, este ano, ele se fortaleceu a ponto de castigar outros. E ao pressionar para o mundo gastar suas energias com Israel, o Irã continua a desenvolver mísseis e a enriquecer urânio para sua preciosa bomba.

E é isso o mais irritante. Enquanto Teerã se apega a uma posição moral anti-armas nucleares, o mundo sabe que Israel é a única democracia sólida e prudente da região. Se Israel tem realmente a bomba, não é agora que a desenvolveu. Ela deve tê-la há pelo menos 50 anos! E nunca ameaçou ou fez qualquer uso indevido dela. Certamente, Israel nunca ameaçou apagar nenhum outro país do mapa, inimigo ou não.

O Irã é exatamente o oposto. O país tem um regime que professa um islamismo radical apocalíptico que pode ser definido com palavras como volátil e imprevisível. Não há equivalência moral ou qualquer outra entre uma democracia que se defende de constantes ataques e uma tirania apocalíptica e expansionista.

O mundo tem que deixar de ser cínico e hipócrita e parar de ignorar os milhares de massacres cometidos por muçulmanos na região inclusive contra suas próprias populações como vimos na Síria. A implicação aqui é ter a democrática Israel pressionada enquanto o tirânico o Irã escapará o escrutínio. O cowboy será desarmado e o bandido armado até os dentes.

A pergunta é como as democracias europeias e os Estados Unidos podem se prestar a jogar este jogo sujo do Irã? Como podem eles continuar a condenar e jogar suas frustrações em Israel? Parece que só a história poderá responder a estas questões.


Monday, April 27, 2015

A Atração dos Jovens pelo Estado Islâmico - 26/04/2015

Ultimamente não há semana sem que jovens nascidos ou criados no Ocidente sejam presos tentando se juntar ao Estado Islâmico e outros tantos que conseguem fazê-lo. Na semana passada seis jovens americanos, do Estado de Minnesota foram presos a caminho da Turquia de onde atravessariam a fronteira com a Síria para se juntarem ao grupo. De acordo com o porta-voz do FBI, os seis estavam focados neste objetivo, não estavam confusos ou indevidamente influenciados. O mesmo fenômeno pode ser visto na Europa e o mais interessante é que moças jovens estão seguindo o mesmo caminho.

Em fevereiro deste ano, três alunas exemplares de 15 anos de Londres, conseguiram embarcar para a Turquia e de lá desapareceram. A viúva do terrorista do supermercado casher em Paris, Hayat Boumeddiene de 26 anos, foi aparentemente reconhecida numa foto segurando uma metralhadora ao lado de terroristas do Estado Islâmico.  Em janeiro, o governo da Austrália declarou que estava com um problema crescente de jovens australianos tentando se juntar ao grupo. E há dois anos, o canal France 24 fez uma reportagem alarmante sobre o recrutamento de jovens por radicais islâmicos nas favelas do Brasil.

O que está atraindo jovens de países do primeiro mundo, com todas as vantagens de boa educação, saúde e trabalho, alguns se convertendo para fazerem parte de um grupo sanguinário como o Estado Islâmico?  Qual é a atração para adolescentes de participarem de decapitações e para moças esclarecidas, se tornarem escravas sexuais? Como os bolchevistas, os nazistas e os fascistas antes deles, o que estes radicais islâmicos estão prometendo é uma nova era. Um ideal abstrato e idílico que trará uma estrutura com um lugar e papel definido para cada um e apagará tudo do seu caminho: leis, nações, costumes e tradições. Seu sucesso e confiança os levaram a dominar o norte do Iraque e metade da Síria em menos de dois anos. Para os jovens isto é prova que este ideal poderá ser alcançado e eles querem fazer parte dele.

Jovens de todas as culturas são atraídos pelo inatingível. Os hormônios e a vontade de provar algo para seus pais os levam a escolher a luta no lugar da prosperidade, o desafio no lugar do conforto.  A certeza apocalíptica do Estado Islâmico em vez da incerteza que caracteriza o ocidente.

Nas últimas décadas de sucessivos governos socialistas, as crianças têm crescido ao refrão da canção “Imagine” de John Lennon. Imaginem um mundo sem países, sem religião... O ideal é não termos uma cultura prevalente, o patriotismo é perigoso, as nações obsoletas, expressões de religiosidade são banidas, todo o resto é permitido exceto a discriminação.

