Tuesday, November 10, 2015

O Prazo Final do Acordo Nuclear Com o Irã - 12/07/2015

O ministro do exterior da França Laurent Fabius declarou neste final de semana que chegou a hora de tomar uma decisão sobre as negociações com o Irã. Isto, com a terceira prorrogação para a resolução dos impasses tendo passado e uma nova prorrogação marcada para amanhã.

John Kerry, querendo amenizar o comportamento dos iranianos, disse que “progresso real foi alcançado” mas no dia seguinte ele colocou no twitter que ainda há pontos difíceis a discutir. Estes pontos são os que asseguram o cumprimento das obrigações pelos aiatolás: acesso irrestrito e ilimitado dos inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica e um alivio progressivo das sanções baseado no fiel cumprimento de tais obrigações.

O Irã exige ser notificado com ampla antecedência das inspeções, sendo que suas bases militares estariam fora dos limites, e a suspenção imediata de todas as sanções inclusive do embargo de armas . Isto juntamente com os cantos liderados pelo Supremo Líder de Morte à America e Morte à Israel nesta sexta-feira, que incluíram pisotear e queimar as bandeiras de ambos os países.

Esta pílula deveria ser difícil de engolir pelas potências ocidentais. O Irã continua a propagar sua ideologia e a tentar o domínio do Oriente Médio através de seus representantes. A Hezbollah no Líbano e agora na Síria, a Guarda Revolucionária no Iraque, os Houthis no Yemen, o Jihad Islâmico em Gaza. As comunidades xiitas ao seu comando tentam desestabilizar os governos sunitas em Bahrain, Qatar, Emirados e Arábia Saudita. Seus tentáculos chegam à África e até na América do Sul. Com a suspensão das sanções, o Irã terá armas e dinheiro à vontade para levar à frente seus planos de hegemonia e domínio do mundo muçulmano.

E nisto o Irã é igualzinho ao Estado Islâmico. De fato, a maior diferença entre eles é pertencerem a seitas distintas do islamismo. Mas os dois usam da mesma brutalidade para impô-lo como penas de morte, amputações, apedrejamentos. Mulheres devem usar o véu e são tratadas como propriedade; homossexuais são sumariamente mortos; crianças são crucificadas se pegas com comida no mês do jejum de Ramadan.

A violência do islamismo radical está se espalhando como um câncer ao redor do mundo. Só neste final de semana tivemos ataques no Cairo, na Tailândia, no Chad, na Nigéria, e outro ataque foi evitado na Tunísia depois do massacre de turistas em suas praias há duas semanas.

Seis meses depois do massacre dos jornalistas e cartunistas do Charlie Hebdo e do supermercado Kasher em Paris e da marcha dos líderes do mundo, não estamos melhores, não estamos mais seguros. O Estado Islâmico hoje tem um orçamento maior que muitos países e está até construindo hotéis para atraír turistas ao seu paraíso medieval islâmico. A inépcia e a falta de ação são intoleráveis. Obama, suposto líder do mundo livre, continua a insistir que o Estado Islâmico não é um estado e não é islâmico. Obama continua a arrastar as negociações com o Irã apesar das declarações do seu Supremo Líder que a guerra contra o “arrogante” Estados Unidos continuará, “por que deixar de fazê-lo seria como anular o Al-Corão”.

O que é incompreensível, é que em vez do mundo se unir para derrotar este mal de uma vez por todas, ele continua focado nos supostos “crimes de guerra” perpetrados por Israel. Nesta semana, o canal France 24 fez um documentário sobre a situação precária dos residentes de Gaza que não conseguem reconstruir suas casas por causa da falta de cimento.

Obviamente, a culpada pela falta de cimento é Israel apesar das centenas de toneladas de ajuda humanitária que o estado judeu fornece à Gaza, todos os meses. Não o Egito que fechou completamente a fronteira, explodiu ou inundou todos os tuneis, inclusive desalojando milhares de pessoas na fronteira. Mas Israel. Isto não impediu o Hamas anunciar orgulhosamente há alguns dias, que sua rede de tuneis para Israel estava num estágio avançado de reconstrução. Estão vendo para onde foi o cimento???

