Sunday, October 13, 2019

O Antissemitismo na Alemanha e o Abandono dos Curdos - 13/10/2019


Hoje vou falar sobre dois assuntos que podem parecer distintos, mas são dois lados da mesma moeda. E é a indiferença do mundo dito “civilizado” para o que é justo, decente e moral.

No dia de Yom Kippur, na semana passada, um alemão, pesadamente armado, tentou invadir uma sinagoga na cidade de Halle na Alemanha para cometer um massacre. Ele não conseguiu entrar e então decidiu matar dois estranhos na rua.  Este energumeno não tem 15 ou 16 anos, mas 28. E ele é o produto da sociedade alemã de hoje.

E o que é esta sociedade? É uma liderada por Angela Merkel, a “mãe” dos milhões de refugiados/imigrantes muçulmanos. A que nunca foi mãe de verdade e portanto não dá a mínima para o futuro de seu país. O que importa, seguindo a cartilha da esquerda, não é o que é certo e justo para seus cidadãos, mas o que “parece” politicamente correto para o mundo globalizado.

Talvez para não irritar os antissemitas, Merkel não saiu para condenar o ataque. Mandou seu porta-voz Stephan Balliet que declarou “devemos nos opor a qualquer forma de antissemitismo”. Realmente inovador. Como disse o coronel Richard Kemp: “como sempre, Merkel tem somente palavras, quando ações são necessárias”.

Toda a vez que dá entrevistas, Merkel faz repete o nauseante comentário sobre a necessidade de seu país de proteger instituições judaicas. Ela disse à CNN em maio que infelizmente a Alemanha “sempre teve um certo número de antissemitas”, e que ainda “não há uma única sinagoga, uma só creche ou escola para crianças judias que não sejam guardadas por policiais alemães. ” Quando perguntada, Merkel se recusou a dizer o que significa "certo número de antissemitas".

Mas um estudo do Bundestag de 2017 mostrou que 40% da população alemã mantém uma visão antissemita moderna, ou seja, uma intensa aversão ao Estado judeu. Este alto nível de sentimento antissemita se traduz na indiferença para atos violentos contra judeus.  

O problema é que Merkel não está preocupada em erradicar o antissemitismo violento. Ela fica na defensiva e na retórica. Dois outros exemplos de violência antissemita na última semana na Alemanha mostram o perigo que judeus e israelenses correm no país.
Um sírio tentou entrar no centro comunitário e na sinagoga judaica de Berlim, no distrito de Mitte, armado com uma faca, gritando "Allahu akhbar" e "F *** Israel". O sírio foi preso, mas com medo de ofender os imigrantes, as autoridades imediatamente o libertaram. Isto levou a publicação Bild a criticar o prefeito de Berlim, Michael Müller, por sua incrível incompetência no combate ao crescente antissemitismo na capital alemã.

No sul da Baviera, um árabe jogou uma pedra na cabeça de uma israelense depois de ouvi-la falando em hebraico. A mulher sofreu um ferimento e o suspeito fugiu.

E aí temos a decisão do governo alemão de ignorar a discriminação da Kuwait Airways em não aceitar passageiros que tenham passaporte israelense, mesmo em rotas que não incluam países árabes.  E sua recusa a banir a organização terrorista antissemita Hezbollah que opera abertamente na Alemanha, com mais de mil membros espalhando seu veneno antissemita. E ainda, quando o governo Merkel se recusou a banir a organização terrorista Frente Popular para a Libertação da Palestina ou classificar o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, general Hossein Salami, como antissemita depois que ele prometeu "varrer Israel do mapa". Merkel insiste em designar a declaração de Salami como mera "retórica anti-Israel".

As declarações de Merkel de apoio aos judeus, à Israel ficam de um lado da cerca, enquanto suas miseráveis ações ficam do outro.
Hoje, 74 anos depois da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha é novamente um país terrivelmente inseguro para judeus e a insegurança só vai piorar pelo fracasso de Merkel em combater o antissemitismo com ações em vez de só com palavras.

E aí temos os curdos. É muito importante falarmos sobre a triste história deste povo. São mais de 40 milhões, concentrados em uma única região, sua região ancestral, que os burocratas ingleses e franceses depois de Primeira Guerra, dividiram entre quatro países que eles criaram traçando linhas no mapa, desconsiderando quem morava lá.  Eles são um povo, com uma língua distinta, uma cultura distinta que imaginem, a Turquia baniu de 1983 a 1991, na tentativa fútil de faze-los esquecer sua história e erradicar sua vontade de independência. Diferentemente de todos os países árabes da região, que nunca tiveram história por serem tribos nômades, o povo curdo está mencionado já nos tabletes sumérios de cinco mil anos atrás.

