Monday, October 15, 2018

Nikki Haley e os Poucos Líderes que Temos - 14/10/2018

Esta semana fomos surpreendidos com a repentina renúncia da embaixadora americana na ONU, Nikki Haley. Isto porque Nikki não é apenas mais um membro da administração Trump. Ela é uma líder. Uma verdadeira super-star.

E ela conseguiu isso falando as verdades que por décadas foram sufocadas na ONU, apontando o dedo para os tiranos e as elites de esquerda. Haley conseguiu se posicionar como um dos membros mais fortes do time de Trump. Ela usou a ONU para criticar o apoio da Rússia ao ditador da Síria Bashar Al-Assad, se tornou uma das vozes mais fortes contra o Irã, arquitetou a saída dos Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos e da UNRWA e quando os outros países criticaram Trump na mudança da embaixada para Jerusalem, ela avisou que estava anotando os nomes dos países que votaram contra a América.

Haley entendeu rapidamente que a obsessão da ONU com Israel não se manifesta de modo aberto. Ela se manifesta nas entrelinhas de propostas, de resoluções. Nesta última quarta-feira, por exemplo, a UNESCO aprovou mais uma resolução que pretende que o Monte do Templo em Jerusalém, o Túmulo dos Patriarcas em Hebron e o de Raquel em Belém são patrimônios mundiais da Palestina.

Resoluções como esta que refletem a politização descontrolada da Unesco é que prontificaram Haley a retirar os Estados Unidos da organização. Haley disse que “assim como em 1985 quando o presidente Reagan se retirou da UNESCO, os contribuintes dos EUA não devem mais estar dispostos a pagar por políticas que são hostis aos nossos valores e zombam da justiça e do senso comum".

Todos os dias na ONU, Haley brandia um espelho na cara das nações alí representadas e dizia que deveriam se envergonhar por suas posturas mentirosas e racistas.  Além de rejeitarem os fatos, as nações rejeitam a razão em favor de preconceitos. A ONU hoje protege as tiranias porque a maioria dos países que a compõe são ditaduras, ou satélites destas. E ao proteger as tiranias, torna as nações livres – e em primeiro lugar Israel – nos vilões de todos os males. A ONU quer o mundo globalizado para ela impor sua agenda socialista e por isso, rejeita as invocações de soberania. Ela aplica princípios morais às causas dos tiranos, e ao fazê-lo bate de frente com os interesses das nações livres - mais uma vez, e primeiramente com Israel - e também os EUA.

E é contra isso que o presidente Trump e a sua administração estão lutando  e esperamos que a próxima administração do Brasil também se una à esta luta.

Tivemos provas cabais no último ano que o apaziguamento, o respeito aos tiranos não funciona. Há um ano, a Coreia do Norte estava ameaçando toda a península coreana, o Japão e os Estados Unidos. Trump bateu mais forte e hoje há uma relativa paz na região enquanto negociações estão caminhando a passos largos.

Trump saiu do acordo com o Irã e está restabelecendo as sanções contra o país. Isto causou um aumento na pressão interna com protestos diários contra o governo por gastar tanto com sua influência no exterior enquanto que a economia local está destroçada.

E aí temos a Turquia.

Há dois anos, Andrew Brunson, um pastor evangélico americano que vivia na cidade de Izmir há mais de 22 anos, e que mantinha uma congregação de 25 pessoas num quarto de um cortiço da cidade, foi preso durante os expurgos ocorridos após a suposta tentativa de golpe de Estado contra Erdoğan. Brunson foi acusado de espionagem e de ser seguidor de Fetullah Gullen, um clérigo turco que vive exilado nos Estados Unidos, inimigo de Erdogan.

Desde a sua posse em Janeiro de 2017, Trump tem pedido educadamente à Turquia para libertar o pastor e nada.  A Turquia então mostrou suas cartas. Disse que libertaria Brunson se os Estados Unidos entregassem Gullen. Como Trump não leva desaforo para casa e não negocia com terroristas, em 1º de agosto deste ano o Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções a dois altos funcionários do governo turco envolvidos na detenção de Brunson, e impôs sanções econômicas e tarifas a produtos turcos.

Como era esperado, depois de algumas manobras legais para salvar a cara, o pastor foi libertado ontem. Assim que chegou na América ele e sua família foram recebidos na Casa Branca. Brunson abençoou Trump numa cerimonia muito tocante transmitida ao mundo inteiro.

