Sunday, April 23, 2017

A Proxima Guerra do Líbano - 23/04/2017

No dia 17 de março último, a Força Aérea de Israel foi alvejada por mísseis vindos da Síria. O porta-voz do exército esclareceu que os jatos estavam voltando de mais uma missão para destruir um comboio de armas para a Hezbollah quando mísseis terra-ar russos SAM-5 (Veja) foram lançados do território sírio. Os SAM-5 foram interceptados e destruídos sobre o Vale do Jordão.

Nesta quinta-feira, a Hezbollah fez um tour para jornalistas na fronteira com Israel, descrevendo os postos do exército e dando a clara impressão de que o grupo e não o exército libanês é quem está no comando das fronteiras do Líbano. O “guia” disse aos jornalistas que a Hezbollah tinha desenvolvido táticas especiais para lidar com as estruturas do exército israelense que – de acordo com ele – pela primeira vez estaria na defensiva. Ao que parece, nem o guia, nem Nasrallah se incomodaram que as declarações do grupo à imprensa estavam em flagrante violação da Resolução 1701 da ONU e ridicularizaram a presença da UNIFIL na região.

Aí na sexta-feira, sirenes tocaram no norte de Israel, e ao que parece dois mísseis perdidos atingiram uma área aberta nos Altos do Golan. E hoje pela manhã, foi reportado que a força aérea de Israel teria alvejado postos do exército sírios. A mídia libanesa reportou que três pessoas morreram e duas ficaram feridas.

Apesar de a Síria estar em guerra civil desde 2011, o sul do país está nas mãos do Irã, diretamente e através da Hezbollah e ao que parece provocar Israel tornou-se parte de sua estratégia.

Com isso, o comando do exército israelense está pressionando o governo por uma mudança de postura em caso de guerra. Uma mudança necessária para lidar com o dramático aumento do arsenal da Hezbollah desde a última guerra do Líbano em 2006 tanto em quantidade como em qualidade.

Em 2006, a Hezbollah tinha aproximadamente 15 mil foguetes e lançaram contra Israel 4.300 durante os 34 dias da guerra, uma média de 130 por dia. Hoje a estimativa é que o grupo tenha 130 mil foguetes e mísseis e pode lançar até mil deles por dia. Os foguetes e mísseis que a Hezbollah tem hoje têm um alcance maior, são mais precisos e contêm maiores ogivas, podendo atingir quase qualquer lugar em Israel. Se lembram, em 2006, a Hezbollah atingiu primariamente o norte do estado judeu. 

A Hezbollah também tem mísseis que podem ser lançados de bases subterrâneas. Este é o caso do M-600 feito na Síria, um clone do míssil iraniano Fateh-110. Ele tem um alcance de 300 km e carrega uma ogiva de 500 kg além de um sistema de navegação sofisticado. Israel também acredita que o grupo tenha mísseis Scud D com alcance de 700 km. Isto coloca o reator de Dimona, a central elétrica de Ashquelon e toda a sede do governo de Israel dentro do alcance da Hezbollah.

Além disso, a Hezbollah melhorou sua capacidade no chão. Ela tem uns cinco mil guerrilheiros lutando na Síria ganhando experiência real no campo de batalha o que a tornará uma adversária mais difícil numa próxima guerra.

A estimativa é que a Hezbollah tentará lançar seus mísseis de longo alcance no começo da guerra, infligindo maior dano e devastação o mais rápido possível e impedir Israel de destruí-los como aconteceu na primeira noite da Segunda Guerra do Líbano.

A devastação que a Hezbollah espera causar terá o efeito psicológico de chocar a nação e impedir uma resposta pronta e coordenada. Ainda, apesar de Israel ter feito muito progresso com o Domo de Ferro e o Estilingue de Davi, será difícil para estes sistemas defender o país de milhares de misseis por dia.

Isto quer dizer que se Israel quer minimizar os ataques da Hezbollah, ela tem que ser muito mais agressiva do que no passado. E isso deve incluir alvejar a infraestrutura do Líbano. Em 2006 esta possibilidade foi aventada, mas o governo de Israel, pressionado pelo então presidente Bush, decidiu distinguir entre a Hezbollah, que na época era uma organização pequena e atuante no sul do Líbano, e o povo libanês em geral.

Apesar de Israel ter bombardeado o aeroporto internacional de Beirute e algumas estradas e pontes, isto era para impedir que a Hezbollah tirasse os dois soldados israelenses sequestrados do país e impedir transportes de armas do Irã.

Hoje Israel entende que a Hezbollah, que é xiita, não é mais uma pequena organização com influência limitada, mas a força dominante que hoje controla o Líbano. Nada acontece na ex-Suiça do Oriente Médio sem a sua aprovação. E se este é o caso, não há porque distinguir o Líbano da Hezbollah.

Mas a coisa é complicada. Ataques contra a infraestrutura nacional do Líbano, podem levar os sunitas a juntarem-se à Hezbollah e Israel precisará dos sunitas para reequilibrar o país. Os em favor dos ataques argumentam que Israel tem que dissuadir a Hezbollah de ataques futuros e motivar o resto dos libaneses a conter o grupo.

Hassan Nasrallah, o líder da Hezbollah, lembra bem que a guerra de 2006 destruiu a indústria do turismo e com ela, a economia do Líbano. Ele já sofre duras críticas no país por apoiar Bashar Al-Assad e mandar libaneses lutar e morrer na Síria.

E é bem provável que a resposta de Israel a um ataque da Hezbollah seja uma reação maciça pelo ar, mar, terra e ciberneticamente, causando imediatamente mais danos do que causou no país em 2006. Se este for o caso, o povo libanês não irá perdoar a Hezbollah tão cedo, como o fez há 11 anos.

Porque isto é importante? Porque a Síria continua a se desintegrar e nada como uma guerra contra Israel para unir facções inimigas e para o Irã e Bashar al-Assad retomarem o controle. E estes pequenos incidentes e provocações estão acontecendo com mais frequência, justo quando o clima está menos frio e chuvoso, permitindo o livre movimento de guerrilheiros.

A situação pode infelizmente deteriorar bem rápido e alguns no gabinete de Israel já estão falando de um ataque preventivo para reduzir a capacidade da Hezbollah num conflito aberto.

É claro que independente da capacidade da Hezbollah, Israel ainda é mais forte. O problema é o dano que ela pode causar ao Estado judeu antes de mais uma derrota. E dado o que Assad tem feito com seus próprios cidadãos e irmãos muçulmanos, não podemos nos ludibriar sobre qualquer contenção quando se tratará de matar judeus. Um dia antes do Yom Hashoah temos que ter isto fresco em mente e Israel tem que estar mais alerta do que nunca. A terceira guerra do Líbano já está aparecendo no horizonte.  




Sunday, April 16, 2017

A Síria, o Irã e a Coreia do Norte: Velhos Desafios Para a América - 16/04/2017

Um raro encontro aconteceu em Janeiro em Jerusalem. Representantes do Exercito Livre da Síria falaram em uma conferência na Universidade Hebraica de Jerusalem sobre a situação terrível dos sírios e agradecer a ajuda do Estado de Israel, especialmente tratando dos feridos. Como era de esperar, dezenas de manifestantes palestinos tentaram calar os sírios chamando-os de todos os nomes possíveis, inclusive de traidores.

Os sírios, por sua vez, não se deixaram intimidar. Gritaram com os manifestantes dizendo que eles deveriam ter vergonha, pois moravam num paraíso comparado com a Síria. Issam Zeitoun, um destes sírios, prometeu voltar a Israel e pedir mais ajuda para os seus. E isto foi antes do último ataque com gás perpetrado por Assad.  

Na semana passada comentei que a estratégia do uso de armas químicas por Bashar al-Assad tinha como objetivo uma limpeza étnica através da qual os xiitas criariam um cinto de comunidades que se estenderia do Iraque até a costa da Síria, finalmente dando ao Irã acesso ao Mediterrâneo e à fronteira norte de Israel.

Ontem, depois de um suposto acordo entre Assad e rebeldes, as populações sunitas de duas cidades do sul, Madaya e al-Zabadani foram transferidas para a província de Idlib no norte, e as comunidades xiitas de al-Foua e Kefaria do norte foram levadas para o sul. Estas transferências de população forçadas causam uma mudança demográfica deliberada para facilitar o subjugo na maioria sunita da Síria pela minoria xiita. Alguém levou isto para o Conselho de Segurança da ONU?? Não.