Mas política é suja e não tem D-us. Os curdos reivindicaram um estado e um lhes foi concedido no tratado de Sèvres, uma das tentativas de dividir a carcaça do Império Otomano. Mas os ingleses e franceses não cumpriram a palavra. No tratado final de Sykes-Picot, da mesma forma que mentiram sobre o que fazer com a Palestina, os ingleses e franceses dividiram os curdos entre o Irã, a Turquia, a Síria e o Iraque.   Eles são a maior minoria do mundo sem um estado.

Mas são um povo orgulhoso e batalhador. Os peshmergas ficaram famosos lutando ao lado dos Estados Unidos contra o Estado Islâmico, especialmente as mulheres curdas. E eles se identificam muito com Israel, olhando o pequeno estado cercado por inimigos como eles, que contra todas as probabilidades se mantém livre, democrático e independente.

O que a Turquia está fazendo é mais um massacre contra os curdos, um de muitos perpetrados desde 1930, ou no mínimo cometendo o crime de troca de população. Com a desculpa de erradicar grupos terroristas curdos do outro lado da fronteira, Erdogan invadiu a Síria para tomar 32 km do território sírio e formar uma zona tampão supostamente para proteger a Turquia. Isto é uma imbecilidade. O que Erdogan vai fazer é expulsar os curdos dos vilarejos locais – e já mais de 200 mil fugiram – e lá colocar os refugiados sírios que foram para a Turquia fugindo da guerra civil. Só que estes sírios não são curdos, não são daquela região. Cortando a continuidade de território curdo Erdogan quer isolar os curdos da Turquia e lhes negar qualquer refúgio do outro lado da fronteira estando livre para massacra-los.

A lei internacional proíbe um estado de expulsar uma população e substituí-la por outra, mas alguém ouviu alguma condenação da Europa? Aqueles que adoram dar lições de moral a Israel? Do alto de sua arrogância a Europa continua calada com medo de Erdogan cumprir a ameaça de enviar os milhões de refugiados sírios em sua direção.

O que espantou foi a inexplicável e repentina decisão de Donald Trump de retirar as tropas americanas e abandonar seus aliados curdos à sua própria sorte. Sua explicação de que estava cansado de assinar cartas de condolências para famílias de soldados mortos não justifica a retirada de apenas 50 soldados americanos com tal fanfarra.

Desde o envolvimento dos Estados Unidos, somente quatro soldados americanos morreram na Síria. Mas mesmo assim, na hora da verdade, na hora do teste, nem mesmo os Estados Unidos conseguiram defender a bandeira da justiça, moralidade e humanidade que tanto empunham. Trump não viu qualquer problema em sacrificar milhares de curdos aliados. Mas foi problema para ele retaliar contra o Irã depois do abate do drone porque uns 150 iranianos poderiam morrer.

É uma hipocrisia, uma verdadeira vergonha. Israel também se identifica com os curdos e ofereceu ajuda humanitária. Vamos torcer para que debaixo dos panos, atrás das cortinas, Israel consiga fazer mais por eles.





Sunday, October 6, 2019

Trump Netanyahu e a Guerra com o Irã - 06/10/2019


Tanto os Estados Unidos como Israel estão passando por momentos políticos conturbados. O circo dos democratas aqui continua e a demência de seus atos procurando o impeachment de Trump está completamente passando dos limites. Adam Schiff é o líder do comitê de inteligência que está promovendo esta farsa. Em uma entrevista ele simplesmente mentiu sobre a conversa do presidente com o recém-eleito presidente da Ucrânia e foi vergonhosamente desmascarado quando Trump mandou soltar a transcrição da conversa.

O que ficou claro com esta palhaçada é que os democratas estão possessos porque Trump, que nunca foi político, partiu para a ofensiva usando as mesmas táticas que os democratas sempre usaram.  Eles estão também muito preocupados com o resultado da investigação sobre o filho de Biden, que além de um contrato de $50 mil dólares por mês de uma empresa de energia da Ucrânia em 2014, conseguiu outro de 1.5 Bilhões de dólares e ainda outro de milhões para um fundo de investimentos, ambos da China, sem ter qualquer experiência nestes campos. Para piorar a situação, Hunter Biden que estava na reserva da marinha em 2014, não passou um exame de drogas, atendeu algumas vezes programas de reabilitação para viciados e um cachimbo de crack foi encontrado no carro que estava dirigindo.