A BBC por sua vez, entrevistou o ex-chefe da Comissão dos Direitos Humanos que investigou o conflito entre Israel e Gaza no ano passado sobre a possibilidade de políticos e militares do exército de Israel serem trazidos para a Corte Penal Internacional. Não Bashar Assad, que usou gás em seu próprio povo, ou o Estado Islâmico que assassina, estupra, escraviza indiscriminadamente, ou o Boko Haram que sequestra meninas.

No final de semana passado, um rapaz de 24 anos foi esfaqueado 40 vezes até a morte num metrô da capital americana Washington. O vagão estava cheio de passageiros e ninguém fez nada. Aonde chegamos? Enquanto um outro ser humano é brutalmente assassinado, as pessoas continuam a enviar textos!!!!

Será que foi esta indiferença que permitiu aos nazistas exterminar tantos inocentes? Será que é preciso seis milhões de vítimas para o mundo desviar os olhos de seus telefones? Sim, porque houve uma tentativa da Inglaterra, no Conselho de Segurança da ONU, de declarar como genocídio o massacre de 8 mil homens e meninos de Srebrenica na Bósnia em 1995 e a resolução foi vetada pela Rússia!

É verdade que desde a segunda guerra não houve nenhum regime que pudesse ser comparado aos nazistas e seu eficiente aparato industrializado de campos de concentração e extermínio. Qualquer comparação é inapropriada e trivializa o genocídio cometido por eles.

E é por isso que fiquei chocada com o vídeo produzido uma empresa chamada Emotions Studios Ltda., comparando o antipetismo ao antisemitismo. Já na introdução do vídeo, perguntam o que os petistas, os judeus e o nazismo têm em comum?? Tirando o fato do nome completo do partido nazista ser Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores da Alemanha, não consegui ver o paralelo. Aí o vídeo continua dizendo que os petistas estão sendo perseguidos como os judeus o foram durante a Segunda Guerra!

Quanta imbecilidade, ignorância, manipulação e por que não, má-fé destes produtores? Primeiramente, os judeus foram perseguidos por sua raça, não por algo que tivessem feito. De acordo com as leis raciais e de higiene, não-judeus que tinham avós judeus, foram exterminados. Um milhão de bebês e crianças judias foram mortas. O que elas fizeram??

O anti-petismo por seu lado é derivado dos escândalos, da corrupção, do assalto aos cofres públicos e do mal-gerenciamento das finanças do Brasil, um país cheio de riquezas naturais que não deveria ter sequer uma pessoa passando fome ou desabrigada. Comparar as duas coisas como sendo o mesmo é uma vergonha. Cada um tem o direito à sua opinião mas não aos seus fatos.

Deixo aqui meu protesto, meu repúdio contra este vergonhoso filme que além distorcer os fatos, trivializou o holocausto tentando colocar o PT como uma pobre vítima inocente quando ele próprio, por suas ações, decisões e políticas, colocou o país neste estado deplorável. 



Tuesday, November 3, 2015

O Estupro da Verdade - 28/06/2015

Na última sexta-feira, no espaço de poucas horas, terroristas islâmicos perpetraram ataques em três continentes. Primeiro, na França, uma cabeça de um homem com escritos em árabe foi afixada ao portão de uma fábrica de gases comprimidos no sudeste do país. Logo depois, um suicida se explodiu dentro de uma mesquita shiita na cidade do Kuwait matando mais de 30 e ferindo mais de 200. E na Tunísia, 37 turistas foram mortos metralhados na praia e em seu hotel.  Este dia será lembrado como a sexta-feira sangrenta do mês do jejum islâmico do Ramadan.

O Estado Islâmico continua avançando e ontem lançou mais uma ofensiva contra Kobani, na Síria, matando pelo menos 200 civis.

Por seu lado, os Estados Unidos estão empurrando para a frente o acordo com o Irã . E cada vez que o ocidente concorda com uma demanda iraniana, o Supremo Líder endurece mais sua posição. Na semana passada ele repetiu que não aceitará inspeções em suas bases militares, não aceitará inspeções surpresas e não desmantelará sua pesquisa em mísseis balísticos. Tudo o que faria um acordo funcionar. Especialistas militares assinaram uma carta expondo suas preocupações e reservas com o acordo para a segurança nacional americana, mas Obama não se importa. Ele quer deixar isso como parte do seu "legado".