Trump por seu lado continuou a mostrar que tem um novo xerife na cidade. Uma semana após lançar 59 mísseis tomahawks na Síria, ele usou a mãe de todas as bombas, a bomba não-nuclear mais poderosa de seu arsenal, para explodir a rede de tuneis fortificados do Estado Islâmico no Afeganistão. Durante anos soldados do ISIS aterrorizaram a população na fronteira do Paquistão, e todas as tentativas de desaloja-los foram infrutíferas. Problema resolvido.

A Coreia do Norte, vendo as ações de Trump no Oriente Médio e as manobras do porta-aviões americano USS Carl Vinson perto a península da Coréia, comemorou os 105 anos do nascimento do fundador Kim Il Sung com uma mostra de poderosos armamentos, inclusive o que pareciam ser mísseis intercontinentais. Ontem, o lunático líder deste país tentou testar um destes mísseis sem sucesso, mas o que preocupa são os próximos testes nucleares que a Coreia do Norte está prestes a conduzir.

Além disso, há inteligênica que a Coreia do Norte está trabalhando dia e noite para conseguir acoplar uma ogiva nuclear em um destes mísseis intercontinentais.

Todos estes focos de tensão de algum modo nos levam ao Irã. É sabido que todos os testes conduzidos pela Coreia do Norte são presenciados por representantes iranianos e há uma cooperação muito estreita entre os dois países nesta área. No momento em que a Coreia do Norte conseguir testar misseis balísticos intercontinentais com sucesso, o Irã terá esta tecnologia pelo preço certo. Um preço que o Irã pode pagar, cortesia dos bilhões liberados por Barack Obama.

Somente ontem, o presidente iraniano Hassan Rouhani declarou que não pedirá a permissão de ninguém para produzir mísseis, apesar de o acordo nuclear assinado com os Estados Unidos e a Europa indiretamente proibir a busca de tal tecnologia.

Está claro que o que estamos vendo com o Irã, é apenas uma repetição do fiasco da política americana com a Coreia do Norte. Em 1994, o então presidente Bill Clinton, com muito orgulho, anunciou um pacote de mais de quatro bilhões de dólares em ajuda para Pyongyang em troca do desmantelamento do seu programa nuclear. Não passou quatro anos e a América descobriu que os coreanos estavam mentindo. Eles estavam produzindo uranio enriquecido à todo vapor. Finalmente em 2002, os coreanos do norte começaram a construir seu primeiro reator nuclear e em Janeiro de 2003, se retiraram do Tratado para a Não-Proliferação Nuclear. Três anos mais tarde a Coreia do Norte torcia seu nariz para o mundo ao testar sua primeira bomba nuclear.

Ao adquirir esta tecnologia, o Irã sabe que calará toda oposição sunita do mundo árabe que o cerca que é apoiado pelos Estados Unidos. No meio tempo, o Irã mente, supostamente cumprindo acordos que pode denunciar a qualquer momento, e usando a Coreia do Norte para fazer seu trabalho sujo.

A estratégia do Irã é clara: o domínio do Oriente Médio, do Afeganistão ao Mediterrâneo; seu posicionamento direto na Síria e através da Hezbollah no Líbano ameaçando tanto Israel, como a Europa e os Estados Unidos.

O que ainda está sem definição é a estratégia americana para confrontar este mundo que a cada dia se torna mais perigoso. O que Trump irá fazer se Assad usar armas químicas novamente? Ou se Kim Jon-Un lançar mísseis na Coreia do Sul? Ou se o Irã redobrar sua presença na fronteira com Israel? Ele irá responder com confrontação ou contenção?

Uma confrontação pode trazer resultados inesperados porque estamos lidando com líderes completamente irracionais. Se for com contenção, Trump terá que negociar com a Rússia, o Irã,  Assad, os rebeldes sunitas, os curdos e os turcos.

Com a Coreia do Norte, Trump ainda pode contar com a China. O governo de Xi Jinping está cada vez mais irritado com Kim Jon Un e só o mantem no poder para evitar uma leva de refugiados astronômica da Coreia do Norte para a China.

Pode parecer implausível, mas a Síria e a Coreia do Norte têm muito em comum. Ambos os líderes herdaram o poder de seus pais. Ambos usam de força desmesurada para esmagar qualquer oposição. Seus governos têm sido amigos por décadas, desde a época em que os dois eram clientes da União Soviética. A Síria continua a depender da Rússia e a Coreia do Norte depende da China. E ambos, apesar de estarem em lados opostos do mundo, estão em confronto com os Estados Unidos.


E o fato dos dois continuarem a desafiar a América apesar dos avisos, é preocupante. Trump não terá outra alternativa a não ser se manter firme e irredutível para impedir o avanço destes déspotas.




Sunday, April 9, 2017

Trump Não Traça Linhas Vermelhas - 09/04/2017

Esta foi uma semana e tanto. Com apenas uma ação, Donald Trump restaurou a credibilidade e a posição americana na arena internacional. E a mensagem foi clara: Ninguém pode mais usar armas químicas contra mulheres e crianças e não esperar ser punido.

Recapitulando, na terça feira às 06h30min da manhã, os habitantes do vilarejo de Khan Sheikhoun foram acordados com explosões e uma nuvem amarela que lenta e brutalmente asfixiou 86 pessoas, 30 delas crianças e bebês e 20 mulheres. Como se isto não bastasse, o governo de Assad resolveu em seguida bombardear também o único hospital do lugar, tornando impossível o socorro das vítimas.

As imagens que correram o mundo foram nauseantes. Crianças com suas bocas espumando, corpos jogados pelas ruas, enfim, coisas que não deveríamos estar vivendo no iluminado século 21.

Armas químicas foram banidas em 1925 depois de terem sido largamente usadas durante a Primeira Grande Guerra e morto mais de 1.3 milhões de soldados. Nenhum uso de gás forneceu qualquer ganho palpável em batalhas. Deixaram apenas um trauma enorme lembrado até hoje pela horripilante morte infligida a outro ser humano. Mas apesar dos precedentes, ataques de gás foram usados também sem sucesso, pelas forças cubanas em Angola e pelos russos no Afeganistão.

Os árabes também usaram gás sem melhores resultados. Nos anos 60, o Egito o usou contra o Iêmen mas a morte de mais de mil iemenitas não evitou a precipitada retirada egípcia em 1967 ou a perda de mais de 10 mil soldados egípcios naquela guerra.

Os ataques de gás por Saddam Hussein contra o Irã também não decidiram a guerra que terminou em empate. E seu ataque em 1988 contra seus próprios cidadãos curdos no norte do país, que matou cinco mil civis, não impediu a secessão da região duas décadas mais tarde e o fez perder todo o apoio do ocidente.

E apesar de todo este passado histórico, o presidente sírio Bashar al-Assad parece estar fixado em repetir estes mesmos erros? E por quê??

O uso de gás por Assad é parte de uma visão estratégica regional. É só ver aonde este vilarejo se situa. Khan Sheikhoun está ao leste das montanhas Nusaryiah reduto da minoria alawita-xiita ao qual pertence Assad. O vilarejo também está na beira da rodovia M5, a artéria norte-sul mais importante da Síria, que conecta Damasco com Homs e de lá até Alepo.

O ataque de gás e ao hospital são parte de um esforço de limpeza étnica para empurrar a população sunita situada nesta artéria para o leste do país e substitui-los por xiitas iraquianos. 

A busca pelo governo Assad para remapear a Síria etnicamente foi levantada pelos negociadores iranianos em suas tratativas com os grupos de oposição sírios. A análise racional é clara. Tendo já consolidado sua presença política em Bagdá, Teerã quer agora estender seus tentáculos para o Mediterrâneo formando um cinto de comunidades xiitas sem o incômodo e oposição de comunidades sunitas, que são a maioria na Síria.