Os democratas estão tentando remover Trump desta vez de uma forma completamente estabanada e urgente porque têm que conseguir o impeachment antes do fim da investigação sobre o filho de Biden.

Mas tudo isto está se virando contra eles. Trump subiu dois pontos nas pesquisas de opinião nesta semana e arrecadou 125 milhões de dólares para sua reeleição neste último trimestre. Biden que está em primeiro entre os democratas para enfrentar Trump nas urnas, só conseguiu 15 milhões.

Em Israel, o impasse das eleições e a impossibilidade dos dois maiores partidos (Likud e Branco e Azul) de formarem um governo, podem levar a uma terceira eleição. No meio tempo, Bibi Netanyahu também sofre com indiciamentos idióticos de corrupção promovidos pela esquerda que vão de acusações de aceitar charutos e garrafas de champanhe a tentar obter uma cobertura mais favorável da imprensa. Todas as alegações realmente absurdas e muito difíceis de provar. Mas a esquerda não está interessada em provar qualquer coisa. Para ela basta fazer Bibi sair do cargo para se defender das acusações que o objetivo foi alcançado.

Enquanto isso, tanto os Estados Unidos quanto Israel estão enfrentando ameaças reais. A Coreia do Norte recomeçou seus testes de mísseis balísticos, e o Irã continua a ameaçar a estabilidade no Oriente Médio.

E o Irã foi o tema do discurso de Bibi ao convir a tomada de posse da 22ª Knesset. Bibi disse que Israel está “enfrentando um enorme desafio à segurança, que só se intensifica de semana para semana. Aumentou profundamente nos últimos dois meses e, em particular, nas últimas semanas”.

O discurso ocorreu no mesmo dia em que o Irã fez o chefe dos Serviços de Inteligência Geral da Guarda Revolucionária, Hossein Taeb, anunciar detalhes de uma suposta "conspiração árabe-israelense" para assassinar, o comandante da força Quds, Qasem Soleimani.

Israel não reagiu a isso. Embora os iranianos tenham dado muito detalhes sobre esta suposta tentativa, não dá para confiar no que dizem. O que está claro, é que há muita tensão na liderança política de Israel. As observações de Netanyahu na Knesset ecoam outros avisos do passado. E há muitas indicações de que Israel está se preparando para a possibilidade de que as ações que está tomando contra o Irã e seus capachos, possa se transformar em uma guerra total em todas as frentes, cobrindo grande parte do Oriente Médio. É por isso que Netanyahu, mas também o presidente israelense Reuven Rivlin, têm sugerido a necessidade de aumentar o orçamento de defesa em bilhões de shekels, e que isso deve ser feito o mais rápido possível.

Muitos na mídia israelense dizem que Netanyahu está gritando “é o lobo” para angariar apoio dos partidos políticos e conseguir formar o governo. Mas é muito possível que as ameaças sejam bem reais. Os órgãos de defesa de Israel parecem verdadeiramente preocupados com uma rápida deterioração com o Irã.  

Se Israel realmente tentou eliminar Soleimani isto pode ser a desculpa para levar a uma guerra total. Se o complô alegado pelos iranianos for mentira, mesmo assim, falta menos de um fio de cabelo para separar os dois da guerra.  Ao que parece, o Irã decidiu responder forçosamente aos muitos ataques aéreos contra alvos iranianos na Síria e no Iraque atribuídos a Israel. E a amostra disso foi o ataque coordenado contra a infraestrutura petrolífera da Arábia Saudita. Com eles, os iranianos provaram ser capazes de penetrar as defesas aéreas com misseis e drones armados e causar muito dano.

Como disse um oficial sênior de Israel, “a capacidade mostrada por este incidente causa muita preocupação e exige uma resposta. É preciso impedir que os iranianos possam causar danos à infraestrutura de Israel.  

Mas pior que isto é o colapso da política americana em relação ao Irã. Desde a demissão do conselheiro de segurança nacional John Bolton, até o pedido de uma reunião ou até um telefonema com o presidente iraniano Hassan Rouhani, e a renúncia do subsecretário do Tesouro dos EUA, Sigal Mandelker, responsável pelas sanções contra o Irã tudo isto leva a crer nas previsões preocupantes das forças de segurança de Israel.