Jovens que na adolescência estão à procura de uma estrutura e identidade, então encontram o Estado Islâmico! Assim explicado não é nenhum absurdo vermos milhares deles tentando entrar na Síria.

E é aí que o Presidente Obama e outros líderes do ocidente estão perdendo o barco. Enquanto eles enfatizam o fato de ataques serem raros e geralmente limitados, os líderes não estão vendo que o problema é a falta de valores, do orgulho de pertencer.

Na semana passada uma veterana da força aérea americana foi presa por tentar salvar a bandeira dos Estados Unidos de estudantes que a estavam pisoteando em uma universidade da Geórgia. Os policiais simplesmente disseram que aquilo era liberdade de expressão. Quando não há orgulho por sua nação e defesa dos seus valores há uma quebra no tecido do país e os inimigos sabem disto.

Vladimir Putin prometeu um cessar-fogo na Ucrânia. Enquanto os ucranianos estavam depondo suas armas, Putin avançava na cidade de Debaltseve. Um membro do parlamento europeu chegou a dizer que sonhava com a volta de Ronald Reagan. Para ele Reagan era louco, mas pelo menos os russos sabiam que ele era louco.

O que fazer então para reconquistar os corações destes jovens? A única coisa a ser feita é vencer o Estado Islâmico. Eles irão amar e seguir aquele que vencer.

Os jihadistas estão na ofensiva porque al-Bagdadi anunciou a volta do califado. O Islamismo como o Cristianismo e o Judaísmo fala do fim dos tempos. Mas sua tradição apocalíptica, diferente das outras religiões, prevê uma batalha entre as forças do bem e do mal, entre o mundo do Islão e o mundo que o Islão precisa dominar antes do Julgamento Final. Os jihadistas, é claro, definem o ocidente como o mal.

Interessante que há cem anos, na véspera da Grande Guerra, a Inglaterra se preocupou com o impacto sobre os súditos muçulmanos na India e no Egito. Afinal o Império Otomano era o inimigo e o Sultão, o califa, o líder de sua religião. O impacto foi que 400 mil muçulmanos se juntaram ao exército britânico e contra o Sultão e a Turquia, simplesmente porque a Inglaterra era a mais forte.

Eles seguiram os vencedores.

O Irã nesta semana continuou a mostrar seus músculos enviando navios de guerra para a costa do Yemen. Mas quando os Estados Unidos enviaram um porta-aviões para segui-los, os iranianos deram meia volta e voltaram para casa. Eles respeitam a força.

Quando estava no primário, lembro que todas as manhãs a primeira coisa que fazíamos era a fila para cantarmos o hino nacional e hastearmos a bandeira. Era uma honra ser escolhido para hastear a bandeira. Estudávamos o significado do verde amarelo, comemorávamos o dia de Tiradentes, do Descobrimento, da Independência, da Abolição dos Escravos e da República. Tínhamos orgulho da nossa história e do nosso país. 

Hoje, o que o povo no Oriente Médio vê quando olha para o Ocidente? Um grupo de nações corruptas, esclerosadas, apologéticas, amarradas pelo dogma do multiculturalismo. Uma civilização que tem como as maiores virtudes não a coragem, a integridade, a honestidade ou o patriotismo, mas apenas a determinação de evitar ofender alguma minoria. Nações com o melhor exército e armas do mundo sendo manobradas por uma gangue paramilitar de soviéticos saudosos e por tiranos islâmicos medievais.

É tão difícil ver porque jovens preferem o romântico grito de batalha e de vitória de Al-Bagdadi?

Nossos valores centrais são indiscutíveis: Liberdade de expressão, de associação, separação da igreja e estado, igualdade de todos os adultos perante a lei. São estes valores e liberdades que permitiram os sonhadores, os curiosos e os de grande imaginação a concretizarem seus sonhos e trazerem o grande desenvolvimento que o mundo viu no último século.

Precisamos defender estes direitos com unhas e dentes e também, com o uso de armas. Mas é também preciso uma reflexão e um reconhecimento que o multiculturalismo é uma doutrina falida. Precisamos retomar as aulas de civismo e demonstrar nosso orgulho como cidadãos, americanos, brasileiros, franceses, ingleses. Só assim preservaremos nosso modo de vida e exporemos a insanidade destes movimentos islâmicos radicais.


Sério. Os jovens retornarão a nós quando vencermos.