Assad tem interesse nisto porque ele governará sobre uma Síria menor, mas mais coesa. Israel já disse no passado que o Irã quer construir sua própria base no Mediterrâneo. A Síria tem uma costa curta, menos da metade da costa de Israel e a Rússia já tem sua base em Tartus. Por enquanto os interesses dos três convergem, mas os russos não vão querer os navios dos aiatolás estacionados ao lado dos seus. Não demorará a que surjam desacordos entre os interesses seculares e estratégicos russos e os interesses religiosos e imperialistas dos iranianos.

A costa síria pode ser curta, mas a memoria dos árabes sunitas é longa. Eles lembram a tentativa de dominação dos persas e farão de tudo para impedirem esta nova investida. Uma amostra disto foi a reação sunita ao ataque em Khan Sheikhoun. A Liga Árabe chamou-o um “crime hediondo”. O primeiro ministro libanês Saad Hariri culpou o mundo por “deixar este regime fazer o que quer”. Hariri representa a minoria sunita do Líbano e é um que teme a isolação que seu país sofrerá com tal cinto xiita atravessando a Síria.

Assad por seu lado achou que poderia continuar atirando impunemente usando a Rússia como escudo no âmbito internacional para, como disse, criar uma pequena Síria xiita a serviço do Irã. Isto parece aos menos avisados, reverter os objetivos de seu pai, Hafez al Assad. O velho Assad sonhava criar a grande Síria, que incluiria o Líbano, a Jordânia e Israel impondo o domínio xiita sobre a maioria sunita da região.

Hoje não há dúvida que a criação da Pequena Síria é apenas o primeiro passo do Irã para alcançar a Grande Síria.

Obama achou que governar e eliminar o uso de armas químicas era fazer negociatas e composições como o fizera como um organizador comunitário. Na sexta-feira, o jornal The New York Times publicou um artigo perguntando “As Armas Químicas da Síria Não Haviam Sido Destruídas? É Complicado”.

Isto porque em 2014, ao se dirigir à nação, o então presidente Barack Obama havia declarado que a “diplomacia americana, apoiada sobre a ameaça de uso de força, é a razão da eliminação das armas químicas da Síria”. Alguns meses mais tarde, John Kerry declarou sua missão cumprida: “Nós fizemos um acordo e conseguimos a eliminação de 100% das armas químicas”.

Com os corpos empilhados em Khan Sheikhoun, vemos que a verdade é outra e realmente bem mais complicada.

Donald Trump não traçou linhas vermelhas imaginárias como ameaças. E apesar de ter sido consistentemente contra o envolvimento americano na guerra civil síria durante sua campanha, na quarta-feira ele deixou claro que não permitiria este tipo de atrocidade. Em vez de linhas vermelhas, Trump lançou 59 mísseis tomahawks contra a base aérea de onde a Síria lançou o ataque químico.

Isto colou um grande aviso na cara dos ditadores do mundo. O silêncio do Irã, a reação confusa da Rússia que não usou seu sistema de defesa antiaéreo e a histeria vinda da Coreia do Norte mostra que houve um grande erro de cálculo sobre quem é Trump. Todos acharam que teriam um Obama ponto dois e de repente, oh, oh...

A reação do povo americano em geral foi de alegria, elogios e alivio ao ver seu país voltar ao normal: para o lado correto da história. Apesar do desespero da mídia esquerdista.

Assad testou Obama e nada aconteceu. Assad testou Trump e ao que parece, não o fará tão cedo novamente.


Trump compreendeu que ao tomar o leme ele tem que mostrar quem manda. 

Sunday, April 2, 2017

Israel e a Estratégia de Trump para o Oriente Médio - 02/04/2017

O encontro anual do AIPAC, o lobby pró Israel que aconteceu em Washington na última semana não poderia ter sido mais bem sucedido. Parecia um show de rock.

O encontro contou com mais de 19 mil americanos, mais de 2/3 dos membros do Congresso, 275 delegações de instituições judaicas e 283 presidentes de centros acadêmicos de todos os 50 estados americanos.

Um momento muito especial ocorreu na abertura da conferência.

Nas telas gigantes do estádio foi mostrado um filme sobre Amnon Weinstein, um fabricante de violinos especializado em renovar e restaurar violinos que sobreviveram o holocausto e chegaram em Israel. Muitos dos sobreviventes que levaram seus violinos para Weinstein não os queriam de volta. Não conseguiam joga-los fora, mas era muito doloroso guarda-los por sua carga de lembranças sobre as famílias mortas, suas comunidades massacradas, a chama de suas vidas e musicas apagada. Num ponto do filme, o famoso violinista israelense Hagai Shaham apareceu na tela tocando em um daqueles violinos. De repente, do escuro do palco, ele apareceu ao vivo continuando a melodia no momento exato do filme. O publico ficou em silencio. Mas aí Shaham começou a tocar a Hatikva, o hino nacional de Israel, e em uníssono, a audiência se levantou e começou a cantar o hino.

Ninguém fez sinal para que os milhares se levantassem. Aconteceu espontaneamente, alguns momentos antes do vice-presidente Mike Pence fazer seu discurso. Foi realmente uma incomparável demonstração de amor e apoio a Israel que não pode ser desconsiderada, por mais que organizações como o JStreet e Vozes Pela Paz o queiram.

Donald Trump não foi para a conferência o que era esperado. No ano passado, o AIPAC teve que enviar um pedido de desculpas para o presidente Barack Obama depois que os ataques do candidato Trump foram aplaudidos de pé pela audiência. Mas a presença do presidente se fez sentir em todos os programas.

As discussões do AIPAC se focaram em como Trump pensa concretizar um acordo entre Israel e os palestinos. Ele afirmou que este seria o grande negócio da sua vida, mas ninguém tem ainda uma ideia clara de como ele pensa faze-lo.

O diálogo entre Israel e os Estados Unidos parece se centrar em dois tópicos: os assentamentos na Judeia e Samaria e o Irã.

Com Obama, o diálogo começava e terminava nos assentamentos, como se a disputa com os palestinos fosse uma diferença sobre territórios. Nós sabemos que não o é e por duas razões simples: nunca antes de Obama foram os assentamentos designados pelos palestinos como causa do impasse e o fato da própria OLP ter explicitamente excluído a Judeia e Samaria dos territórios a serem “libertados” em 1964, pois estavam nas mãos da Jordânia.

Netanyahu nomeou Ron Dermer, o ex-embaixador de Israel nos Estados Unidos como negociador-chefe sobre os assentamentos e seu papel é de novamente retirá-los da agenda.

O segundo tópico, o Irã, é substancialmente mais complicado e mais amplo. Mas também é uma oportunidade para Israel ajudar os Estados Unidos a elaborarem sua política em relação aos mulás. Uma política que deverá conter o perigo da implantação de bases iranianas na Síria, incluindo próximo da fronteira com Israel, o contínuo patrocínio de grupos terroristas ao redor do mundo e claro, o acordo nuclear.

Devido à genuína amizade entre Trump e Netanyahu, Israel tem uma oportunidade única para no mínimo, influenciar do modo significativo a política americana com relação ao Irã.

Muitos comentaristas israelenses tomaram a posição de que seria aconselhável para Israel aceitar um congelamento da construção judaica na Judeia e Samaria, inclusive proibir a construção de uma nova comunidade para os residentes evacuados de Amona e concentrar no Irã. Afinal, poucas casas em assentamentos não valem toda uma estratégia contra os iranianos.

O que eles não veem é que os dois tópicos são lados da mesma moeda.

As comunidades israelenses na Judeia e Samaria se situam nos altos da cadeia montanhosa da região. Os vilarejos árabes estão nos vales, aonde há água e melhores condições para a agricultura e pasto. A única vantagem das comunidades judaicas é terem uma visão panorâmica e, portanto serem as primeiras a detectarem movimentos contra Israel vindos do norte, do sul, da Jordânia e dos próprios árabes locais.

Hoje, o Irã já exerce uma influência preocupante entre os árabes, diretamente ou através do Hamas que ele patrocina. Se houvessem eleições na Autoridade Palestina hoje, o Hamas ganharia de longe. E é por isso que Abbas nem convoca eleições, nem corta a coordenação de segurança com o exército de Israel, pois é só isso que o separa de uma tomada de governo pelo Hamas em Ramallah.

O Irã já domina o Líbano através da Hezbollah, está se solidificando na Síria, está em Gaza com o Hamas e está tentando penetrar na Judéia e Samaria.