Enquanto tudo isso ocorre, a economia da Grécia está implodindo. O povo está correndo aos bancos com a decisão do governo de fazer um plebiscito que ao final poderá resultar na saída dos gregos da comunidade europeia. O socialismo grego acabou com o dinheiro do país e os outros membros da Europa não querem mais pagar por estas políticas falidas.

Com o mundo em turbulência, a ONU continua em sua realidade alternativa ocupando-se com seu vilão favorito: Israel.

Depois do infeliz relatório de Leila Zerrougui, a Representante Especial do Secretário-Geral sobre as Crianças em Conflitos Armados, publicado na semana passada condenando Israel, esta semana foi a vez do Conselho dos Direitos Humanos de publicar suas conclusões sobre a Operação Barreira Protetora, ou a guerra do Hamas contra Israel no ano passado.

A juíza americana Mary McGowan Davis, parceira da antissemita Navi Pillar, disse que as ações de Israel em alguns casos, podem ser consideradas como “crimes de guerra”. Que surpresa!

O Hamas recebeu o relatório com alegria. Para seus terroristas, atacar a população civil de Israel com milhares de mísseis e mal serem mencionados como violadores é o mesmo que uma aceitação de suas ações pela comunidade internacional.

McGowan Davis já trabalha com a ONU contra Israel há anos. E não importa que os dados que mostram os crimes do Hamas figurem no próprio relatório. Como por exemplo, que o Hamas e outros grupos palestinos lançaram sobre Israel 4.881 mísseis e 1.753 morteiros entre 7 de julho e 26 de agosto de 2014. Que 67 soldados e seis civis israelenses morreram incluindo Daniel Turgeman, um menino de 4 anos e 1.600 civis foram feridos incluindo 270 crianças. Para ela, isso não é o suficiente para condenar o Hamas.

Sobre as centenas de tuneis que chegavam no centro das comunidades agrícolas em Israel, Davis simplesmente decidiu que “não há determinação conclusiva da intenção do Hamas para construí-los”. Isto é um insulto à nossa inteligência - mas o que esperar da ONU?

Com a forçada resignação do chefe original da investigação William Schabas, depois que veio a tona o fato dele ter trabalhado para a OLP, Davis prontamente levou à frente a agenda de Schabas e com o mesmo lema: primeiro o veredito, depois procuramos as provas.

E estas supostas provas ela conseguiu dos próprios palestinos e seus simpatizantes. Mesmo assim, ela conclui que mais da metade dos palestinos mortos eram militantes do Hamas ou de outro grupo armado.

O que este relatório não leva em consideração é que a proporção de baixas civis em relação a combatentes é a menor de todas as guerras que a humanidade travou na história. É de 1 para 1. Na maioria das outras guerras, há no mínimo 3 vezes mais civis que morrem do que combatentes. É só ver o que se passa no Iraque e na Síria com suas centenas de milhares de mortos. Mas para Davis, o exército de Israel deveria ter mudado sua conduta depois de ter verificado que civis foram mortos.

Israel agiu muito além do que era requerido pela lei internacional para proteger os civis palestinos. Ela jogou panfletos avisando aonde iria atacar, fez ligações telefônicas, mandou mensagens de texto e por último, enviou explosivos inofensivos como uma “batida na porta”. Tudo isso é sem precedentes na história dos conflitos e foi feito à custa de vidas israelenses.

Mas não sou eu quem está dizendo isto. Os 11 membros do Nível Superior do Grupo Militar Internacional que inclui generais da OTAN e o embaixador para crimes de guerra do Departamento de Estado americano Pierre-Richard Prosper declararam que “Israel não só cumpriu com os padrões internacionais das leis de conflito armado mas na maioria dos casos, excedeu os padrões.”

O incrível é que por outro lado, a conduta moral de Israel preocupa os peritos em lei militar pois para eles, os padrões usados são tão altos que outros países não poderão alcança-los! O especialista alemão em direito militar Wolff von Heinegg, disse recentemente que Israel “toma mais precauções do que o exigido e com isso está estabelecendo um precedente desarrazoado para outros países democráticos que possam estar lutando em guerras brutais e assimétricas contra atores não estatais que abusam estas leis”.