Uma das perguntas mais prementes é o que Israel irá fazer se o Irã decidir acelerar seu programa nuclear abertamente. Os Europeus, como sempre não farão nada e Trump parece ter perdido interesse em continuar com a forte pressão sobre os aiatolás se concentrando em sua campanha de reeleição do ano que vem. Se isso acontecer, Israel estará totalmente isolada na frente iraniana. E isso explica o aumento urgente do orçamento de defesa que os líderes de Israel estão tentando alcançar.

Para piorar esta tempestade perfeita, é importante adicionar a autoconfiança do Irã, que está crescendo exponencialmente. O Irã atingiu a infraestrutura nacional de petróleo da Arábia Saudita, danificou os navios-tanque de várias nacionalidades, abateu um drone americano caríssimo e continuou sua guerra no Iêmen sem pagar nenhum preço na arena internacional. E o Irã tem um saldo de ataques muito grande para acertar com Israel.

Será que os iranianos estão preparando uma surpresa para Israel em outubro deste ano? Em uma entrevista em 29 de setembro, o Brigadeiro general Dror Shalom, chefe da divisão de pesquisa da Inteligência Militar de Israel (Aman), sugeriu essa possibilidade. Shalom observou que um ataque iraniano poderia ser lançado a partir do território iraquiano, onde os iranianos têm infraestrutura de mísseis capazes de atingir Israel.

Os tambores da guerra estão batendo no Oriente Médio com uma rara intensidade. Ao mesmo tempo, está ficando cada vez mais claro que a confiança que Netanyahu teve em Trump pode ter sido exagerada.

O fato, ao que parece, é que Israel terá, mais uma vez, que se defender sozinha.

Sunday, September 29, 2019

A Corrupção de Biden e as Próximas Eleições nos EUA - 29/09/2019


A síndrome Trump que infectou o partido democrata desde a eleição de 2016 parece não querer abater. Os membros mais jovens e radicais do partido conseguiram que seu ódio, febre irracional e ignorância contaminasse o resto do partido levando seus membros mais seniores a começar um processo de impeachment contra Donald Trump.
Mas no fundo, esta decisão tem mais a ver com a próxima eleição do que com qualquer transgressão Trump teria alegadamente cometido.

Está claro que nenhum dos mais de 20 candidatos democratas à presidência dos Estados Unidos tem qualquer condição de ganhar de Trump nas urnas. Os que estão na liderança das pesquisas de opinião, Joe Biden, Bernie Sanders e Elizabeth Warren parecem três velhos decrépitos que não conseguem nem um terço do eleitorado. Eles repetem as promessas mentirosas dos socialistas-comunistas dos anos 50 como saúde gratuita, universidade gratuita e outros benefícios sem explicar como irão pagar por tudo isto. E também sem explicar porque querem mudar a politica de Trump que está trazendo tanta prosperidade para a classe média americana.

Talvez a liderança democrata acredite que um processo de impeachment, a um ano da próxima eleição seja uma boa maneira de arrecadar dinheiro e manter a base energizada para não perderem tão feio.

Mas o efeito desta tentativa de impeachment, sem querer é que os democratas estão garantindo a reeleição do presidente Trump.

Já vimos esta novela. A investigação da interferência russa nas eleições que durou dois anos deveria terminar em impeachment. Isso não aconteceu. Depois, as alegações feitas no livro de Michael Wolff "Fire and Fury" sobre os bastidores da Casa Branca nos primeiros nove meses de governo, deveriam terminar com a presidência de Trump. Isto também não aconteceu. Nem as histórias obscenas da atriz pornô Stormy Daniels, nem o testemunho do ex-advogado de Trump, Michael Cohen conseguiram remover Trump. Nem qualquer outra das absurdas alegações, calúnias e estórias que surgem imediatamente quando a anterior dá errado. E ainda, os índices de aprovação desta presidência vem aumentando mais ou menos de modo constante desde que ele assumiu o cargo.

A esquerda americana agora está apostando que a conversa inócua entre Trump e Volodymyr Zelensky o recém-eleito presidente da Ucrânia, levará ao impeachment. Mas ainda desta vez não será diferente. E democratas calejados de quase 80 anos de idade como Nancy Pelosi sabem disso.