Deste modo, as comunidades judaicas da Judeia e Samaria constituem a linha de frente de defesa de Israel. Com milhões de refugiados sírios, a desestabilização e radicalização do país, e uma paz sendo constantemente questionada, Israel tem que estar preparada para uma quebra no status quo com a Jordânia.

E é esta mensagem que Israel tem que passar para a administração Trump. A solução para o conflito com os palestinos não resta na criação de mais um estado árabe antissemita e propenso ao terrorismo e à destruição de Israel. A solução está em exigir que a liderança palestina tome passos concretos e genuínos para preparar sua população para a paz, acabando com a incitação na mídia, escolas, universidades, mesquitas e instituições governamentais. Eles têm que suspender a glorificação e o pagamento dos ridículos salários aos terroristas e suas famílias. Têm que usar o dinheiro da ajuda internacional para construir os fundamentos de um estado como rede de tratamento de esgotos, água, eletricidade, hospitais e indústria para gerar empregos.

Os palestinos exigem um estado soberano em todo o território adquirido em 1967 e livre de judeus, deixando Israel sem profundidade estratégica para se defender. Os palestinos querem um estado com todas as liberdades inerentes à ele como a de formação de um exercito, fábrica de mísseis, etc.. Querem ser soberanos para isso, mas querem continuar a receber água, eletricidade, permissões de trabalho e outros benefícios de Israel.

Os palestinos não estão preparados para um estado e Israel só poderá se defender efetivamente de seus inimigos, incluindo o Irã, fortalecendo as comunidades judaicas da Judeia e Samaria.


Até que o povo palestino esteja pronto a aceitar um estado judeu como vizinho, não há porque levar à frente esta ideia asinina de dois estados para dois povos. 

Thursday, March 30, 2017

UN Watch e a Comissão de Direitos Humanos - 26/03/2017

Mais um ataque contra o mundo livre esta semana, desta vez em Londres causando a morte de quatro pessoas e ferindo mais de 40 de 10 nacionalidades diferentes, inclusive três crianças francesas.  Desta vez o perpetrador não foi um jovem impressionável, mas um muçulmano de 52 anos nascido e criado na Inglaterra. Este é o resultado da doutrina multiculturalista que negou a integração e assimilação dos estrangeiros por gerações sem fim.

Mas hoje vamos falar sobre o Conselho de Direitos Humanos da ONU. Na segunda feira passada o representante da ONG UN Watch, conseguiu silenciar os membros do Conselho e não foi com uma retórica brilhante, foi simplesmente usando os fatos históricos e incontroversos na cara de cada um deles.

Depois de ouvir os representantes da OLP, Qatar, Sudão, Síria, Bahrain e Arábia Saudita, todos “bastiões” dos direitos humanos, sobre o suposto “apartheid” cometido por Israel, Hillel Neuer, Diretor Executivo da UN Watch, fez as seguintes considerações que coloco em parte:

“Sr. Presidente, deixe-me começar colocando o seguinte nas minutas: Tudo o que ouvimos  - dos piores transgressores dos direitos humanos, direitos das mulheres, de liberdade de religião, da imprensa, de congregação, de expressão, é absolutamente falso.

O relatório proposto hoje não considera que os israelenses merecem direitos humanos. Durante o final de semana, o Presidente Abbas anunciou que daria a mais alta medalha do seu governo a Rima Khalaf, que resignou da Comissão Econômica e Social da Ásia Ocidental depois que o Secretario Geral Guterrez mandou que ela removesse um relatório absurdo acusando Israel de “apartheid”. A acusação é absurda porque 1.5 milhões de árabes que vivem em Israel têm amplos direitos de voto e de serem votados, eles trabalham como médicos, policiais, advogados e são membros da Suprema Corte do país.

Agora eu gostaria de ouvir dos membros desta comissão, que confeccionaram este relatório, os estados árabes que acabaram de falar, o Egito, o Iraque e os outros. Quantos judeus moram em seus países? Quantos judeus moram no Egito, no Iraque, na Jordânia, no Kuwait, no Líbano, na Líbia, no Marrocos?

Houve um tempo em que o Oriente Médio estava cheio de judeus. A Argélia tinha 140 mil judeus. Argélia, aonde estão seus judeus? O Egito tinha 75 mil judeus. Aonde estão os seus judeus? A Síria tinha dezenas de milhares de judeus. Aonde estão seus judeus? O Iraque tinha mais de 135 mil judeus. Aonde estão os seus judeus?

Sr. Presidente, aonde está o apartheid? Porque há uma comissão da ONU sobre o Oriente Médio que não inclui Israel? Desde os anos 60 e 70 os membros desta comissão se recusam a incluir Israel. Aonde está o apartheid Sr. Presidente?

Sr. Presidente, estamos nos reunindo hoje numa agenda que discrimina apenas um estado. O estado judeu. Aonde está o apartheid, Sr. Presidente?”

O silencio na sala que se seguiu foi ensurdecedor.

Nos últimos anos os fortes ventos, contra Israel não param de soprar. Mas de vez em quando podemos sentir uma brisa contrária que nos dá alguma esperança.

Surpreendentemente este discurso da UN Watch pode ter começado uma revolução no Conselho de Direitos Humanos que tem de tudo, menos direitos humanos. Pode ter sido o discurso ou o recente ataque em Londres, mas a Inglaterra tomou a palavra no final da 34ª Sessão e notificou o Conselho sobre o que chamou de “foco desproporcional sobre Israel”.  Somente nesta semana, o Conselho de Direitos Humanos aprovou nada menos que cinco resoluções contra Israel. O representante do Reino Unido deixou claro que seu país votaria junto com os Estados Unidos contra todas as resoluções condenando Israel se “as coisas não mudassem”.

Em particular, o representante inglês notou que das 135 resoluções aprovadas pelo Conselho, 68 foram contra Israel. Ele disse que apesar de seu país não reconhecer a anexação dos Altos do Golan, não poderia neste momento exigir que Israel entregasse o território para a Síria. Em sua declaração na sexta-feira, o representante inglês disse que o Conselho precisava reconhecer o contínuo terrorismo, incitação e violência que Israel enfrenta. Os esforços renovados do Hamas em reconstruir os túneis são preocupantes. E a incitação antissemita e glorificação do terrorismo continuam. E apesar disto, nem nas discussões do conselho nem em suas resoluções houve qualquer menção sobre o terrorismo ou incitação. E isso é inaceitável.

A missão inglesa também questionou porque Israel permanecia em uma agenda obrigatória enquanto “a Síria continua a massacrar e assassinar seu próprio povo diariamente”.

A administração de Donald Trump por seu lado ameaçou retirar os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos dizendo que até agora o órgão foi totalmente ineficaz sobre a situação mundial dos direitos humanos.

O novo secretário de estado Rex Tillerson, escreveu uma carta para nove promotores de direitos humanos da ONU e ONGs dizendo que o Conselho precisa de uma considerável reforma para que os Estados Unidos participe. Tillerson expressou sua preocupação com as violações de direitos humanos dos países membros do Conselho como a China, Egito e Arábia Saudita.

Setenta anos atrás, como consequência das atrocidades nazistas, a esposa do presidente Americano Eleanor Roosevelt e o filósofo jurídico francês René Cassin se reuniram para o primeiro encontro da Comissão de Direitos Humanos da ONU para reafirmar os princípios de dignidade humana e estabelecer um órgão que garantisse as liberdades fundamentais para todos.

Com o tempo, a ideia azedou. Ditadores sequestraram esta organização internacional. Em 2003 chegaram a eleger o regime assassino da Líbia de Muamar Khadafi para sua presidência!

Fico imaginando, se Eleanor Roosevelt e René Cassin estivessem vivos hoje, e soubessem que a instituição que criaram tornou-se um corpo grotesco que legitima assassinos, ditadores e antissemitas, não se revoltariam com a transformação da organização?  

Realmente, ouvir condenações da Arábia Saudita que Israel pratica discriminação e extremismo; da Síria, que Israel constrói muros e judaíza Jerusalem; do Sudão, que Israel pratica violência e terrorismo contra os palestinos e de Qatar que o apartheid de Israel constitui um crime contra a humanidade é o cúmulo do absurdo.