Davis simplesmente deixa isso tudo de lado e chega numa equivalência imoral entre os atos terroristas do Hamas e Israel que tenta proteger seus civis de ataques. Isto não está muito longe das exigências de sua mentora Navi Pillar que na guerra anterior queria que Israel desse ao Hamas unidades do Domo de Ferro!

Davis chegou a admitir que não pôde estabelecer com certeza o que aconteceu em certos incidentes nas isso não a deteve de chegar a conclusões ridículas com recomendações ainda mais ridículas. Estas conclusões e recomendações não são só moral e intelectualmente falidas. mas se tomadas seriamente, elas irão impedir não só Israel, mas outras democracias de usarem qualquer meio militar de defesa por inteiro. Forçar países democráticos e defensores da liberdade a desmantelarem seus exércitos não é uma receita para a estabilidade mundial.

Mas todos nós sabemos que a ONU, com seu grande bloco de países déspotas e terroristas é institucionalmente programado para atacar Israel porque é o único país no Oriente Médio aonde há liberdade. A ONG UNWatch relatou que deste sua criação, o Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou Israel mais vezes do que todos os outros países do mundo juntos. Deveríamos perguntar, porque países europeus e os Estados Unidos continuam a ser membros deste órgão de ódio?

Este relatório de Davis para a ONU é só a última manifestação do mundo kafkiano que vivemos. Este mundo que se tornou um pogrom gigante, tanto físico como intelectual. Aonde crianças são crucificadas por terem comida em sua posse no mês de Ramadan, aonde mulheres são apedrejadas, aonde intelectuais do ocidente são mortos por desenharem cartoons e o resto de nós passa o tempo a ponderar se vale a pena expressar uma opinião.


Aonde um pequeno país, um oásis de democracia e liberdade é atacado não só por seus vizinhos bárbaros mas pelo suposto mundo desenvolvido.  

Aaah A Hipocrisia da ONU - 21/6/2015

Há três anos, o secretário geral Ban Ki Moon nomeou Leila Zerrougui, uma advogada da Argélia como a Representante Especial do Secretário-Geral sobre as Crianças em Conflitos Armados.

Em março deste ano, ela emitiu um relatório sobre a situação desesperadora das crianças na Síria. Ela descreveu a violência e as táticas brutais usadas por todos os lados deste conflito, o uso de gás asfixiante por Bashar Al-Assad mas especialmente o recrutamento de crianças por grupos como o Al-Nusra (a Al-Qaeda da Síria) e o Estado Islâmico. O relatório  detalhou como crianças são sequestradas, doutrinadas e obrigadas a participar de atos horrendos de assassinatos, decapitações e a queima de pessoas vivas. Como meninas são estupradas e vendidas como escravas.

Mas o relatório sobre a Síria não resultou em muita cobertura pela imprensa. Talvez por isso, seu novo relatório tenha tomado outra direção.

Na última quinta-feira, o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir este novo relatório. Surpreendentemente, Ban Ki-Moon não teve outro alvo a não ser... adivinharam(?) Israel! O secretário não mediu palavras para condenar o Estado Judeu pelo sofrimento das crianças palestinas durante o conflito com Gaza no ano passado. Não o Iraque aonde o maior número de crianças morreu em conflito, não a Síria, não o Afeganistão ou o Paquistão - aonde meninas são mortas por irem para a escola.

Ban disse estar alarmado com o “sofrimento de tantas crianças” como resultado das operações militares e pediu para Israel tomar passos concretos e imediatos que incluam “rever políticas e práticas existentes” para proteger e prevenir a morte ou ferimentos a crianças e respeitar a santidade especial de escolas e hospitais.

A resposta do primeiro ministro de Israel foi imediata. Netanyahu disse em sua página do Facebook que “este é um dia cinzento para a ONU que em vez de condenar o Hamas por ter tomado as crianças como reféns lançando seus mísseis contra Israel a partir de escolas e hospitais, ela mais uma vez escolheu condenar Israel que manteve os mais altos padrões morais de combate como foi declarado na semana passada por generais americanos e europeus.

Ao mesmo tempo, o Hamas, uma organização terrorista, recebe imunidade da ONU, mesmo estando provado acima de qualquer dúvida, que ela cometera crimes de guerra ao lançar mísseis a partir de hospitais, mesquitas e de dentro dos próprios prédios da ONU. Como sabemos, não há limites para a hipocrisia”.