Nancy foi pressionada a buscar o impeachment por seus colegas mais jovens, radicais e frustrados como Alexandria Ocasio-Cortez, Ilhan Omar, Ayaan Presley e Rashida Tlaib, junto com outros ativistas do Congresso e muitos dos candidatos à presidência do partido. Mas a frustração e a raiva levam a más decisões. Decisões que provavelmente custarão muito aos democratas.

Por estar liderando entre os democratas, Joe Biden assume o maior risco político. Além das gafes, das confusões e de tocar mulheres inapropriadamente, o ex-vice-presidente está lidando com alegações de ter pressionado o governo da Ucrânia a demitir um promotor que estava investigando a companhia que havia engajado seu filho Hunter, usando a ajuda americana àquele país.

Em uma entrevista em 2014, Biden se gabou de ter forçado a demissão do promotor usando a liberação de um bilhão de dólares de ajuda econômica à Ucrânia. O que é importante é que Hunter Biden, que nunca teve qualquer experiência em energia, estava recebendo $50 mil por mês ($200mil reais) para fazer parte da diretoria da empresa Burisma, produtora de gás natural. Se o seu nome fosse Hunter da Silva duvido que pudesse ganhar uma bolada destas para fazer nada. 
  
Claro que o governo de Obama logo foi dizendo que o promotor era corrupto, etc., e esperavam que tudo isso morresse alí. Mas o governo na Ucrânia mudou. Um comediante judeu ganhou a presidência e prometeu acabar com a corrupção. Trump ligou para ele como é de costume para congratula-lo e entre os vários tópicos de cooperação, Trump mencionou que gostaria de saber o que aconteceu com a demissão do promotor e o que isto teria a ver com Biden.  

Esta ligação ocorreu em 25 de julho último. Algumas semanas depois, um denunciante anônimo protocolou uma ação dizendo que Trump pressionou o novo presidente da Ucrânia a investigar o filho de Biden. A única coisa que Trump diz é: “Há muita conversa sobre o filho de Biden, que Biden interrompeu a acusação e muitas pessoas querem saber sobre isso, então o que puder com o procurador-geral seria ótimo. Biden se gabou de ter bloqueado a promotoria, então se você puder investigar ... Parece horrível para mim.

Nisto e apenas nisto, os democratas veem uma ofensa impensável. Muitas outras pessoas veem um chefe de estado pedindo a outro um esclarecimento sobre o envolvimento de um ex-vice-presidente e seu filho, nos assuntos internos de outro país. Além disso, Hunter foi para a China com seu pai, no avião presidencial, aonde conseguiu contratos bilionários do governo chinês. Outra vez, se seu nome fosse da Silva duvido que ele conseguisse fechar mais estes contratos.

Os democratas querem uma investigação, querem audiências e as conseguirão. Mas não podem evitar que os Bidens sejam investigados no processo.

Talvez os democratas tenham desistido de Biden e não tenham qualquer problema em joga-lo pra baixo do ônibus. Mas impeachment é uma questão de extrema importância nacional, e seu sucesso requer amplo apoio público. O voto na Câmara para abrir um processo de impeachment contra Richard Nixon foi de 410-4; contra Bill Clinton foi de 258-176. Mesmo com todos os democratas votando pelo impeachment, o que é duvidável, não chegaríamos a este numero hoje. E depois, o impeachment precisa ser aprovado pelo Senado. Certamente Pelosi sabe que não há 67 votos no Senado para condenar o Presidente Trump de qualquer coisa relacionada a sua ligação telefônica com o Presidente Zelensky.

Tudo isso então, como é de praxe com a esquerda, se resume a um teatro político. Não haverá impeachment e Trump não irá resignar. Mas haverá uma eleição. E, ao não largar esta obsessão que eles têm com Trump, os democratas estão perdendo a oportunidade de falar sobre salários, empregos, ou qualquer outra coisa que motive os eleitores normais. Após dois anos e meio de investigação sobre Rússia, Rússia e Rússia, ninguém quer passar os próximos 13 meses ouvindo sobre a Ucrânia, Ucrânia e Ucrânia.

Tudo isso é um sinal de desespero dos democratas e da esquerda. Um reconhecimento de que não há candidato deles capaz de derrotar Trump em questões como a China, salários e imigração. Eles resolveram que se não podem derrota-lo nas urnas, vão tentar derrota-lo no berro. Como o berro daquela garota Greta na ONU que mais parecia uma coitada.  O americano trabalhador não quer isso.

Esta tática não parece que irá ganhar para mim.