O que eu quero dizer é que infelizmente hoje o mundo está dividido entre os bullies e os que são bullied. Uma vez ou outra surgem líderes que recusam a deixar que os bullies continuem sua campanha de terror e ameaças para se manterem no poder. Erdogan é um fascista de esquerda, com uma plataforma econômica socialista que sabe que um dia o dinheiro irá acabar então ele está destruindo toda a oposição a ele, hoje. Ele não disse que a democracia é como um trem? Que quando se chega ao destino se salta? E estes bullies não medem a hipocrisia.

Quando o jornalista saudita-americano, Jamal Khashoggi desapareceu dentro do consulado saudita em Istambul, há 12 dias, a Turquia protestou veementemente contra a Arabia Saudita por sua falta de liberdade de imprensa! Imaginem! É muita cara de pau.

Mas pessoal, é isso que a esquerda faz em todo o lugar. Ela se apodera de valores caros à sociedade e dizem defende-los quando na verdade ela é tirana, não suporta divergência ou mesmo diversidade de opiniões e para ela, os meios justificam os fins.

E infelizmente é o que também estamos vendo no Brasil. De repente, o que era apenas vermelho apoderou-se do verde amarelo. O que era contra símbolos religiosos é hoje visto ajoelhado. O que era contra a família, hoje é fotografado segurando bebês. Mas não se enganem. Isto tudo é apenas uma farsa. Aconselho a todos a lerem os programas dos candidatos e verem por sí próprios, o que cada um acredita.

Quem acredita em nós, como povo que pode decidir seu destino, ou quem delega nosso futuro para burocratas arrogantes que só porque estudaram quatro anos em uma faculdade qualquer se acham no direito de decidir o que é melhor para cada um de nós.

A extraordinária liderança moral de Haley fará falta na ONU. Ela como outros líderes corajosos que não se vendem e não se deixam abater face a todas as ameaças e investidas, são nosso escudo contra esta turba elitista e arrogante, endinheirados às nossas custas. Quando um líder como este aparece, devemos apoia-lo e guarda-lo como um tesouro. Afinal, eles não crescem em árvores.   


Sunday, October 7, 2018

Em Defesa de Bolsonaro - 7/10/2018

Durante a semana passada, houve várias entrevistas infelizes nas rádios, tvs e jornais internacionais sobre as próximas eleições no Brasil. Eles se concentraram em duas questões principais: a inelegibilidade do ex-presidente Lula para concorrer pela terceira vez e críticas ao favorito, Jair Bolsonaro, descrito para o público americano e europeu como um candidato de "extrema direita", alguém que é contra os direitos das mulheres, negros, gays e um admirador da ditadura militar que governou o Brasil de 1964 a 1985.

O sentimento que transpareceu das entrevistas foi o de pesar pelo primeiro e trepidação pelo segundo. Embora entendamos que a mídia está firmemente cimentada na esquerda do espectro político, é inaceitável e ofensivo permitir que equívocos e mentiras descaradas sejam transmitidos na véspera de uma eleição tão crucial e influenciar o voto de brasileiros residentes no exterior.

Em relação ao ex-presidente Lula, nenhum dos artigos trouxe o fato de que ele atualmente cumpre pena de 12 anos por corrupção, suborno, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Atualmente, existem outros cinco processos penais pendentes contra ele. Durante sua presidência ele comandou o maior esquema de corrupção da história da humanidade, roubando e esbanjando bilhões de dólares e roubando o futuro do povo brasileiro.

Para a mídia de esquerda no Brasil e em outros lugares, isso não é importante. Eles acham injusto que um político popular como Lula não possa concorrer - de novo. E especialmente depois que o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas decidiu recomendar que ele fosse autorizado a fazê-lo - da prisão! Afinal, quase todos os senadores, congressistas, governadores, prefeitos e funcionários públicos do Brasil estavam ou estão envolvidos em corrupção de alguma forma. O mundo vê isto como nosso passatempo nacional!

O que a mídia quer é focar nas supostas “conquistas” do governo Lula quando o Brasil, o primeiro dos BRICS, países emergentes promissores, estava sendo aplaudido em todo o mundo por suas proezas econômicas. A verdade é que o que Lula e seu Partido dos Trabalhadores conseguiram foi enterrar o país em dívidas, atingir incríveis 40 milhões de desempregados, fechar milhares de pequenos negócios, arruinar a maior empresa pública do país e acabar com a economia.