Estes países só puderam se apoderar das organizações internacionais porque a esquerda se apoderou do discurso afirmando que se os países desenvolvidos dessem o respeito e o mesmo peso de voto à ditaduras e opressores, eles eventualmente iriam evoluir e se juntar ao mundo civilizado. Não foi isto o que aconteceu.

Agora temos que rezar para que esta brisa vire um furacão e devolva a sanidade ao ocidente para impedir que os piores violadores de direitos humanos do mundo se sentem em julgamento de outros.




Sunday, March 19, 2017

Novas Oportunidades Perdidas - 19/03/2017

Na semana retrasada, o General Joseph Votel do Comando Central Americano, em testemunho ao Senado, disse que as ameaças vindas do Oriente Médio “representam o perigo mais direto para os Estados Unidos e para a economia global... e que o Irã representa a maior ameaça a longo prazo, para a estabilidade desta parte do mundo”.

Ele ainda afirmou que o Oriente Médio continua a ser o epicentro do terrorismo global e do violento extremismo Islâmico.

De 2009 a 2016, a política exterior dos Estados Unidos foi uma de bater em retirada e pedir perdão por supostas transgressões passadas. O objetivo de Obama era reduzir a superpotência americana nivelando-a com outras nações e transferir a autoridade de governos para organizações internacionais que têm como objetivo humilhar os Estados Unidos.

Trump não está pronto a deixar ninguém humilhar os Estados Unidos. E é exatamente por isso que precisamos de uma nova abordagem, novas ideias. Mas tampouco podemos esquecer as lições do passado. Mas inexplicavelmente, depois de ter praticamente limpado todos os órgãos governamentais dos nomeados por Obama, as únicas pessoas que Trump decidiu deixar no cargo foram dois indivíduos ligados aos palestinos. Trump deixou Michael Ratner, responsável pela mesa Israel-Palestina no Departamento de Estado e Yael Lempert, uma oponente radical do Estado de Israel no Conselho de Segurança Nacional. Os Democratas, liderados por Martin Indyk, se rejubilaram com a notícia, e isto não é nada bom para um time que está tentando mudar o approach ao problema.

Ao mesmo tempo, Trump enviou para a região seu advogado e agora negociador-chefe para Israel e os palestinos, Jason Greenblatt, para conversar com Netanyahu e Abbas ea tentar reavivar o processo de paz.  Um processo de paz que de fato morreu e foi enterrado 17 anos atrás.

No ano 2000, Yasser Arafat lançou a segunda intifada, claramente rejeitando a proposta de Ehud Barak para a criação de um estado palestino. Isto deixou claro que o proposito de Arafat em assinar os acordos de Oslo era o de conseguir o máximo de transferência de território, administração e população, e usa-los como trampolim para destruir Israel.

Em 1993 a esquerda tinha conseguido convencer Itzhak Rabin que Israel só ganharia ao reconhecer a OLP. Se Arafat estivesse mentindo sobre sua intenção de paz, Israel retomaria as áreas cedidas e tudo voltaria como estava antes. Arafat seria desmascarado e a Europa e os Estados Unidos que durante anos pressionaram Israel para reconhecer a OLP, iriam parar com a pressão e finalmente concordariam que Arafat era apenas o terrorista que conhecíamos.

Mas em 2000, quando Barak declarou que havia tirado a máscara de Arafat depois da devastadora onda de homens-bomba, era tarde demais. A legitimidade que ele recebeu de Israel em Oslo teve o efeito oposto. Em vez dos Europeus e americanos condenarem Arafat, eles castigaram Israel por reclamar da onda terrorista. E loucamente, quantos mais violentos os ataques contra judeus e israelenses, mais o mundo defendeu os palestinos. Israel se tornou um pária da comunidade internacional.

Desde 2000, nem Arafat nem Mahmoud Abbas, deram qualquer indicação que sua intenção seja outra que a destruição de Israel. Muito pelo contrário. Deixaram claro que esta é a política oficial palestina.

Os palestinos não querem um estado. Se quisessem independência de verdade, teriam aceitado as diversas ofertas feitas por Israel e teriam transformado a Faixa de Gaza na Cingapura do Oriente Médio como haviam prometido com a condição que não houvessem judeus. A OLP que recebeu Greenblatt esta semana, é a mesma organização terrorista de 1964, quando foi formada.

Aliás, pouca gente sabe que em sua primeira Carta Magna de 1964, a OLP em seu artigo 24, estabeleceu que a Organização explicitamente não procurava exercer qualquer soberania sobre a Cisjordânia que pertencia à Jordânia ou na Faixa de Gaza que pertencia ao Egito. E no artigo 25 a OLP deixava claro que era a encarregada pela libertação de sua pátria nacional em todas as esferas. Então, que terra a OLP, o Sr. Arafat, procuravam “libertar” em 1964? Precisamente Israel própria. E isso ainda não mudou.

Dada esta imutável realidade, não é construtivo para Israel ou os Estados Unidos continuarem a patrocinar este falso processo de paz. Mas surpreendentemente, nem Trump, nem Bibi Netanyahu parecem entender o problema.

A eleição de Trump deu uma tremenda oportunidade para Israel. Trump não pregava a ideia que judeus são a causa da falta de paz e não correu para apaziguar a OLP como os presidentes americanos anteriores o fizeram, achando que flexibilizariam os palestinos. Mas ao que parece, Bibi não soube o que fazer com isto.

Na reunião com Trump, Bibi disse que apoiaria a criação de um estado palestino soberano, mas desmilitarizado e Israel anexaria as comunidades judaicas na Judeia e Samaria. O maior problema com esta posição e a continuação da legitimidade a esta organização terrorista que quer destruir Israel. Com esta declaração, Bibi jogou um salva-vidas para Abbas e a Autoridade Palestina, a Fatah e a OLP continuarão a ser tratados pelo mundo como parceiros moderados e Israel continuará a ser culpada pela falta de paz.

Se o próprio Netanyahu não rejeita esta quimera, porque Trump o faria??

Todas as matérias escritas sobre Jason Greenblatt o retratam como um judeu religioso, humilde, quieto e que estudou em Gush Etzion, na Judeia, muitos anos atrás. Ele foi para Israel e se encontrou com líderes dos conselhos regionais da Judeia e Samaria, algo que nenhum predecessor fez.

Mas o fato é que, como representante americano para chegar a um acordo, ele veio explorar a limitação da presença judaica na Judeia e Samaria para dar lugar a um estado palestino viável. E Yael Lempert veio com ele.

Em sua visita a Abbas em Ramallah, Greenblatt educadamente pediu para que o “presidente” palestino fizesse um esforço para reduzir a incitação e propaganda antissemita na mídia, escolas e na sociedade palestina em geral. Abbas, por seu lado, exigiu que Israel voltasse para as áreas além da linha de armistício de 1949, soltasse terroristas assassinos das prisões israelenses e cessasse toda a construção por judeus na Judeia, Samaria e Jerusalem.

Em vez de Greenblatt entregar um ultimato, ele discutiu um pacote de ajuda americana que em vez de ir para o desenvolvimento econômico dos palestinos, irá subsidiar os salários dos terroristas e suas famílias, que hoje ultrapassa de 300 milhões de dólares por ano.

O falso trem da paz, que pensávamos ter sido aposentado, deu partida e está novamente viajando a todo vapor.  

Netanyahu parece acreditar que se ele não der legitimidade a Abbas e às suas organizações terroristas, os países árabes sunitas se distanciarão de Israel num momento em que a região precisa de unidade para combater a hegemonia do Irã. O que Bibi não entende é que são os países sunitas como a Arábia Saudita, Kuwait, Emirados, a Jordânia e o Egito que precisam de Israel para interceder junto à Casa Branca contra este acordo nefasto que dará aos aiatolás o uso da bomba atômica. Assim, Netanyahu está pagando por algo que ele teria de graça.

Itzhak Rabin comprou de Shimon Peres a ideia de que Israel não teria nada a perder ao reconhecer a OLP. Ou chegariam a um acordo de paz, ou a pressão europeia e americana sobre Israel desapareceria. Rabin e Peres estavam redondamente errados e Israel pagou com milhares de vidas este erro.