Netanyahu tem razão. Infelizmente, a ONU mudou. Os 51 países que a fundaram em 1945 eram em sua vasta maioria países ocidentais ou membros da União Soviética. Na época, a ideia de dar a cada membro um voto nas decisões para evitar o domínio das potências, era inovadora. Infelizmente, hoje temos 193 membros, a maioria consiste em países subdesenvolvidos, corruptos e ditatoriais. Isso faz com que uma representante de um país árabe, que já vem com seus preconceitos e partidarismos, seja nomeada para emitir um relatório sobre a conduta de Israel.

Não digo que ela não seja capaz de colocar seus preconceitos de lado e trabalhar profissionalmente, mas está na cara que este não foi o caso. E a prova está no próprio relatório. Nele, Israel mereceu não menos que 32 parágrafos, comparados com apenas 8 do Iraque, 15 do Afganistão, 11 de Darfur e apesar do seu relatório anterior, meros 18 parágrafos sobre a situação das crianças na Síria.

Numa carta à Ban Ki Moon, o embaixador Ron Prosor acusou Zerrougui de “conduta tendenciosa ampla, sistemática e institucionalizada contra Israel afetando a credibilidade do relatório”.

Prosor notou que Zerrougui deixou de responsabilizar o Hamas por lançar milhares de mísseis contra Israel usando civis palestinos, incluindo crianças, como escudos humanos. Ele também criticou Zerrougui por impedir Israel de verificar incidentes descritos no relatório, por não ter dado a Israel nenhuma oportunidade de defesa antes que o relatório fosse finalizado e por ignorar todas as informações e evidências fornecidas por Israel.

Prosor pediu que o secretário-geral da ONU “mudasse seu método de trabalho para assegurar um processo transparente e crível no futuro”.

Ban por sua vez, defendeu o relatório dizendo que “interesses nacionais não deveriam embaçar o objetivo que é o de proteger crianças”. Para ele, independente do que faz o Hamas, o impacto nas crianças de Gaza prova a violação das leis internacionais humanitárias e imaginem, o uso excessivo de força por Israel!!!.

Mas poderia ser pior. Zerrougui queria incluir Israel na lista negra das entidades que matam ou ferem crianças em conflitos armados junto com o Boko Haram e os Talibãs. Ban teve o mínimo bom senso e recusou a inclusão o que provocou uma barragem de protestos de grupos de direitos humanos e do mundo árabe.

Este tipo de relatório e conclusões da ONU é o que tira a credibilidade desta instituição que deveria investigar quem são os reais culpados pela morte e sofrimento de civis. Não foi Israel quem começou a guerra, foi o Hamas. Mesmo sabendo que iria atacar Israel, o Hamas não construiu um só abrigo contra bombas ou qualquer outro lugar de refúgio para sua população civil. Mas gastou milhares de toneladas de cimento para construir dezenas de tuneis para atacar civis israelenses.

Estamos numa situação em que não importa o que Israel faça, ela é acusada de crimes e violações da lei internacional. Esta semana, o ex-ministro da Defesa e ex-vice-primeiro ministro Shaul Mofaz teve que ser retirado de Londres aonde ele teria que participar de uma conferencia porque grupos pró-palestinos tinham conseguido uma ordem de prisão por supostos crimes de guerra cometidos por ele. Tzipi Livni, líder da oposição israelense teve que invocar sua imunidade na Inglaterra para evitar ser presa.

Quer dizer, qualquer um envolvido no exército ou na política de Israel, seja governo ou oposição, hoje tem que pensar duas vezes antes de ir para a Europa. Esta intimidação é parte do movimento que prega o boicote a Israel sem querer saber quem sai prejudicado.


É realmente muita hipocrisia. Num momento em que o Oriente Médio está em fogo e crianças são dizimadas diariamente, a ONU decide acusar e incluir Israel num grupo de países que nega os direitos civis mais básicos. Ela precisa parar de proteger e dar imunidade ao Hamas que usa crianças como escudos e parar de condenar Israel a cada vez que ela é forçada a proteger seus civis. Quem sabe depois que os palestinos perderem o status de vítima permanente eles se deem conta que este não é o caminho para obter um estado. 

Mas hei (!) um estado não é o que estes terroristas realmente querem…