O Brasil tem um dos maiores encargos tributários corporativos do mundo e a burocracia mais pesada que se possa encontrar. Uma empresa paga cerca de 60 impostos diferentes para operar, a maioria deles composta. As licenças levam anos para serem concedidas e somente após o pagamento de “taxas de urgência” intermináveis. A máquina de corrupção criada pelo Partido dos Trabalhadores é um monstro tão grande quanto o Brasil. Mas todos os impostos cobrados de mais de 220 milhões de brasileiros sob o comando de Lula não foram suficientes para saciar o apetite de seus políticos ou os gestos demagógicos que ele fez para se tornar a “darling” do mundo.

Lula, que não poderia ser um limpador de rua no Brasil tendo completado apenas o segundo ano primário, recebeu diplomas honoris causa de nada menos que 16 universidades, entre as quais a Universidade de Coimbra (Portugal), Politécnica de Lausanne (Suíça), Sciences-Po (Institut d'Etudes Politiques de Paris - França) e da Universidade de Salamanca (Espanha). Do presidente Obama, Lula conseguiu uma estátua perto da Casa Branca como Herói das Américas, ao lado de Abraham Lincoln, Gabriel Garcia Marquez e Simón Bolívar!

Sim, o Lula foi um herói. Um herói para Cuba para onde enviou bilhões de dólares para financiar portos e outras infraestruturas como um gesto para seu mentor Fidel. Ele fez amizade com Hugo Chávez, Ali Khamenei, para não falar de seu "irmão" Muamar Khadafi. Ele também presenteou um dos terrenos mais caros da capital Brasília a Mahmoud Abbas para construir uma gigantesca embaixada palestina e outros 10 milhões de dólares para construir um hospital em Ramallah. Tudo isso enquanto os hospitais públicos do Brasil vivem em crise, faltando remédios, equipamentos e onde até hoje pacientes são atendidos no chão por falta de macas.

Lula aprendeu com os melhores para criar a ilusão de um Brasil próspero. Da mesma forma que a União Soviética se vangloriava de suas conquistas sociais.

O analfabetismo no Brasil é enorme. Lula investiu em escolas? Não. Ele decidiu que a pessoa que mal conseguia escrever seu nome era alfabetizada. Os jornais alegaram que, em 14 anos, a taxa de analfabetismo caiu 4,3%! Como isto fosse uma conquista! A pobreza é galopante. Lula investiu em escolas técnicas ou deu incentivos a pequenos negócios? Não. Ele decidiu que se alguém ganhasse 300 reais por mês, ele seria transferido da classe baixa para a classe média. A mesma coisa com o alto desemprego. Seu governo investiu em empregos? Não. Lula decidiu que os beneficiários dos subsídios governamentais para alimentação deveriam ser classificados como empregados!

A saúde um verdadeiro desastre. O que o Lula fez? Ele não investiu em hospitais, clínicas ou cursos para enfermeiros e médicos. Em vez disso, ele “importou” médicos de Cuba e que choque (!), Muitos deles nem sequer eram médicos, mas militares cubanos desfrutando de um tempo no Brasil, cortesia do contribuinte brasileiro.

Que ótima maneira de criar resultados no governo! O único pequeno problema é que tudo é uma mentira que não se sustenta.

Uma das primeiras medidas de Lula, depois de ser inaugurado, foi de desarmar a população. O resultado foi a explosão em sequestros, tráfico de drogas, homicídios e roubos. Só em 2017, houve 59.080 homicídios. Entre 2005 e 2015, mais de 318.000 crianças e adolescentes foram assassinados. Apenas 3% dos casos são resolvidos.

Há um mês, o Museu Nacional do Rio de Janeiro foi incendiado. Mais de 20 milhões de documentos insubstituíveis, exposições e artefatos foram perdidos. A própria história e memória do Brasil se foi para sempre. O museu precisava de apenas 600.000 reais por ano para sua manutenção e proteção. Não recebeu. Dos 310 milhões de reais destinados à Cultura, 280 milhões foram destinados a projetos “culturais” duvidosos destinados a artistas de esquerda e “pseudo” artistas, além de artistas consagrados que não precisam mais de “incentivos”, mas levam para casa fortunas por seu contínuo apoio a Lula e a esquerda.