Dizem que um sinal de loucura é fazer a mesma coisa do mesmo jeito esperando um resultado diferente. Israel tem que uma vez por todas reconhecer que não tem um parceiro para a paz em Abbas ou no resto da liderança palestina. Se insistir nas mesmas fórmulas falhas, Israel continuará a pagar um preço alto em vidas e não terá a paz.

Mudando de assunto, o time de Israel de baseball surpreendeu o mundo no Campeonato Mundial do esporte. Depois de ganhos sucessivos, na quarta-feira, Israel perdeu do Japão e não conseguiu chegar às semi-finais. Mas apesar da eliminação, a incrível trajetória do time lhe alcançou o apelido de Cinderela do baseball. O time, na verdade, tinha apenas 2 israelenses. O resto, 28 jogadores, eram judeus americanos afiliados com a Liga Americana de Baseball. E foi nisto que a mídia focou. 

Interessante estes fatos sobre judeus esportistas. Em 1965, um jogador judeu, Sandy Koufax, levou os Los Angeles Dodgers para a vitória do campeonato americano. Mas ele não é lembrado por isto. Ele é mais lembrado por não ter participado do primeiro jogo do campeonato porque caiu em Yom Kippur. O time de Israel acabou perdendo, mas alcançou o mesmo que Koufax em 1965: espalhar o orgulho judaico pelo mundo. Só por isso, agradecemos os jogadores americanos que integraram o time de Israel e esperamos que eles sejam uma inspiração para a nova geração de esportistas judeus.


Sunday, March 12, 2017

A Nova Estrela da Esquerda Americana - 12/03/2017

Uma nova estrela está surgindo da improvável aliança entre a esquerda e o radicalismo islâmico aqui nos Estados Unidos. O nome dela é Linda Sarsour, uma americana nascida em Nova Iorque, de 36 anos, filha de imigrantes palestinos, quem Obama nomeou “campeã da mudança” de seu governo.

Linda veste o véu islâmico e se gaba de ter membros de sua família em prisões israelenses por serem membros do Hamas. O prefeito de Nova Iorque Bill de Blasio pediu seu endosso e ela fez parte da campanha presidencial de Bernie Sanders. Ela foi também uma das delegadas na Convenção Democrata de 2016.

Sarsour tem sido convidada em programas de televisão e foi entrevistada pelo New York Times. Keith Ellison, o ex-candidato à presidência do partido democrata e ex-membro da Nação do Islão é um dos seus apoiadores.

Sarsour tem o hábito de errar e depois se corrigir. Ela condenou a morte de Shaima Alawadi de 32 anos em 2012 dizendo ter sido um crime de ódio contra muçulmanos só para se retratar quando ficou provado que fora seu marido que a havia assassinado para resguardar sua honra, porque ela queria se divorciar dele.

Ela também despreza o governo americano afirmando que agentes federais matam americanos para enquadrar muçulmanos e que crianças muçulmanas são executadas nos Estados Unidos pelo governo. Ela também defende a Arábia Saudita por aplicar a lei islâmica que dá benefícios como licença maternidade remunerada, e zero juros nos cartões de credito.

Linda parece desconhecer a odiosa opressão da Arábia Saudita aonde homossexuais são condenados a morte assim como os ateus, e as mulheres que são consideradas propriedade, sem poderem dirigir, votar ou sair na rua sem estarem acompanhadas de um macho de sua família. Tudo é perdoado quando os juros do cartão de crédito é zero. Que paraíso!

Sarsour chegou a dizer que Ayaan Hirsi Ali, que sofreu mutilação genital quando menina, deveria ter seus órgãos reprodutores removidos porque uma mulher de verdade não rejeita o islamismo.

Linda Sarsour promove uma visão do islamismo mentirosa e enganadora dizendo que o profeta Maomé era um ativista pelos direitos humanos, pelo fim da discriminação racial, um verdadeiro feminista. Para ela o profeta foi um homem que se importava com o meio ambiente, com o direito dos animais (??) e quem também fora vítima de islamofobia (!!!).

Isto é levar a asneira à infinitésima potência!

Impressionante o fato dela ter dito, após ter se juntado ao movimento Black Lives Matter, que o sacrifício dos escravos negros não foi nada comparado com a islamofobia que os muçulmanos sofrem hoje.

E aí temos senhoras e senhores, a nova estrela da esquerda americana. Ninguém nem pára para questionar estas afirmações absurdas.

Como filha de palestinos, ela sempre usou de retorica venenosa contra Israel encorajando o apedrejamento de soldados israelenses, discursando sobre o imaginário apartheid em Israel e sobre supostos massacres de árabes israelenses e em Gaza. Recentemente, ela posou numa foto com Salah Sarsour, um membro do Hamas preso em Israel nos anos 90. Mas nos últimos três anos, Sarsour amenizou sua retorica contra os judeus e Israel, chegando a dizer que apoiava a solução de dois estados, para não ferir suas chances políticas.

Linda Sarsour conseguiu verdadeira notoriedade quando coordenou a marcha das mulheres no dia seguinte da inauguração de Trump. Uma marcha pró-aborto e feminista, valores totalmente opostos aos da sharia que ela defende. Foi ela, uma muçulmana usando o véu, que mandou retirar da marcha o grupo mulheres que era contra o aborto.

Mas porque falar sobre Linda Sarsour? Porque ela faz parte de um grupo que ativamente tenta inserir a retorica anti-Israel, anti-judaica em todos os movimentos americanos, incluindo os movimentos negros, latinos, feministas, comunistas e LGBTQs.

Nos últimos 10 anos temos assistido ataques perversos contra judeus e grupos pró-Israel na mídia, no mundo acadêmico e no mundo político. Um verdadeiro assalto à liberdade de expressão perpetrado pela esquerda. E com o sucesso de seu avanço, os antissemitas hoje estão expandindo sua atuação criando uma rede de organizações, muitas das quais com objetivos sem qualquer relação com Israel ou a causa palestina.

O movimento Black Lives Matter, por exemplo, foi criado para protestar a violência policial contra a população negra americana. Quando publicou sua plataforma no ano passado, sob a orientação de Sarsour, o grupo explicitamente incluiu em seus objetivos a destruição de Israel. O BLM acusou Israel de cometer “genocídio” contra os palestinos e de ser um estado apartheid.

Outro é o movimento feminista que tem promovido marchas de mulheres em todos os Estados Unidos. O “International Women’s Strike” organizou protestos no Dia Internacional da Mulher para os quais Sarsour convidou Rasmeah Odeh. Nos anos 70, Odeh foi membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina e participou de um ataque terrorista a um supermercado em Jerusalem que deixou dois estudantes israelenses mortos.

Com patrocinadores do Hamas e terroristas palestinos servindo de líderes de uma organização pelos direitos das mulheres, não é de admirar que o movimento de International Women’s Strike seja anti-Israel. A plataforma do grupo, além de exigir abortos, demanda a “descolonização da Palestina”, isto é, o fim de Israel e a expulsão de todos os judeus da área.

Assim, os antissemitas agora estão usando as feministas, os negros, os homossexuais e todos os grupos a seu alcance para avançar sua agenda anti-Israel.

A justificativa maior usada pela esquerda é que suas ações são protegidas pela liberdade de expressão. Uma justificativa ridícula. Há uma grande diferença entre expressão e ação. Quando estudantes impossibilitam uma palestra aos gritos e quebradeira, porque não concordam com as opiniões do palestrante, não estão exercendo seu direito de livre expressão. Eles o estão negando aos outros.

Quando defensores do BDS, o boicote contra Israel, forçam universidades e corporações a desinvestirem de Israel e proíbem a presença de israelenses em seus campus, isto não é o exercício da liberdade de expressão, mas uma imposição cultural e econômica contra Israel.

O pior é que alguns grupos americanos judaicos compraram esta justificativa manca da esquerda e decidiram defender a “liberdade de expressão” destes grupos.

Dada a inabilidade da comunidade judaica americana de entender a extensão da campanha que está sendo feita contra ela e contra Israel por esta rede de organizações, podemos esperar um aumento da ferocidade dos ataques antissemitas nos Estados Unidos.  