Após 15 anos de desgoverno, o povo brasileiro decidiu dizer basta. Basta à corrupção, basta ao roubo de recursos públicos, basta à violência, basta à falta de escolas, à falta de assistência médica, à falta de transporte, à falta de justiça, ao desrespeito com o bem-estar do povo e basta à retórica mentirosa que trouxe fortuna para a família e o círculo íntimo de Lula, mas uma grande miséria para o povo.
O nome desse clamor público é Jair Bolsonaro. O congressista não é um "outsider" como Trump, mas em muitos aspectos ele não faz parte do establishment. Ele é um dos políticos solitários no Brasil que não está sob investigação ou que está sendo processado por corrupção ou qualquer outro crime. Ele é muito vocal sobre suas crenças que, por estarem cimentadas em valores judaico-cristãos, são consideradas “ofensivas” pela esquerda e pela mídia. E elas incluem seu apoio a Israel e sua promessa de transferir a embaixada brasileira para Jerusalém.

Bolsonaro se formou na principal academia militar do Brasil. Ele serviu no exército por 17 anos, atingindo a patente de capitão. Em 1988 ele entrou na política. Em seus 25 anos no Congresso, ele enviou 173 projetos de lei e uma emenda constitucional. No Exército, ele é lembrado como um oficial justo, forte e de princípios. Desde que ele decidiu concorrer, no entanto, ao Congresso e aos membros da mídia, ele é nada menos do que um nazista.

Então vejamos. Bolsonaro foi acusado de ser contra as mulheres por não incluir em seu programa medidas para equiparar seus salários aos dos homens. O fato dele não poder fazer nada sobre isso como presidente - já que a questão foi tratada pela lei federal - é irrelevante para a mídia. Ele também foi falsamente acusado de incitar estupro quando defendeu a castração química de estupradores!

Ele foi acusado de ser homofóbico. Ele disse repetidamente que a vida sexual de cada indivíduo é seu assunto particular. Mas ele é contra a concessão de privilégio a alguém por causa de sua orientação sexual, bem como as tentativas de incluir livros sobre homossexualidade no currículo de crianças de até seis anos. Livros que foram considerados muito explícitos para aparecer às 21h na TV brasileira! Da mesma forma, ele não é contra os negros, mas contra cotas em universidades reservadas para pessoas de cor, instituído por Lula, independentemente de seu mérito. Joaquim Barbosa, o único juiz negro do Supremo Tribunal do Brasil elogiou efusivamente Bolsonaro no ano passado.

Bolsonaro também é acusado de defender a ditadura militar que governou o Brasil por 21 anos. Ninguém lembra que foi o Congresso que solicitou a intervenção das Forças Armadas contra um golpe comunista que visava transformar o Brasil em uma ditadura do proletariado. Bolsonaro reconheceu que o erro foi cometido quando os militares não convocaram eleições alguns anos depois.

Eu cresci sob esta ditadura. Lembro-me de ruas limpas, orgulhosamente cantando o hino nacional todas as manhãs na escola e me esforçando para ser escolhida para hastear a bandeira. Meus pais, recém-chegados de países árabes como refugiados judeus, encontraram no Brasil um refúgio de segurança e oportunidade ao qual são gratos até hoje. Nossas portas estavam sempre abertas e nós brincávamos nas ruas o dia todo com os vizinhos. Sim, na faculdade, aprendemos que alguns abusos foram cometidos durante esse tempo. Mas nada perto de 60 mil assassinatos não resolvidos por ano, o nível inaceitável de pobreza e pura negligência que enfrentamos hoje ou o saque da riqueza do país. E isso porque, embora eles não estivessem aptos a governar a longo prazo, os militares acima de tudo amavam o país e não eram corruptos.

Há algumas semanas, um seguidor de Lula decidiu matar Bolsonaro durante um comício. Ele sobreviveu por pouco ao ataque com faca, mas quase imediatamente outra alegação absurda surgiu sobre a escolha do hospital feita pela família. Declarar que a tentativa de assassinato de Bolsonaro colocou a comunidade judaica contra os árabes é escandalosa! Não existe tal conflito no Brasil, onde ambas as comunidades são muito unidas e usam os dois hospitais de forma intercambiável.


Como judia que perdeu família em Auschwitz, sinto-me profundamente ofendida quando as pessoas usam o insulto nazista levemente. Bolsonaro não é nazista. E se ser "extrema-direita" é querer tentar trazer alguma medida de sanidade para um governo em desordem, atormentado por pessoas sem princípios que procuram apenas encher seus bolsos, é ser de "extrema-direita", então que o seja. Eu, uma mulher, judia, defensora da igualdade de direitos e obrigações para todos, continuarei a apoiar orgulhosamente a campanha de “extrema-direita” de Bolsonaro e votarei nele como presidente. Talvez ele não consiga matar o monstro da corrupção, mas ele é o único candidato que tem o que é preciso para dar ao meu país de nascimento uma chance de ser salvo das garras dessa gangue imunda que tomou conta de Brasília.