Estamos vivendo tempos estranhos, em que uma muçulmana defensora da sharia que subjuga e oprime mulheres e homossexuais é celebrada sem qualquer hesitação pelos líderes de movimentos de direitos civis e das mulheres. Tempos em que críticas legítimas a ela são rotuladas de islamofobia e racismo.

Caberá a nós expor e desacreditar líderes como Sarsour que usam quem são (uma mulher muçulmana de véu) e não o que acreditam para promoverem sua agenda anti-Israel e antissemita. E estarmos atentos ao que mais ela tentará fazer.


Sunday, March 5, 2017

Trump Não É Antissemita! 5/3/2017

Viver nos Estados Unidos está cada vez mais estranho. Além de ter que lidar com uma esquerda ainda inconformada com o resultado da eleição e sua implacável busca em deslegitimar o governo de Donald Trump, agora temos que lidar com o oculto! Sim, é isso mesmo!

Enquanto os oponentes de Trump sabem que terão que esperar pelo menos quatro anos para substitui-lo, as bruxas americanas estão mais otimistas! Numa página do Facebook criada especialmente para a ocasião, elas conclamaram as irmãs para lançarem um feitiço contra o presidente à meia-noite da sexta-feira passada. As adeptas tinham que esculpir o nome do presidente em uma vela usando um alfinete, recitar uma encantação que pedia entre outros para que Trump não pudesse causar danos a plantas e pedras e então queimar sua foto na chama da vela.

Como dizia Raul Seixas, pare o mundo que eu quero descer!!! Aonde chegamos? e pior, para onde estamos indo??

O que dominou as manchetes nesta semana foram as profanações de cemitérios no Estado de Missouri, Pensilvânia e Nova Iorque, e ameaças de bombas a clubes judaicos e sinagogas nos Estados Unidos. Imagens do vice-presidente Mike Pence repondo lápides e Trump condenando duramente os ataques foram contrapostas por alegações da mídia incorrigível, que a própria eleição de Trump teria encorajado os antissemitas.

Mas porque de repente, todo o mundo está preocupado com o ressurgimento do antissemitismo!

Nas últimas décadas o sentimento anti-judaico, fantasiado de anti-israelismo, tem permeado a mídia, o meio acadêmico e a esquerda política com um notável conforto. As semanas de apartheid israelense nas universidades, os libelos de sangue sobre o assassinato de crianças palestinas por israelenses, os constantes ataques e condenações da ONU e outras organizações internacionais, e os ataques físicos a judeus e a suas propriedades nos Estados Unidos, nunca poderiam ser chamados abertamente de antissemitismo. E pior, se alguém se atravesse a notar que a maioria dos ataques eram perpetrados por muçulmanos, então esta pessoa era rotulada de islamofobica ou acusada de criar desculpas para os judeus brandindo a bandeira do holocausto.

Cada um tem direito a sua opinião mas não aos seus fatos. Entre as tarefas do FBI está registrar e publicar anualmente um sumário sobre crimes de ódio. E pelo menos nos últimos 10 anos, crimes contra judeus na América ficaram na média de 60% dos crimes contra um grupo religioso. Com todo o furor contra a islamofobia, somente 14% destes crimes foram cometidos contra muçulmanos. Isto nos últimos 10 anos, muito antes de Donald Trump chegar a considerar a presidência americana.

Isto não quer dizer que os últimos eventos não são alarmantes. Além dos cemitérios, ameaças de bombas forçaram a evacuação de mais de 100 centros comunitários e outras instituições, inclusive escolas e jardins de infância judaicos.  

Um africano-americano de nome Juan Thompson foi preso neste final de semana por ameaças a oito centros judaicos e à Liga Anti-Difamação.  Mas este é o trabalho de mais de uma pessoa e em vários Estados.

Quem escuta o pessoal de esquerda, sai com a impressão de que eles absolutamente “sabem” que este é o trabalho de neofascistas comandados pelo presidente Trump (que é antissemita) e seu conselheiro Steve Bannon, chamado de supremacista branco.

Acusações absurdas.

Trump é um dos presidentes mais pró-judeus e pró-Israel a ser eleito para a Casa Branca. Steve Bannon é um grande amigo dos judeus e longe de ser um racista ou fascista, ele acredita em restaurar e defender os valores judaico-cristãos que formam a identidade nacional dos Estados Unidos.

Então o que dizer dos ataques contra alvos judaicos desde 2008? Cemitérios em quase todos os estados da união foram profanados, estudantes judeus intimidados, organizações como Hillel ameaçadas, palestrantes pró-Israel escorraçados. E isso nos Estados Unidos!

Se ilogicamente estes atos são por causa de Trump, qual é a desculpa da Europa? Lá há décadas que usam um padrão duplo. Enquanto a demonização de Israel e a remoção de sinais judaicos são encorajadas, qualquer ataque a judeu é imediatamente descartado com sendo antissemita.  

O que não pode ser descartado foi o ataque ao supermercado Hypercasher  em Paris na esteira do massacre do jornal Charlie Hebdo. Nem o horrível ataque à escola Ozar Hatorah em Toulouse em que um professor e três crianças foram abatidas como gado por um muçulmano francês conseguiu forçar o debate sobre o antissemitismo na Europa. Naquela ocasião, franceses saíram de braços dados com islamistas contra Israel e a “islamofobia”.

O rastro de sangue judeu nos leva diretamente para a esquerda que apoiou, higienizou e incentivou o antissemitismo muçulmano. Hoje, não há qualquer intenção desta esquerda de abandonar seus aliados islâmicos. Mas ela precisa desviar o rastro.

E os movimentos nacionalistas europeus deram a desculpa perfeita. Se você votou por Trump, ou pela saída da Inglaterra da União Europeia, você é um racista, um neonazista e um antissemita. Os ataques antissemitas mais violentos da Europa foram cometidos por muçulmanos, mas você nunca,  nunca irá ouvir qualquer menção sobre o ódio islâmico aos judeus.

Se você é alguém que simpatiza com nacionalistas europeus como o Partido da Liberdade da Áustria, ou com Marie Lepen na França ou Geert Wilders na Holanda, você é um nazista, porque apesar dos três terem denunciado o antissemitismo eles são abertamente anti-islâmicos.

A diferença entre um nacionalismo racista e a defesa de uma identidade nacional legítima será um dos pontos mais contenciosos no Ocidente em futuras eleições.

Para a esquerda, a defesa de uma identidade nacional com valores baseados em uma moral e valores judaico-cristãos é coisa da direita. E para eles, somente a direita é antissemita. E portanto, aqueles que defendem o orgulho em sua identidade nacional tem que ser necessariamente fascistas antissemitas. A esquerda precisa nos convencer disto para satisfazer sua própria fantasia de virtude.

O fato é que uma forte identidade nacional é essencial para a defesa da democracia e de liberdades individuais. Donald Trump é chamado de fascista porque quis bloquear a entrada de indivíduos de países problemáticos que também são islâmicos. Pudemos então ver a esquerda nos aeroportos em protesto, clamando que a América é um país de imigrantes!

Sim. A América, assim como o Brasil, é um país de imigrantes. Não um  país de refugiados. Um imigrante é o que voluntariamente deixa sua terra natal e cultura e escolhe adotar novos valores porque ela lhe dá mais oportunidades de vida. Um refugiado, ao contrario, é o que deixou seu país e sua cultura a força, e ele pode nunca se adaptar à cultura que o recebeu e como vimos na Europa, procura modificar à força os valores de seus anfitriões.

Donald Trump não é antissemita, racista ou fascista. Não foi ele quem promoveu ataques antissemitas na última década. Os promotores foram os que deram o braço a radicais islâmicos com valores totalmente opostos aos nossos.

Os governantes de esquerda em todo o mundo ocidental devem estar furiosos vendo seu projeto de globalização e multiculturalismo se despedaçar aos poucos. O povo está enviando sua mensagem. Ele quer a volta do patriotismo, do orgulho de pertencer, de sua cultura e liberdades. O povo quer a volta da sanidade.



Sunday, February 26, 2017

A Esquerda e a Nova Ordem Mundial - 26/02/2017

A esquerda está oficialmente insana. Cinco semanas após a inauguração de Trump, e pensaríamos que todo o mau ânimo teria passado. Mas não. A mídia não para de distorcer os fatos e comentaristas ainda inconformados com o resultado das eleições chamam Trump rotineiramente de Hitler! Vimos professoras de escola como Yvette Felarca organizar protestos violentos na Califórnia contra os que ela considera fascistas. Como Milo Yiannopoulos o jovem editor do jornal conservador Breitbart, que havia sido convidado para falar aos republicanos de Berkeley. Foi ela quem liderou a quebradeira no Campus da universidade, botando fogo em prédios e carros, até que ele cancelasse o evento.

É, a liberdade de expressão não é o ponto forte da esquerda.

Foi publicado neste final de semana que a Casa Branca teria barrado jornalistas do NY Times, da BBC, CNN e outros de uma conferência de imprensa na sexta-feira. O que ocorreu de verdade, é que neste tipo de conferência, a associação de jornalistas da Casa Branca escolhe quem vai estar no que chamam de “gaggle” e foram eles e não Trump ou seu porta-voz que deixaram estes veículos de mídia de fora.

Toda esta onda de noticias mentirosas, distorcidas e tendenciosas fez com que o presidente recusasse o convite da Associação dos Jornalistas para o jantar anual. Esta é uma indicação poderosa da tensão de Trump com a mídia. O primeiro presidente a cortar os atravessadores de notícia e a se comunicar diretamente com o público via tweeter!

Por seu lado, George Soros, o bilionário da extrema esquerda, que disse que o período em que colaborou com os nazistas identificando propriedades de judeus foi o mais feliz de sua vida, comparou Trump a Hitler num discurso angustiado de que sua “nova ordem mundial” estava em perigo!

Na entrevista que ele deu há alguns anos para o programa 60 minutos, Soros disse que nunca se envergonhou de ter colaborado com os SS porque assim ele “sobreviveu”. Hoje Soros é o 19th homem mais rico do mundo e de acordo com o Wikileaks, ele quer destruir Israel e para isso fundou o JStreet, o lobby mais anti-Israel da história, e contribui com milhões de dólares para todas estas ONGs que fabricam mentiras como supostos “crimes de guerra” perpetrados pelo Estado judeu.

Mas não vamos perder o foco. Em seu pânico, Soros nos contou o que está realmente acontecendo, e agora ficou mais fácil entender o estado da esquerda.

Soros revelou que há uma iniciativa para estabelecer no mundo “uma nova ordem”. E o que ele defende, é um mundo sem fronteiras, globalizado, em que governos decidem o que é melhor para você, seus filhos, porque você é muito burro para decidir seu destino por si próprio.

É precisamente o projeto que está sendo implantado com sucesso na Coreia do Norte, um dos países mais retrógrados em termos de direitos humanos e individuais do mundo!

Esta nova ordem é globalizadora e tem absoluto asco de todo e qualquer nacionalismo ou patriotismo. Uma que torce o nariz para hinos nacionais, e rejeita qualquer noção de excepcionalidade de uma nação.

Agora entendemos porque a esquerda é contra Israel. Ela é contra as aspirações nacionais e o exercício de autodeterminação do povo judeu exatamente porque isto os torna excepcionais. Cada conquista tecnológica, cada mostra de humanidade, cada vitória do pequeno estado em sua luta por sua sobrevivência é uma derrota para os globalizadores.  O mesmo vai para os Estados Unidos. Só vimos a bandeira americana nestas demonstrações histéricas contra Trump quando o pessoal a estava queimando! E quando Trump diz que vai fazer a América Vencedora de Novo, ele leva a esquerda ao desespero. É só ouvir o discurso de George Clooney quando recebeu o premio Cesar em Paris, chamando a todos “cidadãos do mundo” e castigando Donald Trump.

Steve Bannon, o vilipendiado conselheiro de Trump, deu uma rara entrevista na reunião do lobby conservador americano nesta semana em que ele disse que o gabinete do presidente foi escolhido a dedo para desconstruir a máquina implantada por Obama. Uma máquina desenhada para transferir a riqueza dos Estados Unidos para países do terceiro mundo e nivelar todo o mundo por baixo. E esta máquina inclui a mídia como o New York Times, a CNN, a BBC, o jornal The Guardian e outros, que atacaram a campanha de Trump, atacaram o time de transição e agora não param de atacar seu governo.

O papel da mídia hoje não é mais o de reportar, mas de tomar uma posição política. É o de propagar a agenda de grupos chamados de “promotores dos direitos humanos” contra democracias, mas não contra ditaduras. São os mesmos que procuram o boicote de Israel para defender os supostos direitos dos “palestinos”.

E assim, foi com uma grande fanfarra, mas pouca substância, que a mídia promoveu o relatório anual da Anistia Internacional, a organização mais poderosa do mundo de acordo com seu orçamento anual, quantidade de pessoas que trabalham para ela e sua influência junto à mídia.

No capítulo sobre Israel, as mesmas acusações de anos passados sobre o uso de força excessiva do exército e sentenças longas para palestinos por “ofensas menores” são apresentadas sem qualquer evidência ou fontes. Nenhuma menção sobre os numerosos casos investigados por Israel. O relatório chega ao cúmulo de culpar a polícia de Israel por não fornecer proteção adequada às árabes israelenses que sofrem violência em casa! Em uma sentença, a Anistia Internacional apagou a cultura de violência doméstica e homicídios de honra entre os árabes muçulmanos e a culpa é de Israel! Ora, me poupem!

E aí tivemos a peróla da semana! O descendente do Lorde Balfour, o mesmo que em 1917 escreveu a declaração Balfour reconhecendo o direito dos judeus a um país em sua terra ancestral, publicou uma carta no The New York Times culpando Israel pela crescente onda de antissemitismo ao redor do mundo e resolvendo boicotar as comemorações do centenário da carta. O moderno Earl de Balfour disse que Netanyahu “devia aos milhões de judeus que sofrem antissemitismo resolver o conflito o mais rápido possível”.

É irônico pensar que a Declaração Balfour foi feita para resolver a situação de antissemitismo que assolava o mundo na época, dando aos judeus seu lar nacional e hoje este insignificante lordezinho que nem curso superior tem, culpa o próprio Estado judeu pelo antissemitismo.

Isto prontificou uma resposta de Alan Dershowitz notando que “qualquer um que odeia judeus por causa da política adotada pelo Estado de Israel, estará sempre pronto a expressar seu antissemitismo por qualquer outra razão. Anti-israelismo é só a desculpa do dia.” Quem pode me mostrar qualquer violência contra um russo pela invasão da Ucrânia? Que chinês foi maltratado na Europa ou nos Estados Unidos por causa da invasão e anexação do Tibet pela China?

Dershowitz disse que a responsabilidade de Netanyahu não é para com os judeus ao redor do mundo, mas para com os israelenses em Israel. Foram os israelenses que o elegeram para protegê-los, não os judeus da diáspora. Mesmo se houver um aumento de atos antissemitas por causa da política de Israel, nenhuma decisão do Estado judeu deve ser tomada com o intuito de agradar ou não os antissemitas do mundo.

Balfour não escreveu uma palavra sobre o fato dos palestinos se recusarem a negociar apesar de Netanyahu ter oferecido incontáveis vezes. Ou que de 1938 até 2008, os árabes receberam e repetidamente rejeitaram acordos que lhes dariam um estado. Balfour também esqueceu do Hamas, da Hezbollah e dos outros grupos terroristas, junto com o Irã que continuam a prometer a destruição do Estado que seu antepassado contribuiu em criar.

Balfour terminou sua carta basicamente apoiando o movimento de boicote a Israel. Sua recusa em participar na comemoração do centenário da Declaração Balfour até que Israel tome passos unilaterais para terminar o conflito é uma vergonha. E sabem o que? Que seja.

O Lorde Balfour de 1917 teria ficado muito orgulhoso de saber que teve um papel no retorno de Israel, um país que em 60 anos se tornou um exemplo de avanço social e tecnológico apesar da permanente ameaça de seus vizinhos.


Então vamos ter o Centenário da Declaração Balfour sem a presença do lordezinho. E ele deverá continuar fora nos próximos cem anos, pois não há sinal que os palestinos estejam prontos a reconhecer Israel com um estado judeu, do modo que a Declaração de seu antepassado previa. O Balfour moderno conseguiu seus 15 minutos de fama. Agora só lhe resta retornar à sua insignificância.