Originalmente Publicado do Jerusalem Post do dia 7/10/2018

Sunday, September 2, 2018

Israel e o Fim do Pós Modernismo - 2/9/2018

É profundamente triste quando líderes do judaísmo americano, do alto de sua prepotência, se acham no direito de criticar Israel publicamente. Não que Israel seja perfeita e não possa ser criticada. Mas para alguém de fora se manifestar de modo tão virulento sobre leis internas de Israel, é inaceitável. 

Ainda mais quando ele está errado.

Ronald Lauder, herdeiro do império cosmético Estée Lauder e presidente do Congresso Judaico Mundial, publicou no dia 13 ultimo no The New York Times um artigo dizendo que o “Estado de Israel distorce os valores judaicos e prejudica a democracia e igualdade”. E que “isso causará mais judeus a se distanciarem de Israel”. Que “o Ocidente é indiferente e até mesmo hostil a Israel” e ele completa dizendo que “o comportamento do Estado de Israel é uma grande ameaça para o futuro do povo judeu”. Isto vindo de um líder dos Estados Unidos, aonde a assimilação chegou a 80% entre não-ortodoxos.

Tudo isso por quê? Porque, segundo ele, a Knesset aprovou uma lei que nega direitos iguais a casais homossexuais e por causa da Lei Básica do Estado-Nação que declarou Israel um estado judeu.

Cerca de 20 mil manifestantes saíram em protesto em Tel Aviv contra a Lei do Estado-Nação. Nada comparável com a ínfima manifestação em suporte às comunidades do sul duramente atingidas por mísseis e pipas e balões em fogo.

A manifestação no centro de Tel Aviv, promovida por árabes israelenses e pela esquerda saiu pela culatra. Os organizadores, o Comitê Superior de Monitoramento Árabe, havia supostamente pedido aos participantes para não agitarem bandeiras palestinas, mas o pedido foi ignorado. Da mesma forma, os cânticos “Com sangue e espírito, libertaremos a Palestina” ecoaram mais alto do que os pedidos por igualdade. Netanyahu twitou corretamente que: "Não há maior prova da necessidade desta lei do que esta infeliz manifestação".

Este não foi um protesto para emendar ou cancelar a Lei do Estado-nação e transformar a Declaração de Independência em lei. Esses manifestantes no centro de Tel Aviv estavam visivelmente e vocalmente negando a própria existência de Israel como estado judeu.

A diferença entre esta a manifestação do sábado anterior, organizada pela comunidade drusa, não podia ser mais diferente. Em 4 de agosto, as bandeiras israelenses voaram orgulhosamente ao lado das cores drusas e o evento terminou com o hino nacional "Hatikvah".

Enquanto os manifestantes drusos claramente se identificaram como cidadãos leais do Estado de Israel (e a maioria dos drusos israelenses serve no exército), os manifestantes árabes exigiram um Estado palestino ou para que Israel se tornasse um estado binacional palestino-judeu.

O clamor para transformar Israel em um "estado para todos os seus cidadãos" soa inocente e politicamente correto, mas o que está por trás é o fim do único estado judeu do mundo. Os árabes representam apenas cerca de 20% da população de Israel e, gozam de plenos direitos de cidadania que não mudaram com esta lei. A demonstração em si e a presença de Membros da Knesset árabes são prova de que Israel é uma democracia e não um apartheid como eles gostam de regurgitar.

É moda retratar Israel em termos apocalípticos. A maioria dos críticos claramente nem se deram ao trabalho de ler a nova legislação. A reclamação não é sobre o que foi incluído nas leis, mas o que foi deixado de fora. No caso da Lei do Estado-Nação, é a falta da palavra “igual”. Mas direitos individuais iguais já estão assegurados pela Lei Básica.

A emenda à Lei da Barriga de Aluguel também levou milhares de pessoas a protestarem em Tel Aviv no mês passado, que junto com Ron Lauder, acusaram Israel de ter uma política discriminatória por não incluir casais do mesmo sexo. Mas como a ignorância impera, ninguém se deu conta que a lei foi emendada para que, em vez de aplicar-se apenas a casais heterossexuais casados que precisavam de uma substituta por causa de um problema com o útero da esposa, agora a lei se aplica também a mulheres solteiras com problemas uterinos. Apesar das esperanças dos casais homossexuais, a lei não foi estendida aos homens sejam eles heterossexuais, gays, transexuais pois, naturalmente, não têm útero. A lei não tirou direitos. Ela os estendeu.

Os árabes israelenses têm todos os direitos (incluindo os mesmos tratamentos gratuitos de fertilidade) que os judeus israelenses desfrutam. As escolas drusas são consistentemente classificadas entre as melhores do país. Apesar do que se alega, depois da lei Estado-nação ter sido aprovada, não se tornou ilegal brandir a bandeira palestina em Israel. Queria ver o que aconteceria se alguém tentasse marchar no centro de Ramallah carregando a bandeira de Israel ou a bandeira do arco-íris LGBTQ.

A verdade é que não importa o que Israel faça, há sempre a habitual condenação, críticas e ataques. Como disse, Israel não é perfeita, mas não é tampouco podre. E temos que voltar a este ritual doloroso de justificar cada ação, cada passo que ela dá para sobreviver.

Ao colocar em sua constituição que Israel é a pátria exclusiva do povo judeu, Israel mudou fundamentalmente os termos de engajamento no campo de batalha contra seus inimigos. E ao faze-lo, talvez até sem querer, Israel mudou o futuro da civilização ocidental para melhor.

Explico.

Enquanto Israel se defendia da aniquilação em 1967, um grupo de acadêmicos franceses de esquerda, criou o pós-modernismo. Uma ideia que tomou o mundo acadêmico, os meios de comunicação e a política ocidental.

Os horríveis acontecimentos do século XX foram interpretados pelos pós-modernistas como o resultado do fracasso da modernidade. A razão humana havia substituído a fé, mas depois de Auschwitz, do Gulag e dos campos de morte de Mao, a razão por si só não era a resposta.

Assim, enquanto que para muitos a solução estava em devolver alguma fé na equação moral, a resposta dos pós-modernistas foi de também remover a razão. Sem a fé ou razão tudo foi desconstruído. A realidade se tornou subjetiva, palavras ficaram sem sentido, fatos e ficção se misturaram, o direito se tornou uma abstração, a história uma curiosidade, o eu foi descentralizado, a família tradicional desmantelada e as sociedades fundidas num pote multicultural.

Para o pós-modernista, o grafiteiro Zezão e Leonardo da Vinci são ambos artistas, a Tiazinha e Amadeus Mozart são ambos músicos, Mahmoud Abbas e Benjamin Netanyahu são ambos líderes nacionais, e as organizações terroristas palestinas e as Forças de Defesa de Israel ambas carregam armas.

Mas esse foi apenas o primeiro estágio. Na fase seguinte, o pós-modernismo elevou os sanitários acima da Mona Lisa, Abbas acima de Netanyahu e o terrorismo palestino acima do exército de Israel. E foi nesta fase, que se tornou normal rotular Israel de estado racista e apartheid ad nauseam. Justo Israel! Aonde um juiz árabe sentado na Suprema Corte pode mandar um presidente judeu para a cadeia por sete anos por abuso sexual, e membros árabes da Knesset podem liderar uma manifestação em Tel Aviv cantando “Com sangue e fogo iremos resgatar a Palestina”! Mesmo assim, a mídia descarada continua a regurgitar o racismo.

Para o pós-modernista, nada é pior e nada deve ser rejeitado com mais força do que as grandes narrativas históricas. E existe maior narrativa histórica do que Israel? A volta de uma nação dos quatro cantos do mundo depois de nada menos que dois mil anos, a restauração da língua, suas vitórias em todos os campos? O que a nova Lei Básica do Estado-nação faz é forçar um ponto de referência objetivo. Declara que há de fato uma identidade nacional que importa, que as palavras importam, que a história é importante, que a cultura é importante, que a fé e a razão importam.

A lei dá nova vida à defesa de Israel porque define as linhas do debate, burladas pelo fake politicamente correto.


E é por isso que o melhor vídeo que assisti esta semana foi o de milhares de pessoas reunidas no Kotel nas primeiras horas da manhã cantando as orações tradicionais de penitência (as selichot) antes do Ano Novo Judaico. Estas orações ressoaram alto e forte, sem remorso, sem pedir desculpas, vindas de uma nação que está em casa, entre as pedras antigas de Jerusalém.